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Economia

Professor da Unesc dá dicas para quem pretende investir

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O universo dos investimentos e o acesso das pessoas ao assunto é cada vez maior. Se no passado apenas pessoas de grande poder aquisitivo poderiam ingressar nessa área, hoje os investimentos podem ser feitos de forma rápida e acessível. Assim como o assunto está em alta, o estudo e as oportunidades no mercado também crescem a cada dia.

O professor do curso de Ciências Econômicas da Unesc, Amauri de Souza Porto Junior, responde algumas perguntas básicas para sanar dúvidas de quem tem interesse, mas ainda não conhece as possibilidades de investimentos. Confira:

Com tantas incertezas na economia, é seguro investir?

Professor Amauri: Sempre é necessário fazer o que chamamos de gestão de carteira: saber gerenciar bem os riscos, saber dimensionar ganhos e perdas, fazer boa análise dos ativos, identificar tendências destes e operar com eles.

Sempre vale a pena investir porque sempre existem oportunidades de análise para ativos e identificação de tendência, o que torna possível para o investidor alocar o seu dinheiro.

Hoje você avalia o investimento como essencial?

Professor Amauri:  Sim. Com certeza avalio os investimentos como essenciais. Quando falamos de investimentos estamos focados na formação de patrimônio. As famílias, por exemplo, geram renda através do seu trabalho e de patrimônio já acumulado e esses lucros obtidos dos rendimentos devem ser reaplicados para que essa família tenha segurança, estabilidade, tranquilidade, tanto para lazer quanto para aumento da qualidade de vida ou aquisição de patrimônio imobilizado como uma casa ou apartamento.

Recomendamos que todos, sempre que possível, é claro, poupem uma parte da sua renda e façam aplicações no mercado financeiro.

Para quem quer iniciar e ainda vê o investimento como bicho de sete cabeças, qual deve ser o primeiro passo?

Professor Amauri:  O primeiro passo é ter bom conhecimento do gerenciamento de risco, ou seja, as pessoas devem ter conhecimento de onde está alocado seu capital, conhecer os riscos e, antes de mais nada, saber trabalhar com a diversificação. Esse é o segredo que leva uma carteira a ser rentável e segura tanto em curto quanto em longo prazo.

Hoje quem prioriza deixar seu dinheiro em poupança, perde muito, em outras palavras, deixa de ganhar bastante?

Professor Amauri:  Atualmente quem investe em poupança está pagando um custo de oportunidade muito alto. O investimento nesse sentido tem um rendimento muito baixo, inferior a 6% ao ano. Se trabalharmos com carteira bem diversificada, em renda fixa e variável, é muito tranquilo obter um rendimento superior ao que é pago pela poupança e com uma gestão muito tranquila do seu capital.

Existe prazo mínimo ou quantia mínima para investir?

Professor Amauri:  Os prazos mínimos existem categorias que são de prazos extremamente curtos, inclusive algumas que podem durar apenas alguns milésimos de segundo e outras operações realizadas que duram bastante tempo, normalmente produtos de renda fixa. Os produtos de renda variável costumam ter prazos de liquidação em torno de D + 2.

Você indicaria que os interessados estudem e aprendam sobre o assunto ou neste universo o mais seguro é contar com uma boa consultoria?

Professor Amauri:  É sempre bom contar com o apoio de um bom profissional com credenciais que tenha a capacidade de fazer essa análise que auxilia as famílias nessa tomada de decisão, afinal estamos falando de gestão de patrimônios.

Existe “certo” e “errado” no mundo dos investimentos?

Professor Amauri:  Nós costumamos dizer que nem sempre existe certo ou errado. O que existe é uma gestão de patrimônio. É comum realizar uma compra, por exemplo, de um determinado ativo imaginando que seu preço irá subir e, no entanto, observamos em horas ou dias que ele irá cair. O que devemos fazer então? Ter um bom gerenciamento, saber aceitar essa perda e sob posse desse capital fazer um novo estudo e aplicar em uma outra opção.

O segredo do sucesso para administrar uma carteira com saúde e boa relação entre risco e retorno é saber não segurar o prejuízo por muito tempo e quando tivermos uma operação vencedora deixar o lucro correr solto, além de identificar quando há a tendência desse esgotamento do aumento de ganho.

Assunto que ganha destaque

Diante do cenário promissor na área, na Unesc o curso de Ciências Econômicas prepara o profissional para ir a fundo nos conhecimentos do setor financeiro e as melhores formas de investimento.

Para conhecer melhor o curso de graduação da Unesc, suas disciplinas, professores e estrutura física da Universidade basta entrar em contato com a Instituição por meio dos telefones (48) 3431-4500 ou (48) 99915-0433 (Whatsapp).

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Economia

SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras

Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC

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Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.

A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).

A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.

Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.

“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.

Como funciona o Criciúma Open Challenge Day

O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.

1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.

2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.

3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.

4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.

5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.

Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.

“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.

Evento reúne instituições do ecossistema de inovação

O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.

A programação terá dois momentos principais.

O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.

Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.

Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.

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Economia

JBS e Seara fazem entrevistas para contratação no Sul de SC

Seleção presencial ocorre na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota, para vagas nas unidades de Forquilhinha e Nova Veneza

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Quem está em busca de uma oportunidade de trabalho terá uma nova possibilidade de contratação na próxima terça-feira (8), em Balneário Gaivota. A JBS e a Seara realizarão entrevistas presenciais para selecionar trabalhadores para as unidades das empresas em Forquilhinha e Nova Veneza.

O atendimento começa às 9h, na sede da Prefeitura de Balneário Gaivota, localizada na Avenida Guanabara, 452, no Centro, junto ao SINE.

Para participar da seleção, os candidatos devem comparecer ao local munidos de um documento de identificação. São aceitos documentos como RG ou Registro Nacional Migratório (RNM).

Vagas também são destinadas a PcD

Além da remuneração, as oportunidades contam com um pacote de benefícios oferecido pelas empresas. Entre eles estão vale-alimentação ou cesta básica de R$ 360, transporte fretado ou vale-transporte, restaurante gratuito no local de trabalho, plano odontológico, seguro de vida e participação nos resultados (PPR).

Também fazem parte da relação de benefícios o Gympass e o auxílio-creche.

As oportunidades estão abertas também para pessoas com deficiência (PcD).

Como participar

Os interessados podem buscar informações sobre as oportunidades e o processo seletivo pelo portal de recrutamento do Grupo JBS ou pelo WhatsApp disponibilizado para atendimento aos candidatos.

A orientação é que os candidatos interessados compareçam à seleção no horário indicado e levem um documento de identificação.

Serviço

O que: entrevistas para contratação JBS e Seara
Quando: terça-feira (8), a partir das 9h
Onde: Prefeitura de Balneário Gaivota – Avenida Guanabara, 452, Centro
Local: junto ao SINE
Unidades: Forquilhinha e Nova Veneza
Informações: grupojbs.gupy.io | WhatsApp (48) 9 9168-3371

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Economia

Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, prevê Orçamento

Projeto enviado ao Congresso nesta segunda-feira (31) estima inflação de 3,6%, crescimento de 2,46% do PIB e superávit primário de R$ 18,6 bilhões

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O salário mínimo poderá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

O texto foi encaminhado no último dia do prazo constitucional para envio do projeto ao Legislativo e estabelece as principais estimativas para as contas públicas do próximo ano. Entre as projeções estão inflação de 3,6% e crescimento de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

Caso a previsão para o salário mínimo seja confirmada, o reajuste será de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o valor atual. Pela estimativa apresentada no projeto, o aumento ficaria cerca de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

Projeções para a economia

Além do salário mínimo, a proposta apresentada pelo Executivo reúne as estimativas utilizadas para calcular as receitas e despesas do governo federal em 2027.

O documento trabalha com uma taxa básica de juros (Selic) média de 12,53% e prevê o dólar com cotação média de R$ 5,22 ao longo do próximo ano.

Para o resultado das contas públicas, a previsão é de um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a pouco mais de 0,1% do PIB.

O resultado primário considera a diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.

Proposta ainda precisa passar pelo Congresso

A LOA estabelece quanto o governo federal pretende arrecadar e como os recursos públicos deverão ser distribuídos entre as diferentes áreas da administração.

Pela Constituição Federal, o Executivo precisa encaminhar a proposta ao Congresso até 31 de agosto. Depois de analisado e votado pelo Legislativo, o Orçamento segue para sanção presidencial.

O projeto de 2027 será inicialmente examinado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, será submetido à votação do Congresso Nacional e, caso aprovado, encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

LDO ainda precisa ser votada

Antes da análise definitiva do Orçamento, o Congresso também precisa concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece parâmetros para a elaboração e execução da LOA.

O projeto da LDO de 2027 tramita no Congresso por meio do PLN 2/2026. A votação deveria ter ocorrido até 17 de julho, mas não foi concluída.

Com o atraso, a expectativa é de que a matéria seja analisada durante o segundo semestre, antes da conclusão do processo orçamentário de 2027.

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