Geral
Justiça condena dono de touro que invadiu propriedade e fecundou as vacas do vizinho
Criciúma
O touro fugiu, invadiu uma propriedade vizinha e fecundou algumas vacas. A razão desta escapulida ter virado um litígio judicial é que o invasor – no caso, o touro – é da raça Nelore e as vítimas – no caso, as vacas – são da raça Jersey. Segundo os veterinários, a fecundação cruzada pode ocasionar abortos, problemas no parto, retenção de placenta e desregulação do ciclo reprodutivo. Isto é, além de prejudicar a saúde das vacas, o ocorrido prejudicou também seu dono, que depende da venda do leite para sobreviver. Por isso, ele ingressou na Justiça com pedido de indenização por danos materiais e morais. A história insólita aconteceu em cidade do Sul do Estado, em 2016, e foi julgada pela 5ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina nessa quarta-feira (26/08).
Segundo consta no processo, o autor da ação é proprietário de plantel bovino, com aproximadamente 30 fêmeas, todas puras, com a finalidade de produção e venda de leite. Ocorre que para tal atividade, conforme especialistas, não pode haver interferência genética porque isso reduz a capacidade leiteira. O dono da vaca narrou que as novilhas têm sofrido abortos e uma delas morreu durante o parto, pois os bezerros tem porte maior do que aqueles da raça Jersey. Ainda conforme o autor, o touro do vizinho é reincidente e há tempos destrói sua cerca e invade sua propriedade para cruzar com seus animais. O dono do touro, por sua vez, diz que não há provas das acusações e que “meros aborrecimentos” com a criação de gado não são passíveis de indenização.
No entanto, de acordo com o desembargador Ricardo Fontes, relator da apelação, está comprovada a responsabilidade do dono do animal invasor. “É objetiva a responsabilidade civil dos proprietários de animais – ou seja, eles respondem pelos danos causados a terceiros independentemente da existência de culpa -, eximindo-se do dever reparatório apenas na hipótese de ser comprovado fato imputável à própria vítima ou a ocorrência de caso fortuito ou força maior”, anotou o magistrado no acórdão. Para Fontes, “a invasão do touro ao terreno vizinho e seu cruzamento com as vacas de propriedade do autor restou sobejamente comprovado nos autos por meio das fotografias, pelo boletim de ocorrência, bem como pelo depoimento das testemunhas”. Por notas fiscais, o dono da vaca comprovou ainda o prejuízo decorrente da diminuição da capacidade leiteira do rebanho.
Com isso, por unanimidade, os desembargadores decidiram que o dono do touro terá que pagar para o dono das vacas R$ 10 mil por danos morais, valor menor do que o estipulado em primeiro grau. Vai ter que pagar também uma quantia – ainda não definida – pelos danos materiais. Este valor será estabelecido em liquidação de sentença, sem prejuízo do ressarcimento do montante já comprovado pelas notas fiscais. Além do relator, participaram da sessão os desembargadores Luiz Cézar Medeiros, Jairo Fernandes Gonçalves e a desembargadora Cláudia Lambert de Faria
Geral
Segunda edição da gincana Agita Afabess acontece neste sábado em Siderópolis
A segunda edição da gincana Agita Afabess será realizada neste sábado, dia 26, a partir das 13h, no Ginásio Municipal Antônio Espíndola Ramiro, em Siderópolis. A atividade reunirá aproximadamente 380 participantes dos Clubes de Mães e dos grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) da Terceira Idade, organizados pela Associação Feminina de Assistência e Bem Estar Social de Siderópolis (Afabess).
A gincana tem como principal objetivo promover a integração entre os dois públicos, proporcionando momentos de convivência, diversão e participação coletiva. Ao longo da programação, serão realizadas 14 provas, além de cinco atividades surpresas, onde as pistas serão lançadas nos grupos de WhatsApp nesta sexta-feira, dia 25.
A proposta de promover momentos de alegria e convivência também é destacada pela presidente de honra da associação, Rosa Susana Salvaro Fernandes. “O que mais me motiva a realizar a gincana é ver nossas mulheres felizes, participando, sorrindo e se sentindo parte de algo especial. A gincana é muito mais do que uma competição, é um momento de encontro, amizade, descontração e integração”, afirmou.
Segundo Susana, a atividade também representa uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre os participantes. “Ver a alegria de cada uma e perceber que conseguimos proporcionar momentos de leveza e união é o que faz todo esse trabalho valer a pena. Para mim, a verdadeira vitória é ver a Afabess viva, unida e fazendo a diferença na vida de tantas pessoas”, completou.
Para a diretora executiva da Afabess, Ana Leila Marangoni Possamai Della, uma das responsáveis pela organização, a expectativa é que a atividade alcance o objetivo de reunir e integrar os participantes. “A minha expectativa é que o evento faça sucesso e que todos fiquem integrados, participando juntos e aproveitando esse momento de confraternização”, destacou.
Neste ano, os participantes serão divididos em seis equipes, identificadas pelas cores laranja, azul, lilás, amarelo, verde e vermelho. As equipes participarão das atividades em busca de pontos e deverão cumprir diferentes desafios propostos pela organização.
Solidariedade
Entre as provas está a arrecadação de leite, que também terá caráter social. Para pontuar, cada equipe deverá arrecadar, no mínimo, a mesma quantidade de litros de leite que o número de participantes inscritos na gincana. Dessa forma, se uma equipe tiver 50 participantes, por exemplo, precisará arrecadar pelo menos 50 litros de leite para conquistar a pontuação da prova.
Após a arrecadação, os produtos passarão por uma triagem para verificar as condições de validade e conservação. Em seguida, os alimentos serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A programação é destinada exclusivamente às participantes dos clubes de mães e dos grupos de idosos que estão inscritas na gincana. O evento não será aberto ao público.
Geral
Fumaf mobiliza alunos da rede municipal em ações de educação ambiental
Em alusão ao Dia da Árvore, celebrado na última segunda-feira (21), a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fumaf) promoveu ao longo desta semana ações de educação ambiental com alunos da rede municipal de ensino de Morro da Fumaça. As atividades aproximaram os estudantes de práticas de preservação e cuidado com a natureza.
Durante a semana, os alunos participaram do plantio de mais de 40 mudas de árvores nativas, entre elas ipê-roxo, ipê-amarelo, capororoca, canela-sassafrás, araçá-vermelho e quaresmeira. As mudas foram plantadas nas próprias unidades escolares e em áreas próximas às escolas.
A diretora da Fumaf, Silvia Sartor Roseng, destaca que a atividade une conhecimento e prática. “Quando a criança participa do plantio, ela passa a compreender de forma mais próxima a importância das árvores e dos cuidados com o meio ambiente. É uma experiência que fica na memória e pode contribuir para a formação de hábitos mais conscientes dentro e fora da escola”.
Para o prefeito Eduardo Sartor Guollo, iniciativas como essa ajudam a levar a educação ambiental para além da sala de aula. “Cuidar do meio ambiente também é uma forma de cuidar do futuro da nossa cidade. Quando incentivamos as crianças a plantar e acompanhar o crescimento de uma árvore, criamos uma relação de respeito com a natureza que pode acompanhar cada uma delas por muitos anos”.
As ações da Fumaf integram o trabalho de educação ambiental desenvolvido com as escolas municipais, com atividades adaptadas à faixa etária dos estudantes e voltadas à valorização da fauna, da flora e dos recursos naturais. A mobilização em torno da data seguirá acontecendo no decorrer dos próximos dias, considerando que alguns plantios precisaram ser remarcados em função da chuva registrada no início desta semana.
Geral
Temperaturas acima de 30°C marcam o fim de semana em Santa Catarina
Depois de dias amenos, o calor retorna a Santa Catarina ao longo do fim de semana. As temperaturas podem passar dos 30 °C em algumas regiões catarinenses com predomínio do sol. Temporais isolados ainda são esperados, e a Defesa Civil estadual monitora o retorno da chuva para todo o estado a partir da próxima semana.
No sábado, 26, o tempo permanece firme e o calor ganha força. No Grande Oeste, os termômetros podem ultrapassar os 30°C, enquanto no Litoral, no Vale do Itajaí e nos Planaltos as máximas se aproximam desse valor. Apenas na faixa litorânea, a circulação marítima pode provocar nebulosidade ao longo do dia, criando condições para chuva fraca e isolada, principalmente no fim da tarde.
Durante a tarde e a noite de domingo, 27, a Defesa Civil prevê a formação de temporais no Grande Oeste. “A combinação de calor, umidade e ar instável favorece a formação de tempestades, que podem ser intensas e localizadas, com raios, rajadas de vento e queda de granizo”, explica o meteorologista Caio Guerra. Mesmo assim, o calor se mantém na região, com máximas acima dos 30 °C. No Litoral, o céu fica mais encoberto e as temperaturas ficam em torno de 25 °C.
Semana começa com chuva e chance de granizo
Segundo o monitoramento da Defesa Civil de Santa Catarina, o tempo fecha na segunda-feira, 28, e aumentam as condições para temporais no estado. Chuva intensa, raios, rajadas de vento e queda de granizo são esperados, principalmente, no Grande Oeste, nos Planaltos e no Alto e Médio Vale do Itajaí. Essas condições podem se estender até quarta-feira, 30.
Orientações da Defesa Civil
A Defesa Civil de Santa Catarina recomenda que a população acompanhe os avisos e boletins meteorológicos, que podem ser atualizados conforme a evolução do tempo.
Durante os temporais, a orientação é evitar áreas sujeitas a alagamentos e enxurradas e nunca atravessar vias alagadas ou com correnteza, seja a pé ou de veículo. É importante procurar abrigo em local seguro, manter distância de janelas e evitar ficar próximo a árvores, placas, postes e outras estruturas que possam ser arremessadas pelo vento.
No litoral, a recomendação é redobrar a atenção às condições do mar e evitar atividades marítimas durante os períodos de mar agitado. Já em áreas de encosta, é importante observar sinais de movimentação do solo, como rachaduras, inclinação de árvores ou postes e estalos. Ao identificar uma situação de risco, o recomendado é se afastar do local e comunicar a Defesa Civil.
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