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Economia

Içara lidera geração de empregos na Amrec em novembro 

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O município de Içara foi destaque regional na geração de empregos formais no mês de novembro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que a cidade encerrou o período com saldo positivo de 130 novos postos de trabalho, o melhor resultado entre os 12 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).

Mesmo em um cenário de retração no mercado de trabalho regional, Içara manteve desempenho positivo, com 1.133 admissões e 1.003 desligamentos ao longo do mês. O resultado reforça a força da economia local e o ambiente favorável para a geração de oportunidades.

Para a prefeita Dalvania Cardoso, o desempenho é reflexo do esforço conjunto entre iniciativa privada e trabalhadores do município. “Içara desponta no crescimento econômico e isso é graças aos empresários que aqui investem e aos trabalhadores com seus talentos para o trabalho, seja na indústria, no comércio, na prestação de serviços ou no agro. Nós, enquanto poder público, somos apenas fomentadores. O protagonismo é deles”, destaca.

Segunda maior economia do Sul catarinense, Içara segue avançando por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, ao fortalecimento do setor produtivo e à atração de investimentos, contribuindo para a manutenção e ampliação dos empregos formais.

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Economia

Cadeia produtiva do arroz seguirá enfrentando dificuldades em 2026

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A crise que atingiu a cadeia produtiva do arroz ao longo de 2025 deve se prolongar em 2026, mantendo a pressão sobre produtores e indústrias. Em Santa Catarina, o Sindicato das Indústrias de Arroz (SindArroz-SC) acompanha o cenário, marcado por excesso de oferta e preços em retração. A expectativa da entidade é de que as dificuldades persistam ao longo do próximo ano, com possibilidade de início de recuperação apenas no último trimestre, já em função da safra 2026/2027.

Segundo o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, o principal fator que impede a reação dos preços é o elevado volume de grãos disponível no mercado. Ele afirma que o excesso de estoques limita qualquer perspectiva de valorização no curto prazo e exige cautela das indústrias, com foco na redução de custos e em uma gestão mais eficiente.

A projeção de melhora no fim de 2026 está associada à expectativa de redução no plantio da próxima safra. De acordo com Rampinelli, a descapitalização dos produtores deve resultar em uma retração ainda maior da área cultivada. Com menor oferta, o mercado tende a buscar reequilíbrio, abrindo espaço para uma recuperação gradual dos preços.

Safra 2025/2026 segue dentro da normalidade

Apesar do cenário econômico adverso, a safra 2025/2026 em Santa Catarina apresenta desenvolvimento considerado normal do ponto de vista agronômico. As condições climáticas têm sido favoráveis, com chuvas, calor e luminosidade adequados ao crescimento das lavouras.

Rampinelli destaca que, embora não haja expectativa de produtividade recorde, principalmente em razão dos elevados custos de produção, a colheita deve ficar próxima da média histórica recente.

Dados da Epagri/Cepa apontam redução de 1,28% na área plantada em relação à safra 2024/2025 e queda de 6,11% na produção total, o que representa cerca de 79,3 mil toneladas a menos.

Sindicato reforça articulação institucional

Ao longo de 2025, o SindArroz-SC intensificou o diálogo com lideranças políticas e órgãos públicos em busca de alternativas para enfrentar a crise. Entre as ações, esteve a mobilização da Câmara Setorial do Arroz de Santa Catarina, com participação do deputado estadual José Milton Scheffer e de entidades do setor, para apresentar demandas e propostas aos governos estadual e federal.

Para 2026, a entidade pretende manter a articulação institucional, com foco em medidas voltadas à competitividade da cadeia produtiva, estímulo às exportações e valorização do arroz no mercado interno.

Incentivo ao consumo e valorização do produto

O sindicato também planeja ampliar, em 2026, ações de incentivo ao consumo de arroz, destacando o papel do produto na segurança alimentar e sua importância econômica e social. A estratégia inclui campanhas de conscientização sobre os atributos nutricionais e culturais do grão.

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Economia

Intenção de compras cresce e Natal deve movimentar comércio em SC

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O Natal de 2025 deve trazer um fôlego extra para o comércio catarinense. Depois da queda registrada no ano passado, a intenção de compras voltou a subir, e a projeção da Fecomércio SC aponta crescimento de 7,3% em valores nominais, com gasto médio de R$ 721 por pessoa. Descontada a inflação, o avanço real fica em torno de 2,3%.

O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, atribui o otimismo a dois indicadores: 56,4% dos entrevistados dizem estar em situação financeira melhor que a de 2024, e o rendimento real da população ocupada cresceu cerca de 10% no terceiro trimestre.

“Esses dois fatores ajudam a explicar o aumento da intenção de compras neste Natal. É um dado muito positivo, ainda mais após a queda do ano passado. O Natal é a principal data do comércio, e essa expectativa é relevante. O ano teve bons resultados, mas o segundo semestre foi desafiador com juros altos. Um Natal forte pode ser o prelúdio de um 2026 ainda melhor”, afirma Dagnoni.

A pesquisa indica ainda que os consumidores devem comprar, em média, cinco presentes.

Criciúma lidera o gasto médio no estado

O levantamento ouviu 2,1 mil pessoas em sete cidades. Criciúma aparece no topo, com gasto médio previsto de R$ 1.016 por pessoa.
Em seguida vêm:

  • Itajaí – R$ 786
  • Chapecó – R$ 768
  • Blumenau – R$ 735

Ficam abaixo da média estadual:

  • Florianópolis – R$ 679
  • Joinville – R$ 564
  • Lages – R$ 497

O que os catarinenses pretendem comprar

Entre os itens mais procurados estão:

  • Vestuário – 30,9%
  • Brinquedos – 22,6%
  • Calçados – 14,9%

Mas quando se observa o gasto médio por categoria, o cenário muda. Óticas, joias e relógios lideram os desembolsos, com gasto médio de R$ 1.194,25, seguidos por informática (R$ 1.173,47) e eletrônicos (R$ 1.140,66). Já itens populares, como roupas e brinquedos, ficam entre R$ 723 e R$ 809.

Quando e como os presentes serão comprados

Os catarinenses devem antecipar as compras:

  • 39,9% comprarão os presentes até duas semanas antes do Natal
  • 25,5% na semana da data
  • 17,3% com mais de duas semanas de antecedência
  • 11,4% com mais de um mês

Apenas uma pequena parcela deixará para a véspera (4,2%) ou para o próprio dia.

O PIX lidera entre as formas de pagamento, com 24,8%, seguido por débito à vista e crédito parcelado, ambos com 20,1%. O uso de dinheiro caiu para 16,9%, reforçando a migração para meios digitais.

Nos locais de compra:

  • Comércio de rua – 48,1%
  • Internet – 33,3%
  • Shoppings – 15,5%
  • Camelôs – 2,4%

O que pesa na escolha

O preço segue como decisivo — influencia 36% dos consumidores. Promoções (19,8%) e atendimento (19,2%) também são relevantes, seguidos por qualidade do produto (17,1%).

O estudo confirma um cenário de cautela, mas com sinais claros de recuperação — suficiente para animar o comércio e elevar a expectativa para 2026.

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Agronegócio

SindArroz-SC classifica como “frustrante” reunião no MAPA sobre crise do arroz

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O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) deixou Brasília nesta quarta-feira, 3, com a sensação de que o Governo Federal não apresentou avanços para enfrentar a crise que atinge o setor orizícola no país. A entidade participou de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, em agenda articulada pela deputada federal Geovânia de Sá.

Apesar da presença de lideranças políticas e representantes de várias regiões produtoras, a conversa não trouxe respostas novas — avaliação feita pelo presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.
“O Governo Federal ignorou a gravidade do momento. Não apresentou uma única proposta nova e se limitou a repetir medidas já conhecidas, que não surtiram efeito. A ausência de ações concretas mostra que o governo parece confortável com o desmonte silencioso do setor”, declarou.

Setor vive momento crítico

As indústrias de arroz enfrentam forte queda nos preços e acumulam prejuízos sucessivos. Rampinelli alerta que o cenário ameaça a operação de muitas empresas.
“Os ativos exigem manutenção constante. Sem resultado econômico, não há sustentabilidade possível. Estamos tentando evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio já está ficando inviável”, afirmou.

Campanha para incentivar o consumo não substitui medidas emergenciais

Em nível nacional, o SindArroz-SC participa de uma campanha para incentivar o consumo de arroz, desenvolvida em parceria com a Abiarroz e o IRGA. A entidade reconhece a importância da iniciativa, mas reforça que ações de médio e longo prazo não resolvem o problema imediato.
“Estamos propondo caminhos. O setor está pedindo apoio para atravessar este momento e o mínimo esperado era uma sinalização efetiva de diálogo e ação”, disse o presidente.

Rampinelli destacou ainda que o sindicato seguirá atuando na defesa das indústrias catarinenses e na articulação de medidas que deem sustentação a toda a cadeia orizícola, que envolve milhares de agricultores.
“Vamos seguir cobrando uma resposta à altura da crise e buscando soluções reais para quem transforma o arroz em alimento, emprego e desenvolvimento”, concluiu.

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