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Política

Clima quente marca debate entre Moisés e Merísio

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Florianópolis

Candidatos que disputam o segundo turno do Governo de Santa Catarina se encontram nesta manhã, no Hotel Majestic, em Florianópolis para mais um debate. Encontro realizado pela Acaert (Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão) teve duração de pouco menos de uma hora e foi marcado por ataques entre Gelson Merísio (PSD) e Comandante Moisés (PSL)

Na prática o debate teve poucas propostas. Tanto Merísio quanto Moisés reafirmaram o compromisso de enxugar a máquina pública. Merísio fez questão de alertar o eleitor sobre a inexperiência do adversário. “Olhei o plano de governo do meu adversário e sobre saúde tem cinco linhas, meio ambiente são três linhas, educação seis linhas. Fica claro que o candidato é algo inventado, algo de última hora e que surfa em uma onda nacional, que não é sua. Inventar pode representar um risco para Santa Catarina”.

Moisés por sua vez lembrou que Merísio faz parte da velha política e que representa um grupo que comanda o Estado há 16 anos. “O senhor fala muito em experiência, mas está no governo há 16 anos, teve oportunidade de fazer e não fez. O senhor tem uma ampla coligação em sua coligação, coisa da velha política, do toma lá da cá. Eu represento a renovação de fato”.

Merísio também seguiu antecipando alguns nomes de seus secretários e garantindo que não irá convocar deputados para ocupar vagas no Governo. “Mas vai convocar aqueles que não garantiram eleição, que dá no mesmo. Vamos nomear técnicos”, alfinetou Moisés. “Não tenho vergonha do período que fui deputado, pelo contrário. Não sou farol de trator que fica olhando para trás. Vou olhar para frente e corrigindo possíveis equívocos que cometemos no passado” emendou Merísio.

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Política

MP pede ressarcimento de R$ 221 mil por supostas irregularidades nos Joguinhos Abertos de Criciúma

Ação civil pública mira a Associação Desportiva Criciúma e ex-presidentes da entidade e da Fesporte por suposto desvio de verba destinada à edição de 2013 do evento

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Criciúma, ajuizou ação civil pública pedindo o ressarcimento de R$ 221.978,19 aos cofres públicos por supostas irregularidades na aplicação de recursos da 26ª edição dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, realizada em Criciúma em 2013.

A ação mira a Associação Desportiva Criciúma, seu então presidente e o então presidente da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), responsável na época pela liberação e fiscalização do repasse. Além do ressarcimento, o MP pede o reconhecimento de improbidade administrativa dos dois ex-dirigentes.

Como surgiu o caso

A apuração começou após denúncia anônima sobre possível desvio de recursos. O alvo da investigação foi uma subvenção social de R$ 427 mil destinada aos jogos.

Segundo o MP, parte do valor não foi aplicada conforme o plano de trabalho aprovado nem teve o uso comprovado. Entre as irregularidades apontadas estão gastos de gestão vedados por lei, despesas com alimentação não autorizadas, obras em imóveis de terceiros e em escolas públicas sem licitação e sem comprovação do direito de uso dos espaços, além de recursos aplicados em finalidades diferentes das originalmente previstas.

O MP também alega que o próprio repasse foi feito de forma irregular, por um setor sem competência legal para liberar verbas do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e ao Esporte (Seitec) por subvenção social.

De acordo com a ação, o evento era de responsabilidade da Fesporte e integrava seu calendário oficial. A Associação Desportiva Criciúma, porém, nem aparecia no material de divulgação da competição — o que, para o MP, indica que ela teria atuado só como intermediária no repasse, prática proibida pela legislação estadual.

Tentativa de acordo antes da ação

Antes de acionar a Justiça, a Promotoria recomendou à Fesporte que buscasse reaver os valores, inclusive com a inscrição da Associação e de seu representante no cadastro de devedores. A fundação respondeu que o caso estava em análise e depois apresentou parecer concluindo pela ausência de dolo e pela prescrição do direito de cobrança — sem, segundo o MP, adotar qualquer medida efetiva de reparação.

O que diz o Ministério Público

Para o promotor Marcus Vinícius de Faria Ribeiro, autor da ação, as falhas identificadas não são pontuais: “O conjunto probatório revela a repetição sistemática de práticas irregulares (…), afastando qualquer alegação de erro escusável e reforçando a caracterização do elemento subjetivo doloso.”

O que pede a ação

O MP requer que a Justiça reconheça a prática de atos dolosos de improbidade administrativa pelos réus e determine o ressarcimento integral do valor apontado, corrigido monetariamente e com juros, a ser revertido ao Estado de Santa Catarina via Fesporte.

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Política

Fecomércio SC recebe João Rodrigues, Esperidião Amin e Antídio Lunelli em série de encontros com pré-candidatos

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A Fecomércio SC deu prosseguimento, nesta segunda-feira (20), à sua série de encontros com pré-candidatos aos cargos majoritários nas eleições deste ano em Santa Catarina. O projeto Diálogos Fecomércio recebeu, para um almoço, João Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado; Esperidião Amin (Progressistas), senador e pré-candidato à reeleição; e Antídio Lunelli (MDB), deputado estadual que também almeja a disputa ao Senado.

O encontro ocorreu no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis, e contou com a presença de aproximadamente 80 empresários de todas as regiões do estado, integrantes da diretoria e do conselho da federação.

Pauta econômica e de educação profissional

Durante a reunião, Rodrigues, Amin e Lunelli receberam as principais demandas do setor produtivo catarinense, especialmente nas áreas econômica e de educação profissional. O presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Santa Catarina, Hélio Dagnoni, apresentou aos pré-candidatos preocupações do empresariado em temas como o vício em apostas on-line (bets), as elevadas taxas de juros praticadas no país e a concorrência com marketplaces estrangeiros, especialmente após o fim da chamada “taxa das blusinhas”.

“Relatamos aos candidatos nossas preocupações como empresários que estão na ponta, gerando emprego e renda. Há questões em andamento, como a possibilidade de mudança na jornada de trabalho e a falta de isonomia tributária, que reduzem investimentos e podem levar a grandes perdas no futuro”, afirmou Dagnoni.

Fala dos pré-candidatos

João Rodrigues ressaltou que “momentos como este são fundamentais para todo e qualquer pré-candidato”, já que o diálogo com o setor produtivo é essencial para a tomada de decisões.

Amin destacou que “encontros como este nos dão energia e iluminam os problemas reais da nossa economia”, avaliando que quem atua no comércio e nos serviços conhece a realidade do país e do estado como poucos.

Lunelli, por sua vez, afirmou que “irá trabalhar pelas demandas apresentadas” e que o Brasil tem condições de se tornar a terceira maior economia do mundo caso haja acerto no rumo político do país.

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Política

Os números do IPC para a presidência e o senado em Santa Catarina

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Santa Catarina segue sendo um estado em que a maioria do eleitorado se identifica com a direita, e a família Bolsonaro mantém forte influência nas eleições gerais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é bem avaliado pela maioria dos entrevistados. É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) — da qual o Tribuna de Notícias é associado.

O levantamento foi feito de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo populacional, entre os dias 9 e 13 de julho, com 1.050 entrevistados de 54 municípios catarinenses, nas regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Flávio Bolsonaro lidera com ampla vantagem na Estimulada

Na pesquisa Estimulada, quando os entrevistados escolhem entre nomes apresentados em lista, Flávio Bolsonaro (PL) foi citado por 46,1%, seguido por Lula (PT), com 25%. Os demais nomes somaram percentuais menores: Ronaldo Caiado (PSD) 3,1%, Romeu Zema (Novo) 2,9%, Renan Santos (Missão) 2,4%, Samara Martins (UP) 2,3%, entre outros com menos de 2% cada. Não souberam responder 5,8%, e 7,7% votariam em branco ou nulo.

Espontânea repete favoritismo

Sem lista prévia, os resultados foram: Flávio Bolsonaro, 37,4%; Lula, 22,9%; Renan Santos, 1,2%; Ronaldo Caiado, 1%; e os demais nomes com menos de 1% cada.

Lula é o mais rejeitado em SC

Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os entrevistados citaram Lula com maior frequência: 48,3%. Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 27%. Os demais nomes somaram percentuais menores, cada um abaixo de 1,5%. Do total, 6,8% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 5,7% disseram não rejeitar nenhum e 3,4% não souberam responder.

Disputa pelo Senado segue equilibrada

Para o Senado, a disputa principal aparece concentrada entre Carlos Bolsonaro (PL)Caroline de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP).

Na projeção pela soma dos dois votos permitidos ao eleitor, Caroline de Toni lidera com 39%, seguida por Carlos Bolsonaro (38,6%), Esperidião Amin (34,1%), Décio Lima – PT (27%), Antídio Lunelli – MDB (11,3%), Afrânio Boppré – PSOL (7%) e Jeferson Rocha – PRD (4,7%). Não souberam responder 24,1%, e 14,3% votariam em branco ou nulo.

Separando os votos, no primeiro voto a ordem é: Carlos Bolsonaro (27,4%), Esperidião Amin (17,8%), Décio Lima (16,8%) e Caroline de Toni (14,4%). Já no segundo voto, Caroline de Toni lidera (24,6%), seguida por Esperidião Amin (16,3%) e Carlos Bolsonaro (11,1%).

Ficha técnica

  • Coleta de dados: 9 a 13/07/2026
  • Margem de erro: 3 p.p.
  • Nível de confiança: 95%
  • Entrevistados: 1.050
  • Empresa contratada: IPC – Instituto de Pesquisa Catarinense
  • Contratante: Associação Catarinense de Jornais (ACJ)
  • Registro: BR-09576/2026 e SC-09951/2026

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