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Economia

Comissão articula para continuidade dos trabalhos da Usina Jorge Lacerda

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A continuidade dos trabalhos do complexo termoelétrico Jorge Lacerda (CTJL), maior planta de energia termoelétrica da América Latina, localizada em Capivari de Baixo, dependerá do encaminhamento de um Projeto de Lei, por parte do Executivo estadual à Assembleia Legislativa, que estabeleça que o passivo ambiental seja vinculado as carboníferas e não a controlada e a negociação junto ao Ministério da Economia para redução ou eliminação cobrança do PIS (Programa de Integração Social) Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), que não eram cobrados anteriormente.

Os dois temas foram discutidos nesta segunda-feira (26), durante reunião da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia, que agendou para 24 de maio, uma nova reunião com representantes do governo estadual, Câmara dos Deputados, Senadores e prefeitos dos 15 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Até essa data, esperam os deputados proponentes da reunião, Ada de Luca (MDB) e Jair Miotto (PSC), presidente da Comissão de Economia, ter mais claro as negociações para facilitar a conclusão da venda do complexo pela empresa Engie para a Fram Capital.

Na reunião, a deputada Ada defendeu uma transição urgente como forma de manter os cinco mil empregos diretos e mais de 21 mil empregos indiretos na região, envolvendo um desenvolvimento tecnológico, focado em novas matrizes energéticas. A parlamentar apresentou um histórico econômico, social e ambiental da usina Jorge Lacerda para a região. “Inaugurado há 55 anos, o Complexo Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo (na época ainda parte de Tubarão), surgiu para impulsionar o desenvolvimento industrial com a geração de energia e aproveitar o carvão mineral extraído das minas. Na década de 1950, o estado produzia anualmente cerca de 400 mil toneladas do carvão mineral.”

Venda da Termoelétrica
Em seguida, o diretor-presidente da companhia Engie, Eduardo Sattamini, lembrou que o complexo foi privatizado em 1997 e hoje pertence à Engie, que desde 2017 adota estratégias de negócio no Brasil que incluem descarbonizar seu portfólio, a fim de reduzir emissões e investir em fontes renováveis. Desde então, a empresa negocia seus ativos movidos a carvão no país, mas explica, em nota, que as negociações não avançaram devido o problema do passivo ambiental e a questão do PIS e Cofins, que já estão em negociação com os governos estadual e federal.

Ele confirmou que a Engie assinou com a Fram Capital um acordo de exclusividade pelo período de 120 dias para a venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, cuja capacidade instalada é de 857 MW por ano. “Desde 2017, a companhia sediada em Florianópolis busca alternativas para os ativos de geração a carvão no Brasil. Foram analisadas algumas propostas durante esse período, mas não se chegou a um ponto de equilíbrio na negociação entre a alocação de riscos e as condições de venda.”

Para Sattamini a venda possibilitará que a cadeia do carvão tenha tempo suficiente para se transformar, mitigando impactos na economia do Sul de Santa Catarina por ocasião de um processo de descontinuidade das operações em 2025. O representante da Fram Capital, Nicolas Gutierrez Londono, confirmou o interesse na compra da usina. “Na nossa perspectiva, queremos ser parte da solução deste problema e basicamente há um ano estamos estudando e trabalhando para fechar essa transição.”

A Fram Capital nasceu em 2007 como uma gestora de recursos independente, foi idealizada por uma equipe de profissionais com ampla experiência tanto na gestão de recursos, quanto na condução de negócios. Desde 2013, vem diversificando a sua atuação e recentemente fortaleceu a sua presença no segmento de energia e infraestrutura com foco em oportunidades com alto desempenho em ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança).

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Economia

Intenção de compras para o Dia dos Pais cresce 6,1% em SC e atinge recorde

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A intenção de compras para o Dia dos Pais em Santa Catarina apresentou crescimento nominal de 6,1% em 2026, segundo pesquisa realizada pela Fecomércio SC. Já descontada a inflação, o avanço real foi de 1,8%, indicando aumento no consumo mesmo em um cenário econômico desafiador. Com isso, o gasto médio dos consumidores chegou a R$ 255,6 — o maior valor da série histórica iniciada em 2018 .

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a perspectiva de crescimento é positiva, especialmente diante do contexto atual do varejo. “A expectativa de alta é positiva, pois o momento do varejo é complicado, com saldo de empregos negativo no ano e juros elevados há mais de quatro anos em patamar de dois dígitos, o que funciona naturalmente como um freio para o consumo”, avalia.

Apesar do cenário macroeconômico desafiador, o resultado acompanha o desempenho recente do comércio catarinense. Em maio, o varejo do estado acumulou alta de 4,6%, alcançando o terceiro melhor resultado do país, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias . Além disso, a percepção financeira dos consumidores segue favorável: 86,4% afirmam estar em situação igual ou melhor do que no ano anterior, fator que sustenta o aumento das despesas sazonais .

Entre os municípios analisados, Criciúma se destacou com o maior crescimento na intenção de gastos, registrando alta de 42,3% e alcançando média de R$ 330,2. Itajaí e Joinville também apresentaram avanços expressivos, com aumentos de 20,3% e 15,2%, respectivamente. Já Florianópolis teve crescimento mais moderado, de 1,6% .

Apesar do cenário geral positivo, algumas cidades registraram retração na intenção de consumo. Lages, Blumenau e Chapecó apresentaram quedas de 16,1%, 9,4% e 2,6%, respectivamente. Ainda assim, a maior parte dos consumidores desses municípios mantém percepção financeira estável ou melhor em relação ao ano anterior .

As compras para o Dia dos Pais devem se concentrar nos dias que antecedem a data: 57,7% dos consumidores pretendem comprar na semana ou na véspera, enquanto 27% planejam antecipar as aquisições em até duas semanas .

Entre os presentes mais procurados, o vestuário lidera com 42,7% das intenções, seguido por calçados (21,1%) e perfumes e cosméticos (19,6%), concentrando a maior parte das escolhas dos consumidores .

O PIX se consolidou como a principal forma de pagamento, citado por 31,4% dos entrevistados, em crescimento em relação ao ano anterior. O parcelamento no cartão de crédito aparece na sequência, com 21,7%, enquanto o uso de dinheiro também ganhou espaço .

No que diz respeito aos canais de compra, o comércio de rua segue predominante, com 51,5% das preferências, seguido pelas compras pela internet (22,8%) e pelos shoppings (17,8%) .

O preço continua sendo o principal fator de decisão na hora da compra, citado por 23,7% dos consumidores, seguido por promoções (23,1%) e qualidade dos produtos (19%), evidenciando um comportamento orientado pelo custo-benefício .

A pesquisa foi realizada pela Fecomércio SC entre os dias 22 de junho e 12 de julho de 2026, com 2.100 entrevistados em sete municípios catarinenses, por meio de entrevistas presenciais estruturadas.

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Economia

Endividamento das famílias catarinenses atinge maior nível em dois anos, mas inadimplência recua

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O endividamento das famílias catarinenses atingiu o maior patamar dos últimos dois anos em junho de 2026, ao alcançar 76,3%, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo da média nacional, que está em 81,3%.

Inadimplência recua

O avanço do endividamento ocorre em um contexto de melhora nos indicadores de inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso recuou para 25,4%, queda de 2 pontos percentuais em relação a maio e também inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Além disso, a parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas também apresentou leve redução, passando de 10,3% para 9,9% em junho. O resultado reforça um cenário misto no orçamento das famílias, com maior acesso ao crédito, mas sem deterioração significativa da capacidade de pagamento.

Fecomércio pede cautela

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o cenário ainda exige atenção. “O ambiente macroeconômico segue desafiador, com taxas de juros ainda muito elevadas, o que impacta diretamente o consumo e a atividade econômica como um todo. A queda da inadimplência é uma boa notícia, mas precisa ser acompanhada com atenção nos próximos meses para confirmar uma tendência mais consistente”, avaliou.

Segundo a análise da Fecomércio, o cenário eleitoral também contribui para um ambiente de maior prudência, já que costuma gerar incertezas tanto para consumidores quanto para o setor produtivo, influenciando decisões de consumo e investimento.

Cartão de crédito lidera entre as dívidas

Mesmo com o avanço recente, Santa Catarina segue entre os estados com menor nível de endividamento do país. No comparativo anual, porém, o indicador subiu 6,1 pontos percentuais, evidenciando uma tendência de crescimento ao longo dos últimos meses.

Entre os principais tipos de dívida, o cartão de crédito continua liderando com ampla margem, presente em 76,3% dos lares endividados, seguido pelos carnês e pelo crédito pessoal, que vem ganhando participação.

Os dados da PEIC indicam, portanto, um cenário de equilíbrio delicado: enquanto o crédito segue impulsionando o consumo, as famílias ainda enfrentam desafios para manter suas finanças sob controle em um ambiente econômico mais restritivo.

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Economia

Unesc lança Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação para o Sul de Santa Catarina

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Um dos maiores desafios enfrentados por gestores públicos, empresários e instituições do Sul de Santa Catarina continua sendo tomar decisões em um cenário marcado pela falta de informações organizadas, atualizadas e confiáveis. Essa realidade começa a mudar com o lançamento do portal do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc, que inaugura um novo modelo de produção e compartilhamento de conhecimento voltado ao desenvolvimento regional.

A plataforma foi apresentada oficialmente na noite desta segunda-feira (13/7), no Centro de Inovação Criciúma (CRIO), em evento que reuniu autoridades, empresários, professores e representantes da comunidade.

Compromisso histórico da Unesc com a região

Para a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, ao longo dos 58 anos, a Unesc sempre teve como missão contribuir com o desenvolvimento regional. “O Observatório materializa esse compromisso ao reunir uma equipe altamente qualificada, metodologias próprias e capacidade técnica para desenvolver soluções específicas para governos, empresas e instituições”, destacou.

Gisele lembrou ainda que a pandemia acelerou transformações que já estavam em curso e evidenciou a necessidade de acesso rápido a dados confiáveis, ao citar desafios futuros como turismo, formação de professores, novas tecnologias e internacionalização da pesquisa.

Mais que uma plataforma de indicadores

Segundo a gerente de Inovação e Empreendedorismo da Unesc, Elenice Engel, o portal nasce como um centro de inteligência capaz de transformar dados em estratégias, conectar diferentes bases de informação e produzir análises preditivas para empresas, municípios e instituições. “Somos o único observatório do Sul de Santa Catarina que reúne pesquisa aplicada, inteligência territorial e dados estratégicos para subsidiar a tomada de decisões”, afirmou.

Origem no diagnóstico regional da Amrec

A origem do Observatório remonta aos estudos realizados para o Plano de Desenvolvimento da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), durante a pandemia de Covid-19, quando ficou evidente a existência de uma enorme quantidade de dados dispersos em diferentes fontes, sem estrutura capaz de apoiar decisões de forma rápida.

A partir desse desafio, lançado pela reitora licenciada da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, uma equipe multidisciplinar passou a estruturar um ambiente permanente de inteligência regional, reunindo hoje indicadores econômicos, sociais, demográficos, territoriais e de inovação, além de estudos exclusivos.

Interpretar dados para antecipar cenários

De acordo com o coordenador do Observatório, Afonso Valau de Lima Junior, o trabalho não se limita à organização de informações. “No Observatório, vamos além da organização, buscamos interpretar informações, identificar tendências, construir cenários e transformar dados em inteligência para apoiar quem precisa tomar decisões”, explicou.

Segundo ele, a equipe desenvolve pesquisas de satisfação, pesquisas de mercado, análises setoriais, estudos de posicionamento de marca, diagnósticos na área da saúde e da segurança pública, entre outras soluções. A plataforma também disponibiliza indicadores municipais, estudos econômicos, dashboards interativos e projetos como o InovaSul.

Ciência aplicada ao desenvolvimento

Mantido pela Unesc e localizado no CRIO, o Observatório foi concebido para atender toda a sociedade: empresas podem avaliar mercados e identificar oportunidades; prefeituras encontram subsídios para planejar investimentos e políticas públicas; entidades dispõem de diagnósticos para ações sociais, econômicas e ambientais.

O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, ressaltou que os dados produzidos pela plataforma permitirão melhor compreensão de fenômenos como migração, mundo do trabalho, déficit habitacional e vulnerabilidade social. Segundo ele, os estudos já começam a gerar resultados em áreas como o turismo regional, ajudando a identificar oportunidades de desenvolvimento e fortalecer novos roteiros turísticos.

Ferramenta para atrair investimentos

O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobbold, avaliou que investidores interessados na região procuram dados consistentes antes de tomar decisões. “Será uma grande ferramenta para investidores e para todos aqueles que precisam tomar decisões estratégicas na nossa região”, afirmou.

Como acessar

Empresas, prefeituras, instituições e demais interessados podem acessar gratuitamente a plataforma para consultar indicadores, estudos e informações estratégicas sobre Santa Catarina, além de solicitar pesquisas, diagnósticos e soluções personalizadas.

  • Site: unesc.net/observatório
  • Telefone/WhatsApp: (48) 3519-1004

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