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Chuva cancela evento de posse da reitora da Unesc no comando da Acafe

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A posse da Associação Catarinense das Fundações Educacionais de Santa Catarina (Acafe) que ocorreria nesta quinta-feira (01/12), foi transferida para a segunda-feira (12/12). O motivo é a forte chuva que atinge todo o estado.

Por aclamação, a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta e o reitor da Uniplac, Kaio Henrique Coelho do Amarante, serão conduzidos ao cargo de presidente e vice, respectivamente, para o biênio 2022-2024 da entidade.

A cerimônia de posse ocorrerá a partir das 19h, na Univali – Campus Kobrasol, em São José, na Grande Florianópolis, em formato híbrido (presencial e online). Autoridades políticas e empresariais, além de representantes de instituições e entidades locais, estaduais e nacionais estão entre os convidados. Ainda na data, tomam posse os representantes dos Conselhos da Acafe (Consultivo e Fiscal),  logo após a Assembleia Geral Eletiva.

Fortalecimento

Desenvolver o ensino, a ciência, a tecnologia e a inovação, por meio do compartilhamento de ações e competências para assegurar o fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (IES), em prol da educação superior em Santa Catarina, é uma das atribuições do Sistema Acafe. 

“As universidades comunitárias são grandes patrimônios da educação no país e em Santa Catarina, sendo responsáveis diretamente pelo destacado desenvolvimento do nosso estado. Foi a partir delas, na década de 1960, que Santa Catarina descentralizou a formação acadêmica, expandindo para o interior o ensino, a pesquisa e a extensão. Se somos um estado de vanguarda, referência em desenvolvimento sustentável, tecnologia e inovação, isso se deve, e muito, à presença das Instituições de Ensino Superior (IES) da Acafe em todas as regiões. Presidir a Acafe, ao lado do reitor Kaio do Amarante e de todos os demais colegas reitores, é um desafio que muito representa as defesas que faço”, comenta Luciane, que atualmente é vice-presidente da entidade.

A força da Acafe e sua contribuição ao estado se revela por meio de números. São 14 instituições de ensino, presentes em diversas cidades, congregando mais de 160 mil acadêmicos, além de 3.501 projetos de iniciação científica, que geram novos conhecimentos, e 930 projetos de extensão, que beneficiam milhares de catarinense, como serviços de saúde, atendimento jurídico, entre outros. Planejar, articular e coordenar ações integradas entre as universidades para reposicionar, fortalecer e comunicar à sociedade a relevância  do Sistema Acafe estará entre as prioridades da nova gestão.

“Nossas instituições têm como missão o desenvolvimento das regiões onde estão inseridas. É importante que a população saiba que elas não têm dono, não visam lucro, são patrimônios das cidades e regiões em que se originaram, por desejo da sociedade. Todo o resultado financeiro dessas IES retorna para a região no desenvolvimento de ações e projetos nas três dimensões acadêmicas que caracterizam uma Universidade: o ensino, a pesquisa  e extensão de excelência. Trabalhar em prol do fortalecimento dessas instituições é algo que me convoca e me representa muito”, pontua Luciane, que também é integrante dos Conselhos Estadual e Nacional de Educação.

Diálogo

Grato e motivado pelo desafio, o reitor da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) também falou da nova oportunidade que lhe será conferida. “Viveremos um momento ímpar para a nossa associação e nesse novo momento o diálogo será fundamental, pois teremos novos cenários sendo construídos na esfera estadual e federal. Para isso contamos com a força histórica da Acafe, mas entendemos que só o passado não garante o futuro. Seremos uma força ativa de diálogo e construção conjunta, visando o aprimoramento das nossas instituições comunitárias, reforçando nossas missões que visam o desenvolvimento regional de forma sustentável”, sublinha Amarante.

Atualmente, a Acafe é comandada pelo reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Aristides Cimadon, que encerra o seu segundo mandato à frente da entidade. “É com muita satisfação que encerramos este período e com muita alegria que teremos a reitora Luciane Ceretta e o reitor Kaio à frente da instituição. Tenho certeza que a Acafe viverá uma nova história, inclusive com a implantação da educação superior gratuita nas universidades comunitárias, que acredito irá fortalecer ainda mais as instituições comunitárias e dará mais formação aos jovens. Nada melhor que a Luciane e o Kaio estarem a frente da Acafe neste novo momento”, enfatiza Cimadon.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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Prefeitura de Criciúma assina termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos

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A Prefeitura de Criciúma assinou, nesta sexta-feira (11), o termo de cessão de uso de imóvel destinado ao Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD). A sala, localizada no segundo andar do Mercado Público Criciumense, no Centro, será destinada a atividades assistenciais, sociais, comunitárias e de apoio à saúde. A ação é fundamentada pela Lei Municipal nº 9.008 de 22 de julho de 2026.

“Essa é uma forma de o Município apoiar uma causa tão importante e contribuir para que o GAD tenha melhores condições de acolher e atender as pessoas com diabetes. Sabemos da relevância desse trabalho e queremos fortalecer iniciativas que levam assistência, informação e cuidado para a população”, ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O espaço possui 116,24 metros quadrados. Segundo o presidente do GAD, Samuel Pereira de Medeiros, a cessão representa uma conquista para a entidade e permitirá ampliar a estrutura de atendimento oferecida às pessoas com diabetes.

“Esse espaço será utilizado para dar apoio a todas as pessoas com algum tipo de diabetes. Hoje oferecemos assistência social, cestas glicêmicas, convênio médico, telemedicina e atendimento com psicólogas, e teremos esse atendimento também no local. Atualmente, atendemos uma média de 18 a 20 pessoas e queremos chegar até o final do ano a 50 pessoas”, destacou.

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