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Transporte coletivo acumula déficit milionário e pode parar em Criciúma, alerta consultor

Com prejuízo de cerca de R$ 20 milhões, empresa afirma que não consegue manter operação sem subsídio e não descarta medidas judiciais

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O sistema de transporte coletivo de Criciúma enfrenta um cenário crítico e corre risco real de paralisação. O alerta é do consultor e assessor técnico da Cribos, Ronaldo Gilberto de Oliveira, que aponta um déficit acumulado de aproximadamente R$ 20 milhões nos últimos anos.

Segundo ele, o problema financeiro não é recente e vem sendo discutido há mais de três anos, sem que uma solução efetiva tenha sido implementada. “A empresa já fez requerimentos administrativos, buscou o órgão gestor do município e a fiscalização do contrato, mas até agora não houve encaminhamento que resolvesse a situação”, afirmou.

De acordo com o consultor, o impacto do déficit compromete diretamente a operação. O custo mensal do sistema gira em torno de R$ 4 milhões, o que significa que o valor acumulado representa cerca de cinco meses de funcionamento sem cobertura financeira. “A manutenção do serviço está cada vez mais prejudicada. Para manter a operação nas condições atuais, seria necessário um subsídio mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão”, explicou.

O tema foi debatido em reunião realizada com a AGIR, além de outras entidades e representantes do setor. No entanto, conforme Oliveira, o encontro terminou sem definição concreta. “Tecnicamente nada ficou decidido. Seguimos diante de um impasse”, destacou.

O presidente do Conselho Municipal de Transportes, Eduardo, classificou a situação como delicada e destacou a necessidade de um entendimento entre as partes. “É uma situação muito difícil para todos os lados. É preciso chegar a um consenso entre a empresa de ônibus, a AGIR e a Prefeitura, considerando também o impacto ao usuário”, afirmou.

Segundo ele, uma das principais demandas no momento é a definição do valor da dívida acumulada nos últimos três anos. “Estamos solicitando à AGIR esse levantamento, que já é reconhecido ou será reconhecido. O Conselho aguarda essa resposta para dar encaminhamento”, explicou.

Durante a reunião, o clima ficou tenso com a manifestação do presidente do sindicato dos motoristas, conhecido como Buba. Ele afirmou que a categoria não aceitará atrasos salariais e fez um alerta direto sobre a continuidade do serviço.

“Se atrasar um dia de salário, os ônibus param em Criciúma”, declarou. De acordo com o sindicalista, a categoria acompanha o problema há cerca de dois anos, cobrando esclarecimentos sobre os valores devidos entre empresa, Prefeitura e órgãos reguladores.

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Auto Viação São José anuncia fim das atividades; Estado já foi comunicado

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Moradores de Urussanga e Cocal do Sul que dependiam das linhas da Auto Viação São José para se deslocar vão ter que encontrar uma alternativa. A empresa oficializou ao Governo do Estado a decisão de abandonar as linhas intermunicipais que faziam a ligação entre Urussanga, sede da empresa, e cidades vizinhas.

A informação foi confirmada pelo Advogado Anderson Nazário, durante entrevista concedida a Rádio Cidade em Dia. “Ela já oficializou ao Governo do Estado que está deixando as operações e encerrando as atividades. Com isso uma licitação vai ser aberta para encontrar uma nova empresa que tenha interesse nesta operação”, explicou.

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Lula anuncia que enviará ao Congresso para acabar com a escala de trabalho 6×1

Presidente afirma que proposta prevê redução da jornada sem corte de salários

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (8) que o governo federal pretende acabar com a escala de trabalho 6×1 no país. Segundo ele, um projeto de lei será encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias.

“A gente vai conseguir. Inclusive estou mandando o projeto esta semana para o Congresso. Então, nós vamos votar e vamos aprovar”, declarou o presidente durante entrevista ao ICL Notícias, no Palácio do Planalto.

Lula destacou que a proposta não prevê redução salarial, mas sim diminuição da jornada com base no aumento da produtividade.

“A ideia é a redução da jornada sem redução do salário. A tecnologia permitiu produzir mais, portanto o trabalhador pode ganhar melhor sem prejuízo”, explicou.

MAIS TEMPO PARA TRABALHADORES

Para o presidente, o fim da escala 6×1 representa um avanço nas relações de trabalho e pode garantir mais qualidade de vida à população.

“Todo mundo quer trabalhar menos horas e ter mais tempo para estudar, ficar com a família e buscar melhores condições de vida”, afirmou.

TECNOLOGIA E PRODUTIVIDADE

Lula também ressaltou que os avanços tecnológicos devem ser acompanhados de benefícios diretos para os trabalhadores, incluindo redução da carga horária.

“Os avanços tecnológicos precisam vir junto com aumento de salário e redução da jornada. É preciso melhorar a vida das pessoas”, disse.

REGRAS PODEM SER FLEXÍVEIS

O presidente ainda pontuou que o projeto deve permitir adaptações conforme as diferentes categorias profissionais, por meio de negociações coletivas.

“Não pode ser algo rígido para todas as áreas. Algumas categorias vão precisar de negociação, mas a redução da jornada é necessária”, completou.

A proposta ainda será analisada pelo Congresso Nacional e, se aprovada, poderá alterar significativamente as regras de jornada de trabalho no Brasil.

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Salvaro ativa metralhadora, ataca Jorginho, Acélio e aposta em Rodrigues

Ex-prefeito de Criciúma questiona posicionamento de Jorginho Mello, ataca adversários locais e projeta cenário com três principais candidaturas em Santa Catarina

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Depois de um longo “período sabático”, Clésio Salvaro voltou a cena política. Nesta terça-feira, em entrevista concedida na Rádio Eldorado, ele disparou sua metralhadora de críticas para todos os lados. Com seu estilo, tradicionalmente ácido, ele analisou o cenário estadual, fez ataques diretos a adversários e apontou o que considera ser o caminho mais provável para a disputa ao governo.

Um dos principais alvos foi o governador Jorginho Mello. Salvaro afirmou que o chefe do Executivo catarinense teria “DNA da esquerda”, ao relembrar episódios em que ele apoiou os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ex-prefeito, esses movimentos ocorreram por conveniência política.

No âmbito local, Salvaro também direcionou críticas ao ex-secretário de Saúde Acélio Casagrande, a quem classificou como “insignificante”. Ele ainda fez referências ao atual governo municipal, mantendo uma postura crítica em relação à condução administrativa. Salvaro também aproveitou para avisar que em 2028 só não será candidato a prefeito se não quiser.

Ao analisar o cenário eleitoral, o ex-prefeito destacou três nomes como protagonistas da disputa em Santa Catarina: Gelson Merísio, o próprio Jorginho Mello e João Rodrigues. Para Salvaro, a tendência é de consolidação dessas candidaturas nos próximos meses.

Demonstrando alinhamento político, ele apostou na formação de uma chapa encabeçada por João Rodrigues, com o MDB ocupando a vaga de vice e apoio de lideranças como Esperidião Amin. Na avaliação de Salvaro, essa composição teria vantagem estratégica, especialmente em função do maior tempo de televisão.

Na leitura do ex-prefeito, Gelson Merísio representaria o campo da esquerda, enquanto Jorginho Mello deve buscar sustentação em partidos como Republicanos, Podemos e Novo. Ainda assim, Salvaro acredita que o eleitorado de centro-direita tende a se unificar em torno de um único nome.

Para ele, João Rodrigues reúne as melhores condições políticas e eleitorais para liderar esse bloco e se consolidar como principal nome da direita na disputa pelo governo do Estado.

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