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Saúde

Mutirão põe fim em fila para ultrasson

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Uma das grandes preocupações da Administração Municipal começa a ser solucionada. Nos primeiros meses da administração, a população cobrou melhorias na área de saúde. Aas filas de espera começam a ficar zeradas e os trabalhos das equipes de saúde têm chamado atenção pelo bom atendimento e qualidade na prestação dos serviços. As solicitações para  a realização de ultrassonografia estavam com uma fila de espera de mais de 100 pessoas. Até esta quinta-feira, foram atendidos todos os pacientes que estavam aguardando para realizar o exame. “Com este mutirão zeramos a fila, mas os serviços continuaram a ser executados conforme a demanda da população”, explicou o vice-prefeito e responsável pela pasta da Saúde Luiz Laurindo.

A Secretaria Municipal de  Saúde também está zerando as filas de algumas especialidades. Nesta semana, foram disponibilizadas um maior número de requisições para consultas com o médico psiquiatra. “Estamos realizando 15 por semana, mas falamos com o profissional e conseguimos dobrar o número de consultas  semanais”, destacou Laurindo. Outra especialidade que terá o número de consultas aumentado nas próximas semanas é a de ortopedia.

Na quarta-feira, a Secretaria de Saúde reuniu todas as agentes de saúde do município com o auxílio do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (Nasf) para discutir  estratégias de promoção da saúde, principalmente a criação de grupos de educação em saúde com base no diagnóstico epidemiológico das comunidades. O primeiro grupo aa ser criado será  o  de combate ao tabagismo.

No Centro, terá o grupo de Idosos e na Lagoa dos Freitas o grupo de gestantes. No Rincão Sul grupo de diabéticos hipertensos gestantes e adolescentes. Na Pedreiras grupos de gestantes e qualidade de vida e atividade física. ‘”Estes grupos têm como principal objetivo fomentar a autonomia para mudança de hábitos que favoreçam uma vida saudável”, explicou a gestora da pasta da Saúde Ioná Vieira.

Saúde

CAPS Ana Losso celebra um ano de atuação no Balneário Rincão

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O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ana Losso, em Balneário Rincão, completa seu primeiro ano de atividades consolidando-se como um pilar fundamental na rede de saúde do município. Com uma média de 500 atendimentos mensais, a unidade do SUS oferece suporte gratuito e especializado para pessoas com transtornos mentais graves, persistentes ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e drogas. O serviço foca no tratamento do sofrimento psíquico através da promoção da autonomia e da inclusão social, funcionando como uma alternativa vital para evitar internações hospitalares e garantir que o paciente permaneça inserido em sua comunidade.

Para a secretária de Saúde, Ioná Vieira Bez Birolo, o sucesso deste primeiro ciclo reflete o cuidado humanizado dedicado à população. “O objetivo primordial do CAPS é o compromisso com a vida de cada paciente atendido ou a ser atendido”, destaca a secretária. A estrutura conta com uma equipe multidisciplinar completa, incluindo psiquiatra, clínico, psicóloga, assistente social, enfermeiro e equipe de apoio, preparada para realizar desde o acolhimento de crises agudas e riscos de suicídio até o acompanhamento contínuo em grupos terapêuticos.

A coordenadora da unidade, Solange Fieira, ressalta que o impacto do serviço ultrapassa as paredes do centro, atingindo positivamente todo o núcleo familiar dos usuários. “Os serviços aqui oferecidos beneficiam nossos pacientes, atingindo diretamente suas famílias. Dentre o que oferecemos, destacam-se a psicoterapia, psiquiatria, oficinas artesanais, atividades físicas, grupo nutricional, bingoterapia, musicoterapia e auriculoterapia, além das consultas médicas”, explica Solange. Essa abordagem diversificada permite que o tratamento seja dinâmico, utilizando oficinas e atividades ocupacionais como ferramentas de reinserção social.

Além do atendimento clínico convencional, o CAPS se diferencia pelo suporte e orientação constante aos familiares, fundamentais no processo de recuperação. Com um olhar voltado para o futuro, a unidade reafirma seu papel no Balneário Rincão como um espaço de acolhimento e esperança, garantindo que o cuidado com a saúde mental seja acessível, digno e pautado na valorização da vida.

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Saúde

Relatório Anual de Gestão aponta mais de 232 mil atendimentos na saúde de Siderópolis em 2025

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A Secretaria Municipal de Saúde de Siderópolis apresentou o Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao ano de 2025, destacando o alto volume de atendimentos realizados e a ampliação dos serviços ofertados à população. O relatório foi apresentado ainda em fevereiro na reunião do Conselho Municipal de Saúde e encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores e do Tribunal de Contas.

Ao longo do ano, a Atenção Primária à Saúde contabilizou 232.972 atendimentos e procedimentos nas unidades: Rio Jordão, Italina Perego, Dr. Gyrão, Elcio Rauen, Vila São Jorge, Alto Rio Maina e no serviço Saúde na Hora na UBS Dr. Gyrão.

Entre os principais serviços realizados estão os atendimentos médicos, que somaram 44.804 procedimentos, além de 41.921 verificações de sinais vitais e 9.759 vacinas aplicadas. As consultas odontológicas somaram 1.325 atendimentos e consultas médicas com clínico geral, 2.944. A administração de medicamentos somou 5.865 e verificação de glicemia 4.110.

“A saúde sempre foi uma das nossas prioridades. Esses dados mostram que estamos no caminho certo, investindo em estrutura, profissionais e ampliando o acesso da nossa população aos serviços”, mencionou o prefeito, Franqui Salvaro.

Destaques dos atendimentos

O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) também se destacou, com mais de 117 mil atendimentos no ano. Na área de saúde bucal, o município realizou mais de 7.400 consultas odontológicas e aproximadamente 18 mil procedimentos básicos, além de atendimentos especializados, como cirurgias, próteses e exames.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 982 atendimentos ao longo do ano, enquanto o Pronto Atendimento 24 horas realizou mais de 21 mil atendimentos médicos, além de milhares de procedimentos, incluindo administração de medicamentos e acolhimento com classificação de risco, que ultrapassou 24 mil registros.

O transporte de pacientes também teve papel fundamental no acesso à saúde, com 18.448 deslocamentos realizados, sendo 10.766 dentro do município e 7.682 fora. Na Policlínica Municipal, a demanda por exames e atendimentos especializados foi significativa, com destaque para o novo aparelho de raio-x, ultrassonografias com 2.585 atendimentos, eletrocardiogramas com 1.082 e 3.057 atendimentos em psicologia. Além de consultas com ginecologista, cirurgião vascular e nutricionista.

Consórcios e parcerias

Por meio dos consórcios intermunicipais, Siderópolis garantiu ainda mais acesso à população, com a realização de 16.483 consultas especializadas, com destaque para consulta com pediatra com 3.236 atendimentos e fisioterapia para tratamento de feridas ou curativos com 2.288, além da realização de 8.770 exames, ampliando a oferta de serviços de média e alta complexidade. Além disso, os laboratórios credenciados somaram mais de 128 mil exames realizados.

Os procedimentos especializados realizados por meio dos consórcios ainda somaram 7.055 atendimentos em fisioterapia e mais 653 em fisioterapia domiciliar. Já a prestação de serviço de acolhimento de pacientes com dependência química somou 468.

“Os números refletem o trabalho comprometido de toda a nossa equipe, que atua diariamente para garantir um atendimento humanizado e de qualidade à população. Seguimos avançando para melhorar cada vez mais os serviços”, afirmou a secretária de Saúde, Tayná Consoni.

Os dados do relatório também evidenciam a atuação da vigilância sanitária e epidemiológica, com ações de prevenção, inspeções e atividades educativas, especialmente no combate à dengue. Além dos atendimentos realizados pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que somou 3.694 em grupo e 1.743 individual.

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Saúde

Simpósio da Unesc amplia debate sobre autismo ao longo da vida e destaca inclusão, autonomia e qualidade de vida

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Dados recentes do Censo Demográfico de 2022 apontam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa aproximadamente 1,2% da população. O levantamento também revela maior prevalência entre homens e concentração de diagnósticos na infância, especialmente na faixa etária de cinco e nove anos, quando o índice chega a cerca de 2,6%.

Os números ajudam a explicar por que o tema tem mobilizado cada vez mais pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e famílias. Em Criciúma, esse movimento se materializa em um espaço dedicado ao diálogo e à produção de conhecimento científico: o 7º Simpósio LAND – “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”, organizado pela Unesc.

O evento será realizado nos dias 10 e 11 de abril, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e comunidade para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas autistas em diferentes fases.

A iniciativa é organizada pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (LAND), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS). Nesta edição, o simpósio ocorrerá na Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

De acordo Cinara Ludvig Gonçalves, coordenadora do laboratório e organizadora do evento, o crescimento das pesquisas e dos diagnósticos reforça a importância de fortalecer espaços qualificados de diálogo, atualização científica e articulação entre diferentes áreas do conhecimento.

“A expectativa para esta edição é manter a lotação máxima, assim como no ano passado, uma vez que teremos palestrantes nacionais de referência na área. Será um grande momento para discutirmos  o cuidado com as pessoas que vivenciam essa realidade”, destaca. “Será um momento importante para discutirmos a inclusão para além da infância, abordando desafios da vida adulta, autonomia e inserção no mercado de trabalho”, destaca.

Ela comenta ainda que nesta edição também haverá apresentação de trabalhos científicos em formato de pôster, incentivando a participação de estudantes e pesquisadores. Os trabalhos aprovados concorrerão à menção honrosa.

Olhar para além da infância

Durante muito tempo, o autismo foi discutido principalmente a partir da infância. Entretanto, de acordo com Cinara, estudos mais recentes têm ampliado o olhar para as diferentes fases da vida, reconhecendo que os desafios e as necessidades das pessoas autistas permanecem ao longo da adolescência, da vida adulta e até do envelhecimento.

É justamente esse olhar ampliado que orienta o tema central desta edição: “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”.

A programação abordará temas como autonomia, inclusão social e profissional, saúde mental, relações afetivas, sexualidade e qualidade de vida, refletindo sobre como a sociedade pode criar ambientes mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.

A abertura oficial ocorre no dia 10 de abril, às 19h, com a palestra da professora doutora no assunto, Cinara Ludvig Gonçalves. Ela abordará o tema“Quando o cérebro não desliga: sono e vulnerabilidade no TEA adulto – da neurobiologia à saúde mental”.

Entre os convidados também está o professor doutor  Júlio Santos, pesquisador com pós-doutorado em Neurodesenvolvimento e Autismo, que falará sobre o tema “Envelhecimento no espectro: o que sabemos sobre TEA após os 40-60 anos?”.

No segundo dia de evento, a programação segue com debates sobre diagnóstico tardio, inclusão no mundo do trabalho, saúde mental e desenvolvimento ao longo da vida. Entre os temas previstos estão “Rótulos não trabalham. Pessoas, sim”, com Simone Gadotti; “Quando o autismo passa despercebido: gênero, altas habilidades e camuflagem social no diagnóstico adulto”, com a neurologista Tatiana Pizzolotto Bruch; e “A transição da adolescência para a vida adulta: aspectos psicológicos e emocionais”, com a psicóloga Eliana Cristina Gallo-Penna.

Também integram a programação discussões sobre vida afetiva e sexualidade no espectro, com o psicólogo Gustavo Lopes de Lima, e saúde mental no adulto autista, com a médica psiquiatra e professora da Unesc Morgana Sonza Abitante, além de uma mesa-redonda intitulada “Vozes do Espectro” mediada pela professora e arquiteta Eyng Savi  serão debatidas  as adequações dos ambientes de trabalho para a pessoa com TEA.

A coordenadora também destaca que “o simpósio foi planejado como um evento inclusivo, com adaptações voltadas ao conforto e à participação de pessoas autistas, incluindo redução de ruídos no ambiente, identificação no crachá com indicação do nível de interação desejado e valor de inscrição diferenciado”, concluiu.

Arte que revela novas formas de perceber o mundo

Paralelamente às discussões científicas, o evento também abrirá espaço para a sensibilidade e a expressão artística com a 3ª edição da exposição “Arte Dentro do Espectro”.

A mostra reúne obras produzidas por artistas autistas e convida o público a conhecer diferentes formas de perceber e interpretar o mundo. Cada obra traz consigo histórias, sentimentos e perspectivas singulares, ampliando o olhar sobre a neurodiversidade.

“A exposição ficará aberta durante todo o simpósio, transformando o evento também em um espaço de encontro, escuta e valorização da arte produzida por pessoas dentro do espectro”, disse Cinara.

Conhecimento que transforma

Realizado em abril, mês dedicado à conscientização sobre o TEA, o simpósio reforça a importância da produção científica e do diálogo entre Universidade, profissionais, famílias e sociedade.

Mais do que discutir diagnósticos, a proposta é ampliar o entendimento sobre o autismo e contribuir para a construção de caminhos que garantam inclusão, autonomia e qualidade de vida em todas as fases da vida.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Even3. O evento também contará com emissão de certificados e oportunidades de integração entre Universidade, serviços de saúde, educação, empresas e sociedade civil.

Inscrições: https://www.even3.com.br/vii-simposio-land-crescer-no-espectro-uma-jornada-alem-do-diagnostico-696676/

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