Geral
Projeto propõe converter multas leves e médias em doação de sangue ou cadastro de medula em Criciúma
Um projeto de lei apresentado na Câmara de Vereadores de Criciúma propõe transformar multas de trânsito leves e médias em ações solidárias. De autoria do vereador Daniel Cipriano (PSDB), a iniciativa permite que motoristas optem pela conversão das infrações em doação de sangue ou no cadastro como doador de medula óssea, em vez do pagamento em dinheiro.
A proposta surge diante da dificuldade recorrente do Hemosc em manter os estoques de sangue em níveis seguros ao longo do ano, especialmente fora dos períodos de campanhas pontuais. A intenção, segundo o autor, é dar um caráter educativo e social à penalidade. “A ideia é transformar uma infração em algo positivo para a sociedade, e não apenas punir de forma pecuniária”, defendeu o vereador.
O projeto estabelece critérios para evitar distorções. Cada condutor poderá converter até duas multas por ano, respeitando o intervalo mínimo de seis meses entre as doações, conforme as normas médicas. O comprovante apresentado deverá ser posterior à infração cometida, não sendo aceitas doações realizadas antes da aplicação da multa.
Caso aprovado, o benefício valerá exclusivamente para multas aplicadas pelo órgão de trânsito municipal de Criciúma. Infrações de competência estadual ou federal não poderão ser incluídas, por ausência de respaldo legal. A adesão será facultativa, cabendo ao motorista escolher entre o pagamento tradicional da multa, com a penalidade prevista, ou a conversão em doação.
Um dos diferenciais do projeto é a previsão de isonomia. Pessoas que, por razões médicas comprovadas, estejam impedidas de doar sangue ou medula poderão indicar um terceiro para realizar a doação. O controle será feito por meio de comprovante emitido pelo Hemosc, contendo CPF e data do procedimento. “Esses cuidados foram pensados para garantir segurança jurídica e justiça na aplicação da lei”, explicou Daniel Cipriano.
O vereador destaca que o Hemosc de Criciúma atende uma ampla região do Sul catarinense, o que amplia a demanda e agrava a necessidade de doações regulares. “O fato de o Hemosc pedir doações praticamente o ano todo mostra que as campanhas tradicionais não têm sido suficientes”, avaliou.
O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O autor demonstra confiança na tramitação, citando experiências semelhantes em outras cidades brasileiras e ressaltando que a proposta local foi adaptada à realidade do município.
Na região Sul de Santa Catarina, a iniciativa é considerada pioneira. Embora existam propostas parecidas em outros estados, este é o primeiro projeto com esse formato apresentado em Criciúma. O texto havia sido elaborado ainda no ano passado, mas ingressou oficialmente em tramitação no início do atual ano legislativo.
Além da proposta, Daniel Cipriano comentou sua atuação como primeiro secretário da Câmara de Vereadores. Responsável pela condução das sessões, ele destacou que a experiência como jornalista contribui para o desempenho da função. “A dinâmica das sessões passa muito pelo trabalho da secretaria. Pretendo dar continuidade ao trabalho realizado pela mesa diretora anterior”, afirmou.
Se aprovada, a proposta não elimina sozinha o déficit de doações, mas busca oferecer uma alternativa prática para estimular a solidariedade, associando responsabilidade no trânsito a um benefício direto para a coletividade.

Geral
SC amplia vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos em todos os municípios
A partir da próxima semana, adolescentes de 10 a 14 anos de todos os municípios de Santa Catarina poderão se vacinar contra a dengue. A ampliação da campanha foi anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), que inicia nesta sexta-feira (23) a distribuição das doses para todas as regionais de saúde.
Até então, a vacinação estava restrita a 100 municípios de sete regiões do Estado e contemplava adolescentes de 10 a 16 anos. Com a mudança, a imunização passa a atender exclusivamente a faixa etária de 10 a 14 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a ampliação representa um avanço no enfrentamento da doença. “A vacina é uma ferramenta importante de prevenção, especialmente para crianças e adolescentes. Com a chegada das novas doses, conseguimos ampliar a cobertura e alcançar todos os municípios catarinenses”, afirmou.
Santa Catarina recebeu 75.600 doses da vacina. Para viabilizar a expansão, a SES pactuou com os municípios a priorização da faixa etária recomendada. Com isso, adolescentes de 15 e 16 anos não iniciarão novos esquemas vacinais neste momento, sendo garantida apenas a segunda dose para quem já havia iniciado a imunização.
A Secretaria de Estado da Saúde orienta pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima para verificar o início da vacinação em cada município. A SES reforça que, mesmo com a ampliação da campanha, as medidas de prevenção continuam sendo essenciais para o controle da dengue.
“É um momento que exige atenção e compromisso coletivo. Cada atitude faz diferença na redução da transmissão da doença”, destacou o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), João Augusto Fuck. Ele lembra que a principal forma de prevenção segue sendo a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, geralmente encontrados em áreas próximas às residências.
Entre as orientações estão evitar o acúmulo de água em recipientes, manter piscinas tratadas ou cobertas, descartar corretamente materiais inutilizados, limpar calhas e quintais, colocar areia em pratinhos de plantas e manter lixeiras bem fechadas.

Geral
Dengue: Segundo foco do mosquito acende alerta em Morro da Fumaça
A Secretaria de Saúde de Morro da Fumaça, por meio da Vigilância em Saúde, alerta que confirmou a identificação do segundo foco do mosquito Aedes aegypti no município. O primeiro foco havia sido registrado em 2025 e o mais recente na última semana. Assim que a nova larva foi detectada, as equipes de saúde iniciaram imediatamente as ações de controle, com apoio da Regional de Saúde. Mesmo sem nenhum caso de dengue registrado no município, a secretaria solicita a colaboração dos cidadãos na eliminação dos focos do mosquito, que também transmite zika e chikungunya.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Lucelane de Souza Antunes, após a confirmação do foco, localizado na região central do município, foi realizada uma varredura em um raio de 300 metros ao redor do local. “Assim que tivemos essa confirmação, iniciamos imediatamente o mapeamento da área, conforme o protocolo. Nossas equipes estiveram por dois a três dias visitando as residências, verificando possíveis criadouros, como piscinas, recipientes com água parada e plantas que acumulam água”, destaca.
Durante as visitas, a equipe coordenada pela agente de combate a endemias Regina Formentin, identificou que os principais problemas estão relacionados às piscinas, inclusive as de plástico mantidas com água parada e também plantas, em específico as bromélias, muito usadas em jardins. “Esse tem sido o nosso principal desafio. Encontramos muitas piscinas com água verde e também plantas com grande quantidade de água e larvas”, explica a secretária. As amostras coletadas durante a ação foram encaminhadas para análise laboratorial.
Sem registrar nenhum caso de pessoa com dengue, município alerta para a importância da prevenção
Apesar da confirmação do foco do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde reforça que não há, até o momento, nenhum caso confirmado de dengue em Morro da Fumaça. “É importante tranquilizar a população, pois hoje o município não tem nenhum paciente positivado para dengue. No entanto, a presença do mosquito exige atenção constante, principalmente diante dos focos registrados em cidades vizinhas”, ressalta.
A gestora de saúde fumacense também reforça a importância da colaboração da população no combate à dengue. “Pedimos que cada morador faça a sua parte, cuidando do seu quintal, eliminando água parada e permitindo o acesso das equipes de saúde. Esse trabalho conjunto é fundamental para evitar a circulação do vírus no município”.
A Secretaria de Saúde orienta que a população adote medidas simples no dia a dia para eliminar possíveis focos do mosquito da dengue. Entre as principais recomendações estão: manter caixas d’água, cisternas e tonéis sempre bem fechados; esvaziar, lavar e guardar de cabeça para baixo baldes, garrafas e recipientes que possam acumular água; manter piscinas tratadas com cloro e cobertas quando não estiverem em uso; evitar água parada em pratos de plantas, optando por areia até a borda; retirar água acumulada em calhas, ralos, lajes e bandejas de ar-condicionado; além de observar plantas como bromélias, que devem ser higienizadas regularmente para evitar o acúmulo de água. A eliminação desses criadouros é a forma mais eficaz de prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Geral
Janeiro Branco: Cocal do Sul acende alerta para a saúde mental dos homens
A campanha Janeiro Branco evidencia um recorte importante da realidade de Cocal do Sul e reforça a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde mental da população, especialmente entre os homens.
Um levantamento da Secretaria de Saúde aponta predominância masculina entre os óbitos relacionados a sofrimento psíquico grave registrados nos últimos anos, o que indica a urgência de ações preventivas contínuas e direcionadas.
Em 2025, foram contabilizados três óbitos por suicídio no município, sendo dois homens e uma mulher. Em 2024, houve quatro registros, todos envolvendo homens. Já em 2023, novamente foram três casos, com dois homens e uma mulher.
A repetição desse perfil ao longo dos anos, segundo a secretária de saúde, Giovana Galato, aponta para uma tendência que merece atenção do poder público, dos serviços de saúde e da sociedade.
Outro indicador relevante são as notificações de violências autoprovocadas. Em 2025, foram 47 registros. Em 2024, o número chegou a 48. Já em 2023, foram 26 notificações, e em 2022, 30.
O crescimento observado a partir de 2023 pode indicar maior sensibilização e ampliação dos registros, mas também revela que o sofrimento emocional continua presente na comunidade.
A secretária reforma que os dados reforçam a importância de romper o silêncio, principalmente entre o público masculino, que historicamente tende a buscar menos ajuda.
“Os números mostram a necessidade de fortalecer ações de escuta, acolhimento e prevenção, criando espaços seguros para que as pessoas falem sobre o que estão sentindo”, afirma.
O município conta com uma rede estruturada de atenção em saúde mental. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) atende a partir das 7h30, sem fechar ao meio-dia, garantindo acolhimento contínuo. “O serviço está disponível para orientar e acompanhar quem precisa. Procurar ajuda é um passo essencial no cuidado com a saúde mental”, acrescenta.
O CAPS de Cocal do Sul atende pelo telefone (48) 3444-6037 e está disponível para orientações e acolhimento. Além disso, pessoas em sofrimento emocional podem buscar apoio gratuito e sigiloso pelo Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188, com atendimento 24 horas.

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