Blog Anderson de Jesus
Supermercados estimam aumento de até 30% nos custos com o fim da escala 6×1
Setor teme dificuldades para contratar trabalhadores, avalia mudanças no funcionamento aos domingos e tenta evitar que os gastos adicionais sejam repassados aos consumidores.
O fim da escala de trabalho 6×1 acendeu um alerta entre os supermercadistas de Santa Catarina. As empresas estimam que a mudança poderá elevar os custos operacionais entre 15% e 30%, dependendo do porte do estabelecimento. O setor também demonstra preocupação com a dificuldade para contratar profissionais e com os possíveis reflexos no atendimento aos consumidores.
A presidente regional da Associação Catarinense de Supermercados (ACATS), a empresária Monique Pizzetti, afirma que o esforço inicial será absorver os custos adicionais para evitar que o impacto chegue diretamente aos preços dos produtos.
A dirigente, no entanto, não descarta mudanças no funcionamento das lojas após o período de festas de fim de ano, incluindo a possibilidade de redução da jornada de atendimento.
“Isso tudo precisa ser analisado porque o domingo é um dos melhores dias da semana, mas temos que entender que, além do aumento do custo, vamos ter dificuldades em encontrar mão de obra”, projeta.
Pequenos supermercados devem sentir mais os efeitos
A preocupação também foi manifestada pela ACATS em posicionamento sobre a Emenda Constitucional nº 141/2026, mencionada pela entidade como responsável pelo fim da escala 6×1 e pela redução gradual da jornada semanal para 40 horas.
A associação reconhece a importância de ampliar o período de descanso dos trabalhadores, mas avalia que o prazo de adaptação e a forma de implementação da mudança podem pressionar os custos, os preços e a manutenção dos empregos no setor.
Segundo estimativas da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) citadas pela ACATS, o custo com pessoal poderá aumentar entre 17% e 20% nas empresas de maior porte. Nos estabelecimentos menores, a elevação pode chegar a 30%.
O impacto tende a ser mais significativo nos supermercados de bairro e nas lojas do interior, que contam com equipes reduzidas e têm menos capacidade de distribuir as despesas adicionais. A necessidade de reorganizar as escalas e garantir duas folgas semanais também poderá exigir novas contratações.
O problema, conforme a entidade, é que o setor já enfrenta dificuldades para preencher vagas. Nesse cenário, o aumento das despesas com pessoal pode levar empresas a rever o número de contratações, ampliar a automação e modificar os horários de atendimento.
Domingos e feriados entram no debate
Os supermercados funcionam durante toda a semana, inclusive aos domingos e feriados. Por isso, a adequação das escalas é considerada um dos principais desafios da mudança.
A ACATS alerta para a possibilidade de redução do horário de funcionamento e até do fechamento de lojas aos domingos, caso os estabelecimentos não consigam reorganizar as equipes de maneira economicamente viável.
A entidade também questiona a implementação das novas regras no período de maior movimento do comércio. Conforme o posicionamento da associação, a primeira etapa da transição está prevista para meados de dezembro, coincidindo com o Natal, o Ano-Novo e o início da temporada de verão no litoral catarinense.
Em Santa Catarina, o setor supermercadista reúne aproximadamente 16 mil estabelecimentos e emprega cerca de 230 mil pessoas. A atividade também representa cerca de 5% da arrecadação estadual de ICMS, segundo dados apresentados pela ACATS.
Entidade pede negociação e prazo para adaptação
Para enfrentar os impactos, a ACATS defende a abertura imediata de negociações entre empresas e sindicatos de trabalhadores. A proposta é construir convenções coletivas que permitam organizar as jornadas e preservar, sempre que possível, o atendimento aos domingos e feriados.
A associação também reivindica regulamentação específica para atividades de funcionamento contínuo, medidas de compensação dos custos trabalhistas e condições diferenciadas para microempresas e empresas de pequeno porte.
Outra solicitação é que a entrada em vigor das novas regras não coincida com o período de festas de fim de ano. A entidade pede ainda que a fiscalização tenha caráter orientativo durante a fase de adaptação.
Em conjunto com a ABRAS, a ACATS também manifesta apoio à PEC 40/2025, que prevê a possibilidade de contratação pelo regime de hora trabalhada. A associação considera a alternativa especialmente relevante para estabelecimentos com equipes pequenas.
Enquanto as discussões avançam, o setor afirma que pretende orientar os associados sobre a reorganização das escalas e acompanhar os efeitos da mudança sobre os custos, o emprego e os preços dos alimentos.
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Legislativos de Içara e Criciúma começam a discutir presidência para 2027
Conversas já iniciaram mas devem ganhar força depois do segundo turno
O PP de Içara está de olho na presidência da Câmara de Vereadores. Nos bastidores políticos, circula a informação de que o partido teria recebido o compromisso de comandar o Legislativo durante todo o mandato em troca da abertura de espaço ao PSD na composição da chapa majoritária liderada por Dalvania Cardoso.
A expectativa dos progressistas é de que o entendimento seja mantido, garantindo ao partido a presidência da Casa até o fim do período legislativo. Nos movimentos políticos da cidade, a possibilidade de cumprimento do acordo é considerada viável.
Enquanto isso, em Criciúma, a vereadora Geovania Zanette seria uma das opções para assumir o comando do Legislativo. Ela, no entanto, mantém o desenho de permanecer à frente da Secretaria de Educação, o que abre espaço para outras articulações dentro do partido.
A situação anima o vereador Neto Ugioni, que não esconde o interesse em continuar na presidência da Câmara. A definição dependerá dos entendimentos políticos e dos encaminhamentos para a composição do comando do Legislativo.
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Lula e Flávio Bolsonaro chegam à última semana antes do 2º turno em empate técnico, aponta pesquisa
Levantamento BTG/Nexus mostra diferença inferior a um ponto percentual; entre os votos válidos, candidato do PL tem 50,3%, contra 49,7% do petista
A disputa pela Presidência da República segue equilibrada na reta final da campanha. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 46,5% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,9% em uma simulação de segundo turno.
A distância entre os candidatos é de apenas 0,6 ponto percentual. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, os resultados configuram empate técnico.
Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos dois candidatos somam 4,7%. Outros 2,9% não souberam responder ou preferiram não informar sua escolha.
Diferença diminuiu nos votos válidos
Quando são considerados somente os votos válidos, com a exclusão de brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3%, enquanto Lula registra 49,7%.
Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6% dos votos válidos, ante 48,4% do atual presidente. A nova rodada mostra, portanto, uma redução da distância numérica entre os dois concorrentes.
Os dados foram coletados antes do debate entre os candidatos exibido pela Band no domingo (18).
Maioria afirma já ter definido o voto
O levantamento também investigou o grau de definição das escolhas eleitorais. Segundo os dados divulgados pela Nexus, 90,9% dos entrevistados afirmaram que já decidiram em quem votar e não pretendem mudar de posição até o segundo turno.
Outros 8,4% disseram que ainda podem trocar de candidato, enquanto 0,7% não souberam responder.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 94,5% declararam ter a decisão consolidada. No grupo que pretende votar em Lula, o índice é de 94%.
Como foi feita a pesquisa
A 18ª rodada do levantamento BTG/Nexus ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 16 e 18 de outubro. A pesquisa abrangeu as 27 unidades da Federação e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O estudo foi contratado pelo banco BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.
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Jorginho, Moro e Zucco fazem ato pró Bolsonaro e reúnem 50 mil em Florianópolis
No palanque da motociata em Florianópolis, o governador Jorginho Mello usou a condição de anfitrião para agradecer a reeleição e cobrar empenho dos apoiadores na reta final. Citou Santa Catarina como modelo ao dizer: “Ah, se o Brasil fosse Santa Catarina”. Defendeu ainda que os três estados do Sul atuem juntos para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro.
Sergio Moro, eleito governador do Paraná, falou em articulação entre os governadores eleitos e os senadores da região e avisou que a mobilização precisa continuar: “Não podemos nos acomodar”. Aproveitou para criticar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e defender a eleição do candidato do PL. Os dois discursos seguiram a mesma linha: a vitória nas urnas estaduais serve de ativo para a campanha presidencial, e o Sul é tratado como reserva de votos a ser mobilizada. Os governadores não detalharam como pretendem transformar a união regional em votos.
O texto que você colou termina cortado no nome do candidato. Se houver mais trechos, como a fala de Zucco ou de Hang, mande que eu incorporo. Posso também juntar esta nota à anterior sobre o ato.
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