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Política

Os catarinenses na Lista de Luiz Fachin

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Ministro Luiz Fachin, relator das ações da Lava Jato no STF, autorizou a investigação de 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais. Também está autorizada a investigação de prefeitos entre eles o de Blumenau Napoleão Bernardes. Em Santa Catarina o Magistrado também mandou investigar o deputado Federal Décio Lima, a esposa dele Ana Paula Lima e o senador Dalírio Beber. Governador Raimundo Colombo também pode ser investigado, mas nesse caso a autorização deve vir do STJ.

Ana Paula e Décio Lima estão no inquérito 4.451. Eles serão investigados por Falsidade Ideológica Eleitoral. Eles foram citados pelos delatores Paulo Roberto Welzel e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Eles teriam informado que Décio pediu dinheiro para Ana Paula Lima, a época candidata a prefeita em Blumenau no pleito de 2012. Eles teriam recebido 500 mil. O casal nega, fala que as doações foram todas declaras e aprovadas.

Os tucanos Napoleão Bernardes e Dalírio Beber estão no inquérito 4.408. Eles serão investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro. Caso também remete a eleição de 2012

Os dois surgem na delação premiada do ex-diretor da Foz do Brasil, Paulo Roberto Welzel, e do ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Na época, segundo as informações do Ministério Público, as empreiteiras estavam avaliando e prospectando candidatos com chance de vitória em cidades onde tinham concessões. Blumenau aparecia na lista. Napoleão candidato e Dalírio coordenador de campanha teriam recebido 500 mil em troca de concessão em projetos de saneamento. Os dois negam, se dizem surpresos e garantem que a investigação irá comprovar a inocência.

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Política

Esquerda lança chapa com Merísio e Angela para o governo com frente ampla para 2026

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O Campo Democrático de Santa Catarina oficializou, na manhã desta quinta-feira, dia 16, os pré-candidatos que irão compor a chapa majoritária para as eleições de 2026. O anúncio foi feito durante evento em Florianópolis, com a presença de lideranças políticas e representantes partidários.

A coligação definiu o ex-deputado Gelson Merísio (PSB) como pré-candidato ao governo do Estado, tendo como vice a ex-deputada Angela Albino (PDT).

Para o Senado, foram anunciados os nomes de Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL), que disputarão as duas vagas.

O Campo Democrático é formado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSB, PSOL, Rede e PDT, consolidando uma frente ampla de partidos no estado.

Trajetórias e posicionamentos

Natural de Xaxim, Gelson Merísio tem trajetória consolidada na política catarinense. Foi vereador em Xanxerê aos 23 anos, deputado estadual por três mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa de Santa Catarina por cinco anos. Em 2018, disputou o governo do Estado e chegou ao segundo turno.

Durante a coletiva, Merísio afirmou que Santa Catarina precisa reposicionar sua imagem no cenário nacional. “A imagem que está sendo vendida não nos representa. Precisamos corrigir esse erro e recuperar nossa reputação”, declarou.

Já Angela Albino destacou o perfil da chapa e o compromisso com o diálogo e a participação feminina. “O traço comum dessa coligação é saber construir pontes, não muros. Essa chapa empodera as mulheres na construção de um projeto coletivo”, afirmou.

Disputa ao Senado

Na corrida pelas vagas ao Senado, Décio Lima ressaltou o caráter plural da coligação.

“Estamos construindo algo diferente, com divergências, mas unidos pela defesa da democracia”, disse. Afrânio Boppré também reforçou a importância da unidade do grupo.

“Santa Catarina precisa de representação qualificada no Senado. Essa união mostra maturidade política”, destacou.

As chapas contam ainda com suplentes. Com Décio Lima, estão Elaine Cristina Huber e Fernanda Klitzke. Já com Boppré, integram Luci Choinacki e Aparecida da Silva

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Política

SC-442: Ordem de Serviço é assinada pelo governador e marca início de nova etapa em Morro da Fumaça

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Uma obra aguardada há anos finalmente irá sair do papel em Morro da Fumaça. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve no município nesta quinta-feira (16) para a assinatura da Ordem de Serviço que autoriza a implantação e pavimentação da SC-442, no trecho que liga o município a Cocal do Sul. O evento foi realizado no Espaço Integrado e integra o programa Estrada Boa.

A obra representa um importante avanço para a infraestrutura regional, com impacto direto na mobilidade, na segurança viária e no desenvolvimento econômico dos dois municípios. A pavimentação da SC-442 é considerada estratégica para fortalecer a integração entre as cidades, melhorar o escoamento da produção local e proporcionar mais qualidade de vida aos moradores e usuários da via.

O prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Sartor Guollo, destacou a relevância da obra para o município e a região. “Essa é uma conquista muito aguardada pela nossa população. Estamos falando de uma obra que ficou parada por mais de 10 anos e que é fundamental para o desenvolvimento de Morro da Fumaça e de toda a região. É uma intervenção que vai melhorar a mobilidade, garantir mais segurança e impulsionar o escoamento da produção local. Agradeço ao governador por olhar para essa demanda e tirar esse projeto do papel, atendendo um anseio antigo da nossa comunidade”, afirmou.

Durante o ato, o governador Jorginho Mello ressaltou o compromisso da gestão estadual com a retomada de obras em todo o estado. “Hoje temos 100 obras em andamento em Santa Catarina, todas conduzidas com planejamento, qualidade e responsabilidade. Quando assumimos, encontramos uma série de problemas mal resolvidos, com obras paralisadas, sem licenciamento ambiental e até sem processos licitatórios concluídos. Obra parada representa prejuízo para toda a sociedade, é recurso público sem retorno e desenvolvimento travado. Por isso, estamos trabalhando para destravar esses projetos e garantir que avancem com segurança e eficiência, porque Santa Catarina tem pressa e precisa seguir em frente”, afirmou.

O secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, também abordou os desafios enfrentados até a retomada da obra. “Tudo aquilo que começa de forma equivocada não é simples de resolver, e esse caso é um exemplo claro disso. Trata-se de um projeto que já se arrasta há mais de 15 anos, que chegou a ter ordem de serviço assinada, mas que, apenas 30 dias depois, teve a obra paralisada. Foi preciso refazer o projeto, adequando-o às novas exigências. Por isso houve essa demora, mas tenho convicção de que tudo o que este governo tem feito é com seriedade, transparência e compromisso com a população. A SC-442 não se resume ao seu valor financeiro, ela representa uma alternativa estratégica de acesso à BR-101, ampliando a mobilidade e fortalecendo o desenvolvimento de toda a região Sul”, pontuou.

Também estiveram presentes no evento o vice-prefeito de Morro da Fumaça, Davi Pellegrin, os deputados federais Ricardo Guidi e Julia Zanatta, os deputados estaduais Pepê Collaço e José Milton Scheffer, além dos prefeitos Vagner Espíndola, Stela Talamini, Ângela Ghislandi, Ademir Magagnin, Nenem Bardini, Valdir Fontanella e Dalvania Cardoso, além de vereadores de Morro da Fumaça e de municípios da região.

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Política

Justiça condena empresários e servidores por fraudes em licitações de R$ 16 milhões em Criciúma

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A atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) resultou na condenação de seis empresários e três servidores públicos por atos de improbidade administrativa em Criciúma. A sentença foi proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública e é resultado das investigações da Operação Blackout.

A apuração foi conduzida pela 11ª Promotoria de Justiça do município, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, e revelou um esquema estruturado para fraudar licitações públicas, principalmente na área de iluminação. As irregularidades envolveram contratos que somam cerca de R$ 16 milhões.

Segundo o MPSC, os envolvidos organizaram um grupo de empresas que simulava concorrência em processos licitatórios do município. Na prática, os participantes combinavam previamente os vencedores, comprometendo a lisura e a competitividade dos certames.

Ao todo, oito licitações foram analisadas, envolvendo serviços como fornecimento de materiais elétricos, instalação, recuperação e manutenção de sistemas de iluminação pública.

De acordo com o promotor Marcus Vinícius de Faria Ribeiro, ficou comprovada a interferência direta no processo licitatório, inclusive na elaboração de editais com exigências restritivas para afastar empresas de fora do esquema.

Em alguns casos, os próprios empresários participaram da elaboração de projetos técnicos que deveriam ser produzidos pelo poder público. Posteriormente, simulavam a disputa e acabavam vencedores das licitações.

As investigações também identificaram troca de informações privilegiadas e atuação conjunta entre empresários e agentes públicos para viabilizar o direcionamento dos contratos.

Condenações e penalidades

Com base nas provas reunidas, a Justiça reconheceu a prática de atos de improbidade administrativa que violaram princípios da Administração Pública. As penas foram aplicadas conforme o grau de participação de cada envolvido.

Entre os empresários, um dos principais articuladores e sua empresa foram condenados ao pagamento de multa superior a R$ 6,3 milhões, além da proibição de contratar com o poder público por quatro anos.

Outros empresários e empresas receberam multas de aproximadamente R$ 4 milhões e R$ 3,2 milhões, com proibição de contratar por três anos. Também foram aplicadas multas individuais de cerca de R$ 800 mil a outros participantes, com impedimento de contratar por um ano.

Já os servidores públicos foram penalizados com multas que podem chegar a até 20 vezes o valor da remuneração da época dos fatos, além da proibição de contratar com o poder público por períodos entre um e três anos.

Além da ação de improbidade, o MPSC informou que também tramita uma ação penal contra os envolvidos, que ainda aguarda julgamento.

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