Economia
Pequenos negócios empregaram mais de 22 mil pessoas em SC no mês de fevereiro
Um levantamento feito pelo Sebrae/SC, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia, demonstra que os pequenos negócios foram responsáveis por quase 70% dos empregos gerados no país no mês de fevereiro, ou seja, 275.083 empregos em regime CLT. Mesmo diante da pandemia, o resultado positivo ocorreu pelo oitavo mês consecutivo e o acumulado do ano é superior ao do ano passado.
Desse número total, o saldo de empregos gerados em Santa Catarina por Micro e Pequenas Empresas (MPE) foi de 22.322. Em fevereiro, as Micro e Pequenas Empresas lideraram a geração de empregos nos setores de serviços (8.208), indústria (7.766) e construção civil (2.680). O estado também está entre as três Unidades da Federação que mais contrataram proporcionalmente, atrás apenas de Mato Grosso e Goiás.
Somando os meses de janeiro e fevereiro, considerando os 66.688 empregos já gerados em 2021 em todos os portes, as micro e pequenas empresas lideram a geração de empregos no ano, correspondendo a 42.779 empregos, ou seja, 64% do saldo anual.
Esses números consolidam a recuperação expressiva, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário da pandemia, nos dois primeiros meses do ano, já se gerou 60% a mais de empregos do que todo o ano de 2020, são 42.779 em 2021 contra 26.720 empregos em 2020.
“Reforço o trabalho contínuo do Sebrae/SC em apoio às micro e pequenas empresas do estado, e a importância de que o segmento continue sendo amparado com iniciativas e políticas públicas. Assim, estaremos contribuindo com a geração de empregos e para a retomada da economia no país. Não há dúvidas de que as micro e pequenas empresas têm colaborado para a economia do país e do estado em um momento de tantas incertezas e dificuldades, e os números confirmam isto”, afirma o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.
Segmento
O segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi o que mais gerou novos empregos em Santa Catarina no acumulado do ano, com 7.697 empregos gerados até fevereiro/2021.
Regiões
Quando comparados os resultados do mês de fevereiro de 2021 ao mesmo período do ano anterior, percebe-se que as MPE das regiões do Grande Oeste foram as que tiveram predominantemente resultados inferiores ao ano anterior.
No entanto, em todas as demais regiões os resultados foram melhores que no ano passado, com destaque para as regiões do Vale do Itajaí (+149,09%) e Grande Florianópolis (+118,07%). Na média geral do estado, o aumento foi de 78,22%.
Entre as cidades, no acumulado de empregados em 2021 até o mês de fevereiro, Joinville se destaca como a cidade em que as MPE mais geraram empregos, com 3.191 postos de trabalho. Contudo, considerando todos os portes, em que entram as médias e grandes empresas, Blumenau é a cidade que mais gerou empregos em Santa Catarina.
Outro avanço neste ano é de que já são 16 as cidades no estado que geraram mais de mil empregos em 2021, marca que não foi superada em 2020, mesmo após 12 meses, o número ficou restrito a 14 municípios.

Economia
Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira
Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa
Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.
O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.
Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.
Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.
Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.
COMO FUNCIONA O REAJUSTE
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.
A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.
A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Agronegócio
Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica
A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.
Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).
Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.
Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.
- Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
- Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.
“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Economia
Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo
Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.
Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:
- 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
- 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.
Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.
O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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