Geral
Santa Catarina registra alta nos feminicídios e já soma 36 casos em 2026
Número supera o registrado no mesmo período de 2025; Estado também contabiliza mais de 25 mil pedidos de medidas protetivas
Santa Catarina registrou aumento no número de feminicídios em 2026. Até agosto, 36 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no Estado, seis a mais do que os 30 casos contabilizados no mesmo período do ano passado. Os números foram apresentados pela Delegada Patrícia Zimmermann D`Ávilla, que coordena as Delegacias da Mulher em Santa Catarina.
O cenário é acompanhado por outros dados que mostram a dimensão da violência doméstica em Santa Catarina. Desde o início do ano, já foram registrados mais de 25 mil pedidos de medidas protetivas de urgência, além de mais de 70 mil atendimentos relacionados à violência doméstica e familiar.
Para a Polícia Civil, a adoção de medidas protetivas é uma das principais ferramentas disponíveis para interromper situações de violência antes que elas evoluam para crimes ainda mais graves.
Grande parte das vítimas nunca denunciou
Um dos principais obstáculos para a prevenção dos feminicídios é identificar situações de violência antes que elas cheguem ao extremo.
Segundo a delegada, aproximadamente 80% ou mais das mulheres vítimas de feminicídio não tinham registrado boletim de ocorrência anterior contra o agressor.
“A ausência de denúncia pode estar relacionada a diferentes fatores. Medo, vergonha, ameaças, dependência financeira e dificuldade para reconhecer determinados comportamentos como violência acabam afastando muitas vítimas dos canais de proteção”, explica.
Por isso, a orientação é que familiares, amigos e pessoas próximas estejam atentos aos sinais e ofereçam apoio sem julgamentos.
A delegada reforça que a responsabilidade pelo enfrentamento da violência não deve ficar restrita à polícia. A identificação precoce e o acolhimento podem ser decisivos para interromper um ciclo de agressões.
Estado amplia ações de proteção
Santa Catarina também passou a adotar novas medidas para enfrentar a violência contra a mulher. Em 2 de julho, o Governo do Estado instituiu um plano de combate ao problema, reunindo diferentes áreas da administração pública.
A estratégia envolve setores como segurança, assistência social, saúde, educação e políticas de emprego e renda. Entre as ações estão a manutenção de casas de abrigo, grupos reflexivos destinados a homens envolvidos em situações de violência e iniciativas relacionadas à habitação.
O programa SC Elas também foi citado. A iniciativa prevê a reserva de 5% das vagas de contratação pública do Estado para mulheres vítimas de violência que estejam sem emprego e renda.
Outra frente mencionada é o Pronamp Mulher, voltado ao incentivo ao empreendedorismo e ao apoio financeiro para mulheres.
Prevenção começa antes da denúncia
Para a delegada, combater a violência contra a mulher exige uma mudança cultural que começa dentro das próprias famílias.
Segundo ela, comportamentos como humilhações, ofensas e agressões verbais não devem ser tratados como situações normais, principalmente quando envolvem crianças e adolescentes.
A educação desde os primeiros anos pode ajudar a desconstruir comportamentos baseados na ideia de posse ou superioridade masculina e contribuir para relações mais respeitosas.
“O enfrentamento à violência doméstica e familiar se começa dentro de casa”, destacou a delegada.
A orientação é que pais e filhos mantenham diálogo aberto sobre respeito, limites e violência, criando condições para que situações de abuso sejam reconhecidas e enfrentadas antes que possam evoluir para episódios mais graves.
Geral
Prefeitura de Criciúma reúne sociedade civil para ampliar preparação diante de El Niño
A Prefeitura de Criciúma promove, na próxima terça-feira (8), uma reunião ampliada com representantes de diferentes setores da sociedade para discutir a preparação do município diante da possibilidade de chuva acima da média em decorrência do fenômeno El Niño. O encontro será realizado às 19h, no auditório da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC).
A reunião terá como foco o Plano Municipal de Contingência, as medidas preventivas já desenvolvidas pelo Município e as ações previstas para os próximos meses. A proposta é compartilhar informações, alinhar estratégias e aproximar poder público, instituições e sociedade civil na preparação para situações de emergência.
“Quanto mais gente estiver informada e souber como agir, mais preparada estará a cidade. Temos um planejamento, equipes mobilizadas e uma série de ações preventivas em andamento, mas essa preparação precisa envolver toda a sociedade. Queremos apresentar o que estamos fazendo, ouvir as instituições e fortalecer essa rede”, afirma o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O encontro integra a preparação municipal para possíveis impactos de eventos associados ao El Niño e reunirá representantes de diferentes setores da sociedade para a apresentação das ações previstas pelo Município.
Para o vice-prefeito, Salésio Lima, a articulação entre diferentes setores é fundamental principalmente nos momentos em que uma resposta rápida se torna necessária. “Um Plano de Contingência precisa funcionar na prática. Isso depende de planejamento e de cada instituição conhecer o seu papel. Essa reunião serve justamente para ampliar esse diálogo e fazer com que Criciúma esteja cada vez mais preparada”, ressalta.
Geral
Cocal do Sul passa a fornecer sensores de glicose para crianças com diabetes tipo 1
Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 de Cocal do Sul passam a receber gratuitamente sensores de monitoramento contínuo de glicose. A tecnologia permite acompanhar os níveis ao longo do dia e emite alertas quando estão muito altos ou baixos, trazendo mais segurança ao tratamento.
A secretária de Saúde, Giovana Galato, explica que uma das principais vantagens é reduzir as frequentes picadas nos dedos. “O sensor faz a leitura em tempo real e alerta quando a glicemia está muito elevada ou muito baixa. Isso traz mais segurança para o controle e facilita a rotina desses pacientes”, afirma.
A médica Lílian Jocken Stange explica que crianças e adolescentes que utilizam insulina podem apresentar variações importantes da glicemia ao longo do dia, inclusive em razão da alimentação e da prática de atividades físicas. “Com o sensor conseguimos identificar essas alterações e os pais também podem acompanhar pelo aplicativo no celular. Isso permite um monitoramento muito mais próximo”, explica.
Uma das primeiras beneficiadas é Ana Laura Rodrigues Branco, de 12 anos, diagnosticada com diabetes tipo 1 aos oito. A mãe, a empresária Aline de Souza Branco, lembra que a doença foi descoberta depois que a filha passou muito mal.
“A gente quase perdeu a Ana Laura. Depois conhecemos o sensor e começamos a usar, mas o custo é alto. Agora, receber pelo município vai ajudar bastante”, conta.
Para Aline, a tecnologia mudou principalmente a rotina da família. Antes, dependendo dos níveis de glicose da filha, era necessário acordar três ou quatro vezes durante a madrugada para fazer a medição com uma picada no dedo.
“Dói, incomoda e, com o tempo, cria calos nos dedinhos. Hoje ela pode estar na escola ou em um aniversário e eu consigo saber como está pelo celular. Os dados chegam para mim pelo aplicativo. Para a criança e para a família, isso é qualidade de vida”, relata.
Quem terá direito
O benefício é destinado a moradores de Cocal do Sul de 2 a 14 anos, com diagnóstico confirmado de diabetes mellitus tipo 1 e em uso de insulina. Também é necessário estar em acompanhamento regular com endocrinologista da rede pública municipal, ter prescrição médica atualizada e atender aos demais critérios previstos no protocolo.
A enfermeira e responsável técnica da Enfermagem, Morgana Bosa, explica que o acesso começa pela consulta com o endocrinologista, responsável pela avaliação e pelo preenchimento da documentação. Após análise da Secretaria Municipal de Saúde, a família será chamada para uma consulta de enfermagem, quando receberá o equipamento e as orientações de uso.
“Não se trata apenas de fornecer a tecnologia. A proposta é acompanhar a criança ou adolescente e a família, promovendo educação em saúde e mais segurança no manejo do diabetes”, explica Morgana.
O acompanhamento será contínuo e multiprofissional. A cada seis meses, o acesso será reavaliado considerando dados como hemoglobina glicada, episódios de hipoglicemia, possíveis internações e adesão ao tratamento.
Nesta primeira etapa, cinco crianças serão beneficiadas. A disponibilização dos sensores está condicionada à existência de recursos financeiros municipais.
Geral
Morro da Fumaça já realizou 700 castrações gratuitas de cães e gatos em 2026
O Governo de Morro da Fumaça, por meio da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fumaf), já realizou 700 castrações gratuitas de cães e gatos em 2026. Do total, 297 procedimentos foram feitos em cães e 403 em gatos. A iniciativa integra o trabalho contínuo desenvolvido pelo município para o controle populacional de animais e a promoção da saúde pública.
A castração contribui para reduzir o número de animais abandonados, além de trazer benefícios para a saúde e a qualidade de vida de cães e gatos. Para a diretora da Fumaf, Silvia Sartor Roseng, o avanço do programa demonstra a importância da iniciativa para o município.
“A castração é uma ferramenta importante para o controle populacional e ajuda a evitar o abandono de animais. O número alcançado até aqui é resultado de um trabalho que vem sendo ampliado ano após ano. Estamos conseguindo atender mais animais e levar esse serviço a mais famílias do município”, destaca.
O número de procedimentos realizados pelo município apresenta crescimento nos últimos anos. Em 2023, foram efetuadas 610 castrações. Em 2024, o número subiu para 738 e, em 2025, chegou a 817 procedimentos. Com as 700 castrações já realizadas neste ano, a Fumaf mantém a ampliação do atendimento e estabelece uma nova meta para 2026.
“A nossa meta é chegar a mil castrações até o fim deste ano. Já alcançamos 700 procedimentos e vamos continuar com o trabalho para ampliar o acesso da população à castração gratuita e contribuir cada vez mais para o controle populacional de cães e gatos no município”, afirma Silvia.
Moradores de Morro da Fumaça que desejam garantir a castração gratuita de cães ou gatos podem inscrever os animais na lista de espera do programa da Fumaf pelo WhatsApp (48) 3434-4497. O atendimento ocorre conforme os critérios estabelecidos pela Fundação.
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