Economia
Com aporte financeiro da Yunus, Portábilis vai impactar 1,5 milhão de alunos até 2027
A Portábilis, empresa catarinense que existe para impulsionar governos municipais e melhorar a vida das pessoas, começa 2023 com muito a comemorar. O trabalho de impacto realizado pela marca foi reconhecido com a aprovação do investimento que pode chegar a R$ 2 milhões pela Yunus Negócios Sociais no Brasil. Deste montante, R$ 800 mil já foram desembolsados e os demais poderão ser liberados de acordo com os resultados do negócio nos meses seguintes.
A Yunus é uma organização que atua na área de investimentos e consultoria, possui sede na Alemanha, e conta com escritórios em cinco países ao redor do mundo: além do Brasil, também opera na Colômbia, Índia, Quênia e Uganda. O fundador, professor Muhammad Yunus, é conhecido como o pai do microcrédito e precursor do conceito de negócios sociais. A Portábilis é o primeiro negócio 100% B2G (Business to Government – termo em inglês que significa “negócios para o Governo”), do portfólio de investimentos da Yunus no Brasil.
“Por meio de seus softwares, o negócio social Portábilis auxilia na gestão das Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social, ao liberar professores (as) a investirem mais tempo na preparação de aulas e, assim, melhorar a curva de aprendizagem dos (as) estudantes; além de promover maior agilidade no acesso de famílias à rede de proteção social para fins de atendimento e benefícios que lhes são devidos”, explica o diretor de investimentos da Yunus Brasil, Francisco Vicente.
A Portábilis já impactou mais de 45 mil professores, 700 mil alunos, três mil servidores da Assistência Social e 200 mil famílias em mais de 200 cidades. Agora, tem o desafio de escalar e levar suas soluções para mais municípios brasileiros e impactar 1,5 milhão de alunos e mais de 1 milhão de famílias em situação de vulnerabilidade até 2027.
Segundo o CEO da Portábilis, Tiago de Faveri Giusti, além do investimento de R$ 2 milhões, a empresa também receberá apoios não-financeiros, como mentorias e conexões, para novas oportunidades de negócios.
Transformando governos municipais para melhorar a vida dos cidadãos
A forma como as pessoas se relacionam com as empresas mudou, e a expectativa é que o Estado também participe dessa transformação. Por exemplo, é cotidiano usar um aplicativo para pedir comida, mas até um tempo atrás era impensável uma mãe ingressar com um pedido de vaga, em uma creche, por meio de um aplicativo também. Isso está mudando, devido a negócios como a Portábilis.
De acordo com o CEO, é urgente tornar o governo mais eficiente, acessível e preparado para atender a demanda das pessoas. Por isso, as govtechs são cruciais nesse processo de transformação. Grande parte da população está conectada e isso pressiona os governos por melhores serviços e mais transparência.
“O Brasil é um país com 62 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e com uma educação pública que ainda não é de qualidade para todas as crianças e jovens. O desafio dos governos municipais é serem efetivos nas políticas sociais, criando condições para elevar a qualidade da educação e ao mesmo tempo mitigar vulnerabilidades e riscos sociais que afetam a vida dessas pessoas”, pontua Giusti. A govtech catarinense oferece um conjunto de soluções que ajuda a superar esse desafio, fornecendo dados, informações de qualidade e processos organizados para empoderar os governos municipais.
Graças à Portábilis, o Município de Schroeder, no Oeste de Santa Catarina alcançou eficiência de 95% na gestão dos atendimentos à população em situação de vulnerabilidade e risco social. Já Criciúma, no extremo Sul do Estado, garantiu que professores da Rede Municipal economizassem, cada um, duas horas por semana, um total de 2.400 horas semanais para todos os professores.
Uma abordagem conjunta para problemas sociais de múltiplas faces
Segundo o Banco Mundial, se a gestão dos recursos públicos fosse mais eficiente, poderíamos elevar em até 40% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Mas segundo Giusti, é difícil cobrar resultados em um país onde milhares de redes têm dificuldades para fazer a gestão básica de seus dados, e muitas ainda estão imersas na papelada. Só em Pernambuco, 90% dos municípios estão nessa situação, e acaba sobrando pouco tempo pra cuidar do que importa: a aprendizagem dos alunos.
Na Assistência Social, por exemplo, que atende mais de 80 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) não é diferente. Segundo o Censo SUAS, menos de 10% dos Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do Brasil usam prontuários de atendimento informatizado.
Segundo Giusti, estes desafios se correlacionam, porque mais da metade do desempenho escolar pode ser explicado por fatores extra escolares. Por exemplo, a insegurança alimentar, trabalho infantil e a violência contra às crianças e adolescentes são demandas da política de Assistência Social, que se não superados, dificulta que os alunos acessem à escola, permaneçam lá e progridam.
A plataforma da Portábilis atua para solucionar esses desafios de gestão e falta de dados e direcionar a política de Educação e Assistência Social. Segundo Giusti, um dos diferenciais do negócio é a abordagem intersetorial que visa cuidar, ao mesmo tempo, da trajetória dos alunos na escola e da jornada das famílias em situação de vulnerabilidade na Assistência Social. “Dentro dos muros escola, ajudamos redes de ensino a garantir que alunos acessem a escola, mantenham suas trajetórias e aprendam o esperado e, para além dos muros, que as famílias em situação de vulnerabilidade recebam o acompanhamento e proteção social que precisam através de acesso à direitos e oportunidades”.
Ambiente favorável para as govtechs
O Marco Legal das Startups, Lei do Governo Digital e Nova Lei de Licitações criaram um ambiente favorável para atuação das govtechs. Segundo um estudo do BrazilLab e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Brasil é o país da América Latina com o maior número de startups govtech vendendo para o governo. São 80 govtechs brasileiras vendendo ou atuando em parcerias com o setor público de forma recorrente.
Em 2022, a Portábilis foi uma das primeiras startups a ser contratada pelo Marco Legal das Startups. O processo foi conduzido pelo Programa Impulsionar que trabalha para melhoria do ensino no Brasil.
Segundo Giusti, “mais de 82% das matrículas de alunos do Brasil estão na rede pública e, portanto, se quisermos gerar impacto e cuidar do futuro do nosso país, devemos apoiar os governos municipais.” Empreendedores são sonhadores ambiciosos que querem mudar o mundo através de suas startups, mas “se queremos mudar o mundo, devemos começar pelas nossas cidades”, complementa.
Economia
SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras
Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC
Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.
A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).
A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.
Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.
“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.
Como funciona o Criciúma Open Challenge Day
O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.
1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.
2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.
3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.
4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.
5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.
Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.
“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.
Evento reúne instituições do ecossistema de inovação
O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.
A programação terá dois momentos principais.
O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.
Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.
Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.
Economia
JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC
Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza
Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.
O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.
Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).
Vagas também são destinadas a PcD
Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).
Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.
As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).
Como participar
Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.
A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.
Serviço
O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371
Economia
Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento
Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões
O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.
Projeções para a economia
Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.
O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.
Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.
O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.
Proposta ainda precisa passar pelo Congresso
A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.
Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.
O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
LDO ainda precisa ser votada
Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.
O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.
Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.
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