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Agronegócio

Diferentes âmbitos do agronegócio ganham destaque em evento da Unesc Araranguá

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As mais atuais temáticas que envolvem o agronegócio estiveram em pauta nesta quarta-feira (12/5) ao longo de todo o dia no evento “Desafios do Agronegócio”, promovido pela Unesc Araranguá. A ação reuniu lideranças, empreendedores, pesquisadores e toda a comunidade em torno do debate de diferentes âmbitos do assunto com foco no desenvolvimento.

Em torno dos eixos protagonismo, gestão, empreendedorismo e inovação a Unesc reuniu, em quatro painéis, quase 20 convidados referências nos temas abordados. Os debates foram divididos entre as temáticas Gestão do agronegócio; Inovação e mercado – novos conhecimentos para o agronegócio; O protagonismo da mulher no agronegócio, e Fontes de fomento para o agronegócio.

Para a diretora da Unesc Araranguá, Izabel de Souza, debater temas relevantes para o setor é uma maneira de colaborar com toda a cadeia que envolve a atividade. “Estamos muitos felizes por falar do agronegócio, tema tão latente e tão importante para o desenvolvimento do Extremo Sul”, destacou.

Desafios do setor em transformação

A primeira atividade do painel, que tratou sobre a “Gestão do Agronegócio”, uma das grandes questões do setor agropecuário, teve a mediação do professor doutor da Unesc, Dimas de Oliveira Estevam. Segundo ele, a gestão é de vital importância para que os negócios agrícolas prosperem. “Os nossos empreendimentos rurais ainda apresentam muita carência da gestão. A parte da produção já está mais resolvida que a gestão propriamente e por isso a importância deste tema ser posto em debate”, comentou.

O professor da Unesc ainda levantou outros pontos que são desafios para o setor, como a permanência do jovem no meio rural e a busca pelo conhecimento e adequação aos novos tempos. “O mundo está em constante transformação e os agricultores têm que acompanhar este movimento, buscando conhecimento para se atualizar e inovar. Temos um consumidor cada vez mais exigente e que quer saber as informações do que está comprando e está disposto até a pagar mais por produtos nos quais confia”.

Durante o encontro virtual, o engenheiro agrônomo e gerente regional da Epagri, Edson Borba Teixeira, apresentou a Epagri e abordou as principais tendências para a agricultura, enfatizando duas delas: a crescente demanda por ferramentas de gestão para subsidiar as tomadas de decisão e a ampliação do nível de profissionalismo e escolaridade dos agricultores. Para ilustrar, trouxe o relato de experiência em uma propriedade rural de São João do Sul, na qual o melhoramento da pastagem e das vacas leiteiras colaboraram para baixar os custos da produção de leite.

O engenheiro agrônomo e gestor do Departamento Regional da Cidasc, Daniel Remor Moritz, apresentou o trabalho realizado pela Cidasc e pontuou a posição de destaque do Estado na produção agropecuária nacional. “Santa Catarina, com apenas 1,1% do território nacional, é o quinto maior produtor de alimentos do país. O setor agro gera 700 mil empregos diretos e indiretos e é responsável por 31% do PIB. A agricultura é um serviço essencial para a sociedade e o produtor rural não parou durante a pandemia”.  Segundo ele, alguns dos desafios dos produtores é saber como administrar o negócio, estar conectado às tendências e ficar atento às oportunidades para agregar valor ao produto.

Já o técnico agrícola e gerente da Associação dos Revendedores de Agroquímicos do Sul (Arasul), Dion Elias, apresentou a história da associação, que existe desde 2002 e que desde 2004 possui uma central de recebimento de embalagens vazias, em Araranguá. “Nosso trabalho é de educação e orientação aos produtores sobre a limpeza e descarte das embalagens e também de defesa do meio ambiente, já que recebemos as embalagens vazias de agroquímicos e damos a destinação correta”.

Encontro de grandes nomes

Quem acompanhou a transmissão realizada pelo canal da Unesc TV teve a oportunidade de ouvir e participar de um encontro de elevado nível de discussões. Os assuntos levantados, com dados, experiências e opiniões de quem entende da temática, resultaram em conclusões e questionamentos pertinentes a serem respondidos.

Ainda durante a tarde quem compartilhou conhecimentos no evento foi o doutor em agronegócios, professor da Unesc e docente visitante no Instituto de Administração em Lisboa, Miguelangelo Gianezini; o Engenheiro agrônomo responsável técnico da Startup Agrize, Gustavo Bachmann e o diretor corporativo da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, Vinícius Cechinel de Moraes. O encontro foi mediado pelo Assessor de Inovação na Unesc e estrategista de Negócios na SDI, Christian Engelmann.

À noite o debate ficou por conta, no primeiro momento, da pós-doutora em políticas públicas, professora adjunta da UFSC e co-fundadora da Associação de Agroturismo Acolhida na Colônia, Thaise Costa Guzzatti; da engenheira agrônoma, mestre em Zootecnia e presidente da Epagri, Edilene Steinwandter e da empreendedora no ramo de massas e produtos a partir de insumos provenientes do agronegócio, Ângela Líria Donida Polli, sob mediação da professora doutora em Agronegócio e coordenadora do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico da Unesc, Melissa Watanabe.

Para finalizar o evento, as fontes de fomento para o agronegócio foram debatidas entre o engenheiro agrônomo e gerente do Departamento Regional do Sul da FINEP, João Florêncio da Silva; o engenheiro agrônomo e gerente regional no Oeste Catarinense do BRDE, Paulo Cesar Antoniollo; o técnico em agropecuária, graduado em Ciências Contábeis e Direito e diretor executivo do Sicoob Credija; André Boda Ronconi; e a técnica em agropecuária, engenheira de produção e analista de Crédito da Credsulca, Amanda Vicentin Darabas.

O último encontro foi mediado pelo jornalista e setorista de agronegócio da Rádio Eldorado de Criciúma, Silmar Vieira.

Todo os painéis transmitidos podem ser acessados no link:

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Agronegócio

Morro da Fumaça abre cadastro para vacinas gratuitas contra raiva bovina e carbúnculo

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O Governo de Morro da Fumaça abre nesta quinta-feira (26) o cadastro para vacinas gratuitas para gado em Morro da Fumaça. Pecuaristas poderão retirar doses contra raiva bovina e carbúnculo a partir de 2 de março, enquanto houver estoque disponível.

A ação é coordenada pelo Departamento de Agricultura e marca a segunda etapa do programa implantado em 2025. No ano passado, a prefeitura realizou a primeira entrega de doses aos produtores rurais do município.

Nesta nova fase, a administração ampliou a oferta de 500 para mil doses.

Segundo a coordenadora geral de Agricultura, Patrícia Coral, a alta adesão na primeira edição motivou a ampliação.

“A primeira distribuição teve procura expressiva. Por isso dobramos a quantidade de vacinas. Queremos consolidar o programa como política permanente de apoio à pecuária, garantindo prevenção e segurança sanitária aos produtores”, afirmou.

Para participar, o pecuarista deve manter a inscrição do bloco de notas rural ativa e ter o inventário dos animais regularizado junto à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agricola de Santa Catarina.

Cada propriedade poderá receber vacinas para até 20 animais.

Na primeira etapa, 12 famílias foram beneficiadas, com a distribuição de 500 doses. As vacinas contemplam tanto o gado de corte quanto o de leite e garantem a imunização inicial e o reforço.

Mais informações estão disponíveis pelo telefone (48) 3434-2356 ou diretamente no Departamento de Agricultura, na Sede Administrativa II, na Avenida Inocente Pagnan, nº 21.

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Agronegócio

Içara abre nesta sexta mais uma edição da Feira do Peixe Vivo

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A partir desta sexta-feira, dia 20, começa mais uma edição da Feira do Peixe Vivo de Içara. Até o fim da Quaresma, os consumidores poderão adquirir tilápias, carpas coloridas fresquinhas e filé de tilápia, comercializados ao lado da Feira da Agricultura Familiar, no Terminal Rodoviário de Içara.

A ação será realizada em todas as sextas-feiras da Quaresma, além da quinta-feira que antecede a Sexta-feira Santa. Os pagamentos poderão ser feitos em dinheiro, cartão, Pix, pelo vale-feira da ação Reciclou Levou ou pelo vale-feira dos servidores públicos de Içara. O atendimento ocorre das 7h às 12h.

De acordo com o produtor João Miguel Klima, responsável pela organização da feira, a expectativa é comercializar mais de cinco toneladas de peixe ao longo do período. “Este é o período em que o consumo de peixe aumenta entre os católicos, como preparação para a Páscoa. Os peixes ficam disponíveis em caixas d’água. Além da questão religiosa, trata-se de um alimento nutritivo e saboroso, que contribui para a saúde dos consumidores”, explica Klima.

A Feira do Peixe Vivo é realizada em parceria entre o Governo Municipal de Içara, por meio da Secretaria de Agricultura, e a Cooperativa da Agricultura e Pesca Familiar de Içara (Coopafi).

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