Economia
Setor arrozeiro tenta barrar nova exigência ambiental em Santa Catarina
Reunião com autoridades em Florianópolis deve discutir a medida, enquanto produtores também enfrentam preocupações com o clima e os preços do arroz.
O setor arrozeiro de Santa Catarina prepara uma mobilização para tentar impedir a adoção de uma nova exigência ambiental relacionada à atividade agrícola. Segundo o presidente do Sindarroz, Rampinelli, representantes do segmento devem se reunir com autoridades em Florianópolis para questionar a proposta e apresentar argumentos técnicos e jurídicos contra a mudança.
O encontro, previsto para ocorrer com a participação de advogados, busca esclarecer os efeitos da medida e defender a manutenção das regras atualmente em vigor. Conforme o dirigente, a análise da proposta estava prevista para quarta-feira (21).
A posição do sindicato é de que a legislação já prevê instrumentos para fiscalizar o uso da água e a aplicação de produtos agrícolas. Para a entidade, qualquer exigência adicional precisa estar fundamentada em critérios técnicos que comprovem sua contribuição para a proteção ambiental.
Temperaturas baixas preocupam produtores de arroz
O clima também entrou na lista de preocupações para a próxima safra. Embora as lavouras já apresentem áreas com vegetação verde, o frio persistente tem dificultado o desenvolvimento das plantas, segundo Rampinelli.
O arroz depende de condições climáticas favoráveis para avançar em seu ciclo de crescimento. Temperaturas abaixo das condições ideais podem retardar o desenvolvimento da cultura e interferir no desempenho das lavouras.
Outro fator acompanhado pelos produtores é a possível influência do El Niño sobre o comportamento do clima ao longo da safra. A preocupação é que condições meteorológicas desfavoráveis afetem a produtividade e reduzam o volume produzido.
Mesmo com as incertezas, o plantio segue em andamento. O resultado da safra, contudo, dependerá em grande parte das condições climáticas registradas durante as próximas etapas do ciclo agrícola.
Mercado do arroz perde força após recuperação dos preços
Depois de um período de recuperação, o preço do arroz passou a apresentar maior estabilidade. De acordo com Rampinelli, a dificuldade de repassar novos reajustes ao consumidor tem limitado a continuidade do movimento de alta no varejo.
Na avaliação do presidente do Sindarroz, os valores praticados atualmente permitem cobrir os custos de produção, mas ainda há expectativa de melhora na remuneração para ampliar as margens dos agricultores.
O setor espera que a próxima colheita apresente boa qualidade e contribua para equilibrar os interesses dos diferentes elos da cadeia produtiva. A meta é assegurar condições econômicas para os produtores e manter o abastecimento do mercado com preços acessíveis aos consumidores.
Economia
SATC promove Feira da Empregabilidade nesta semana
Quem está em busca de emprego, estágio ou recolocação profissional terá uma oportunidade de contato direto com recrutadores nesta semana. A 19ª Feira da Empregabilidade da SATC será realizada nos dias 21 e 22 de outubro, das 13h30min às 21h30min, com a participação de empresas de diferentes setores.
Aberta à comunidade, a feira integra a programação da SATC Work Week (SWW), promovida pelo Setor de Estágios da instituição. Durante o evento, os participantes poderão conhecer as organizações presentes, entregar currículos e buscar informações sobre vagas efetivas, estágios, programas de desenvolvimento e possibilidades de carreira.
Para o coordenador do Setor de Estágios da SATC, Fabiano Ugioni, o contato presencial permite que os candidatos conheçam melhor as oportunidades e os perfis profissionais procurados pelas empresas.
“Quando o candidato conversa diretamente com a empresa, consegue entender melhor o perfil profissional que ela procura e conhecer oportunidades que talvez não encontrasse em uma busca convencional. Esse contato torna o processo mais próximo e permite que ele também se apresente”, afirma.
Feira atende diferentes públicos
A programação contempla diferentes momentos da trajetória profissional. Estudantes em busca do primeiro estágio, pessoas que estão entrando no mercado de trabalho e profissionais interessados em uma recolocação poderão aproveitar o encontro para conhecer empresas e identificar oportunidades.
A orientação é que os participantes levem currículos atualizados e aproveitem a visita para conversar com os representantes das empresas, conhecer suas áreas de atuação e esclarecer dúvidas sobre os processos seletivos.
Economia
Materiais ganham novas aplicações e ampliam possibilidades de revestimentos na CasaPronta Criciúma
O forro que também reveste paredes, o alumínio que reproduz a aparência da madeira e a grama sintética que deixou de ser utilizada apenas em espaços recreativos. Nos corredores da 23ª Feira CasaPronta Criciúma, materiais conhecidos do mercado aparecem com novas cores, texturas e possibilidades de aplicação. São alternativas para quem está construindo, reformando ou pretende modificar um ambiente sem necessariamente realizar grandes intervenções.
Um dos exemplos está no estande da Exclusive Esquadrias de Alumínio, que apresenta ripados produzidos integralmente em alumínio, com acabamento que reproduz diferentes tonalidades de madeira. Segundo a proprietária, Luana Cemin, o produto passa por processos de pintura e sublimação e está disponível em mais de 15 opções de cores amadeiradas.
“É um material bastante versátil. Pode ser utilizado para revestir paredes, fazer portas e também como forro. Temos várias opções de cores, mas o amadeirado é o que mais vende. Muitas pessoas chegam ao estande e não acreditam que aquilo é alumínio”, conta Luana.
A possibilidade de utilizar materiais em diferentes superfícies também aparece entre os produtos da Forroplast. Conhecido principalmente pela aplicação em tetos, o forro de PVC ganhou novas cores e acabamentos e também pode ser utilizado em determinadas paredes e painéis decorativos.
A proprietária Márcia Salvan Gabriel Saviatto explica que, embora o teto continue sendo a principal aplicação, o produto permite outras composições, desde que sejam consideradas as características e limitações do material. “Na nossa sala de reuniões, por exemplo, temos uma parede revestida com PVC. É possível fazer painéis, intercalar cores ou utilizar uma tonalidade única. Mas recomendamos atenção aos locais de aplicação, porque é um material que pode sofrer danos com impactos”, explica.
Entre as novidades apresentadas pela empresa estão os acabamentos que fogem da tradicional cor branca do PVC, como verde-alecrim, carvalho-dourado e bambu-natural, além de outras opções que permitem diferentes combinações nos ambientes.
Texturas e materiais para diferentes espaços
As novidades também chegam aos revestimentos que utilizam pedras naturais e acabamentos texturizados. Entre os produtos apresentados na feira estão o revestimento com pedras naturais que possui versões para paredes e pisos, e linhas com acabamento cimentício. Algumas dessas soluções também permitem renovar superfícies e peças de mobiliário, ampliando as possibilidades de atualização dos ambientes.
Nas áreas externas, a grama sintética é outro material que ganhou novas aplicações. Segundo André da Rosa Maciel, proprietário da 2Tok Grama Sintética e Revestimentos, a evolução das matérias-primas e dos processos de fabricação permitiu desenvolver produtos com aparência e textura mais próximas às da grama natural.
“Antes, a grama sintética era muito associada aos playgrounds. Hoje, conseguimos utilizá-la em jardins residenciais, áreas de piscina, paredes verdes e espaços para animais. Nosso principal mercado atualmente é o de jardins, especialmente em casas de condomínio, onde muitas vezes existem dificuldades para manter a grama natural”, explica André. A empresa também apresenta pisos modulares produzidos em polipropileno, utilizados em playgrounds, áreas infantis e espaços próximos a piscinas. O material pode ainda ser aplicado em paredes, permitindo composições com diferentes cores e desenhos.
Economia
Verde ganha espaço na decoração e se destaca entre as tendências da CasaPronta Criciúma
Quem percorre os corredores da 23ª Feira CasaPronta Criciúma encontra uma cor que se repete em diferentes ambientes: o verde. Presente em estofados, móveis, paredes e objetos decorativos, a tonalidade aparece em diversas propostas apresentadas pelos expositores. Se na edição anterior o marrom ganhou destaque, neste ano o verde chama a atenção e acompanha um movimento do design de interiores que busca aproximar os ambientes da natureza.
Para a arquiteta Jamile Zanette, essa escolha está relacionada a uma mudança na maneira como as pessoas desejam viver e se relacionar com os espaços. Em meio a rotinas aceleradas e ao excesso de informações, cresce a busca por ambientes que transmitam acolhimento e permitam desacelerar.
“Existe um movimento para que a gente se aproxime mais das coisas essenciais da vida. A tendência é buscar a parte afetiva. E nós fazemos parte da natureza, então tudo o que está associado a ela desperta essa vontade de aproximação. É o que vemos com o marrom, o verde e também o azul, cores que remetem aos elementos naturais”, explica a arquiteta.
Decoração afetiva também ganha espaço
Segundo Jamile, a valorização das cores naturais faz parte de uma tendência mais ampla, que coloca as experiências pessoais e as memórias no centro dos projetos de arquitetura e decoração. Objetos de família, fotografias e peças que carregam histórias passam a ter espaço nas composições, mesmo quando não seguem necessariamente um padrão estético.
“Hoje, aquilo que tem relação com a nossa essência e com o que consideramos importante passa a ser visto como um luxo. Pode ser um elemento da casa da avó, uma fotografia ou alguma lembrança. O que buscamos é trazer essa afetividade para dentro de casa e transformar os ambientes em lugares que realmente tenham significado para quem vive neles”, afirma.
A arquiteta observa que esse movimento também influencia o trabalho dos profissionais. Além de escolher materiais e cores, o projeto também precisa considerar a rotina, as referências e as experiências de cada morador. É a partir dessa conversa que o arquiteto consegue identificar quais elementos podem contribuir para tornar o espaço mais pessoal.
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