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Saúde

Simpósio da Unesc amplia debate sobre autismo ao longo da vida e destaca inclusão, autonomia e qualidade de vida

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Dados recentes do Censo Demográfico de 2022 apontam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa aproximadamente 1,2% da população. O levantamento também revela maior prevalência entre homens e concentração de diagnósticos na infância, especialmente na faixa etária de cinco e nove anos, quando o índice chega a cerca de 2,6%.

Os números ajudam a explicar por que o tema tem mobilizado cada vez mais pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e famílias. Em Criciúma, esse movimento se materializa em um espaço dedicado ao diálogo e à produção de conhecimento científico: o 7º Simpósio LAND – “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”, organizado pela Unesc.

O evento será realizado nos dias 10 e 11 de abril, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e comunidade para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas autistas em diferentes fases.

A iniciativa é organizada pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (LAND), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS). Nesta edição, o simpósio ocorrerá na Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

De acordo Cinara Ludvig Gonçalves, coordenadora do laboratório e organizadora do evento, o crescimento das pesquisas e dos diagnósticos reforça a importância de fortalecer espaços qualificados de diálogo, atualização científica e articulação entre diferentes áreas do conhecimento.

“A expectativa para esta edição é manter a lotação máxima, assim como no ano passado, uma vez que teremos palestrantes nacionais de referência na área. Será um grande momento para discutirmos  o cuidado com as pessoas que vivenciam essa realidade”, destaca. “Será um momento importante para discutirmos a inclusão para além da infância, abordando desafios da vida adulta, autonomia e inserção no mercado de trabalho”, destaca.

Ela comenta ainda que nesta edição também haverá apresentação de trabalhos científicos em formato de pôster, incentivando a participação de estudantes e pesquisadores. Os trabalhos aprovados concorrerão à menção honrosa.

Olhar para além da infância

Durante muito tempo, o autismo foi discutido principalmente a partir da infância. Entretanto, de acordo com Cinara, estudos mais recentes têm ampliado o olhar para as diferentes fases da vida, reconhecendo que os desafios e as necessidades das pessoas autistas permanecem ao longo da adolescência, da vida adulta e até do envelhecimento.

É justamente esse olhar ampliado que orienta o tema central desta edição: “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”.

A programação abordará temas como autonomia, inclusão social e profissional, saúde mental, relações afetivas, sexualidade e qualidade de vida, refletindo sobre como a sociedade pode criar ambientes mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.

A abertura oficial ocorre no dia 10 de abril, às 19h, com a palestra da professora doutora no assunto, Cinara Ludvig Gonçalves. Ela abordará o tema“Quando o cérebro não desliga: sono e vulnerabilidade no TEA adulto – da neurobiologia à saúde mental”.

Entre os convidados também está o professor doutor  Júlio Santos, pesquisador com pós-doutorado em Neurodesenvolvimento e Autismo, que falará sobre o tema “Envelhecimento no espectro: o que sabemos sobre TEA após os 40-60 anos?”.

No segundo dia de evento, a programação segue com debates sobre diagnóstico tardio, inclusão no mundo do trabalho, saúde mental e desenvolvimento ao longo da vida. Entre os temas previstos estão “Rótulos não trabalham. Pessoas, sim”, com Simone Gadotti; “Quando o autismo passa despercebido: gênero, altas habilidades e camuflagem social no diagnóstico adulto”, com a neurologista Tatiana Pizzolotto Bruch; e “A transição da adolescência para a vida adulta: aspectos psicológicos e emocionais”, com a psicóloga Eliana Cristina Gallo-Penna.

Também integram a programação discussões sobre vida afetiva e sexualidade no espectro, com o psicólogo Gustavo Lopes de Lima, e saúde mental no adulto autista, com a médica psiquiatra e professora da Unesc Morgana Sonza Abitante, além de uma mesa-redonda intitulada “Vozes do Espectro” mediada pela professora e arquiteta Eyng Savi  serão debatidas  as adequações dos ambientes de trabalho para a pessoa com TEA.

A coordenadora também destaca que “o simpósio foi planejado como um evento inclusivo, com adaptações voltadas ao conforto e à participação de pessoas autistas, incluindo redução de ruídos no ambiente, identificação no crachá com indicação do nível de interação desejado e valor de inscrição diferenciado”, concluiu.

Arte que revela novas formas de perceber o mundo

Paralelamente às discussões científicas, o evento também abrirá espaço para a sensibilidade e a expressão artística com a 3ª edição da exposição “Arte Dentro do Espectro”.

A mostra reúne obras produzidas por artistas autistas e convida o público a conhecer diferentes formas de perceber e interpretar o mundo. Cada obra traz consigo histórias, sentimentos e perspectivas singulares, ampliando o olhar sobre a neurodiversidade.

“A exposição ficará aberta durante todo o simpósio, transformando o evento também em um espaço de encontro, escuta e valorização da arte produzida por pessoas dentro do espectro”, disse Cinara.

Conhecimento que transforma

Realizado em abril, mês dedicado à conscientização sobre o TEA, o simpósio reforça a importância da produção científica e do diálogo entre Universidade, profissionais, famílias e sociedade.

Mais do que discutir diagnósticos, a proposta é ampliar o entendimento sobre o autismo e contribuir para a construção de caminhos que garantam inclusão, autonomia e qualidade de vida em todas as fases da vida.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Even3. O evento também contará com emissão de certificados e oportunidades de integração entre Universidade, serviços de saúde, educação, empresas e sociedade civil.

Inscrições: https://www.even3.com.br/vii-simposio-land-crescer-no-espectro-uma-jornada-alem-do-diagnostico-696676/

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Profissionais da saúde participam de capacitação em primeiros socorros

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Profissionais da saúde de Içara participaram de uma capacitação em primeiros socorros promovida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O treinamento foi destinado a médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com horário estendido, e também aos profissionais que atuam na Cidade do Idoso.

A capacitação teve como objetivo aprimorar os conhecimentos dos profissionais para o atendimento inicial e garantir maior agilidade em situações de emergência, contribuindo para uma resposta rápida e segura até a chegada do atendimento especializado.

Como parte das ações de reforço à estrutura de atendimento, o município também adquiriu quatro desfibriladores, equipamentos que poderão ser utilizados em situações de emergência cardíaca.

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Saúde

Setembro Amarelo inicia com capacitação aos profissionais da rede de saúde de Criciúma

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A Prefeitura de Criciúma realizou, na tarde desta terça-feira (1), a abertura das atividades alusivas a campanha Setembro Amarelo. Promovida pela Secretaria de Saúde, por meio do Programa Saúde em Cores, a iniciativa foi voltada a capacitação dos profissionais que atuam na rede de saúde do município. Além de capacitações direcionadas aos colaboradores, também serão realizados eventos abertos ao público, com o objetivo de proporcionar acolhimento, escuta ativa, bem-estar e reforçar a importância do cuidado com a saúde mental da população.

A ação desta tarde ocorreu no Salão Ouro Negro do Paço Municipal Marcos Rovaris e contou com a palestra da professora Jaqueline Batista da Silva Taufembach, psicóloga clínica e neuropsicóloga. O tema abordado foi “Falar é um começo. Escutar pode fazer a diferença”, em sintonia com a proposta central do município para a campanha deste ano.

Para o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, é importante que a qualidade da saúde mental seja compreendida como algo primordial na vida de todas as pessoas.

“Quando falamos em saúde, precisamos ampliar o olhar para além do físico. Esse mês é essencial para reiterar a necessidade de olhar com mais cuidado para o bem-estar emocional e psicológico de todos. Promover eventos como esse é de grande importância para capacitar os nossos profissionais que estão lá na ponta, atendendo diariamente os criciumenses, e a palestra de abertura é apenas o ponto inicial de uma programação que se estenderá durante todo o mês”, salientou.

A campanha Setembro Amarelo integra o calendário anual de ações da Secretaria Municipal de Saúde. “O trabalho de conscientização e prevenção, bem como o acolhimento de quem necessita de cuidado e atendimento especializado, acontece durante o ano todo. E um dos principais objetivos dessa campanha é justamente não limitar as ações a um único mês, uma palestra ou uma atividade isolada”, destacou o vice-prefeito, Salésio Lima.

O secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, reiterou que, neste mês, também serão realizadas iniciativas gratuitas voltadas à comunidade.

“Criciúma é uma das únicas cidades de Santa Catarina com uma rede de saúde mental completa para o atendimento do cidadão, atuando com todos os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) em pleno funcionamento durante o ano inteiro. Paralelo a isso, como uma das principais atividades desse Setembro Amarelo, vamos realizar ações nos parques para ouvir, acolher e encaminhar quem precisa de atendimento especializado”, afirmou.

Saúde em Cores

O Saúde em Cores é um programa municipal de Criciúma que realiza campanhas mensais de promoção e educação em saúde, aproximando a gestão da comunidade e incentivando a prevenção e o diagnóstico precoce. Em setembro, o eixo é dedicado à saúde mental e à valorização da vida.

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Saúde

Em tempos de hiperconectividade, Psicologia reforça a importância das conexões humanas

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Nunca estivemos tão conectados. Mensagens instantâneas, redes sociais, notificações e uma quantidade praticamente ilimitada de informações fazem parte da rotina de milhões de pessoas. Mas, em uma época marcada pela hiperconectividade, uma pergunta ganha cada vez mais importância: quais conexões realmente importam?

A reflexão ganha ainda mais relevância nesta quinta-feira (27), Dia do Profissional de Psicologia. Em 2026, a Psicologia completa 64 anos como profissão regulamentada no Brasil e encontra, diante das transformações sociais e tecnológicas, novos desafios para uma atuação que sempre teve o ser humano como centro.

Para a coordenadora do curso de Psicologia da UniSATC, Fernanda Zanette, estar conectado o tempo todo não significa, necessariamente, estabelecer relações capazes de contribuir para o bem-estar e para uma vida mais equilibrada.

“Em uma época marcada pela hiperconectividade, precisamos questionar quais tipos de conexão realmente importam. Estamos conectados o tempo todo, mas o excesso de informações e o ritmo acelerado da vida moderna podem contribuir para o aumento do estresse, da ansiedade, da depressão e de outras psicopatologias”, destaca Fernanda.

Nesse cenário, a atuação do psicólogo ganha ainda mais relevância. Mais do que responder aos impactos provocados pelas mudanças da sociedade, o profissional atua na prevenção, promoção da saúde mental e construção de estratégias que auxiliem as pessoas a compreender seus próprios processos.

“O profissional de Psicologia se torna peça-chave para acompanhar as pessoas em seus processos de autodescoberta, auxiliando na busca de estratégias para uma vida mais equilibrada”, acrescenta a coordenadora.

Uma profissão que se transforma com a sociedade

Desde a regulamentação da profissão no Brasil, em 1962, a Psicologia passou por mudanças significativas. Se a imagem do psicólogo já esteve fortemente associada ao atendimento clínico, atualmente a profissão ocupa diferentes espaços e acompanha as demandas que surgem a partir das transformações sociais, culturais e tecnológicas.

Clínicas, hospitais, escolas, empresas, universidades, políticas públicas, comunidades e projetos sociais estão entre os diferentes ambientes de atuação. A tecnologia também abriu novas possibilidades, incluindo práticas mediadas pelo ambiente digital.

“São 64 anos de uma trajetória marcada por profundas transformações sociais, científicas, culturais e tecnológicas. Ao longo dessas décadas, a profissão ampliou seus campos de atuação e reinventou suas práticas para acompanhar as novas demandas da sociedade”, explica Fernanda.

Para a coordenadora, essas mudanças exigem profissionais capazes de compreender o ser humano a partir de diferentes contextos. “As transformações do mundo contemporâneo desafiam a Psicologia a pensar novas formas de cuidado, prevenção e promoção da saúde mental”, pontua.

Formação conectada aos novos desafios

É diante desse cenário que o curso de Psicologia da UniSATC busca preparar os futuros profissionais. A formação acompanha as transformações da sociedade e aproxima os acadêmicos das diferentes possibilidades de atuação do psicólogo, aliando conhecimento científico, experiências práticas e um olhar atento às necessidades humanas.

Mais do que preparar para uma área específica, a proposta é formar profissionais capazes de compreender os diferentes contextos nos quais as pessoas estão inseridas e os impactos que as mudanças sociais e tecnológicas provocam sobre comportamentos, relações e saúde mental.

Para Fernanda, essa preparação passa também pela compreensão de que, mesmo diante de novas ferramentas e formas de atendimento, a essência da profissão permanece ligada à capacidade de estabelecer conexões genuinamente humanas.

“Falar sobre Psicologia é também falar sobre conexão humana. Conexão consigo mesmo, com o outro, com a família, com a comunidade e com aquilo que dá sentido à vida”, afirma.

Conexões que vão além das telas

Em meio a uma rotina de estímulos constantes, a Psicologia também ajuda a lançar um olhar sobre a qualidade das relações estabelecidas no cotidiano. A discussão não está apenas no tempo conectado, mas na maneira como as pessoas constroem vínculos, reconhecem seus limites, compreendem emoções e encontram espaços de escuta.

Por isso, celebrar o Dia do Profissional de Psicologia é também reconhecer uma área que precisou se transformar ao longo de mais de seis décadas sem abandonar aquilo que está em sua essência.

“Celebrar o Dia do Profissional de Psicologia é reconhecer uma profissão que se transforma sem perder sua essência: escutar, compreender, acolher e promover possibilidades de existência mais saudáveis”, ressalta Fernanda.

E, em um mundo no qual boa parte das relações passa pelas telas, a contribuição da Psicologia talvez esteja justamente em resgatar aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir por completo.

“Em tempos de hiperconectividade, talvez uma das maiores contribuições da Psicologia seja justamente nos lembrar de que, por trás de cada tela, comportamento ou dado, existe uma pessoa que precisa ser vista, ouvida e compreendida”, conclui.

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