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Acelera Criciúma: prefeitura investe mais de R$ 400 milhões em obras

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Com um investimento de mais de R$ 400 milhões, o Programa Acelera Criciúma garantirá mais de 200 obras licitadas e programadas para o município até 2024. O compromisso da Administração Municipal é entregar investimentos nas áreas de infraestrutura, educação, saúde, turismo, entre outros, em curto prazo, para o crescimento da cidade e bem-estar da população. O lançamento do programa será na próxima segunda-feira (2), às 19h, no Centro Multiuso da Afasc, anexo ao Parque das Nações.

“Criciúma é um município que prospera e que não para de crescer. Andando pela cidade, podemos observar a transformação por todas as partes. Nos últimos anos, foram mais de 2,2 mil ruas pavimentadas e, agora, em um ritmo mais acelerado, quase 200 vias urbanas receberão melhorias. Esse não é o momento de colocar o pé no freio. Queremos, sim, acelerar ainda mais para melhorar a qualidade de vida da população. O programa Acelera Criciúma é a prova de uma gestão que busca a eficiência, responsabilidade e transparência”, ressalta o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.

De acordo com o secretário-geral da prefeitura e coordenador do Acelera Criciúma, Arleu da Silveira, o programa é uma iniciativa ambiciosa para revolucionar a cidade, por meio de grandes projetos e obras. “Até 2024, será entregue uma obra a cada dois dias em Criciúma. Ao todo, serão novas escolas, postos de saúde, equipamentos turísticos, ruas pavimentadas, entre muitas outras grandes obras estruturantes para os criciumenses. Em ritmo acelerado, vamos transformar o presente e abrir caminhos para o desenvolvimento em nossa cidade”, afirma.

O pacote de obras do Acelera Criciúma abrangem investimentos como a revitalização da Avenida Luiz Lazzarin e a implantação da Avenida Antônio Scotti, além de melhorias na Praça do Congresso, no Centro, e em demais áreas de lazer: Praça da Santa Bárbara, Praça Abelle Colle, no bairro Comerciário, Parque Ecológico Municipal, no Morro Cechinel, e Parque da Santa Luzia. Por meio de convênio com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), diversas ruas receberão, ainda, rede pluvial, terraplanagem, pavimentação e sinalização horizontal e vertical.

Rodovia Luiz Lazzarin

A principal via de acesso ao distrito do Rio Maina será totalmente revitalizada. Com mais de três quilômetros de extensão, a Rodovia Luiz Lazzarin receberá trabalhos para a recuperação da pavimentação, alargamento da pista em trechos de maior fluxo e criação de canteiros centrais, permitindo pontos de retorno aos motoristas. A nova rodovia contará, ainda, com sinalização horizontal e vertical, dispositivos de segurança para redução de velocidade, faixas de pedestre elevadas e ciclofaixas em toda a sua extensão.

A rodovia faz parte de um novo complexo viário para otimizar o fluxo intenso de veículos. A via será interligada com o Anel de Contorno Viário de Criciúma, facilitando o deslocamento rápido para outros pontos da cidade, além de municípios vizinhos. O investimento da obra é de mais de R$ 12 milhões, com recursos do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).

Avenida Antônio Scotti

Com um investimento de mais de R$ 20,5 milhões, a Avenida Antônio Scotti será responsável pela conexão entre as Rodovias Luiz Rosso e Governador Jorge Lacerda. As obras no trecho, que ao todo terá 3,5 km, já iniciaram. A via será a principal alternativa para desafogar o trânsito intenso do Anel de Contorno Viário de Criciúma e contará com duas faixas, em ambos os sentidos, ciclovia, que ficará no canteiro central, e duas rótulas no cruzamento com as duas rodovias.

A Avenida Antônio Scotti será, ainda, um novo eixo de desenvolvimento para a cidade, garantindo a ligação entre os bairros de Criciúma e melhorando o acesso às universidades. A obra contempla os serviços de drenagem, terraplanagem e pavimentação asfáltica. O investimento para a execução dos trabalhos é proveniente do Governo do Estado de Santa Catarina e de recursos próprios da prefeitura.

Parque da Santa Luzia

O Parque Municipal Santa Luzia, que está em fase de construção em Criciúma, será mais um espaço voltado ao lazer, saúde, bem-estar e segurança da população. Com 32.638,00 m², o local terá dois ambientes: um social, voltado para a convivência e interação, e um esportivo, em área mais alta, para a realização de atividades físicas. O investimento total é de R$ 12,7 milhões, oriundos de recursos do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).

Macrodrenagem da bacia do Rio Criciúma

As obras de macrodrenagem do Rio Criciúma fazem parte de um complexo plano, iniciado em 2009, para solucionar o problema das cheias e melhorar o escoamento das águas em Criciúma. Dando continuidade ao Canal Auxiliar do Rio Criciúma, a prefeitura executa as obras de macrodrenagem da bacia do Pio Corrêa, que cobre mais de 1,8 mil km, beneficiando uma área de 1,9 km². O investimento é de R$ 13,6 milhões, provenientes do Governo do Estado de Santa Catarina.

As obras de macrodrenagem no bairro Pio Corrêa iniciaram no primeiro trimestre de 2022, e devem, ao fim delas, beneficiar uma área de quase dois quilômetros quadrados, abrangendo as ruas João Cechinel, Mário da Cunha Carneiro, Marcelino Champagnat, Avenida Humberto de Campos, José Gaidzinski e Guerra Junqueira.

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Pesquisa IPC/ACJ aponta Jorginho Mello reeleito já no 1º turno

Diretor do IPC Renato Rampinelli faz questão de registrar que esse é o cenário de momento.

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Uma pesquisa presencial do Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) , indica que o governador Jorginho Mello (PL) seria reeleito já no primeiro turno. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o favoritismo aparece tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada.

Os dados também mostram que o candidato de esquerda Gelson Merisio (PSB) é o nome mais rejeitado pelo eleitorado catarinense, seguido pelo próprio Jorginho Mello.

Na pesquisa estimulada, Mello passa dos 55%

Ao apresentar a lista de candidatos e perguntar em quem o eleitor votaria hoje, o IPC registrou Jorginho Mello com 55,9% das intenções de voto. João Rodrigues (PSD) aparece em segundo lugar, com 18,1%.

Os demais nomes somam 15,3% dos votos: Gelson Merisio (PSB) tem 9,6%; Professor Marcus Sodré (PSTU), 1,9%; Laís Chaud (UP), 1,2%; Bruno Pedreiro (PCO) e Marcelo Brigadeiro (Missão), 1% cada; e Ralf Zimmer (PRD), 0,6%. Não souberam responder 5,7% dos entrevistados, enquanto votos brancos e nulos somaram 5%.

Segundo o IPC, arredondamentos podem fazer os percentuais não somarem exatamente 100%, com variação de até um ponto percentual.

Na espontânea, Mello também lidera — mas quase 40% não souberam responder

Sem lista prévia de candidatos, 14 nomes foram citados pelos entrevistados, e Jorginho Mello novamente apareceu em primeiro lugar. À pergunta sobre em quem votariam hoje, sem sugestão de nomes, 38,9% citaram Mello, enquanto 38% não souberam responder. João Rodrigues foi lembrado por 10,3%, Gelson Merisio por 6% e 4,7% responderam “nenhum”.

Completam a lista, com percentuais menores: Marcelo Brigadeiro (0,6%), Bruno Pedreiro (0,4%), Marcus Sodré (0,3%), Bolsonaro (0,2%), Ralf Zimmer (0,2%), Flávio Bolsonaro (0,1%), Décio Lima (0,1%), Laís Chaud (0,1%), Ratinho Junior (0,1%), Renan Bolsonaro (0,1%) e Renan Santos (0,1%).

Gelson Merisio lidera rejeição; Mello aparece em segundo

Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os catarinenses apontaram Gelson Merisio (PSB), candidato apoiado pelo presidente Lula, como o nome de maior rejeição, com 29%. Jorginho Mello vem logo atrás, com 25,8%.

Na sequência aparecem João Rodrigues (7%), Bruno Pedreiro e Marcelo Brigadeiro (4,1% cada), Professor Marcus Sodré (2,7%), Ralf Zimmer (2,6%) e Laís Chaud (2,1%). Não souberam responder 12,2% dos entrevistados, 6,4% disseram não rejeitar nenhum nome e 4,1% afirmaram rejeitar todos.

Organizadores destacam caráter técnico do levantamento

Para o presidente da ACJ, Cristiano Carrador, a pesquisa retrata o momento atual da campanha e busca contribuir de forma isenta com o processo eleitoral. “O nosso grupo de jornais diários cobre atualmente 65% do Estado com o impresso. Considerando o digital, atingimos 100% de Santa Catarina”, destacou.

Já o diretor do IPC, Renato Rampinelli, reforça o caráter técnico do estudo. “Pesquisa não antecipa resultado da eleição, mas, analisando o fato presente no período em que foi feita, a pesquisa indica um favoritismo, de fato mesmo, para o atual governador ser reeleito no primeiro turno”, afirmou.

Ficha técnica

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro, com 1.050 entrevistados de 49 municípios das regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste, entre eleitores a partir de 16 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números BR-01876/2026 e SC-04254/2026.

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Sem Jorginho debate da Acaert perde em emoção

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O encontro promovido pela Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão prometia ser intenso. A expectativa era de que o Governador Jorginho Mello estivesse presente e que ele pudesse fazer o contraponto aos ataques de João Rodrigues e Gelson Merísio. Ficou apenas na expectativa. Jorginho reassumiu o Governo e afirmou que fazia isso para dar uma resposta aos catarinenses impactados pelas cheias. Ao chegar em Criciúma por volta do meio dia, uma hora depois do debate acabar, afirmou que “isso é mais importante que ficar em um debate improdutivo que não leva a nada”. A ausência, claro foi motivo de ataques. Rodrigues e Merísio afirmaram que Jorginho não apareceu porque teve medo. “ E ai para justificar sua ausência ainda tirou a vice governadora porque não deve confiar nela, porque acha que ela é mulher e não tem competência. Essa é a cabeça dele, fez mais um deserviço”, argumentou Rodrigues, que teve o discurso repetido por Merísio.

Seguiu no alvo

Mesmo ausente Jorginho seguiu no alvo. Foi criticado por Merísio que o acusou de estar em um mundo de faz de conta. “Mentiu tanto fazendo propaganda que acabou acreditando nela”. Rodrigues manteve o foco na saúde. “Tem mais de 100 mil na fila, sem atendimento e outros 300 mil esperando para entrar. Houve avanços, eu reconheço que sim, mas tem muito que melhorar”.

O debate teve como principais temas a Saúde, a Infraestrutura, a violência contra as mulheres, o enfrentamento das cheias e a educação. Em meio a tudo isso, Rodrigues e Merísio ressaltaram a importância de um segundo turno. “Porque ai vamos debater de fato as questões importantes para o estado. Imagina um debate com dois candidatos da Direita”, pontuou João Rodrigues. “Eu defendo sim a importância de um segundo turno, mas discordo. Entendo que o melhor é com um da direita e outro da esquerda”, rebateu Merísio.

E o “Ralfão”

O terceiro nome do debate foi Ralf Zimmer. Ele mais uma vez rivalizou com Rodrigues em vários momentos. “Está dormindo, não está prestando atenção ao debate? Vou deixar para você eleitor um recado pegue o 2 do Jorginho, o 5 do João e vote no Ralfão”, disparou. Ao final ele admitiu que não é o favorito. “Mas vou trabalhar para que um dia eu possa ser. Não posso reclamar do time pequeno, da estrutura menor porque eu sabia disso”.

E os próximos

Depois da ausência de hoje de Jorginho no encontro da Acaert a dúvida fica sobre a participação do governador em outros encontros que estão programados para a ND e também na NSC

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A Criciúma que se revela na hora da dor…

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Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que isso não é uma crítica ao prefeito Vaguinho, ou aos gestores anteriores. Essa é apenas uma constatação de alguém que, em meio à chuva, percorreu uma Criciúma que pouco aparece. A Criciúma que se revela em meio à dor não é a Criciúma dos parques, não é a Criciúma que desponta como terra de oportunidades, a Criciúma que inova e se desenvolve.

A Criciúma que emerge quando o rio sobe é a Criciúma das desigualdades, de uma gente que, por falta de oportunidades, precisou morar perto do rio, que por falta de dinheiro foi morar onde deu e que, infelizmente, quando a natureza se rebela, vê a água levar tudo daquele quase nada que tinha para o seu dia a dia.

Acompanho as cheias de Criciúma desde o final dos anos 1990, e as vítimas são as mesmas, os bairros são os mesmos, as dores se repetem. Não se trata de apontar o dedo para aqui ou para acolá, e sim de entender que esses bairros, essa periferia onde gente de bem tenta dar certo, também precisam de atenção.

Esse não é um problema exclusivo de Criciúma, nem da nossa região — e isso é fato. Mas é evidente que está na hora de enxergar Criciúma por inteiro e dar a essa periferia o mesmo vigor que a gente vê abundar naquela Criciúma que todo dia ganha as nossas manchetes.

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