Geral
Alunos do Terceirão do Colégio Unesc se emocionam ao receber ‘caixa de memórias’
O último dia de aula do terceirão do Colégio Unesc não poderia ser diferente. O conteúdo programado pela equipe da instituição veio carregado de muita emoção, história e recordação. A surpresa preparada com muito carinho pelos professores da instituição ocorreu no Auditório Ruy Hulse, na Unesc, nesta sexta-feira (11/11), e contou ainda com um mural de frases dos escritores favoritos dos discentes.
Para acolhê-los de forma carinhosa como merecem, eles contaram ainda com outra surpresa bem especial: seus familiares. Na bagagem dos convidados ilustres estavam as ‘caixas de memórias’ que vieram recheadas de fotos, cartas, desenhos, brinquedos, uniformes antigos e objetos simbolizando a caminhada deles no colégio.
Em uma das poltronas estava a professora Liliana Dimer, mãe do aluno do 3º ano do Ensino Médio, Cristhian Dimer Macieski. Ela trouxe um baú com muitas lembranças e até uma carta contando toda a trajetória do estudante. “É um dia muito emocionante. A gente revive toda a história da vida deles, desde o momento que foram pensados até o momento que chegaram aqui. A partir de agora é vida adulta”, comentou ela com a voz embargada.
Olhando atentamente cada lembrança colocada no baú, Cristhian não escondia o choro e ficou minutos analisando cada detalhe preparado pela mãe. “As roupinhas, as fotos, tudo é muito lindo. Percebemos, com isso, o quanto crescemos. A carta, os brinquedos e a camisa do meu time do coração, o Vasco, é emocionante. Obrigado ao colégio por compartilhar e fazer os nossos pais virem até aqui para esta homenagem”, comentou Cristhian.
Se para os alunos e familiares o momento era de comoção, para os professores não poderia ser diferente. “Sou grata por poder estar acompanhando vocês nessa jornada. Quero desejar um mundo repleto de possibilidades e que sejam muito felizes. A trajetória e o projeto de vida de cada um têm um ponto e vírgula hoje, pois continua logo ali, na Universidade. Que sejam felizes nas suas escolhas e nos seus ideais”, desejou a diretora do colégio Unesc, Mainara Figueiredo Cascaes.
Vivência, momentos e aprendizados
Vivência, momentos e aprendizados. Essas três palavras também foram utilizadas pelos familiares dos alunos Artur Torquato Alves e Matheus Just Barchinski. Além de todo aprendizado, os dois fizeram uma linda amizade que iniciou ainda quando pequenos. Os dois estão na instituição desde o 1º ano do Ensino Fundamental e pretendem fazer o mesmo curso superior: Ciência da Computação. Ao lado, os pais, orgulhosos da trajetória e da amizade que os dois construíram em todos esses anos de aprendizado na instituição.
Na caixa de memórias, muitas fotos dos dois, inclusive da primeira apresentação da escola. “Eu guardo tudo e tenho todas as apresentações. Esta, inclusive, foi a primeira deles. Era a apresentação da Menina Bonita do Laço de Fitas”, comentou Roseli, mãe do Artur, que veio acompanhada do pai do estudante, Edson Rocha Alves.
“Tudo o que aprendi até agora foi graças ao colégio. Vou levar comigo. A cada cantinho que passo lembro de algo, de todos os momentos que tive no colégio”, complementou o estudante, pouco depois de fazer uma foto com os pais.
Todo esse carinho com a instituição também foi rememorado pelo aluno Matheus. “Tudo o que sei foi conquistado aqui. Aqui aprendi a ler, a escrever, a produzir textos. Aqui é uma parte de mim e fiz uma grande amizade”, comentou ele, que estava com a mãe Margarete Just.
Quem também estava muito entusiasmado era o aluno João Pedro Alves. “A hora que abri a caixa fiquei muito emocionado, passou um filme na sua cabeça por tudo o que vivi nos últimos anos. Sempre tive o apoio da família e sem dúvida ficará guardado para sempre na minha memória. Agora um novo ciclo e grato por todo aprendizado”, sublinhou.
Para a mãe, Paula Alves, reviver esse momento é muito emocionante. “Ficamos emocionados e orgulhosos de ver que essa sementinha que a gente plantou está brotando lindamente e cheia de sonhos. Esse momento ficará guardado para sempre em nossas memórias”, disse.
O pai, Marcelo Lage, também agradeceu o colégio pelo momento proporcionado. “Isso ficará eternamente guardado em nossos corações”, disse o pai. “A história dele só está começando”, complementou a irmã, Maria Luiza, de 9 anos, que também fez questão de estar neste dia.
A escola ainda preparou um vídeo de homenagem com os momentos vividos neste ano e mensagens deixadas pelos professores. Ao longo da semana eles ainda tiveram muitas atividades, como banho de piscina e festa das cores.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos
A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.
“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.
O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.
“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.
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