Geral
MP alerta que aulas presenciais não podem ser suspensas sem, antes, a proibição de outras atividades
Antes de qualquer medida no sentido de suspender as aulas presenciais para contenção da pandemia do coronavírus, é preciso suspender as atividades consideradas não essenciais. Este é o posicionamento sustentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CIJ).
De acordo como o Coordenador do CIJ, Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega, o Ministério Público não pretende obrigar o retorno ou a manutenção das atividades escolares presenciais em qualquer hipótese, ainda mais diante do atual cenário de grave crise sanitária, mas sim realizar o controle jurídico das medidas de enfrentamento à pandemia.
A Lei n. 18.032/2020, do Estado de Santa Catarina, considera essencial as atividades educacionais presenciais nas unidades das redes pública e privada de ensino. Segundo a Lei, admitir a suspensão das aulas presenciais não depende da conveniência do Poder Executivo, mas sim de decisão administrativa fundamentada da autoridade competente indicando a extensão, os motivos, critérios técnicos e científicos que embasem as medidas que suspendem as aulas presenciais.
“Há evidente incoerência de, num mesmo contexto sanitário, o ente municipal autorizar que atividades não essenciais, mais propensas à propagação do vírus, permaneçam em funcionamento, ainda que regradas ou limitadas, enquanto as aulas permanecem totalmente suspensas. Além disso, o fechamento das escolas, por si só, sem que outras restrições de mesma ordem sejam estabelecidas, dificilmente impactará na transmissão comunitária do vírus”, completa Botega.
O Coordenador do CIJ destaca, ainda, que o retorno das atividades presenciais nas escolas, foi precedido pela publicação de normativas com regramentos específicos e, sobretudo, pela elaboração e aprovação de planos de contingência municipais e escolares, documento este que assegura a adaptação e aplicação rigorosa dos protocolos em cada instituição de ensino.
Para o Ministério Público, é preciso considerar também os prejuízos para aprendizagem, nutrição, socialização, saúde mental e, de maneira geral, para o desenvolvimento pleno da criança e do adolescente ocasionados pela manutenção das atividades pedagógicas pela via unicamente remota, além da relevância da escola como espaço de proteção para crianças e adolescentes que são vítimas de abusos e todas as formas de violência, cuja maior parte ocorre justamente dentro de casa.
“A escola é por excelência um espaço de promoção e de proteção de direitos, não apenas de fomento da educação formal, e a limitação do acesso físico às instituições de ensino, em conjunto com as mudanças nos meios de atendimento e reordenamento das atividades coletivas, dificultam a atuação da rede protetiva que visa a um abrandamento ou mesmo dissolução de uma situação de vulnerabilidade”, ressalta Botega.
Geral
Vento e chuva provocam transtornos na região; rio Criciúma ameaça sair da calha no bairro Paraíso
O vento forte da madrugada e a chuva intensa desta manhã de segunda-feira provocam transtornos pela região. Na região de Sombrio, vários bairros ficaram sem energia já nas primeiras horas desta manhã. Em Araranguá, houve registro de queda de árvores, destalhamentos e danos na rede elétrica.
Em Içara, equipes da Cooperaliança seguem trabalhando para atender às ocorrências geradas pelo vento da madrugada. Em nota, a cooperativa informou que ainda pela manhã todos os problemas devem estar resolvidos. “Em função dos temporais registrados durante a noite, alguns pontos isolados da área de atuação da Cooperaliança estão sem energia elétrica. Nossas equipes já estão em campo atuando nos locais afetados para realizar os reparos necessários e restabelecer o fornecimento de energia”, diz a nota
Em Criciúma, a chuva provocou acúmulo de água em vários pontos, exigindo atenção redobrada dos motoristas. Na região do bairro Paraíso já há ruas alagadas. A escola João Linus Rech já registra alagamentos e os alunos estão sendo retirados e levados para casa.
Geral
Municípios suspendem aulas no período vespertino
Os alagamentos provocados em toda a região pela chuva forte das últimas horas está forçando o cancelamento das aulas em várias cidades da região. Araranguá, Meleiro, Turvo e Içara já confirmaram a medida. Objetivo é garantir segurança aos alunos.
A tendência é que, confirmada a previsão do tempo, as atividades sejam retomadas normalmente nesta terça-feira
Corpo de Bombeiros também informa que neste momento equipes estão mobilizadas para atender as ocorrências em Criciúma e região. Orientação é para que as famílias sigam em casa e não se exponham a riscos desnecessários
Geral
Bombeiros resgatam famílias ilhadas na região do bairro Paraíso, em Criciúma
A chuva forte que castiga Criciúma desde as primeiras horas da manhã de hoje deixa diversos pontos de alagamentos neste momento. A situação mais crítica é registrada no bairro Paraíso. O Corpo de Bombeiros Militar precisou utilizar botes para resgatar as famílias que ficaram ilhadas. Expectativa é que o cenário comece a melhorar no final do dia quando a chuva tende a dar uma trégua.
Além do bairro Paraíso há alagamentos em vários pontos da cidade. Ao longo de toda a Avenida Centenário a orientação é para que os motoristas redobrem a atenção. Há pontos de alagamentos também em Içara e Forquilhinha.
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