Economia
Jornada Empreendedora encerra programação da 11ª Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc
Criciúma
Com mais de 3.500 inscritos, 120 palestras e quase 900 trabalhos acadêmicos apresentados, foi encerrada, na noite desta sexta-feira (30/10), a 11ª edição da Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc. Ao longo dos cinco dias de extensa programação realizada de forma virtual o evento recebeu mais de 20 mil visitantes, sendo estes de 21 Estados da federação.
Entre as atividades que marcaram o fim dos trabalhos esteve a Jornada Empreendedora, ação na qual as comunidades interna e externa puderam aprender em um bate-papo dinâmico sobre formas de recuperar negócios em tempos de crise. Ainda na noite de encerramento a SCT contou com um de seus grandes destaques, a Feira de Inovação, além de outras dez atividades paralelas.
Jornada Empreendedora
A partir de um resgate histórico e a contextualização com o momento atual, Leandro Piazza e Adolfo Cesar dos Santos trouxeram exemplos de gestão de crise e de negócios que cresceram durante a pandemia, além das oportunidades abertas para as startups a partir do cenário. “Mesmo que você seja um professor, médico, um advogado, você precisa pensar como startup, ter um DNA desse modelo”, destacou Leandro.
Conforme o professor, é preciso desmistificar a ideia de que startup precisa estar intimamente ligada produtos de tecnologia. “Startup é uma empresa em que o modelo de negócio não está totalmente validado, está se buscando algo escalável e inovador em um mercado incerto e pouco navegado. Pode ser um negócio de inovação, de viagem ou do que for. É um jeito novo de desenhar o início de uma empresa. É o início 4.0 da jornada empreendedora”, descreveu o ministrante que acrescentou que as dez empresas que mais cresceram na pandemia, desde a Amazon até a T-Mobile, são startups.
Leandro Piazza representou a empresa 49 Educação e foi eleito um dos dez melhores mentores do país em 2020 em evento organização pela Associação Brasileira de Startups. Já Adolfo Cesar representou o Sebrae, instituição na qual atualmente como facilitador do programa Empretec e mentor de liderança empresarial.
A palestra da noite foi mediada pelo coordenador do curso de Design de Produto da Unesc, João Rieth e contou com a participação do coordenador-adjunto do curso de Administração, Thiago Francisco. O conteúdo está disponível no canal Unesc Oficial (https://www.youtube.com/watch?v=xZBL-ask02U)
Edição desafiadora e vitoriosa
Os números da 11ª edição da SCT não deixam dúvidas: a Unesc construiu, mesmo em meio às adversidades impostas pela pandemia, mais um evento de grande sucesso. Ser assistido por mais de 20 mil pessoas, de 21 Estados e contar com um total de inscritos que ultrapassou os 3,5 mil não são marcas que se alcança facilmente.
Para a reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta, a realização de um evento de tamanho sucesso mostra de forma clara a força da Unesc. “Esse é um evento que nos orgulha por representar a imensidão de possibilidades dessa Instituição. Ele é um retrato do que essa Universidade oferece na excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na inovação e em todo o cenário no qual está inserida”, destaca.
A possibilidade de encontrar soluções rápidas, acessíveis e viáveis para a realização de uma extensa programação de forma remota, conforme Luciane, só existe porque a Universidade conta com uma equipe engajada e disposta a, acima de tudo, fazer acontecer. “É por isso que essa Semana marca as superações. É mais uma das grandes situações que tivemos que enfrentar e superamos neste ano nas diferentes frentes de cada um. Temos, por trás de todo esse trabalho, uma grande equipe que me orgulha e me deixa imensamente grata por fazer parte deste time”, reforça.
O desafio encarado de frente, conforme a coordenadora da SCT, Merisandra Cortes de Mattos, foi de alto nível. “Enquanto várias instituições de ensino superior do país cancelaram as suas semanas de Ciência e Tecnologia, a Unesc mais uma vez mostra o quão é diferenciada e preparada, possuindo uma grande capacidade de adaptação a diferentes cenários. E isto só se consegue fazer no coletivo, quando todos trabalham em prol de um objetivo comum”, pontuou, completando a fala da reitora.
Muito mais do que cumprir mais uma edição do evento, de acordo com o diretor de Pós-graduação da Unesc, Oscar Montedo, a Universidade superou seus próprios limites e utilizou da expertise dos últimos dez anos de Semana de Ciência e Tecnologia para fazer deste o mais desafiador e o maior dos eventos. “Estamos concluindo a Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc, neste desafiador ano, de forma virtual, mas muito bem-sucedida, superando todos os números dos anos anteriores e levando o que de melhor fazemos em pesquisa científico-tecnológica, extensão e ensino a participantes de 21 Estados da nação”, analisou.
Economia
RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma
O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.
A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.
Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente
O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.
Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.
Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”
Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
Economia
Endividamento em SC bate recorde em agosto, mas inadimplência recua
As famílias catarinenses ficaram mais endividadas em agosto de 2026, mas mostram melhora na capacidade de pagamento das contas. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O percentual de famílias endividadas chegou a 78,4% — o maior nível da série recente. O número representa alta de 1,5 ponto percentual sobre julho e avanço de 6,9 pontos na comparação com agosto de 2025.
Inadimplência recua e fica abaixo da média nacional
Mesmo com o endividamento em alta, a inadimplência caiu no estado. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 22,2% em agosto — queda de 1,4 ponto percentual em relação a julho. O índice catarinense ficou bem abaixo da média nacional, que voltou a subir e atingiu 29,9%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o movimento sinaliza maior controle financeiro por parte das famílias. “A boa notícia é que a inadimplência, após mais de um ano, está retornando para próximo dos níveis históricos no estado, em torno de 22%. Ainda assim, o momento exige muita cautela, pois estamos em período eleitoral e muitas pessoas acabam adiando decisões de consumo e investimento diante desse cenário”, avalia.
Menos famílias dizem não conseguir pagar as dívidas
Outro sinal de melhora aparece no percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso: o índice caiu para 8,7% em agosto e também segue abaixo da média nacional, reforçando a maior resiliência financeira do estado.
Cartão de crédito segue como principal dívida
O levantamento mostra ainda que o comprometimento médio da renda das famílias endividadas ficou em 29,9%, com tempo médio de atraso de 63,9 dias. Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito continua sendo a mais comum entre os lares endividados, embora com redução na comparação anual.
Economia
SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende redução de custos
A indústria e os demais elos da cadeia do arroz chegam ao período que antecede as eleições com demandas definidas para o próximo Governo. Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) defende medidas que ampliem a previsibilidade para as empresas, reduzam os custos de produção e contribuam para o equilíbrio entre produção, industrialização e comercialização do cereal.
Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, entre os principais gargalos estão a insegurança jurídica e tributária, além do crescimento das demandas trabalhistas. Para o dirigente, a construção de regras mais claras e estáveis é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança. “Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta a preocupação das empresas. Também observamos um crescimento expressivo das demandas trabalhistas, que amplia os custos e a insegurança para as indústrias”, afirma.
Além da questão regulatória, a tributação, os custos de energia, a logística e as despesas industriais pesam sobre a competitividade da cadeia. “O principal ponto de pressão está no custo total da atividade, especialmente diante do peso dos impostos. O produtor precisa ter um custo de produção mais baixo, de forma que consiga fornecer o produto às indústrias em condições economicamente viáveis. As indústrias, por sua vez, precisam ter margem para beneficiar o arroz e fazê-lo chegar à mesa do consumidor com uma logística equilibrada e custos de transporte justos”, explica Rampinelli.
Logística e exportações
Entre as medidas que podem contribuir para a competitividade do setor, o presidente do Sindicato destaca a necessidade de melhorias na logística. O transporte interfere diretamente nos custos de produção e industrialização e, consequentemente, no preço final do arroz.
Outro caminho apontado pelo SindArroz-SC é o fortalecimento das exportações. Para Rampinelli, uma política contínua e planejada de vendas ao mercado externo pode contribuir para equilibrar a produção e o consumo nacional, além de ampliar o valor agregado ao produto brasileiro.
Planejamento de longo prazo
Diante dos desafios enfrentados pela cadeia, o presidente do SindArroz-SC defende que as medidas do próximo Governo não sejam pontuais, mas façam parte de uma estratégia de longo prazo para o setor. O planejamento deve considerar a demanda nacional, a produção necessária para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e alternativas para a diversificação de culturas.
“Uma política estruturada e construída com previsibilidade pode contribuir para reduzir os riscos e dar melhores condições para produtores e indústrias planejarem suas atividades. A integração entre produção, indústria e governo, teria impacto direto na competitividade e na sustentabilidade de toda a cadeia do arroz”, conclui o dirigente.
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