Política
Presidenciáveis cumprem roteiro na Capital
Alguns dos principais nomes do processo eleitoral deste ano na disputa pela Presidência da República cumpriram roteiro nesta quarta-feira em Florianópolis. Vieram a capital do Estado para apresentar aos prefeitos no Congresso da Fecam suas propostas para Governar o Brasil. Passaram pelo Centro Sul, Henrique Meireles (MDB), João Amoedo (novo), Aldo Rebelo (Solidariedade), Ciro Gomes (PDT), Flávio Rocha (PRB), Geraldo Alckmin (PSDB), João Goulart Filho (PPL) e o ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza. Integrante da executiva nacional e um dos fundadores do PT, ele veio apresentar as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva. Trouxe uma carta do petista que não veio por questões óbvias. As grandes ausências foram Jair Bolsonaro e Marina Silva, que optaram por não vir ao evento.
Foi um evento de alto nível, uma oportunidade para os prefeitos ouvirem e cobrarem mudanças na divisão do bolo da receita a partir do próximo ano. “Porque é nas cidades que as coisas acontecem e é nas cidades onde fica a menor parte da receita”, ressaltou o prefeito de Itajaí e presidente da Fecam, Volnei Morastoni (MDB).
Alckmin
Primeiro a chegar no Centrosul, o tucano Geraldo Alckmin falou da necessidade de mudar os rumos do Brasil. Garantiu que tem pelo menos cinco partidos dos quais terá apoio, mas preferiu não nomear. “Porque isso precisa ser feito pelos próprios partidos e não por mim”. Sobre a eleição em Santa Catarina, garantiu que não irá se manifestar sobre as coligações. “Desejo que essa decisão seja tomada pelos tucanos de Santa Catarina com total liberdade”, pontuou. Ele também falou sobre as apostas de que um candidato moderado deve ganhar corpo no processo eleitoral. “Porque extremismo não faz bem a ninguém. Não é na bala que você vai resolver os problemas da saúde, que você vai melhorar escola e hospital. O diálogo é o melhor caminho”.
João Amoedo
Candidato do Novo, ele defendeu seu partido, suas ideias e o processo de enxugamento da máquina pública. “Governo não tem que entregar correspondência, não tem que cuidar de abastecimento. O Novo acredita na renovação, não fará coligações por tempo de televisão, vamos fazer uma campanha sem recurso público. Temos uma proposta de fato nova, incentivando a livre iniciativa”
João Goulart Filho
Filho de João Goulart o representante do partido da Pátria Livre se apresenta com propostas pautadas no legado de Vargas e João Goulart. “Temos lastro, a defesa do Trabalho, dos mais necessitados. Sabemos que é uma tarefa difícil, porque a regra eleitoral é democraticamente injusta. É como se o time favorito, mais forte começasse o campeonato com 40 pontos de vantagem. Estamos ai para enfrentar e mudar isso”.
Flavio Rocha
CEO da Riachuello, candidato Flávio Rocha (PRB) destacou os potenciais de Santa Catarina. Se comprometeu o colocar o Brasil novamente nos trilhos do Progresso. “Temos que reverter o processo de crise. Quero usar os ensinamentos do Varejo. É preciso ter uma cabeça pequena e um corpo robusto. Hoje temos uma cabeça enorme, de um governo inchado e um corpo que está morrendo.”
Ciro Gomes
Nome do PDT a presidência da República ele reafirmou que não há como sair da crise sem a geração de empregos e a retomada do crescimento. Reafirmou que vai para a campanha com o legado de sua história política e não poupou as críticas a Jair Bolsonaro. “Para nossa sorte ele é extremista, despreparado e que tem um índice hoje que é resultado da insatisfação da política na população. Uma insatisfação que tem sim justificativa. Neste momento, sem conhece-lo a população vê na sua retórica soluções toscas para problemas reais. Ele foge de encontros como este porque não tem o que apresentar. Mas essa imagem será mudada. Ele é político profissional, que está há 26 anos se servindo da política. É político que apoiou todos que estão presos no Rio de Janeiro e em momento algum se manifestou contra eles. Esse é Bolsonaro”
Henrique Meireles
Nome do MDB ele não tem peso popular, está atrelado a péssima imagem de Temer, mas garante que isso será mudado. “Basta mostrarmos tudo que fizemos para mudar o Brasil. As pessoas ainda não estão sentindo, mas o Brasil está melhorando. O Brasil está sim saindo do seu péssimo momento econômico. Enfrentamos a maior crise da história e temos uma história de sucesso. Vamos apresentar isso, mostrar isso aos Brasileiros”, argumentou Meirelles que também falou novamente sobre a reforma da previdência. “O Brasileiro precisa ser bem informado, quando estiver bem informado terá uma outra opinião”
Aldo Rebello
Ex-ministro dos Governos Lula e Dilma o agora filiado do Solidariedade destacou a necessidade de se fugir dos extremismos. “Hoje vivemos uma intolerância enorme, nas mídias sociais e nas ruas. O primeiro passo para que a eleição transcorra bem é o respeito. Seja qual for a posição de qualquer candidato é preciso que se respeite. Se não houver respeito vamos destoar a eleição e levar ela para qualquer lado e não vamos debater o que de fato precisa ser debatido”.
PT
O PT também teve seu espaço assegurado no evento. Como o pré-candidato está preso coube a um dos fundadores do partido, ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza, ler uma mensagem de Lula. Na carta as propostas do PT e do Petistas para a campanha. “Lula é candidato ele não está com os direitos políticos suspensos, não está no Ficha Limpa e vai ser o novo presidente”, assegurou
Política
Santa Catarina está entre os três estados brasileiros com melhor desempenho no PISA 2025
Santa Catarina está entre os estados brasileiros com melhor desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025. Os estudantes catarinenses ficaram acima da média brasileira nas três áreas avaliadas, Ciências, Leitura e Matemática, e alcançaram o 3º melhor desempenho geral entre as Unidades da Federação, considerando os resultados nas três áreas.
Em Ciências, Santa Catarina registrou 430,6 pontos, alcançando a 3ª posição nacional e ficando 22,1 pontos acima da média nacional. Em Leitura, foram 431,7 pontos, também com o 3º melhor resultado entre os estados e 23,7 pontos acima do Brasil. Já em Matemática, o Estado obteve 395,6 pontos, ficando na 4ª posição nacional, com 18,8 pontos à frente do país.
Os resultados catarinenses também se destacam na comparação com os desempenhos dos países latino-americanos participantes do PISA. Em Leitura, Santa Catarina alcançou 431,7 pontos, apenas 4,3 pontos abaixo do Chile, que registrou 436 pontos e teve o melhor resultado latino-americano na área. O desempenho catarinense ficou ainda acima do Uruguai, que alcançou 423 pontos.
Em Ciências e Matemática, Santa Catarina também se aproxima dos resultados de Chile e Uruguai, líderes entre os países latino-americanos avaliados.
Resultado reforça estratégia de acompanhamento e melhoria da aprendizagem
O desempenho registrado no PISA 2025 se soma a outros indicadores educacionais e reforça a importância de políticas permanentes de avaliação e acompanhamento da aprendizagem. Na rede estadual de ensino de Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Educação (SED) utiliza os resultados de avaliações diagnósticas e outros dados educacionais para identificar necessidades, orientar o planejamento pedagógico e apoiar as escolas na definição de estratégias para melhorar o desempenho dos estudantes.
Essa atuação é articulada à formação continuada dos profissionais da educação. Por meio da Escola de Formação de Professores e Gestores Escolares, a SED amplia a oferta de capacitações para professores, equipes pedagógicas e gestores, fortalecendo práticas de ensino, acompanhamento da aprendizagem e uso pedagógico das evidências produzidas pelas avaliações. A estratégia busca aproximar diagnóstico, formação e ação pedagógica, criando condições para que os dados se transformem em intervenções efetivas no cotidiano escolar.
A melhoria da aprendizagem também depende de condições adequadas para ensinar e aprender. Por isso, a SED vem combinando as ações pedagógicas com investimentos na infraestrutura da rede, incluindo reformas, ampliações, e revitalizações das unidades escolares, além da conclusão da climatização de 100% das salas de aula.
Esse conjunto de medidas integra uma estratégia de qualificação da educação catarinense e ocorre em um contexto de avanço dos indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, no qual Santa Catarina apresentou os melhores resultados da série histórica em todas as etapas da educação básica. Entre 2023 e 2025, a rede estadual de ensino passou de 5,8 para 6,3 nos anos iniciais, de 4,6 para 5,0 nos anos finais do ensino fundamental e de 3,8 para 4,3 no ensino médio.
Política
Marcos Pontes critica pressa na votação da escala 6×1 e alerta para risco de perda de empregos
Senador defende redução da jornada, mas afirma que trabalhador e empresa devem ter liberdade para negociar a organização do trabalho
O senador Marcos Pontes (PL-SP) criticou a possibilidade de uma votação acelerada da proposta que altera a escala de trabalho 6×1 e defendeu que o Congresso Nacional tenha tempo para analisar os impactos da medida.
Em entrevista à Rádio Cidade, Pontes afirmou que considera importante garantir períodos adequados de descanso aos trabalhadores, mas questionou a imposição de uma jornada única por lei.
“Eu concordo com a necessidade e a importância de qualquer pessoa que trabalhe ter o descanso adequado”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o senador defendeu que trabalhadores tenham liberdade para negociar com as empresas a forma de organização da jornada.
Senador alerta para impacto nas empresas
Pontes argumentou que uma eventual redução da jornada precisa levar em conta também a realidade financeira das empresas.
Segundo ele, alterações sem estudos aprofundados poderiam provocar consequências como redução de postos de trabalho, aumento de custos de produtos e serviços e pressão sobre a inflação.
“Não se pode pegar uma pauta como essa e querer votar a toque de caixa”, afirmou.
Para o senador, a discussão precisa considerar os efeitos no curto, médio e longo prazo antes de uma decisão definitiva.
“É importante ter liberdade e ter o emprego garantido”
Pontes afirmou que o debate não deveria ser apresentado apenas sob a perspectiva de trabalhar menos e manter a mesma remuneração.
Na avaliação dele, uma mudança desse tipo pode provocar efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho.
“É importante que se tenha descanso para o trabalhador, sem dúvida nenhuma. É importante que se tenha tudo isso, mas é importante ter liberdade e ter o emprego garantido”, disse.
O senador também citou mudanças ocorridas nas regras trabalhistas dos empregados domésticos como exemplo do que considera uma alteração que pode produzir efeitos diferentes dos inicialmente esperados.
Segundo Pontes, parte dos trabalhadores teria migrado para o trabalho como diaristas após as mudanças.
Discussão depois das eleições
Pontes defendeu que o debate sobre a escala 6×1 continue após as eleições, para evitar, segundo ele, que a pauta seja utilizada com finalidade eleitoral.
O senador afirmou que é necessário apresentar à sociedade os possíveis impactos da mudança antes da votação.
Política
Quaest: Lula lidera 1º turno, mas fica em empate técnico com Flávio
Presidente aparece com 37% contra 30% do senador no primeiro turno; Augusto Cury chega a 10% e surpreende na disputa
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, mas aponta uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (2) mostra Lula com 37% das intenções de voto, contra 30% do senador.
O resultado mais expressivo, porém, aparece na simulação de segundo turno. Lula registra 42%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 41%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Outro destaque do levantamento é o desempenho do escritor Augusto Cury (Avante). Ele aparece com 10% das intenções de voto e ocupa a terceira colocação no primeiro turno, depois de registrar apenas 2% na pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto.
Veja os números do primeiro turno
No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), os candidatos aparecem da seguinte forma:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Pablo Marçal (PRTB): 1%
- Samara Martins (UP): 0%
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 7%, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Em uma segunda simulação, sem Pablo Marçal, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Augusto Cury mantém os 10%.
Lula e Flávio ficam separados por um ponto
A vantagem de Lula diminui quando a pesquisa simula uma disputa direta com Flávio Bolsonaro.
No levantamento divulgado em 14 de agosto, Lula tinha 43% contra 40% do senador. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto percentual: 42% para o petista e 41% para Flávio.
O resultado configura empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa também testou Lula contra outros nomes. O presidente aparece numericamente à frente de Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
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