Economia
Copom eleva Selic para 14,75% ao ano diante de cenário externo adverso
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, passando de 14,25% para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada em resposta a um cenário global incerto e pressões inflacionárias persistentes.
Entre os principais fatores para a alta, está o ambiente externo adverso, impulsionado pelas políticas econômicas dos Estados Unidos, especialmente sobre produtos importados, o que tem gerado instabilidade no comércio internacional. O Copom também projeta uma desaceleração econômica global com inflação elevada em diversos países nos próximos meses.
No cenário doméstico, apesar da leve moderação no crescimento, o mercado de trabalho segue aquecido, o que contribui para a pressão inflacionária. As projeções de inflação permanecem acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN): a expectativa para 2025 é de 5,5%, e para 2026, de 4,5%.
A meta de inflação para este ano é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Segundo o Copom, os riscos para a inflação continuam elevados, com destaque para a desancoragem das expectativas, persistência na alta dos preços de serviços e impactos inflacionários de políticas econômicas internas e externas.

Economia
Sine SC realizou 150 mil encaminhamentos para vagas de emprego em 2025
O Sistema Nacional de Emprego em Santa Catarina (Sine SC) registrou quase 150 mil encaminhamentos de trabalhadores catarinenses para vagas de emprego durante o ano de 2025. Os profissionais realizaram entrevistas e processos seletivos para mais de 84,6 mil vagas de emprego cadastradas entre janeiro e dezembro. Nesse sentido, o trabalho do Sine SC ajudou a colocar Santa Catarina como o estado com menor taxa de desemprego do país.
O Sine SC foca em realizar a intermediação de mão de obra entre empresas com vagas abertas e trabalhadores à procura de emprego. Ao todo, são milhares de trabalhadores com cadastro no Sine SC que, além de encaminhamentos a diversas vagas de emprego, também recebem orientação profissional e outros serviços de apoio à empregabilidade.
“Santa Catarina vive um momento muito positivo sobretudo no mercado de trabalho. Temos a menor taxa de desemprego do Brasil e geramos mais de 100 mil postos de trabalho formal no ano passado. Ou seja, o estado é um grande celeiro de oportunidades e o Sine Santa Catarina atua como um parceiro das empresas e do trabalhador”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.
O Sine também intermedia a habilitação ao seguro-desemprego. Somente em 2025 foram mais de 66 mil habilitações intermediadas pelo Sine SC, o que trouxe cerca de R$ 350 milhões para Santa Catarina como pagamento do benefício. O órgão foi responsável por 22% do total de habilitações realizadas no período, o que reforça a relevante atuação em prol do trabalhador.

Economia
Microempresas são responsáveis por 60,5% dos empregos gerados em SC
Um levantamento do Sebrae/SC mostrou que as microempresas (ME) foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total. Em segundo lugar, vêm as empresas médias e grandes (MGE), com 28,2% do montante. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte (EPP), organizações sem fins lucrativos (SFL) e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa.
“As microempresas têm um papel essencial na economia catarinense, não apenas pela capacidade de gerar empregos, mas também por estarem mais próximas das comunidades, refletindo o espírito empreendedor do estado”, destaca o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf.
Houve um crescimento do emprego formal no estado em 2025, com mais de 106 mil novas vagas com carteira assinada sendo ofertadas entre janeiro e novembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O saldo positivo é resultado das 1,63 milhão de admissões e 1,52 milhão de desligamentos.
Os dados apontam que existe uma sazonalidade na geração de empregos, com crescimento no primeiro trimestre e desaceleração ao longo do ano. O mês de fevereiro foi o protagonista na geração (+30.429) e o mês de maio ficou com o pior resultado (-219).
Já o ranking setorial aponta que ‘Serviços’ é o principal motor do emprego em SC e o único setor sem meses negativos no período, com 53.602 novas vagas, ou seja, 50,1% do saldo acumulado. Na sequência vêm Indústria, com 22% do total, Comércio com 14,7%, Construção com 9,8% e Agropecuária com 3,3%.
Saldo por região
A Grande Florianópolis foi a região do estado que mais gerou empregos em números absolutos, com 22.211 novos postos de trabalho no período. A região foi seguida pela Foz do Itajaí (20.176), Norte do estado (15.851), Sul (12.844) e Oeste (11.547). Já quando é observado o saldo proporcional à população, ou seja, em números per capita, a Foz do Itajaí se destaca, apresentando o maior crescimento do estado, de 17,67 novos empregos por mil habitantes. Em contrapartida, a Serra Catarinense registrou os menores índices relativos de geração de empregos (9,20).

Economia
Içara lidera geração de empregos na Amrec em novembro
O município de Içara foi destaque regional na geração de empregos formais no mês de novembro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que a cidade encerrou o período com saldo positivo de 130 novos postos de trabalho, o melhor resultado entre os 12 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).
Mesmo em um cenário de retração no mercado de trabalho regional, Içara manteve desempenho positivo, com 1.133 admissões e 1.003 desligamentos ao longo do mês. O resultado reforça a força da economia local e o ambiente favorável para a geração de oportunidades.
Para a prefeita Dalvania Cardoso, o desempenho é reflexo do esforço conjunto entre iniciativa privada e trabalhadores do município. “Içara desponta no crescimento econômico e isso é graças aos empresários que aqui investem e aos trabalhadores com seus talentos para o trabalho, seja na indústria, no comércio, na prestação de serviços ou no agro. Nós, enquanto poder público, somos apenas fomentadores. O protagonismo é deles”, destaca.
Segunda maior economia do Sul catarinense, Içara segue avançando por meio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, ao fortalecimento do setor produtivo e à atração de investimentos, contribuindo para a manutenção e ampliação dos empregos formais.

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