Segue impasse entre trabalhadores e empresários químicos

Greve dos trabalhadores da indústria química segue na região e ganha corpo. Ontem a Anjo foi afetada com o piquete. Hoje tem mobilização também na SMALTICERAM e na Esmalglass.

” Vamos resistir. Eles afirmam que estão garantindo os direitos dos trabalhadores. Eles vão garantir porque nós vamos resistir. Se nossa classe não se unir o trabalhador está ferrado. A elite está nadando de braçada e impondo prejuízos a toda a classe. Não vamos abrir nossa convenção”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na indústria Química Carlos de Cordes.

Ele também justificou a presença de outros movimentos reforçando a greve. “São os trabalhadores do campo e da cidade unidos. Se a sociedade fica contra ela está equivocada”.

Advogado Wladmir de Machi, que representa o sindicato das industrias químicas afirma que as empresas vão a Justiça para impedir que suas unidades sejam alvo de piquetes. “Elas já estão ingressando de forma individual com o interdito proibitório e também vamos ingressar com ação do Sindicato”.

De Marchi afirma que a greve não visa proteger o trabalhador. “Tanto é que eles não tem apoio da classe e precisam chamar sindicatos de todo o estado e MST para reforçar o movimento. A briga é para manter o sindicato. Eles querem que as empresas doem dois dias de salário para o sindicato. A greve é para o sindicato e não para os trabalhadores”