Economia
Exportação em debate na ACIC
Fomentar e concentrar os tributos de importação realizados pelas empresas de Criciúma e região é o propósito de um movimento encabeçado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Prefeitura Municipal de Criciúma e Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) Regional Sul em prol do desenvolvimento econômico local.
Para isso, as entidades e o Poder Público promovem um evento no próximo dia 17 de maio, às 9h, na sede da Acic, para apresentar às empresas da região a oportunidade estratégica internacional das operações de exportação e importação.
Atualmente, grande parte das empresas da região buscam tradings, empresas especializadas em importação e exportação, de outras regiões do Estado, para efetuarem suas operações no mercado internacional.
As empresas ao utilizarem os serviços das tradings locais contribuem para que o retorno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), originado por essa transação, retorne aos cofres municipais.
“A alegação das empresas da cidade é que as tradings, especialmente, àquelas que estão próximas ao Porto de Itajaí, teriam mais know-how para realizar essas transações. Neste evento reuniremos todas as nossas tradings, que terão a oportunidade de apresentarem os seus serviços e mostrarem que podem fazer este trabalho com total competência”, explica o Fiscal de Rendas e Tributos da Prefeitura de Criciúma, Luiz Fernando Cascaes.
O secretário da Fazenda de Criciúma, Robson Gotuzzo, destaca que o papel da Secretária da Fazenda do Município não é ser somente um administrador de dívidas do município. “Precisamos também ser um fomentar da economia e atrair investimentos e negócios para a cidade. Este movimento será muito importante porque traremos recursos financeiros à cidade, com o retorno de impostos”, reforça Gotuzzo.
O presidente da Acic, César Smielevski, destaca que a iniciativa está sendo realizada num momento de conjuntura internacional interessante para o Brasil. “Com câmbio em patamar aceitável, tanto a exportação como a importação são perfeitamente possíveis para as empresas da nossa região, que podem contar com os serviços das tradings aqui localizadas para contribuir também com o desenvolvimento da cidade”, pontua.
As operações de comércio exterior efetuadas pelas tradings de Criciúma devem gerar a título de retorno de ICMS algo em torno de R$ 2,5 milhões ao município de Criciúma somente no ano 2017. “Este valor seguramente seria muito maior caso as empresas criciumenses que operaram com importação no ano anterior o tivessem feito com tradings sediadas no município”, ressalta Cascaes.
Especialista da Fiesc participará do evento
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Maria Tereza Bustamante, participará do evento do próximo dia 17 de maio, apresentando, em forma de palestra, suas experiências a respeito do mercado internacional. “É uma iniciativa importante para que possamos resgatar essa receita que está sendo perdida, e o conhecimento da presidente da Câmara de Comércio Exterior fará toda a diferença ao evento”, acrescenta o presidente da Fiesc Regional Sul, Diomício Vidal.

Economia
Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira
Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.
O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.
Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.
Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.
COMO FUNCIONA O REAJUSTE
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.
A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.
A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Economia
Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo
Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.
Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:
- 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
- 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.
Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.
O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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