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Paulo Bornhausen lança livro em Criciúma sobre vinda da BMW para o Estado

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O advogado Paulo Bornhausen lança nesta segunda-feira, 01/08, às 19h30min, no Auditório da ACIC em Criciúma, o livro “SOPE: Do Sonho à Entrega”. A publicação introduz um modelo de trabalho que guiou a grandes vitórias para o Brasil e Santa Catarina.

SOPE é o acrônimo para Sonhar, Ouvir, Planejar e Entregar. “Eu SONHO com os grandes desafios com visão de futuro. Eu OUÇO as pessoas quando compartilho com elas a minha visão. Eu PLANEJO o que é preciso ser feito para tornar esse sonho uma realidade. Como todo bom catarinense, eu trabalho duro, de segunda a segunda. Acordo cedo e durmo tarde. Então eu EXECUTO o que eu planejei e ENTREGO os bons resultados para as pessoas. Foi assim que eu consegui realizar sonhos que muitos julgaram como impossíveis”, explica o autor.

“Eu sempre fui um SOPE, desde que comecei na vida pública, como deputado federal, estadual e secretário de Estado. Mas neste livro eu foquei nos últimos dez anos, quando eu pude dar muitas contribuições decisivas para o futuro do meu estado, da minha gente”, revela.

“À frente da SDE, nós sonhamos, ouvimos os catarinenses, planejamos e entregamos o maior e mais completo projeto de Estado para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina em décadas, com gestão, inovação e sustentabilidade. Nossos programas cobriram todos os níveis da economia catarinense, deste os catadores de materiais recicláveis até a BWM. Apoiamos empreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Capacitamos jovens para o setor de tecnologia. Montamos um modelo de nível internacional para os centros de inovação. Levantamos dados para ajudar na preservação ambiental. Esses são destaques de uma longa lista”.

Ao sair do Governo do Estado, Paulo Bornhausen se voltou para a vida pessoal. Ele é advogado e empreendedor. Mas não se desligou da vida pública. Como voluntário, criou o projeto de planejamento regional InovAMFRI, que resultou em uma série de ações para os 11 municípios da região da Foz do Rio Itajaí. Ele é presidente do Conselho Consultivo do InovAMFRI.

“Com o InovAMFRI, os municípios retomaram rédeas do seu futuro. Sonhamos ver a AMFRI como uma região de classe mundial em até 25, 30 anos. Reunimos as lideranças públicas e a sociedade civil e definimos em conjunto quais são as prioridades para a região”, conta. O InovAMFRI definiu como estratégicos os eixos de desenvolvimento econômico, mobilidade urbana integrada e gestão pública moderna.

Para Bornhausen, o formato de planejamento do InovAMFRI pode servir como base para um novo modelo de desenvolvimento regional para Santa Catarina, a ser replicado pelas Associações de Municípios em todo Estado, respeitando-se as características e peculiaridade de cada região. A Associação de Municípios do Vale Europeu, em Blumenau e região, já iniciou um processo inspirado na Foz do Itajaí.

Segundo ele, há muito do SOPE no InovAMFRI e as primeiras entregas já estão no horizonte. O Centro Regional de Inovação está prestes a ser inaugurado no Distrito Regional de Inovação de Itajaí, este um projeto do InovAMFRI. A região conquistou ainda o apoio técnico e financeiro do Banco Mundial. “Temos o aval para seguirmos com a construção do túnel imerso sob o Rio Itajaí e o sistema de transporte coletivo urbano integrando toda a região com veículos 100% elétricos. Será um dos maiores projetos de infraestrutura urbana de Santa Catarina nos próximos anos. Um sonho da região que será entregue para as pessoas antes de 2030”.

Bornhausen acredita que o InovAMFRI pode ajudar a responder a um problema comum no Brasil: a falta de apoio dos governos centrais – federal e estadual – aos municípios. “Não podemos mais ficar esperando que todas as soluções venham prontas de Brasília ou da Capital. Os municípios podem e devem se reunir para ir em busca das soluções e recursos para superar os seus grandes desafios, como fizemos na Foz do Itajaí”.

Ao encerrar o livro, Paulo introduz os desafios na próxima década em Santa Catarina e aponta alguns caminhos para superá-los. Segundo o ex-deputado, os principais são “dobrar a renda dos catarinenses e levar Santa Catarina ainda mais perto da fronteira do conhecimento até 2032”.

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Pesquisa IPC/ACJ aponta Jorginho Mello reeleito já no 1º turno

Diretor do IPC Renato Rampinelli faz questão de registrar que esse é o cenário de momento.

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Uma pesquisa presencial do Instituto de Pesquisa Catarinense (IPC), contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) , indica que o governador Jorginho Mello (PL) seria reeleito já no primeiro turno. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o favoritismo aparece tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada.

Os dados também mostram que o candidato de esquerda Gelson Merisio (PSB) é o nome mais rejeitado pelo eleitorado catarinense, seguido pelo próprio Jorginho Mello.

Na pesquisa estimulada, Mello passa dos 55%

Ao apresentar a lista de candidatos e perguntar em quem o eleitor votaria hoje, o IPC registrou Jorginho Mello com 55,9% das intenções de voto. João Rodrigues (PSD) aparece em segundo lugar, com 18,1%.

Os demais nomes somam 15,3% dos votos: Gelson Merisio (PSB) tem 9,6%; Professor Marcus Sodré (PSTU), 1,9%; Laís Chaud (UP), 1,2%; Bruno Pedreiro (PCO) e Marcelo Brigadeiro (Missão), 1% cada; e Ralf Zimmer (PRD), 0,6%. Não souberam responder 5,7% dos entrevistados, enquanto votos brancos e nulos somaram 5%.

Segundo o IPC, arredondamentos podem fazer os percentuais não somarem exatamente 100%, com variação de até um ponto percentual.

Na espontânea, Mello também lidera — mas quase 40% não souberam responder

Sem lista prévia de candidatos, 14 nomes foram citados pelos entrevistados, e Jorginho Mello novamente apareceu em primeiro lugar. À pergunta sobre em quem votariam hoje, sem sugestão de nomes, 38,9% citaram Mello, enquanto 38% não souberam responder. João Rodrigues foi lembrado por 10,3%, Gelson Merisio por 6% e 4,7% responderam “nenhum”.

Completam a lista, com percentuais menores: Marcelo Brigadeiro (0,6%), Bruno Pedreiro (0,4%), Marcus Sodré (0,3%), Bolsonaro (0,2%), Ralf Zimmer (0,2%), Flávio Bolsonaro (0,1%), Décio Lima (0,1%), Laís Chaud (0,1%), Ratinho Junior (0,1%), Renan Bolsonaro (0,1%) e Renan Santos (0,1%).

Gelson Merisio lidera rejeição; Mello aparece em segundo

Questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, os catarinenses apontaram Gelson Merisio (PSB), candidato apoiado pelo presidente Lula, como o nome de maior rejeição, com 29%. Jorginho Mello vem logo atrás, com 25,8%.

Na sequência aparecem João Rodrigues (7%), Bruno Pedreiro e Marcelo Brigadeiro (4,1% cada), Professor Marcus Sodré (2,7%), Ralf Zimmer (2,6%) e Laís Chaud (2,1%). Não souberam responder 12,2% dos entrevistados, 6,4% disseram não rejeitar nenhum nome e 4,1% afirmaram rejeitar todos.

Organizadores destacam caráter técnico do levantamento

Para o presidente da ACJ, Cristiano Carrador, a pesquisa retrata o momento atual da campanha e busca contribuir de forma isenta com o processo eleitoral. “O nosso grupo de jornais diários cobre atualmente 65% do Estado com o impresso. Considerando o digital, atingimos 100% de Santa Catarina”, destacou.

Já o diretor do IPC, Renato Rampinelli, reforça o caráter técnico do estudo. “Pesquisa não antecipa resultado da eleição, mas, analisando o fato presente no período em que foi feita, a pesquisa indica um favoritismo, de fato mesmo, para o atual governador ser reeleito no primeiro turno”, afirmou.

Ficha técnica

O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 20 de setembro, com 1.050 entrevistados de 49 municípios das regiões da Grande Florianópolis, Norte, Serra, Sul, Vale do Itajaí e Oeste, entre eleitores a partir de 16 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números BR-01876/2026 e SC-04254/2026.

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Sem Jorginho debate da Acaert perde em emoção

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O encontro promovido pela Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão prometia ser intenso. A expectativa era de que o Governador Jorginho Mello estivesse presente e que ele pudesse fazer o contraponto aos ataques de João Rodrigues e Gelson Merísio. Ficou apenas na expectativa. Jorginho reassumiu o Governo e afirmou que fazia isso para dar uma resposta aos catarinenses impactados pelas cheias. Ao chegar em Criciúma por volta do meio dia, uma hora depois do debate acabar, afirmou que “isso é mais importante que ficar em um debate improdutivo que não leva a nada”. A ausência, claro foi motivo de ataques. Rodrigues e Merísio afirmaram que Jorginho não apareceu porque teve medo. “ E ai para justificar sua ausência ainda tirou a vice governadora porque não deve confiar nela, porque acha que ela é mulher e não tem competência. Essa é a cabeça dele, fez mais um deserviço”, argumentou Rodrigues, que teve o discurso repetido por Merísio.

Seguiu no alvo

Mesmo ausente Jorginho seguiu no alvo. Foi criticado por Merísio que o acusou de estar em um mundo de faz de conta. “Mentiu tanto fazendo propaganda que acabou acreditando nela”. Rodrigues manteve o foco na saúde. “Tem mais de 100 mil na fila, sem atendimento e outros 300 mil esperando para entrar. Houve avanços, eu reconheço que sim, mas tem muito que melhorar”.

O debate teve como principais temas a Saúde, a Infraestrutura, a violência contra as mulheres, o enfrentamento das cheias e a educação. Em meio a tudo isso, Rodrigues e Merísio ressaltaram a importância de um segundo turno. “Porque ai vamos debater de fato as questões importantes para o estado. Imagina um debate com dois candidatos da Direita”, pontuou João Rodrigues. “Eu defendo sim a importância de um segundo turno, mas discordo. Entendo que o melhor é com um da direita e outro da esquerda”, rebateu Merísio.

E o “Ralfão”

O terceiro nome do debate foi Ralf Zimmer. Ele mais uma vez rivalizou com Rodrigues em vários momentos. “Está dormindo, não está prestando atenção ao debate? Vou deixar para você eleitor um recado pegue o 2 do Jorginho, o 5 do João e vote no Ralfão”, disparou. Ao final ele admitiu que não é o favorito. “Mas vou trabalhar para que um dia eu possa ser. Não posso reclamar do time pequeno, da estrutura menor porque eu sabia disso”.

E os próximos

Depois da ausência de hoje de Jorginho no encontro da Acaert a dúvida fica sobre a participação do governador em outros encontros que estão programados para a ND e também na NSC

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A Criciúma que se revela na hora da dor…

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Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que isso não é uma crítica ao prefeito Vaguinho, ou aos gestores anteriores. Essa é apenas uma constatação de alguém que, em meio à chuva, percorreu uma Criciúma que pouco aparece. A Criciúma que se revela em meio à dor não é a Criciúma dos parques, não é a Criciúma que desponta como terra de oportunidades, a Criciúma que inova e se desenvolve.

A Criciúma que emerge quando o rio sobe é a Criciúma das desigualdades, de uma gente que, por falta de oportunidades, precisou morar perto do rio, que por falta de dinheiro foi morar onde deu e que, infelizmente, quando a natureza se rebela, vê a água levar tudo daquele quase nada que tinha para o seu dia a dia.

Acompanho as cheias de Criciúma desde o final dos anos 1990, e as vítimas são as mesmas, os bairros são os mesmos, as dores se repetem. Não se trata de apontar o dedo para aqui ou para acolá, e sim de entender que esses bairros, essa periferia onde gente de bem tenta dar certo, também precisam de atenção.

Esse não é um problema exclusivo de Criciúma, nem da nossa região — e isso é fato. Mas é evidente que está na hora de enxergar Criciúma por inteiro e dar a essa periferia o mesmo vigor que a gente vê abundar naquela Criciúma que todo dia ganha as nossas manchetes.

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