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Economia

Câmara debate redução da jornada de trabalho e propostas ainda dividem opiniões

Emendas querem manter 44 horas para atividades essenciais e dar prazo de 10 anos para mudança entrar em vigor

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A discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados — mas ainda sem consenso sobre quanto tempo o brasileiro vai trabalhar por semana.

Nesta sexta-feira (15), o debate aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte do programa Câmara pelo Brasil. O tema é a PEC 221/19, que propõe reduzir a jornada semanal máxima de 44 para 36 horas.

Duas emendas apresentadas à proposta complicam o caminho. A primeira quer manter o limite de 44 horas para atividades essenciais — como saúde, segurança, mobilidade e infraestrutura crítica. A segunda propõe um prazo de 10 anos para que qualquer redução entre em vigor. O deputado Sérgio Turra (PP-RS), autor de uma das sugestões, também incluiu redução de contribuições sociais das empresas — inclusive do FGTS — como compensação pelos custos da mudança.

Mas há uma terceira versão em jogo. O entendimento entre a comissão especial e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aponta para uma redução a 40 horas semanais, com dois dias de descanso garantidos e sem perdas salariais — diferente das 36 horas previstas na proposta original.

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá período de transição nem quando as mudanças entrarão em vigor.

Paralelamente, a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe a semana de quatro dias de trabalho, com redução para 36 horas em até 360 dias.

O prazo para sugestões à PEC 221/19 já encerrou. A decisão final fica com o relator e a comissão especial.

Economia

Cooperativismo catarinense gerou mais de 109 mil empregos em 2025 e lidera ranking nacional

Setor cresceu 7,1% no número de empregos diretos em Santa Catarina no ano passado. Estado também ultrapassou cinco milhões de cooperados em 2025.

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O cooperativismo catarinense fechou 2025 com 109.677 empregos diretos com carteira assinada — alta de 7,1% em relação aos 102.402 postos registrados em 2024. Os dados são do Sistema OCESC e consolidam Santa Catarina como o estado mais cooperativista do Brasil, com mais de cinco milhões de cooperados.

“Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.

Os empregos gerados têm distribuição equilibrada por gênero: 55.107 mulheres e 54.570 homens. A maior parte das vagas está em Santa Catarina, com 84.776 postos. Outros 24.901 empregos — 29,4% do total — estão fora do estado, resultado da expansão de cooperativas catarinenses pelo país.

“O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência”, destacou Zanatta.

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Economia

Morro da Fumaça conquista Selo Diamante do Sebrae e é única da Amrec com certificação máxima

Sala do Empreendedor de Morro da Fumaça atingiu 100% dos critérios do Prêmio Sebrae Nacional. Unidade foi a única da Região Carbonífera com Selo Diamante.

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A Sala do Empreendedor de Morro da Fumaça conquistou o Selo Diamante no Prêmio Sebrae Nacional — a certificação máxima concedida pelo programa, que reconhece unidades com 100% dos critérios de excelência no atendimento a micro e pequenos negócios. A unidade foi a única da Região Carbonífera a atingir o nível mais alto da premiação. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (5), durante solenidade transmitida ao vivo de São Paulo.

A conquista chega um mês depois de a unidade já ter recebido o Selo Ouro na etapa estadual. O prêmio nacional avalia o desempenho de 2025, ano em que a Sala realizou mais de 700 atendimentos, com impacto direto na abertura de novos CNPJs e na orientação de empresários do município.

Nesta edição, 2.859 unidades de todo o Brasil se inscreveram. Apenas 283 alcançaram a certificação máxima.

“Esse resultado comprova o compromisso de Morro da Fumaça com o desenvolvimento econômico e com quem empreende”, afirmou o prefeito Eduardo Sartor Guollo.

Para o coordenador de Desenvolvimento Econômico, Henrique Raldi, o selo reflete o trabalho diário da equipe. “Esse reconhecimento valoriza o esforço em oferecer um serviço de excelência à população”, destacou.

As Salas do Empreendedor facilitam processos de abertura, regularização e baixa de empresas, além de oferecer serviços exclusivos aos Microempreendedores Individuais (MEI). A certificação é concedida com base em critérios qualitativos e quantitativos, avaliados tanto em atendimentos presenciais quanto digitais.

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Economia

Dia das Mães 2026 deve movimentar R$ 38 bilhões em todo o Brasil

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil aponta 127 milhões de consumidores nas compras; gasto médio previsto é de R$ 294 e Pix lidera como forma de pagamento

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O Dia das Mães, segunda data mais importante do varejo nacional, deve movimentar quase R$ 38 bilhões no comércio e nos serviços brasileiros este ano. A expectativa é que 127 milhões de consumidores vão às compras — e 78% deles planejam comprar ao menos um presente. Os dados são de levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

Os presentes mais procurados devem ser de Moda, seguidos por produtos de beleza, chocolates e flores. Experiências — como almoço em restaurante ou viagem — também aparecem entre as preferências.

O universitário João Pedro Mendes Soares é um exemplo. Ele planeja levar a mãe para jantar fora, um programa que ela acabou deixando de lado por conta da rotina.

“Por conta da rotina, do trabalho, ela parou e não quis mais. Quero levá-la para um lugar onde possa relaxar, sair do cotidiano.”João Pedro Mendes Soares, universitário

O lado preocupante: endividamento em alta

A pesquisa traz um alerta importante junto com os números positivos. Seis em cada dez entrevistados pretendem parcelar as compras sem garantia de que vão pagar. Além disso, 37% admitem que o orçamento vai ficar apertado — mas confiam em “dar um jeito depois” — e 27% afirmam priorizar a satisfação na hora da compra em vez do planejamento.

Quase 40% dos que pretendem presentear já têm contas em atraso. Desse grupo, 72% estão negativados.

Outros dados de atenção

66% dos consumidores acham que os preços estão mais caros este ano

57% sentem algum tipo de pressão social para gastar além do que podem — redes sociais são apontadas como um dos fatores

Pix é a principal forma de pagamento prevista

O alerta da especialista

“Essa é uma postura muito arriscada. A chance do consumidor ficar com o orçamento apertado e deixar de pagar as contas existe — e aí pode entrar em inadimplência.”Merula Borges, especialista em finanças da CNDL

Para quem ainda vai às compras, ela recomenda pesquisar preços com antecedência, usar a criatividade — como preparar algo personalizado — e, quando possível, dividir o presente com irmãos para não comprometer o orçamento.

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