Blog Anderson de Jesus
Vaguinho prevê cenário difícil para municípios após reeleição de Lula
Prefeito de Criciúma fala em restrição de recursos e risco de saída de empresários, mas avalia que a região Sul ainda deve atrair investimentos.
O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PL), projeta dificuldades para as administrações municipais nos próximos anos, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Na avaliação do prefeito, a política fiscal do governo federal será determinante para o volume de recursos disponíveis às prefeituras e para o ambiente de negócios a partir de 2027.
“Infelizmente, 2027 não será para amadores”, afirmou. Vaguinho prevê um período de contenção de despesas e aponta o risco de empresários transferirem operações para outros países caso não haja mudanças na condução econômica nacional.
Prefeito critica política fiscal do governo federal
Durante a campanha eleitoral, Vaguinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e participou de atividades com lideranças do partido em Criciúma. Ele contou que, no primeiro turno, mudou sua preferência eleitoral após avaliar que a candidatura de Ronaldo Caiado não havia avançado.
Ao justificar a escolha, o prefeito defendeu o controle dos gastos públicos e o equilíbrio fiscal como requisitos para a gestão do país. Na avaliação dele, o governo petista não cumpriu esses objetivos.
Vaguinho também criticou o endividamento brasileiro e classificou o resultado eleitoral como “um verdadeiro espetáculo circense promovido por aqueles que deveriam ser os paladinos da moralidade”.
Prefeituras podem enfrentar pressão financeira
Questionado sobre os efeitos de mais quatro anos de Lula para os municípios, o prefeito resumiu sua expectativa em uma palavra: “Desastroso”.
Ele afirmou que, nos primeiros mandatos de Lula, as prefeituras receberam mais atenção na distribuição de recursos. Segundo Vaguinho, porém, a situação mudou a partir dos governos seguintes, com decisões federais que criam despesas para os municípios sem garantir o financiamento necessário.
Como exemplo, citou medidas que estabelecem reajustes salariais para categorias profissionais sem indicar, na avaliação dele, de onde virão os recursos para custear os aumentos nas administrações locais.
“Ou se muda, ou se toma alguma medida amarga, principalmente no controle da gastança pública, ou, se não, a gente terá um cenário muito, muito devastador para os municípios e para o Estado”, declarou.
Criciúma ainda deve atrair investimentos, diz prefeito
Apesar das críticas ao cenário nacional, Vaguinho avalia que Criciúma e a região Sul de Santa Catarina mantêm condições para receber novos investimentos. Ele destacou a capacidade de empresários locais de desenvolver negócios mesmo diante de dificuldades econômicas.
“Vejo que a nossa região ainda é um diferencial. Nós ainda teremos boas atrações de investidores e de recursos”, afirmou.
O prefeito ponderou, contudo, que outras cidades e regiões podem sentir com mais intensidade os efeitos de uma eventual saída de empresas do Brasil. Para ele, além da política fiscal, as relações comerciais internacionais e o cenário geopolítico também influenciam as perspectivas econômicas.
“Como não foram mudadas as pessoas, é necessário que mude a forma de fazer o governo. Se estiverem dispostos a fazer isso, acho que poderíamos ainda enxergar uma luz no fim do túnel”, concluiu.
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Apoiadores de Lula celebram vitória na Avenida Centenário
Tão logo o TSE confirmou matematicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, apoiadores de Lula e militantes de movimentos de esquerda foram para a Avenida Centenário celebrar o resultado. Com bandeiras e gritos de ordem eles alfinetaram Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita.
“Quando chegamos no início do segundo turno sabíamos que seria complicado, mas o movimento foi ganhando força, se espalhou pelo Brasil e essa juventude que estamos vendo hoje aqui nas ruas foi a grande responsável por essa virada. Lula cresceu em todo o Brasil e eles são os responsáveis por tudo isso”, ressalta o advogado Chico Balthazar.
Emocionado, o ex-prefeito Décio Góes disse que a vitória de Lula consagra a vitória do maior político do Brasil. “O maior estadista da América. Essa vitória é do povo, dos trabalhadores que souberam reconhecer os programas sociais e a importância deles para melhorar a vida da população”.
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Flávio Bolsonaro contesta resultado da eleição e anuncia pedido de anulação
Senador questiona prorrogação do horário de votação determinada pelo STF, embora sua própria campanha tenha solicitado a medida em municípios de cinco estados.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República neste domingo (25), anunciou que pretende pedir a anulação das eleições. Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou em duas horas o horário de encerramento da votação.
“Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, declarou Flávio.
O senador também afirmou que não reconhece o resultado das urnas. “As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, disse.
Campanha também pediu ampliação do horário
A contestação ocorre após a própria campanha de Flávio Bolsonaro solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na tarde deste domingo, a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, em razão das chuvas.
O senador alegou que a medida teria provocado desigualdade entre eleitores de diferentes estados.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes estados. Eu nunca vou saber em estados que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
Presidente do TSE defende segurança do processo
Após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
A declaração contrasta com as acusações feitas por Flávio, que pretende questionar judicialmente o resultado da votação.
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Lula vence em Minas, cresce em SP capital e garante um quarto mandato como presidente
Reeleito como Presidente do Brasil para o quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos na próxima terça-feira, dia 27 de outubro. Natural de Garanhuns, Pernambuco, foi morar em São Paulo com a família, ainda criança. Por lá, no ABC paulista, trabalhou na indústria metalúrgica e passou a atuar nos movimentos sindicais nos anos 70 e 80. 

Já conhecido como defensor dos direitos dos trabalhadores, Lula foi um dos fundadores do PT, ao qual segue filiado. Atuou como deputado federal e foi um dos parlamentares constituintes, que ajudaram a redigir a nossa Constituição. Após três derrotas na disputa para a presidência da república, Lula só conseguiu chegar ao Palácio do Planalto nas eleições de 2002. Depois, foi reeleito em 2006. Os dois primeiros mandatos foram marcados por políticas de combate à extrema pobreza, como a criação do Bolsa Família.
Fora da presidência, Lula chegou a ser alvo da Operação Lava Jato, que investigava corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018 foi condenado e preso, o que o impediu de disputar as eleições daquele ano. Mas em 2021, o Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações, ao enxergar parcialidade na condução dos processos pelo então juiz Sérgio Moro.
Com isso, Lula recuperou os direitos políticos e venceu as eleições de 2022. No atual mandato no reforço a programas de assistência social, o Brasil saiu do Mapa da Fome, mais uma vez, segundo relatórios da ONU. O país havia voltado à lista oficial da fome em 2022.
No começo do atual mandato, em 2023, o governo precisou lidar com a crise humanitária e de assistência aos indígenas Yanomami. Foi decretando estado de emergência para conter a desnutrição que havia tomado conta nos anos anteriores; e combater o garimpo ilegal na região, entre os estados Amazonas e Roraima. O foco no meio ambiente levou o país a registrar os menores índices de desmatamento da série histórica, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Na agenda internacional o terceiro mandato de Lula, que está prestes a terminar, reforçou a defesa da soberania brasileira, sobretudo sobre os recursos naturais. Entre outras ações do atual mandato, o presidente reeleito proibiu apostas online no Brasil, defendeu o fim da escala 6×1; entrou no Pacto Brasil contra o Feminicídio; sancionou o ECA Digital; e criou programas como Pé-de-Meia; Desenrola Brasil e Gás do Povo.
Com a vitória confirmada nas urnas, pelo TSE, Lula toma posse em 5 de janeiro para o quarto mandato presidencial. Durante a campanha, a chapa Lula/Geraldo Alckmin citou como próximas prioridades: estabilidade econômica, geração de empregos; e o fortalecimento da soberania e de programas sociais.
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