Blog Anderson de Jesus
Presidente da CNI alerta para “ano tão desafiador como nunca” em 2027 e critica redução da jornada 6×1
Ricardo Alban esteve em Santa Catarina para entrega da Ordem do Mérito Industrial da FIESC e concedeu entrevista à Rádio Cidade
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, fez um alerta sobre o cenário econômico brasileiro durante visita a Santa Catarina, onde participou da entrega do mérito industrial a empresários catarinenses. Em entrevista à Rádio Cidade, o dirigente classificou o atual momento político como “preocupante” e criticou o que chamou de “oportunismos eleitoreiros” em ano de eleições.
Crítica à redução da jornada 6×1
Alban dedicou parte significativa da entrevista à proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6×1, em discussão no Congresso. Segundo o presidente da CNI, a medida representa “um verdadeiro engano ao trabalhador”, pois geraria uma falsa sensação de ganho sem avanço real de produtividade.
Ele citou um cálculo da confederação segundo o qual a aprovação do texto da forma como saiu da Câmara dos Deputados pode gerar impacto inflacionário de 6% a 8% na média de repasse de custos, afetando os cerca de 200 milhões de brasileiros consumidores que não fazem parte do grupo de 12 a 14 milhões de trabalhadores que hoje cumprem jornada de 44 horas semanais.
“Esses trabalhadores, o pseudo-ganho que teriam, com o tempo adicional que poderiam trabalhar mais ou fazer a informalidade, eles vão ter esse pseudo-ganho coberto pelo aumento dos preços”, disse, defendendo que o tema seja debatido com mais responsabilidade após as eleições.
Como comparação internacional, o presidente da CNI mencionou a reforma trabalhista do Chile em 2023, que segundo ele resultou em aumento de desemprego, informalidade e inflação, e contrapôs à postura da Alemanha, que avalia ampliar a carga horária permitida para ganhar competitividade frente à China.
Juros, energia e carga tributária
O dirigente voltou a criticar o nível das taxas de juros no Brasil e classificou o custo da energia elétrica como uma distorção, já que o país produz energia entre as mais baratas do mundo, mas pratica um dos preços finais mais caros. Ele também citou a carga tributária e o excesso de burocracia como obstáculos à competitividade da indústria nacional.
“Pacote de bondades” e Bolsa Família em 2022
Questionado sobre um editorial do jornal Estado de São Paulo que tratava de um possível “pacote de bondades” do governo atual com efeitos colaterais futuros, Alban traçou um paralelo com o aumento do valor do Bolsa Família em 2022, ano também eleitoral, que classificou como medida que pressionou as contas públicas sem planejamento de continuidade.
“O que dignifica o ser humano é o trabalho, não ser trabalhado a vida inteira”, afirmou, defendendo que programas sociais tenham início, meio e fim.
Projeção para 2027
O presidente da CNI afirmou que, independentemente do resultado das eleições, o Brasil deve enfrentar em 2027 “um ano tão desafiador como nós provavelmente nunca enfrentamos”, citando como desafios o déficit fiscal, a baixa produtividade e o desgaste do regime democrático diante da polarização política.
Polarização e democracia
Ao final da entrevista, Alban evitou se posicionar politicamente, afirmando que, como representante de entidade de classe, cabe a ele atuar de forma apartidária. Ele relacionou o momento brasileiro a uma “crise da maturidade da democracia”, fenômeno que, segundo ele, também é observado em países como Itália, Espanha, França e Estados Unidos.
“Eu não conheço nenhum país que se transformou em nação conjugando nós e eles. Nós somos um país só, nós temos que ser uma nação”, declarou.
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Caso das Funerárias: Oitivas de 18 supostos envolvidos inicia na próxima segunda-feira
Serão pelo menos 11 dias de depoimentos.
Tem novidade no caso das funerárias em Criciúma. Na próxima segunda-feira começa o processo de oitivas, com os depoimentos das pessoas detidas durante a operação da polícia registrada no período eleitoral da disputa pela Prefeitura de Criciúma. Entre elas, o então prefeito Clésio Salvaro.
Serão ao todo 11 dias de audiências, ouvindo tanto as pessoas citadas e detidas naquele dia quanto as testemunhas. Onze dias em que a Justiça vai buscar informações para tentar avançar no processo.
As audiências serão realizadas em Criciúma. É importante lembrar que o processo corre na Justiça da capital do Estado, mas a vara criminal de Criciúma é que ficará responsável pela tomada desses depoimentos, por uma questão de logística: seria extremamente complicado que todas essas pessoas se deslocassem ao Tribunal de Justiça, em Florianópolis, por pelo menos 11 dias.
As testemunhas e as pessoas citadas já estão sendo intimadas. O processo começa oficialmente na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro. Não há ninguém julgado nem qualquer decisão tomada. O que se busca, por meio desses depoimentos, é permitir que o caso avance e que se esclareça de uma vez por todas o chamado caso das funerárias, investigado pela Polícia e agora nas mãos da Justiça de Santa Catarina.
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Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro a três semanas da eleição
Presidente marca 42% no primeiro turno e aparece numericamente na frente do senador no segundo, em cenário de empate técnico
A nova pesquisa BTG/Nexus mostra uma disputa cada vez mais concentrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. A três semanas do primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto no principal cenário estimulado, contra 37% do senador.
No levantamento anterior, o presidente tinha 39%, enquanto Flávio registrava 35%. Com a nova rodada, a diferença passou de quatro para cinco pontos percentuais.
O cenário também mudou na simulação de segundo turno. Lula voltou a aparecer numericamente à frente de Flávio, com 47% contra 46%. A diferença, entretanto, está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico.
Na pesquisa anterior, Flávio havia aparecido numericamente na frente, com 46%, contra 45% de Lula.
Outros candidatos perdem espaço
A pesquisa indica uma concentração maior das intenções de voto nos dois principais candidatos. Juntos, Lula e Flávio somam 79% no cenário estimulado de primeiro turno.
Os demais nomes passaram, somados, de 21% para 15% nas últimas duas semanas.
Augusto Cury, que chegou a alcançar 11%, aparece agora com 6%. Ronaldo Caiado registra 5%, enquanto Renan Santos tem 2%. Romeu Zema e Samara aparecem com 1% cada.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula também avançou. O petista passou de 39% para 40%, enquanto Flávio subiu de 31% para 34%.
Lula lidera todos os cenários de segundo turno
Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, a pesquisa testou outros possíveis confrontos para o segundo turno.
Lula aparece numericamente à frente em todos os cenários avaliados:
- Lula 47% x 46% Flávio Bolsonaro;
- Lula 47% x 41% Ronaldo Caiado;
- Lula 49% x 39% Romeu Zema;
- Lula 48% x 37% Renan Santos;
- Lula 45% x 42% Augusto Cury.
Na rodada anterior, Augusto Cury havia aparecido numericamente à frente de Lula, com 45% contra 43%. Agora, o presidente recuperou a vantagem nesse confronto.
Maioria dos eleitores mantém decisão
O levantamento também aponta um eleitorado relativamente consolidado. Entre aqueles que escolheram algum candidato no primeiro turno, 83% afirmam que já decidiram o voto e não pretendem mudar.
Entre os eleitores de Lula, o índice chega a 89%. No grupo que declara voto em Flávio Bolsonaro, 86% dizem estar decididos.
Entre os 17% que ainda admitem mudar de escolha, Augusto Cury aparece como principal segunda opção, citado por 17%. Lula tem 14%, seguido por Caiado, com 13%, e Flávio, com 12%.
Lula melhora potencial de voto
Outro indicador favorável ao presidente é o potencial de voto. Lula passou de 47% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 47% para 48%.
A rejeição de Lula oscilou de 49% para 48%. A de Flávio permaneceu em 50%.
O levantamento mostra ainda que 38% dos entrevistados afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam. Outros 12% dizem que poderiam votar no presidente, mas também consideram outros nomes.
No caso de Flávio, 30% afirmam ter voto exclusivo no senador e 18% dizem que poderiam escolhê-lo.
A 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 11 e 13 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04076/2026.
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Carol De Toni lidera disputa pelo Senado em SC, aponta AtlasIntel
Deputada do PL aparece com 28,4% no consolidado dos dois votos; Esperidião Amin tem 20,2% e Carlos Bolsonaro ocupa a terceira posição
A deputada federal Carol De Toni (PL) lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026, segundo pesquisa AtlasIntel encomendada pelo Grupo ND. No consolidado do primeiro e do segundo voto, ela aparece com 28,4% das intenções, seguida pelo senador Esperidião Amin (PP), com 20,2%.
Na sequência estão Carlos Bolsonaro (PL), com 14,9%; Décio Lima (PT), com 11,9%; Afrânio Boppré (PSOL), com 9,3%; Antídio Lunelli (MDB), com 4,8%; e Túlio de Amorim Puetzenreiter (Missão), com 2,4%.
Outros candidatos somam 1,8%. Brancos e nulos representam 3,2%, mesmo percentual dos eleitores que não souberam ou não quiseram responder.
Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a soma das intenções de voto ultrapassa 100%.
Disputa pelo Senado em Santa Catarina
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Carlos Bolsonaro e Décio Lima aparecem tecnicamente empatados. A mesma situação ocorre entre Antídio Lunelli e Túlio de Amorim Puetzenreiter.
No recorte dos votos válidos, Carol De Toni chega a 30,3%, enquanto Esperidião Amin tem 21,6%. Carlos Bolsonaro aparece com 15,9%, Décio Lima com 12,7%, Afrânio Boppré com 10%, Antídio Lunelli com 5,2% e Túlio com 2,6%.
Nesse cenário, Décio Lima e Afrânio Boppré estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Carol De Toni amplia vantagem no primeiro voto
Quando os entrevistados indicam especificamente o primeiro voto para o Senado, Carol De Toni amplia a liderança e chega a 34,3%.
Décio Lima aparece em segundo, com 19,6%, seguido por Esperidião Amin, com 16%. Carlos Bolsonaro tem 13,4%, enquanto Antídio Lunelli registra 5,3%, Túlio de Amorim Puetzenreiter, 4,5%, e Afrânio Boppré, 3,1%.
Outros nomes somam 1,8%. Brancos e nulos representam 1% e 2% dos entrevistados não souberam responder.
Pela margem de erro, Décio Lima e Esperidião Amin estão tecnicamente empatados. Amin também aparece em empate técnico com Carlos Bolsonaro.
Amin lidera numericamente o segundo voto
No segundo voto para o Senado, Esperidião Amin aparece numericamente na primeira posição, com 24,5%. Carol De Toni tem 22,4% e está tecnicamente empatada com o senador.
Carlos Bolsonaro registra 16,4%, enquanto Afrânio Boppré chega a 15,5%. Os dois também estão tecnicamente empatados.
Antídio Lunelli aparece com 4,3% e Décio Lima com 4,1%, igualmente dentro da margem de erro.
Outros candidatos somam 2,9%. Brancos e nulos representam 5,4%, enquanto 4,4% dos entrevistados não souberam responder.
A pesquisa AtlasIntel/Grupo ND ouviu 1.211 eleitores de Santa Catarina entre 4 e 9 de setembro, pelo método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026.
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