Geral
Criciúma e Treviso intensificam procura por novos participantes para o Família Acolhedora
O Poder Judiciário de Santa Catarina e os municípios de Criciúma e Treviso estão mobilizados para ampliar o número de famílias participantes do programa Família Acolhedora no sul do Estado. A iniciativa oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida judicial e é uma alternativa mais humanizada em relação ao atendimento institucional.
Ativo nos municípios, o programa visa credenciar famílias aptas a acolher temporariamente crianças ou adolescentes, com acompanhamento técnico especializado e subsídio mensal para custear necessidades básicas do acolhido. A equipe da assistência social realiza seleção, preparo e acompanhamento contínuo das famílias, a fim de garantir segurança e estrutura durante todo o processo.
O juiz Klauss Corrêa de Souza, titular da Vara da Infância e Juventude da comarca de Criciúma, destaca que o acolhimento familiar é fundamental para garantir proteção emocional e estabilidade às crianças em vulnerabilidade. “O vínculo familiar, mesmo que temporário, oferece afeto, rotina e individualização, elementos que nenhuma instituição consegue suprir na mesma intensidade”.
Ele reforça que o acolhimento não se confunde com adoção. “A medida é provisória. O objetivo principal é proteger enquanto se trabalha pela reintegração familiar sempre que possível”.
Como funciona o acolhimento familiar
O acolhimento em família acolhedora é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aplicada quando crianças ou adolescentes precisam ser afastados temporariamente de suas famílias de origem. Trata-se de uma medida excepcional e provisória, com duração máxima recomendada de 18 meses.
O modelo oferece uma convivência familiar real, diferente de abrigos institucionais, onde há profissionais contratados. A criança ou adolescente passa a ser cuidado por outra família — a família acolhedora —, que assume sua proteção, atenção cotidiana e suporte emocional durante o período de acolhimento.
A secretária de Assistência Social de Criciúma, Dudi Sonego, explica que as famílias acolhedoras são cuidadosamente selecionadas, preparadas e acompanhadas por profissionais. Esse acompanhamento inclui visitas, capacitações e apoio contínuo, garantindo que o acolhimento ocorra em ambiente seguro e estruturado. Ao final, quando possível, a criança retorna à família de origem. Quando isso não ocorre, a Justiça avalia alternativas, incluindo o encaminhamento para adoção.
Quem pode participar
Para integrar o programa Família Acolhedora, é necessário ter mais de 21 anos, residir no município e apresentar estabilidade emocional e financeira. Além disso, é preciso ter disponibilidade de tempo, não estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção e não possuir histórico de violência ou dependência química.
Os interessados não podem ter, no conjunto familiar, pessoas com antecedentes criminais ou atos infracionais. É necessário ter a concordância de todos os maiores de 18 anos da família. O processo inclui análise documental, entrevistas psicossociais, visita domiciliar e capacitação obrigatória, garantindo que o acolhimento seja seguro e adequado.
Como se inscrever
Em Criciúma, as inscrições devem ser feitas presencialmente na Rua São José, no Centro, anexo ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). A equipe técnica acompanha todas as etapas, desde o credenciamento até o cotidiano do acolhimento. Para mais informações sobre o programa no município, o contato deve ser feito pelo número (48) 99693‑3265, por telefone ou WhatsApp.
Já em Treviso, quem tiver interesse em participar do Família Acolhedora deve procurar o Serviço de Proteção Especial, na rua Hilário Gamba, 333, no Centro. O contato para mais informações é (48) 99195‑9257, por telefone ou WhatsApp. A secretária de Assistência Social de Treviso, Elaine Salvador Zeferino, faz um convite direto à comunidade: “Cada família que se dispõe a acolher transforma a história de uma criança. E, muitas vezes, transforma também a sua própria história”.
A Vara da Infância e Juventude da comarca de Criciúma também está disponível para mais esclarecimentos acerca do Família Acolhedora.

Geral
ONG Amigos Pra Cachorro é declarada de utilidade pública em Morro da Fumaça
A Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça aprovou por unanimidade, na Sessão Ordinária de segunda-feira, dia 23 de março, o Projeto de Lei do Legislativo nº 4/2026, que reconhece como de utilidade pública a ONG Amigos Pra Cachorro. A proposta, de autoria da vereadora Marijane Felippe, garante à entidade o acesso a direitos e benefícios previstos na legislação vigente, ampliando as possibilidades de captação de recursos e o fortalecimento das atividades.
Autora da proposta, a vereadora Marijane Felippe ressaltou que o reconhecimento é fruto de um trabalho sério e comprometido desenvolvido pela ONG. “Representantes da entidade nos procuraram nas últimas semanas para apresentar a necessidade do reconhecimento. Realizamos a análise de toda a documentação, que está plenamente de acordo com o marco regulatório e com a Lei Orgânica do Município”, afirmou.
Durante sua fala, a vereadora destacou que a saúde e o bem-estar animal são pautas que precisam ser debatidas constantemente. “Estamos falando de controle populacional, cuidado com os animais e também de uma questão de saúde pública. Atualmente, a ONG atende mais de 180 animais, entre cães e gatos, realizando resgates, tratamentos e acolhimento. É um trabalho bonito, que merece todo o reconhecimento”, ressaltou.
O presidente da Câmara, vereador Luciano Formentin Pereira, também parabenizou a iniciativa e reforçou o compromisso do Legislativo com a causa. “Com a utilidade pública, a entidade passa a ter acesso a emendas impositivas e outras formas de apoio, o que certamente vai fortalecer ainda mais esse serviço tão essencial”, destacou.
Ele ainda mencionou a possibilidade de ampliar o reconhecimento da ONG em outras esferas. “Nos colocamos à disposição para buscar também a utilidade pública em nível estadual, o que permitirá o acesso a recursos do Governo do Estado. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelas ONGs, muitas vezes mantidas com recursos próprios, e esse apoio é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade no atendimento”, finalizou.

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Cerca de 400 crianças participam da exposição “Projeto Mundo Aquático”
Aproximadamente 400 crianças participaram, ao longo desta semana, da exposição “Projeto Mundo Aquático”, promovida pela Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fumaf), em parceria com o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). A mostra foi realizada em alusão ao Dia Mundial da Água, no Centro de Múltiplo Uso, no bairro Jussara, espaço cedido pela Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça.
Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto uma variedade de animais taxidermizados (empalhados), como tubarões, raias, tartarugas, pinguins, cavalos-marinhos, além de conchas, corais e diversas espécies de peixes de água doce e salgada. A iniciativa buscou complementar o conteúdo trabalhado em sala de aula, promovendo a educação ambiental de forma interativa e didática.
Além da exposição, os estudantes participaram de uma palestra educativa que apresentou curiosidades sobre cada peça exposta e abordou os impactos do descarte inadequado de lixo nos rios e oceanos. A programação incluiu ainda uma aula prática, ampliando a compreensão sobre a preservação dos recursos hídricos.
O diretor do Samae, Natan Felipe Souza, destacou a importância de ações educativas desde a infância. “Trabalhar a conscientização com as crianças é fundamental para formar cidadãos mais responsáveis. A água é um recurso essencial, e precisamos reforçar, desde cedo, a importância da sua preservação”, afirmou.
A diretora da Fumaf, Silvia Sartor Roseng, salientou o caráter pedagógico da iniciativa. “A exposição foi pensada para despertar a curiosidade e o senso de responsabilidade ambiental nos alunos. Fiquei muito feliz com a participação das crianças, que se mostraram bastante curiosas e interessadas em entender mais sobre o tema. Quando eles vivenciam esse contato direto com os elementos da natureza, o aprendizado se torna mais significativo”, pontuou.
A ação integrou a programação especial do município voltada ao Dia Mundial da Água e buscou promover a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos hídricos.

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Procon de Criciúma autua postos de combustíveis por valor abusivo do óleo diesel
O Programa de Defesa do Consumidor (Procon) de Criciúma notificou e autuou, nesta semana, dois postos de combustíveis pela venda de óleo diesel com valores abusivos. O órgão fiscalizou sete estabelecimentos no município e constatou que em dois deles o preço cobrado estava elevado sem justificativa. Os valores encontrados pelo órgão foram de R$ 7,43 no litro no diesel comum e R$ 7,45 no litro do diesel aditivado, quando os valores deveriam ser em torno de R$ 6,99.
De acordo com o coordenador do Procon de Criciúma, Jefferson de Assunção, a fiscalização foi motivada por denúncias recebidas e embasadas no acompanhamento da variação no preço do diesel e da gasolina nas últimas semanas. “A fiscalização consiste em zelar pelo direito do consumidor de pagar um valor adequado pelo combustível, sem cobranças excessivas. O aumento de preços sem justa causa é uma prática abusiva, que deve ser combatida. Seguiremos atentos a aumentos desproporcionais de todos os tipos, que impactem na vida do cidadão”, destacou.
Durante a fiscalização, as empresas são autuadas, com auto de constatação, que busca verificar à precificação de combustíveis, especialmente diante de recentes anúncios de reajuste por refinarias. Neste momento, as empresas apresentam notas fiscais e documentos que fundamentem os preços praticados e os postos que justificam os valores recebem auto de constatação confirmando que os valores foram devidamente justificados.
Já nos dois postos de combustíveis que receberam auto de constatação e infração, foi constatado que elevaram o preço do diesel sem justa causa, aplicando reajustes antes ao aumento oficial das refinarias, em valores acima do impacto estimado de custo e sem comprovação documental que esclareça o aumento aplicado ao consumidor final. A fiscalização ocorreu nos dias 23 e 24 de março.
A prática abusiva, que consiste em repasse indevido e desproporcional de custos ao consumidor, é uma violação do Código do Direito do Consumidor, e infração sujeita à sanções administrativas previstas. As empresas autuadas agora respondem processo administrativo e ficam notificadas para apresentarem defesa no prazo legal.

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