Economia
Comércio recupera bons números e o entusiasmo
O comércio varejista cresceu 14,2% em volume de vendas e 13% em receita nos últimos 12 meses em Santa Catarina. Se este impacto ainda não refletiu na empresa, o problema pode ser interno. É hora de capacitar então a equipe e recuperar também o entusiasmo. A capacitação para o sucesso em vendas foi realizada pelo Sindicato dos Comerciantes Varejistas e Atacadistas de Içara, Morro da Fumaça e Balneário Rincão nesta quarta-feira, dia 18. A palestra do coach Renato Schulz Júnior ocorreu no auditório do London Office.
“Apesar da tendência de que a maioria dos seguimentos do comércio tenha crescimento em 2018, os comerciantes que estiverem mais conectados com as novidades do mercado e capacitados terão resultados ainda melhores. Este é um processo gradativo que esperamos irradiar a cada atividade. Todos que participaram até agora relataram impacto positivo nas equipes e na comunicação com os clientes. Isto reflete também nas vendas”, coloca o presidente do Sindilojas de Içara e Região, Altair Borges.
Conforme a Fecomercio-SC, o bom desempenho do estado é reflexo também do mercado interno consolidado, com menor informalidade, aumento da disponibilidade de crédito, queda nos preços dos alimentos e a retomada do emprego e da renda. “Santa Catarina deve manter a trajetória de recuperação e disseminar a retomada para todos os segmentos do varejo. A expectativa é recuperar volumes absolutos de vendas próximos ao que tínhamos no período pré-crise, antes de 2014”, pontua o presidente Bruno Breithaupt.
Os resultados são bem mais tímidos no varejo nacional, mas o setor já mostra reação. O varejo restrito – que não leva em consideração a venda de veículos, autopeças e material de construção – registrou alta de 1,3% no volume de vendas e de 1,6% na receita em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o volume de vendas fechou com alta de 2,8% e a receita nominal atingiu 2,4%.
Economia
ReTêxtil leva Içara à etapa estadual do Geração Empreendedora
Digite / para escolher um blocoIçara está classificada para a etapa estadual do Geração Empreendedora 2026. O projeto ReTêxtil conquistou o segundo lugar na Banca Macrorregional nesta segunda-feira, dia 28, e garantiu uma das três vagas para a próxima fase da iniciativa. Entre representantes de 15 cidades, Imbituba ficou em primeiro lugar e Laguna completou o pódio na terceira colocação. A próxima etapa já será nesta quarta-feira, dia 30, na Banca Estadual.
Na disputa estadual, Içara será representada pelas estudantes Ana Paula Zilli, Emily De Stefani e Yasmin Klug, criadoras da ReTêxtil durante as atividades na Associação Empresarial de Içara (ACII). Conforme elas, a proposta nasceu com o objetivo de transformar uniformes empresariais que seriam descartados em novos produtos. Além de reduzir o descarte de materiais, a solução permite que as próprias empresas deem uma nova finalidade às peças que carregam sua identidade visual. Dessa forma, o projeto associa sustentabilidade, estratégia e valorização da imagem empresarial.
Empreendedorismo na prática
Realizado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) em parceria com as associações empresariais, o Geração Empreendedora aproxima estudantes e empresários voluntários em uma experiência prática de aprendizagem. Por meio de metodologia própria e material didático gratuito, os participantes vivenciam capacitações, dinâmicas de inovação e o desenvolvimento de soluções para desafios reais.
Economia
Reforma tributária: construção civil precisa se preparar para as mudanças de janeiro de 2027
Em evento em Tubarão, tributaristas alertaram empresários sobre prazos, nota fiscal na venda de imóveis e a primeira cobrança da CBS.
A construção civil está entre os setores que mais vão sentir a reforma tributária, que passa a valer em janeiro de 2027. Para discutir o tema, o Sinduscon Tubarão e a Regional Litoral Sul da FIESC reuniram cerca de 80 empresários e profissionais do ramo em Tubarão. Durante duas horas, os advogados tributaristas Gustavo Amorim e Vicente Lisboa Capella detalharam o que muda e responderam às dúvidas do público.
O encontro foi viabilizado pelo Conselho de Assuntos Tributários da FIESC, presidido por Thiago Fretta, que também é vice-presidente da Regional Litoral Sul. Segundo ele, a diversidade do setor explica o tamanho do impacto. “A construção civil não tem uma tributação linear”, afirma. Incorporação, construção de edifícios, locação, loteamento, obras para terceiros, pré-fabricados e obras em alvenaria e madeira, cada um desses segmentos terá de se adaptar de um jeito. Fretta reconhece que ainda há indefinições, a começar pela alíquota do novo tributo, e diz que a ideia é discutir o assunto com a maior antecedência possível. Para ele, o auditório lotado mostra o interesse das empresas. Como a reforma foi aprovada por emenda constitucional, mudar o texto é mais difícil, e a tendência, na avaliação dele, é que ela entre em vigor em 2027 e seja aperfeiçoada com o tempo.
O presidente do Sinduscon Tubarão, José Sylvio Ghisi, defende que o empresário não espere para agir. A mudança, diz ele, já está em andamento, e o setor conta com a FIESC como parceira para orientá-lo. “Não dá para deixar para o final. Quanto mais cedo começar, melhor”, resume.
Os palestrantes chamaram a atenção para os prazos que já estão correndo. Amorim, especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, lembrou que as construtoras têm até o fim deste ano para fazer uma escolha ligada ao custo de aquisição de imóveis, e que a decisão não poderá ser refeita depois. Em janeiro, está prevista a primeira incidência da CBS, um dos novos tributos criados pela reforma. “A empresa precisa estar preparada para rodar no dia primeiro de janeiro, com emissão de nota fiscal e todas as obrigações em dia. Senão, no dia cinco, quando todos voltarem do recesso, a guia vai estar em cima da mesa e ninguém vai saber o que fazer”, alertou. Para ele, a reforma muda o paradigma das negociações, que passarão a tratar o preço da mercadoria e o tributo separadamente. O cenário terá mais clareza, mas até lá empresas e legislação precisam passar por um período de adaptação.
Capella, também especialista em Direito Econômico e Empresarial e em Direito Tributário, apontou que o setor terá de abandonar hábitos antigos. Segundo ele, as construtoras estão acostumadas a trabalhar com recibos e escrituras, sem emitir nota fiscal, e a nota de venda de imóveis passa a ser exigida já em dezembro deste ano. Quem não se preparar, avisou, “vai ser atropelado”. O advogado explicou ainda que as empresas costumam enxergar o imposto como um percentual da receita, sem olhar para créditos, uma lógica que muda por completo. Os efeitos devem alcançar preços e a relação com fornecedores. “Quem não se preparar vai se assustar em janeiro com ligações pedindo renegociação de preços”, disse.
Capella também desaconselhou apostar em adiamento. Se a reforma não for adiada, argumentou, quem esperou terá perdido tempo de organização, e o risco cresce porque nem a alíquota está definida. O evento contou ainda com a presença do presidente da Subseção de Tubarão da OAB/SC, Breno Angioletti Lício.
Economia
RetailTech reúne empresários e especialistas para debater tecnologia no varejo em Criciúma
O impacto da tecnologia no varejo foi o tema central do RetailTech, realizado nesta terça-feira (22/9) no Centro de Inovação Criciúma (CRIO). O evento reuniu empresários, lideranças, especialistas, pesquisadores e agentes do ecossistema de inovação em uma tarde de debates sobre inteligência artificial, automação, experiência do cliente e novas oportunidades de negócio.
A programação abriu com a apresentação dos resultados do InovaSul Varejo, estudo do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação da Unesc. Na sequência, especialistas participaram de um painel sobre inteligência artificial, automação e experiência do cliente, discutindo os impactos da tecnologia no comércio e a permanência do fator humano nas relações de consumo.
“O varejo atravessa um período de mudanças marcado por novas tecnologias, inteligência artificial, automação, alterações no comportamento do consumidor e integração entre ambientes físicos e digitais. As transformações exigem novas estratégias das empresas, mas também abrem espaço para novos modelos de negócios e formas de relacionamento com clientes”, afirmou a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.
RetailTech Showcase conecta startups e empreendedores
O RetailTech Showcase integrou a programação com apresentações de startups e negócios que levaram soluções tecnológicas ao Centro de Inovação. Participaram empresas incubadas no CRIO e negócios de outras cidades, incluindo a Grande Florianópolis, em uma atividade que aproximou empreendedores e criou oportunidades de conexão.
Palestra de encerramento propõe olhar o negócio pela ótica do cliente
O evento se encerrou com a palestra “Tudo é Vitrine: Transforme cada ponto de contato em experiência e vendas”, ministrada por Francisco Issler — engenheiro civil que atua com marketing e vendas desde 2016, cofundador do projeto Vitrine Perfeita e mentor de empresários na área.
Para Issler, a vitrine deixou de ser apenas a fachada de uma loja. Redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial, rádio e ambientes físicos também funcionam hoje como pontos de contato capazes de influenciar a percepção do consumidor. “A proposta foi levar empresários a observar os negócios a partir da perspectiva do cliente. O principal é olhar para o negócio a partir do olhar do cliente”, destacou.
O palestrante ilustrou essa dificuldade com a frase “quem está dentro da garrafa não consegue ler o próprio rótulo”. “O conceito representa a dificuldade de perceber o negócio pela perspectiva de quem está fora da operação. A mudança de olhar permite identificar pontos de melhoria e oportunidades de venda”, explicou.
Marketing x publicidade: “se não traz resultado, é só mais trabalho”
Issler também traçou a diferença entre marketing e publicidade. Anúncios, posts, banners, outdoors e campanhas fazem parte da publicidade, mas o marketing precisa estar associado a resultados concretos do negócio. “Se não traz resultado, não é marketing, é só mais trabalho”, alertou.
Ele apresentou ainda quatro critérios para avaliar ações de marketing: resultado, exposição, ação com intenção e lembrança. “A análise considera a capacidade de atrair e fidelizar clientes, alcançar o público adequado, estabelecer objetivos claros e permanecer na memória do consumidor no momento da decisão de compra”, pontuou.
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