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Economia

Região Carbonífera tem o melhor semestre dos últimos três anos

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A Região Carbonífera começou 2021 comemorando um índice positivo na economia: o melhor semestre dos últimos três anos nas exportações. Na soma dos 12 municípios, o volume negociado ao exterior entre janeiro e junho foi superior a US$ 158 milhões, representando um aumento do 41,15% em relação ao mesmo período de 2020, quando ficou em US$ 112 milhões. Em 2019, as exportações alcançaram US$ 126 milhões.

Foi também o sétimo melhor desempenho para o semestre entre 1997 e 2021, período em que as informações são disponibilizadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços no sistema Comex Stat. O recorde continua sendo o de 2011, quando o volume exportado no primeiro semestre passou de US$ 200 milhões.

“Esse é mais um dado positivo para a região, que já vinha demonstrando recuperação econômica através de outros indicadores, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O aumento das exportações é um fator importante para as empresas, que alcançam novos mercados, mas também reflete na geração de mais empregos e renda”, aponta o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin.

Projeções

Segundo o professor Julio Cesar Zilli, coordenador do Núcleo Operacional Criciúma do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex/Unesc), as principais projeções para 2021 já sinalizavam para um ambiente de recuperação e de crescimento.

“Projetava-se um aumento significativo das exportações, impactado principalmente pela taxa de câmbio. Como a região possui entre os seus carros chefe na exportação os cortes congelados de frango e produtos cerâmicos, verificava-se essa tendência de crescimento, em decorrência principalmente pela competitividade apresentada por esses setores”, expõe Zilli.

A venda de revestimentos cerâmicos ao mercado externo movimentou US$ 47.252.317 no primeiro semestre, representando 29,88% de toda a exportação da Região Carbonífera no período. Carnes e miudezas de aves responderam por 21,23% do total, movimentando US$ 33.574.460 entre janeiro e junho.

A seguir, vêm os insumos para as indústrias da cerâmica, do esmalte e do vidro, com US$ 13.302.955 (8,41%); máquinas e aparelhos para a agropecuária, com US$ 8.359.766 (5,29%); e o mel natural, com US$ 8.070.273 (5,10%).

Desempenho por município

O desempenho da região no semestre foi puxado por Criciúma, que contabilizou mais de US$ 52 milhões em exportações. Forquilhinha aparece como o segundo maior exportador, com US$ 36,8 milhões comercializados. Içara vem logo a seguir, com US$ 29,8 milhões, enquanto Cocal do Sul exportou US$ 18 milhões no período.

Na sequência, estão Orleans (US$ 7,5 milhões), Morro da Fumaça (US$ 4,2 milhões), Urussanga (US$ 4,1 milhões), Nova Veneza (US$ 2 milhões), Lauro Müller (US$ 1,8 milhão), Siderópolis (US$ 936,8 mil), e Balneário Rincão (US$ 357,3 mil).

Volume de importações supera US$ 301 milhões

Em relação às importações, o volume na região supera o de exportações desde 2019. Foram US$ 184,1 milhões no primeiro semestre de 2019, US$ 145,7 milhões nos seis primeiros meses do ano passado e US$ 301,3 milhões neste ano, fazendo com que a balança comercial do primeiro semestre apresentasse déficit de US$ 58 milhões, US$ 33,7 milhões e US$ 143,2 milhões nos últimos três anos, respectivamente.

“Os 12 municípios têm boa atuação no mercado exterior, quando têm seus números somados para serem levados em conta como associação. Ao analisarmos o saldo comercial nos últimos dez anos (2010 a 2020), verifica-se um montante de US$ 27,54 milhões superavitários”, salienta Zilli.

“Uma região que consegue expandir seus negócios para fronteiras internacionais desenvolve a sua capacidade de inovação e aprimoramento industrial, de processos e de serviços. Em contrapartida, uma região que importa tem acesso a matéria-prima, produtos e serviços diferenciados, que podem alavancar a sua competitividade”, acrescenta.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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Economia

Movimento regional de empreendedorismo e inovação tem data anunciada pela ACII

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Içara terá três dias de inspirações com empresários e especialistas de diferentes temas neste ano. O mais tradicional encontro empreendedor da cidade acontecerá de 19 a 21 de agosto com impacto que vai além do município. A oitava edição do SEI, evento de sinergia, empreendedorismo e inovação, vai ter atividades em duas noites no Rhóis Centro de Eventos e um dia de visitas técnicas em empresas de referência da região. A data foi apresentada pela Associação Empresarial de Içara (ACII) durante o evento Integra Sul e Extremo Sul, promovido em Tubarão pela Facisc, nesta quinta-feira, dia 19.

Conforme apresentado no encontro regional, a programação contará com trilhas de conhecimento, espaços para geração de negócios e também áreas destinadas à comercialização de produtos. A realização ocorre em parceria com instituições de ensino, entidades econômicas, cooperativas e empresas com atuação em Içara e na região. “É uma construção coletiva que fortalece o ambiente de negócios na região. A cada edição, buscamos ampliar conexões, gerar oportunidades e posicionar a cidade como referência que é em empreendedorismo e inovação em Santa Catarina”, indica o presidente da Acii, Reginaldo Borges Fernandes.

Com mais de 8 mil espectadores, o evento já se consolidou como um dos principais movimentos da região voltados ao desenvolvimento socioeconômico. Conforme Reginaldo, a proposta é fortalecer cada vez mais o ecossistema empreendedor, estimular a inovação e ampliar a integração de diferentes movimentos. Pelo palco do SEI já passaram nomes como Thedy Corrêa (Nenhum de Nós), Porã Bernardes (Pretinho Básico), Hortência Marcari (jogadora de basquete), Lázaro do Carmo Júnior (Jequiti), Edilson Doubrawa (Beto Carrero), Antônio Carlos Perpétuo (Supera), Kananda Segala (iFood) e Emilin Schmitz (Creator), Pedro Reis (Eskimó Sorvetes), além de grandes marcas da região.

Como resultado de cada evento, diferentes projetos também foram desenvolvidos nas últimas edições. A partir do SEI, Içara teve a primeira turma de robótica para jovens; escolas receberam meliponários educativos e a cidade ganhou um guia com a história, gastronomia e principais eventos. Em 2025, o projeto Curta Içara, com o desenvolvimento de sacolas personalizadas com elementos da cidade, produtos com identidade sensorial, incluindo aromas característicos do município, e ainda de flyers turísticos, foi premiado pela Facisc como destaque estadual de comunicação e marketing.

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