Geral
Espaços de escolas são transformados por ações de extensão da Unesc
Os alunos que chegarem na segunda-feira nas Escola de Educação Básica Salete Scotti dos Santos, em Içara, e José do Patrocínio, em Siderópolis, serão surpreendidos com um novo cenário. Mais coloridos, os espaços das escolas passaram por intervenções protagonizadas pela Unesc com o projeto Vivercom. As ações, realizadas na manhã e tarde deste sábado (27/11), encerram o ciclo desta edição do programa, que passou por sete escolas da região e envolveu aproximadamente 400 acadêmicos bolsistas.
O sábado de sol e calor foi o cenário para que os extensionistas da Universidade colocassem a mão na massa. A construção de hortas, canteiros, plantio de grama, pintura de espaços e criação de um painel com desenhos alusivos à infância e à educação ficaram a cargo dos bolsistas, com apoio do Horto Florestal da Unesc. Ações simples, mas que foram capazes de transformar os espaços.
Todo o empenho e cuidado dos estudantes nos trabalhos do projeto, para a diretora da Escola de Educação Básica José do Patrocínio, Luciana de Souza Bettiol, que acompanhou de perto a ação, ficou visível no resultado alcançado. “Todos vieram com boa vontade e disposição para ajudar. A Unesc está de parabéns. Ficamos muito gratos, pois precisamos desse tipo de parceria. Isso faz a diferença em uma instituição com a Universidade e ainda mais para a nossa escola”, destacou, empolgada com o que viu.
As atividades, que levaram ainda mais cor para as escolas, conforme a assessora pedagógica da Diretoria de Extensão, Cultura e Ações Comunitárias, Maria Alice Cechinel, contribuirão para que as crianças e adolescentes se sintam ainda mais bem recebidos no ambiente escolar. “São detalhes que trazem alegria para o ambiente. Tenho certeza de que, além disso, para os nossos estudantes também é gratificante dedicar seu tempo para fazer algo em prol da melhoria desse espaço. Ficam grandes aprendizados”, pontuou.
Entre os bolsistas engajados no propósito de transformar os espaços esteve o acadêmico Jackson de Souza Marques, que neste semestre finaliza a graduação em Educação Física Licenciatura e em breve estará nas escolas no papel de professor. Para ele, que já é profissional da educação, uma escola bem cuidada, organizada e envolvida em projetos e parcerias, é uma escola com vida. “Vale muito a pena estarmos unidos, conhecendo e trabalhando com colegas de diferentes cursos, com foco em uma entrega que é também para os alunos. É gratificante para nós e nos ajuda a sermos seres humanos melhores”, acrescentou Jackson.
Os bolsistas envolvidos no projeto fazem parte do Programa de Formação de Agentes para o Desenvolvimento Regional (Proesde), viabilizado pelo Governo do Estado. Além das ações de intervenção, os acadêmicos participaram de oficinas ofertadas de forma gratuita ao longo do ano.
Geral
Estudante de Içara conquista ouro na OBMEP
O município de Içara foi destaque na 21ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP 2026). A aluna Manuela Inácio Figueira, de 14 anos, foi a grande representante do município a nível nacional, ao conquistar um dos mais importantes resultados da educação brasileira com a medalha de ouro, consolidando sua trajetória de excelência.
Estudante da Escola Quintino Rizzieri e com a orientação dos professores Robson Cechinel e Daiane de Freitas Dalmolin, Manuela teve um desempenho que ultrapassou até mesmo as fronteiras do país. Representando o Brasil, ela participou da etapa internacional da Olimpíada Matemática Sem Fronteiras, realizada na França, onde conquistou a medalha de prata, reforçando seu talento e dedicação aos estudos.
“Poder vivenciar esse momento ao lado da Manuela e poder prestigiar mais essa conquista é muito gratificante. A Manuela é uma estudante que nos orgulha por toda a sua dedicação e comprometimento no estudo. Ser sua professora e poder contribuir com o seu processo de aprendizagem me alegra e me motiva na profissão docente”, afirma a professora Daiane.
Para Manuela, o reconhecimento nacional e internacional representa novas oportunidades em relação ao futuro nos estudos, como a possibilidade de poder frequentar ótimas universidades e ter uma boa carreira: ‘’tudo isso é muito importante para mim, assim também como poder ver questões educacionais aplicadas em outros lugares, tanto dentro quanto fora do país. Eu não estaria aqui onde estou hoje se não fosse pelo meu município, pela minha comunidade, pela minha escola e por todos que me apoiam diariamente”.
O coordenador pedagógico dos Anos Finais do Ensino Fundamental, Ismael Dagostin Gomes, afirma que as escolas são locais de descoberta e desenvolvimento das potencialidades. “Essa lapidação envolve secretaria, coordenações, gestores e professores. Alcançar uma premiação nacional é resultado coletivo das oportunidades que oferecemos aos nossos estudantes”, frisa.
Em reconhecimento às conquistas e à contribuição para a valorização da educação no município, a estudante foi homenageada pela Prefeitura de Içara com a Medalha Comemorativa dos 65 anos de Içara. A homenagem simboliza não apenas o mérito individual da aluna, mas também o compromisso dos educadores e da rede municipal de ensino com a formação de talentos e o fortalecimento da educação pública.
A trajetória de Manuela é exemplo de como o investimento em educação, aliado ao empenho de estudantes e professores, pode gerar resultados expressivos e levar o nome de Içara ao reconhecimento nacional e internacional.
Além da matemática, Manuela também demonstrou excelência em outras áreas do conhecimento. Na Olimpíada de Português, garantiu mais uma medalha de prata, evidenciando seu desempenho multidisciplinar.
A OBMEP segue em andamento. No dia 3 de agosto, serão divulgados os classificados para a 2ª fase, cuja prova irá ocorrer no dia 17 de outubro.
O impacto das premiações
Além de medalhas de ouro, prata, bronze e menções honrosas, a OBMEP abre portas para o futuro dos estudantes. Os medalhistas ganham o direito de participar do PIC (Programa de Iniciação Científica Junior), onde recebem uma bolsa de estudos do CNPq e têm aulas avançadas de matemática com professores universitários, passando a ter um currículo acadêmico de peso antes mesmo de saírem da escola.
Geral
Refis 2026 inicia na próxima segunda-feira com descontos de até 97% em juros e multas
O Governo Municipal de Siderópolis informa aos contribuintes que, a partir da próxima segunda-feira, dia 27, entra em vigor o Programa de Recuperação Fiscal (Refis) 2026. Instituído pela Lei Municipal 2.609, sancionada pelo prefeito Franqui Salvaro, o programa oferece condições especiais para a regularização de débitos municipais, com descontos de até 97% sobre juros e multas para pagamentos realizados em cota única até 30 de novembro deste ano.
Além da opção de pagamento à vista, o Refis 2026 também prevê desconto de 80% sobre juros e multas para quem optar pelo parcelamento em até 10 parcelas mensais e consecutivas. Já os contribuintes que escolherem quitar os débitos em até 20 parcelas mensais e consecutivas terão o desconto de 70%.
Geral
Santa Catarina tem a menor taxa de mortes violentas do país, mas lidera ameaças contra mulheres e racismo
Santa Catarina tem o menor índice de mortes violentas do Brasil. Os dados fazem parte do Anuário da Violência, divulgado nesta quinta-feira com 7,6 casos a cada 100 mil habitantes. Esta é a primeira vez desde 2014 que São Paulo fica fora da liderança dessa estatística: o estado registrou taxa de 7,8 mortes a cada 100 mil habitantes, o segundo menor índice do país.
Queda foi maior em Santa Catarina
Ambos os estados tiveram queda na taxa de 2024 para 2025: São Paulo passou de 8,2 para 7,8 mortes, enquanto em Santa Catarina a redução foi maior, de 8,6 para 7,6.
São Paulo havia sido o primeiro estado do país a registrar taxa de assassinatos abaixo de 10 por 100 mil habitantes, em 2018, com 9,6 à época. Santa Catarina alcançou essa marca em 2021, com 9,7 por 100 mil habitantes.
SC lidera ameaças contra mulheres e crimes de racismo
Apesar do desempenho positivo em mortes violentas, o mesmo anuário aponta que Santa Catarina foi o estado com o maior número de registros policiais de ameaças contra mulheres em 2025 e também liderou as ocorrências de crimes de racismo no país.
Segundo o levantamento, foram 1.733 registros de ameaça contra mulher a cada 100 mil habitantes em Santa Catarina em 2025 — um índice mais que o dobro da média nacional, que ficou em 720,9 registros por 100 mil habitantes.
Ameaças contra mulheres em 2025 (por 100 mil mulheres)
- Santa Catarina: 1.733 registros
- Amapá: 1.491 registros
- Distrito Federal: 1.477 registros
- Média nacional: 720 registros
Os dados utilizados no anuário são fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança pública e compõem um panorama da violência no país, incluindo discussão sobre causas e possíveis soluções para a redução dos indicadores.
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