Blog Anderson de Jesus
Camilo Martins e Ana Campagnolo avançam em acordo para comandar a Alesc
Articulação prevê Camilo na presidência em 2027 e Campagnolo no comando a partir do segundo semestre de 2028; acordo ainda depende do aval de Jorginho Mello.
O deputado estadual Camilo Martins e a deputada Ana Caroline Campagnolo, ambos do PL, avançaram nas negociações para dividir o comando da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) no primeiro biênio da próxima legislatura. A articulação foi divulgada pelo colunista Marcelo Lula, do portal Santa Catarina em Pauta.
A proposta prevê que Camilo assuma a presidência em 2027 e renuncie ao cargo na metade de 2028, abrindo caminho para Campagnolo concluir o período à frente do Parlamento. O acordo considera a intenção de Martins de disputar a Prefeitura de Palhoça.
Acordo depende de Jorginho Mello
Segundo Marcelo Lula, os deputados eleitos pelo PL se reuniram na manhã de terça-feira (27), no gabinete do deputado Marcius Machado, e os 16 integrantes da futura bancada teriam apoiado a composição. A proposta seria apresentada ao governador Jorginho Mello, também do PL, para obter seu aval.
A articulação também teria recebido sinalizações de apoio de parlamentares eleitos pelo Republicanos e pelo Podemos. Com isso, Camilo e Campagnolo contariam com 21 votos, conforme as informações divulgadas pelo colunista.
O entendimento prevê ainda que Campagnolo indique o comando da Escola do Legislativo. Pepê Collaço, do Progressistas, é cotado para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, enquanto Maurício Peixer deve ficar à frente da Comissão de Finanças.
Disputa pelo segundo biênio
As negociações para os dois primeiros anos não encerram as discussões sobre a segunda metade da legislatura. O deputado Fernando Krelling (MDB) permanece entre os nomes cotados para presidir a Alesc no terceiro e quarto anos, segundo Marcelo Lula.
O parlamentar teria a simpatia de Jorginho Mello, e uma eventual composição para o segundo biênio poderia envolver o MDB e outro deputado do PL.
A articulação também enfrenta resistências. De acordo com a coluna, o deputado Guilherme Colombo (PL) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL), sua esposa, são contrários a um cenário que leve Campagnolo à presidência da Assembleia.
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Vaguinho prevê cenário difícil para municípios após reeleição de Lula
Prefeito de Criciúma fala em restrição de recursos e risco de saída de empresários, mas avalia que a região Sul ainda deve atrair investimentos.
O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PL), projeta dificuldades para as administrações municipais nos próximos anos, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Na avaliação do prefeito, a política fiscal do governo federal será determinante para o volume de recursos disponíveis às prefeituras e para o ambiente de negócios a partir de 2027.
“Infelizmente, 2027 não será para amadores”, afirmou. Vaguinho prevê um período de contenção de despesas e aponta o risco de empresários transferirem operações para outros países caso não haja mudanças na condução econômica nacional.
Prefeito critica política fiscal do governo federal
Durante a campanha eleitoral, Vaguinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e participou de atividades com lideranças do partido em Criciúma. Ele contou que, no primeiro turno, mudou sua preferência eleitoral após avaliar que a candidatura de Ronaldo Caiado não havia avançado.
Ao justificar a escolha, o prefeito defendeu o controle dos gastos públicos e o equilíbrio fiscal como requisitos para a gestão do país. Na avaliação dele, o governo petista não cumpriu esses objetivos.
Vaguinho também criticou o endividamento brasileiro e classificou o resultado eleitoral como “um verdadeiro espetáculo circense promovido por aqueles que deveriam ser os paladinos da moralidade”.
Prefeituras podem enfrentar pressão financeira
Questionado sobre os efeitos de mais quatro anos de Lula para os municípios, o prefeito resumiu sua expectativa em uma palavra: “Desastroso”.
Ele afirmou que, nos primeiros mandatos de Lula, as prefeituras receberam mais atenção na distribuição de recursos. Segundo Vaguinho, porém, a situação mudou a partir dos governos seguintes, com decisões federais que criam despesas para os municípios sem garantir o financiamento necessário.
Como exemplo, citou medidas que estabelecem reajustes salariais para categorias profissionais sem indicar, na avaliação dele, de onde virão os recursos para custear os aumentos nas administrações locais.
“Ou se muda, ou se toma alguma medida amarga, principalmente no controle da gastança pública, ou, se não, a gente terá um cenário muito, muito devastador para os municípios e para o Estado”, declarou.
Criciúma ainda deve atrair investimentos, diz prefeito
Apesar das críticas ao cenário nacional, Vaguinho avalia que Criciúma e a região Sul de Santa Catarina mantêm condições para receber novos investimentos. Ele destacou a capacidade de empresários locais de desenvolver negócios mesmo diante de dificuldades econômicas.
“Vejo que a nossa região ainda é um diferencial. Nós ainda teremos boas atrações de investidores e de recursos”, afirmou.
O prefeito ponderou, contudo, que outras cidades e regiões podem sentir com mais intensidade os efeitos de uma eventual saída de empresas do Brasil. Para ele, além da política fiscal, as relações comerciais internacionais e o cenário geopolítico também influenciam as perspectivas econômicas.
“Como não foram mudadas as pessoas, é necessário que mude a forma de fazer o governo. Se estiverem dispostos a fazer isso, acho que poderíamos ainda enxergar uma luz no fim do túnel”, concluiu.
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Apoiadores de Lula celebram vitória na Avenida Centenário
Tão logo o TSE confirmou matematicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, apoiadores de Lula e militantes de movimentos de esquerda foram para a Avenida Centenário celebrar o resultado. Com bandeiras e gritos de ordem eles alfinetaram Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita.
“Quando chegamos no início do segundo turno sabíamos que seria complicado, mas o movimento foi ganhando força, se espalhou pelo Brasil e essa juventude que estamos vendo hoje aqui nas ruas foi a grande responsável por essa virada. Lula cresceu em todo o Brasil e eles são os responsáveis por tudo isso”, ressalta o advogado Chico Balthazar.
Emocionado, o ex-prefeito Décio Góes disse que a vitória de Lula consagra a vitória do maior político do Brasil. “O maior estadista da América. Essa vitória é do povo, dos trabalhadores que souberam reconhecer os programas sociais e a importância deles para melhorar a vida da população”.
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Flávio Bolsonaro contesta resultado da eleição e anuncia pedido de anulação
Senador questiona prorrogação do horário de votação determinada pelo STF, embora sua própria campanha tenha solicitado a medida em municípios de cinco estados.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República neste domingo (25), anunciou que pretende pedir a anulação das eleições. Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou em duas horas o horário de encerramento da votação.
“Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, declarou Flávio.
O senador também afirmou que não reconhece o resultado das urnas. “As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, disse.
Campanha também pediu ampliação do horário
A contestação ocorre após a própria campanha de Flávio Bolsonaro solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na tarde deste domingo, a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, em razão das chuvas.
O senador alegou que a medida teria provocado desigualdade entre eleitores de diferentes estados.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
Presidente do TSE defende segurança do processo
Após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
A declaração contrasta com as acusações feitas por Flávio, que pretende questionar judicialmente o resultado da votação.
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