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Morre o padre Ângelo Galatto

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Criciúma 

A Diocese de Criciúma comunica, com profundo pesar, o falecimento, na manhã deste domingo, 12 de janeiro, do vigário paroquial da Paróquia Santa Bárbara, de Criciúma, Padre Ângelo Galato, aos 84 anos de idade. Padre Ângelo faleceu vítima de infarto. Seu corpo será velado a partir das 16 horas deste domingo, na igreja matriz, no bairro Santa Bárbara, onde também será celebrada a missa de corpo presente, às 09 horas desta segunda-feira, 13, seguida pelo sepultamento no jazigo dos padres diocesanos, no Cemitério Municipal, no bairro São Luiz. 

Um pouco da vida e história de Padre Galato (por ocasião de seus 50 anos de sacerdócio, completados em 11 de julho de 2015)

Filho de Estefano Galato e Assumpta De Villa, o pequeno “Angelin”, como era chamado por seu pai, nasceu em 8 de novembro e cresceu onde hoje está localizado o bairro Jardim das Palmeiras, próximo à rodovia SC-108, em Cocal do Sul. Quando criança, junto aos cinco irmãos, ia para a escola a pé, que ficava distante 3 km de casa.

Um pouco mais tarde do que a maioria dos padres, Padre Ângelo sentiu despertar em seu coração a vontade de servir a Igreja do Senhor. Até anunciar a decisão para a família, um longo caminho foi percorrido e sua missão era colaborar no sustento dos pais e dos irmãos Helena, Regina (que mais tarde se tornou Irmã Celsa, ao ingressar na Congregação das Irmãs de Santa Catarina Virgem e Mártir), Lourdes, Benedito (que foi ordenado padre salesiano e depois desistiu do ministério) e José Líbero. A família ainda teve Amábile, que faleceu pequenina, com apenas nove dias de vida.

Enquanto o pai podava parreiras para famílias do município, os demais membros da casa se dedicavam ao trabalho na roça, para o próprio consumo, e na venda de suínos e de alguns alimentos. Foi na adolescência, aos 15 anos, que o jovem Ângelo arrumou emprego fora de casa: trabalhava “na estrada”, levando água, aquecendo as refeições para os operários e carregando ferramentas.

“A maior profissão, naquele tempo, era ser motorista. Mas eu sempre tive vontade de estudar, de ler, de aprender mais. Meu pai era correspondente de um jornal produzido pelos Paulinos, que se chamava ‘A Imprensa’. Era um dos poucos leitores de Cocal do Sul. A Regina já estava no convento. Meu irmão foi depois. Um dia, quando havíamos terminado de rezar o terço, eu disse para meu pai: ‘Eu acho que vou para o seminário’. Ele só sentou e me disse: ‘E quem paga?’ Ficou três dias sem falar comigo. Meu pai era um homem de muita fé, mas o único dinheiro que entrava dentro de casa era o meu salário. A sorte foi que nunca precisamos de médico. E eu insistindo com minha mãe… Queria ir para São Paulo, porque era mais barato. Meu pai foi falar com o Padre João Dominoni, que disse: ‘Não! Ele vai para São Ludgero!’ Trabalhei dois anos fichado. E sabe que, quando saí de casa, as coisas melhoraram? Meu pai casou duas filhas e arrumou emprego. Na frente de nossa casa, havia uma barreira de areia e a cerâmica precisava. Meu pai tinha 58 anos, na época, e foi um dos dois primeiros operários contratados”, recordou Padre Galato.

Por conta dos constantes choques térmicos que sofreu ao trabalhar nos fornos da cerâmica, o pai do padre acabou ficando doente. “Ele nunca faltava a uma missa, no domingo. Meu pai sempre rezava pelo ‘Angelin’. Mesmo doente, pedia a Deus que lhe desse vida para me ver ordenado padre. Mas ele não conseguiu, morreu três anos antes. Trabalhou quatro na cerâmica e se aposentou. O aposento ajudou a família. Lembro-me que o mandaram para a Santa Casa, em Porto Alegre (RS), e eu estava em Viamão (RS). Padre Dominoni pediu que não contassem para mim, para que eu não ficasse preocupado. Num dia de folga do seminário, fomos visitar os doentes e, não é que encontro meu pai?”, contou.

Padre Ângelo Galato foi ordenado em 11 de julho de 1965, por Dom Anselmo Pietrulla, na Catedral Nossa Senhora da Piedade, em Tubarão (SC). Muitos padres foram presentes em sua caminhada vocacional, como o Padre Claudino Biff e João Dominoni. “Padre Claudino me acompanhou com carinho. Padre Dominoni era exigente: fazia com que não faltássemos a uma missa, durante as férias do seminário. Padre Ademar ia comigo, todos os dias, a pé. Depois, compramos bicicletas. Por causa do padre Dominoni, padre Ademar, padre Orlando e eu temos muito em comum em nosso jeito de ser”.

Padre Ângelo atuou em paróquias de Laguna, São Paulo (SP), Criciúma e Içara, além do Santuário e do Seminário, em Nova Veneza, e do Seminário de Tubarão. Durante toda a sua trajetória sacerdotal, serviu por mais tempo a Paróquia São José (1990-1993 e 1999-2010) e a Paróquia Santa Bárbara (1971-1986), esta última, na qual voltou a ser vigário, desde 2013. “A Paróquia Santa Bárbara não era o que é hoje. Hoje é uma extensão da cidade. Era um bairro popular, de operários que tinham seu emprego e moradia. Conhecia-se quase todo mundo e a devoção a Santa Bárbara era muito acentuada, porque a maioria era formada por mineiros, por causa do perigo das minas. Isso ficou no meu coração e é uma santa da qual sempre me lembro. Enquanto estive aqui, para auxiliar nas despesas, durante dois anos lecionei Moral e Cívica e História do Brasil nos colégios Joaquim Ramos e Coelho Neto”, recordou.

Padre Galato residia na Casa São João Maria Vianney, destinada aos padres idosos e enfermos. “Metade das minhas coisas já estava lá, mesmo quando fui para Caravaggio. Aquela casa é uma bênção para nós. Estou muito bem instalado e cuidado. Fazemos nossas refeições juntos, conversamos e nos fazemos companhia”, declarou o presbítero.

“O que marcou a minha vida de padre é a Providência Divina, que sempre me acompanhou. Por isso, a frase que está na lembrança do meu jubileu: ‘Eu estarei convosco todos os dias’ (Mt 28,20), porque nunca fui abandonado, nem quando estava com problema de saúde ou em crise, com problemas em estar aqui ou ali. Isso digo com sinceridade. E apesar dos momentos difíceis, nunca deixei de rezar. Muito ou pouco, sempre rezava, e o que me salvou foi aquele fio da oração. Nunca pensei em sair, e sim em assumir mais atividades. Nessa hora, a oração me segurou. Se eu cheguei aos 50, pode ser por isso. Que seja uma força para aqueles que tem dificuldade em continuar ou acham difícil. É uma ação de graças, mas também uma motivação para muita gente chegar! Fui protegido, desde o ventre da minha mãe, e hoje estou aqui, feliz da vida”, garantiu.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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