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Mais de 800 bailarinos encantam o público durante o Unesc em Dança

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Dança. Um tipo de manifestação artística que utiliza o corpo como instrumento criativo. E foi dançando que mais de 800 artistas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul encantaram e emocionaram o público que lotou o Teatro Elias Angeloni, em Criciúma, neste fim de semana, durante a 21ª edição do Unesc em Dança. 

Balé, dança de rua, dança contemporânea, dança do ventre, entre tantos outros estilos foram apresentados no decorrer do festival, suspenso por dois anos devido à pandemia da Covid-19. Um dos dançarinos que subiu ao palco foi Bruno Rezende Elias, que saiu de Sombrio ao lado dos colegas da Cia. De Dança Liberty para apresentar a coreografia “Floresta Encantada”, após um ano de preparação. “É a segunda vez que participo do Unesc em Dança e é muito gratificante e emocionante mostrar o nosso trabalho após tanto ensaio”, comenta.

Uma centena de coreografias

Ao todo, foram cerca de 100 apresentações infanto-juvenil e sênior, distribuídas entre sábado e domingo, todas finalizadas com muitos aplausos.

“Este é o maior evento de dança do Sul do estado e conta com apresentações de inúmeras companhias que representam a sensibilidade que a arte, a cultura e a dança traduzem nas suas diferentes expressões, trazendo para o nosso intenso cotidiano esta capacidade de olhar para o cenário onde estamos. A arte tem esta finalidade de proporcionar a reflexão sobre o que fazemos e como fazemos. Avalio o Unesc em Dança como um patrimônio da nossa cidade e da região”, enfatiza a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta.

Além das apresentações

Mas o festival não se atém somente às belas apresentações. Ela também contou com oficinas, palestras e  talks, iniciadas na última sexta-feira e sempre com convidados especiais que levaram conhecimento e descontração aos participantes.

“O Unesc em Dança coloca a Universidade como referência na cultura e na arte, desenvolvendo o seu protagonismo ao longo dos anos e figura entre os eventos de relevância no estado e, porque não, em âmbito nacional. Estamos felizes porque a Unesc se coloca mais uma vez como vanguarda em um eixo transversal da formação na educação superior também na área de humanidade, onde a arte e a cultura estão inseridas”, destaca a pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão (Propiex), Gisele Coelho Lopes.

Transformação do cenário cultural

Para a coordenadora do setor de Arte e Cultura da Unesc, Amalhene Baesso Reddig, a Lenita, percebe-se que o Unesc em Dança transformou o cenário cultural da região ao longo dos anos. “O festival é aguardado pelos bailarinos e coreógrafos porque compreendem que é uma grande oportunidade. A Universidade tem colaborado efetivamente para ampliar a formação cultural das pessoas e consolidar grupos de dança para encontrar mercado de trabalho para os profissionais da área. Este é o papel da nossa Instituição: estar próxima da comunidade, estabelecer trocas e estar aberta, sempre trabalhando com projetos para que possamos, cada vez mais, melhorar os trabalhos culturais, sendo até mesmo exemplo para outras cidades que promovem festivais”, cita.

Quem também enfatiza a importância do evento é a diretora de extensão, cultura e ações comunitárias, Fernanda Sônego. Ela ressalta que a Unesc cumpre a sua missão mais uma vez. “A nossa instituição movimenta a  arte e a cultura não só em Criciúma, mas em toda a região, pois somos uma Universidade Comunitária que valoriza esta área, e estamos felizes em levar a comunidade a ver o que a nossa região faz com a dança. A expressão corporal nos ajuda a ser melhores, a transformarmos o mundo e rejubila a nossa alma. Estamos felizes em proporcionar, além dos espetáculos fabulosos, a oportunidade de formação com oficinas, a integração de pessoas, o reencontro entre amigos e a valorização da dança”, comenta.

O Unesc em Dança é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio das empresas Giassi Supermercados, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Anjo Tintas, SETEP Construções e Bistek Supermercados. A realização é da Unesc, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

“Iniciamos o nosso planejamento em 2019, quando o evento foi contemplado pela Lei Rouanet. Durante estes anos fizemos captações de recursos com empresas da região e também com o BRDE. Por meio deste aporte, conseguimos fazer um planejamento e decisão para entregar o evento para a comunidade. O Unesc em Dança se consolidou, tanto que estamos na 21ª edição, onde tivemos 133 inscrições, a curadoria selecionou 100 coreografias, além de grupos convidados, como a Furb de Blumenau, grupos de Joinville, o grupo de dança da Unesc, que nos deram grande satisfação”, fala o produtor Cultural da Universidade, Maxwell Sandeer Flor.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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