Economia
Unesc lança Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação para o Sul de Santa Catarina
Um dos maiores desafios enfrentados por gestores públicos, empresários e instituições do Sul de Santa Catarina continua sendo tomar decisões em um cenário marcado pela falta de informações organizadas, atualizadas e confiáveis. Essa realidade começa a mudar com o lançamento do portal do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc, que inaugura um novo modelo de produção e compartilhamento de conhecimento voltado ao desenvolvimento regional.
A plataforma foi apresentada oficialmente na noite desta segunda-feira (13/7), no Centro de Inovação Criciúma (CRIO), em evento que reuniu autoridades, empresários, professores e representantes da comunidade.
Compromisso histórico da Unesc com a região
Para a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, ao longo dos 58 anos, a Unesc sempre teve como missão contribuir com o desenvolvimento regional. “O Observatório materializa esse compromisso ao reunir uma equipe altamente qualificada, metodologias próprias e capacidade técnica para desenvolver soluções específicas para governos, empresas e instituições”, destacou.
Gisele lembrou ainda que a pandemia acelerou transformações que já estavam em curso e evidenciou a necessidade de acesso rápido a dados confiáveis, ao citar desafios futuros como turismo, formação de professores, novas tecnologias e internacionalização da pesquisa.
Mais que uma plataforma de indicadores
Segundo a gerente de Inovação e Empreendedorismo da Unesc, Elenice Engel, o portal nasce como um centro de inteligência capaz de transformar dados em estratégias, conectar diferentes bases de informação e produzir análises preditivas para empresas, municípios e instituições. “Somos o único observatório do Sul de Santa Catarina que reúne pesquisa aplicada, inteligência territorial e dados estratégicos para subsidiar a tomada de decisões”, afirmou.
Origem no diagnóstico regional da Amrec
A origem do Observatório remonta aos estudos realizados para o Plano de Desenvolvimento da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), durante a pandemia de Covid-19, quando ficou evidente a existência de uma enorme quantidade de dados dispersos em diferentes fontes, sem estrutura capaz de apoiar decisões de forma rápida.
A partir desse desafio, lançado pela reitora licenciada da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, uma equipe multidisciplinar passou a estruturar um ambiente permanente de inteligência regional, reunindo hoje indicadores econômicos, sociais, demográficos, territoriais e de inovação, além de estudos exclusivos.
Interpretar dados para antecipar cenários
De acordo com o coordenador do Observatório, Afonso Valau de Lima Junior, o trabalho não se limita à organização de informações. “No Observatório, vamos além da organização, buscamos interpretar informações, identificar tendências, construir cenários e transformar dados em inteligência para apoiar quem precisa tomar decisões”, explicou.
Segundo ele, a equipe desenvolve pesquisas de satisfação, pesquisas de mercado, análises setoriais, estudos de posicionamento de marca, diagnósticos na área da saúde e da segurança pública, entre outras soluções. A plataforma também disponibiliza indicadores municipais, estudos econômicos, dashboards interativos e projetos como o InovaSul.
Ciência aplicada ao desenvolvimento
Mantido pela Unesc e localizado no CRIO, o Observatório foi concebido para atender toda a sociedade: empresas podem avaliar mercados e identificar oportunidades; prefeituras encontram subsídios para planejar investimentos e políticas públicas; entidades dispõem de diagnósticos para ações sociais, econômicas e ambientais.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, ressaltou que os dados produzidos pela plataforma permitirão melhor compreensão de fenômenos como migração, mundo do trabalho, déficit habitacional e vulnerabilidade social. Segundo ele, os estudos já começam a gerar resultados em áreas como o turismo regional, ajudando a identificar oportunidades de desenvolvimento e fortalecer novos roteiros turísticos.
Ferramenta para atrair investimentos
O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobbold, avaliou que investidores interessados na região procuram dados consistentes antes de tomar decisões. “Será uma grande ferramenta para investidores e para todos aqueles que precisam tomar decisões estratégicas na nossa região”, afirmou.
Como acessar
Empresas, prefeituras, instituições e demais interessados podem acessar gratuitamente a plataforma para consultar indicadores, estudos e informações estratégicas sobre Santa Catarina, além de solicitar pesquisas, diagnósticos e soluções personalizadas.
- Site: unesc.net/observatório
- Telefone/WhatsApp: (48) 3519-1004
Economia
SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras
Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC
Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.
A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).
A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.
Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.
“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.
Como funciona o Criciúma Open Challenge Day
O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.
1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.
2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.
3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.
4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.
5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.
Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.
“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.
Evento reúne instituições do ecossistema de inovação
O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.
A programação terá dois momentos principais.
O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.
Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.
Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.
Economia
JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC
Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza
Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.
O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.
Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).
Vagas também são destinadas a PcD
Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).
Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.
As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).
Como participar
Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.
A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.
Serviço
O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371
Economia
Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento
Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões
O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.
Projeções para a economia
Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.
O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.
Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.
O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.
Proposta ainda precisa passar pelo Congresso
A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.
Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.
O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
LDO ainda precisa ser votada
Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.
O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.
Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.
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