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Startup apresenta solução para descarte de lixo orgânico

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Criciúma

Transformar o lixo orgânico em uma mistura para a fertilização da terra. Essa é a missão da ‘Aduboo’, startup de Criciúma que presta o serviço de coleta de lixo orgânico em residências, restaurantes e empresas para transformar o resíduo em adubo, por meio da compostagem. A empresa que teve seu início em novembro de 2018 já tem aproximadamente 60 clientes e nasceu durante o Startup Weekend Criciúma.

Foi no SWC que o projeto ficou em segundo lugar após uma apresentação para a banca de jurados. “A Adubooo é uma das 100 empresas de Santa Catarina selecionadas no edital de chamada pública do Programa Sinapse da Inovação, numa disputa entre aproximadamente 2.700 empresas”, conta a engenheira ambiental, Patricia Darolt Costa.

O problema que a startup resolve é justamente a inexistência de um serviço que dê o destino ambientalmente correto para o lixo orgânico, de acordo com a legislação da Politica Nacional de Resíduos Sólidos. Os usuários do serviço podem escolher entre planos de coleta semanal ou quinzenal. “Eles recebem um balde de 15 litros com um saco biodegradável compostável que é recolhido. Além disso, os clientes também recebem uma vez por mês uma ‘recompensa natural’ como frutas, legumes e temperos que são produzidos em uma horta própria”, explica.

Nada é desperdiçado. Até o óleo de cozinha é recolhido para fazer sabão. Quase 1 tonelada já foi coletada e desviada dos aterros, onde teriam um descarte incorreto.

Inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para mais uma edição do Startup Weekend Criciúma, que acontece nos dias 4, 5 e 6 de outubro na Associação Empresarial de Criciúma (Acic). O evento de 54 horas de imersão para criação de modelos de negócios, programação, design e validação de mercado.

Os ingressos que já estão no segundo lote, podem ser adquiridos pelo site:  https://www.sympla.com.br/techstars-startup-weekend-criciuma-2019__544515

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Tecnologia

SATC participa de um dos maiores eventos de cibersegurança do Sul do Brasil

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A SATC esteve presente no SecOps Summit 2026, um dos principais eventos de cibersegurança e operações de TI do Sul do Brasil, realizado no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). A participação contou com representantes da instituição e da equipe do CSIRT SATC, reforçando o compromisso com a inovação e a atualização constante na área de tecnologia.

Durante os três dias de evento, milhares de profissionais e especialistas passaram pelo local. De acordo com os organizadores, mais de oito mil pessoas participaram da programação, que reuniu mais de 200 palestrantes distribuídos em cinco palcos simultâneos. Empresas de destaque no cenário nacional, especialmente dos estados do Sul e de São Paulo, também estiveram presentes, apresentando soluções e serviços voltados à segurança da informação e operações de TI.

Para o coordenador dos cursos de Engenharia de Computação, do curso técnico em Segurança Cibernética e do CSIRT Satc, Vagner Rodrigues, a participação em eventos desse porte é essencial para acompanhar as transformações do setor.

“Participar desse tipo de evento é importantíssimo para observar as tendências que estão acontecendo fora e conseguir trazê-las para dentro da instituição. Muitas vezes ficamos focados no nosso próprio ambiente, mas existem muitas soluções e inovações acontecendo no mercado, e na área de tecnologia precisamos nos adaptar cada vez mais rápido”, destacou.

A participação no SecOps Summit 2026 também amplia o olhar da Satc sobre o que está sendo desenvolvido fora do ambiente institucional. “O contato com profissionais, empresas e diferentes realidades do setor contribui para atualizar práticas, repensar processos e trazer novas referências para o dia a dia da instituição, especialmente na formação dos alunos e nas atividades ligadas à área de tecnologia e segurança digital”, afirmou o coordenador.

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Tecnologia

Em meio à disputa global, SATC avança em pesquisa para extração de terras raras

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A corrida global por terras raras, elementos essenciais para a indústria de tecnologia, energia e defesa, ganha um novo capítulo no Sul de Santa Catarina. Após anos de desenvolvimento, uma pesquisa conduzida pelo Centro Tecnológico da SATC alcançou avanços importantes ao utilizar a Drenagem Ácida de Mina (DAM) como fonte para a extração desses elementos. O projeto segue em fase piloto, mas já com resultados consolidados. Agora, a próxima etapa prevê novos testes com cinzas do carvão mineral.

Essenciais e insubstituíveis, as terras raras são 17 elementos que estão presentes em praticamente tudo que define o mundo moderno: de smartphones e turbinas eólicas a veículos elétricos e sistemas de defesa. E é justamente nesse cenário estratégico que o estudo da SATC começa a ganhar protagonismo.

O Brasil, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), já possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, concentrando em torno de 25% do total global. Mesmo assim, o desafio se concentra na viabilidade da extração. Isso porque, apesar do nome, esses elementos não são raros. Estão espalhados, mas em baixas concentrações. Tornar essa exploração economicamente viável é o que define quem lidera essa corrida global, hoje dominada principalmente pela China.

É nesse ponto que a pesquisa conduzida pelo Núcleo de Energia e Síntese de Produtos do CT SATC se destaca. “Estamos falando de um material que, historicamente, sempre foi tratado como problema ambiental. A partir da pesquisa, mostramos que ele pode se tornar uma fonte de minerais estratégicos para o país”, afirma o pesquisador e líder do Núcleo, Thiago Aquino.

Na prática, o projeto desenvolve uma rota tecnológica para tratar a Drenagem Ácida de Mina, uma água contaminada gerada pela atividade carbonífera. Durante esse processo de tratamento, os elementos presentes na água são separados. Parte deles forma um lodo rico em ferro, enquanto outra parte concentra as terras raras. Esse material passa por etapas de extração e purificação até gerar um concentrado com alto valor agregado.

Apesar de desenvolvida a partir da DAM, a rota de extração pode ser aplicada a outras fontes que contenham terras raras. Atualmente, os pesquisadores já obtêm um produto mix com mais de 90% de concentração. O próximo passo é o fracionamento desse material, com o objetivo de agregar valor e aproximar a pesquisa da aplicação final desses elementos.

De passivo ambiental a fonte de minerais estratégicos

A drenagem ácida de mina é facilmente reconhecida pela coloração alaranjada em rios impactados pela mineração de carvão. Com alta concentração de ferro e baixo pH, ela representa, segundo os pesquisadores, um risco ambiental significativo. No entanto, carrega em sua composição elementos estratégicos, como as terras raras dissolvidas.

Após três anos de estudos, o projeto avançou de análises laboratoriais para a fase piloto. Foram mapeados cerca de 20 pontos no Sul do estado, permitindo o desenvolvimento de uma rota tecnológica capaz de tratar essa água contaminada e, simultaneamente, recuperar esses minerais.

“O diferencial da pesquisa está justamente nessa abordagem integrada. Conseguimos tratar um passivo ambiental e, ao mesmo tempo, gerar produtos com potencial econômico, o que pode ajudar a viabilizar todo o processo”, destaca a pesquisadora do Núcleo, Vanessa Olivo Viola.

Processo viabiliza tratamento ambiental

A tecnologia desenvolvida permite a geração de dois produtos principais. O primeiro é um lodo rico em ferro, que após o processo de calcinação pode atingir mais de 90% de pureza, se tornando um material com valor comercial. O segundo é um concentrado com aproximadamente 1% a 2% de terras raras, que passa por etapas adicionais até alcançar um mix com mais de 90% de concentração.

Na prática, isso significa que a própria venda desses minerais pode ajudar a custear o tratamento da água, uma solução que une sustentabilidade e viabilidade econômica.

Além das terras raras, o projeto já vislumbra a extração de outros elementos críticos presentes na drenagem ácida de mina, como manganês, silício e alumínio. Esses materiais também são fundamentais para cadeias produtivas ligadas à energia limpa, semicondutores e indústria de base tecnológica.

Cenário global reforça importância estratégica das terras raras

A relevância do tema vai além da ciência. As terras raras fazem parte de um grupo chamado minerais críticos, que incluem ainda lítio, cobalto, níquel e grafite, todos essenciais para baterias, painéis solares e tecnologias avançadas. Por isso, países como Estados Unidos, China, Austrália e Índia, já disputam acordos e cadeias de suprimento com o Brasil, reconhecendo o caráter estratégico desses recursos.

Nesse contexto, conforme Aquino, iniciativas como a da SATC posicionam o Brasil de forma mais competitiva no cenário global. “Já avançamos muito na parte técnica e sabemos como chegar ao produto final. Agora, o desafio é escalar o processo, entender melhor a viabilidade econômica e transformar esse conhecimento em aplicação prática”, explica.

O projeto agora busca novos investimentos para avançar à etapa de campo. A meta é mensurar com precisão o volume de drenagem e cinzas de carvão que pode ser tratado, a quantidade de terras raras recuperadas e os custos envolvidos, consolidando um modelo que possa ser replicado.

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Tecnologia

Aula de Tecnologias Aplicadas prepara alunos para futuro digital com criatividade e raciocínio lógico

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Vivendo em uma era digital, é comum que crianças e adolescentes saibam utilizar recursos eletrônicos. No ambiente escolar, o desafio é orientar esse uso de forma educativa. No Colégio SATC, as aulas de Tecnologias Aplicadas têm esse objetivo de trabalhar o desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade e da autonomia desde os primeiros anos. As turmas do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental participam de um projeto voltado à criação de jogos educacionais. A proposta é apresentar conceitos de programação de forma progressiva, respeitando a faixa etária e estimulando o aprendizado por meio de atividades práticas.

O projeto é dividido em três etapas. Na primeira, os alunos têm contato com a programação desplugada. “A atividade envolveu um tabuleiro no qual os estudantes criam personagens com peças de Lego e planejam seus movimentos. Os grupos utilizam setas para definir os caminhos, o que ajuda a compreender a lógica da programação”, explica a professora de Tecnologias Aplicadas, Franciele Alves.

Na segunda etapa, as turmas avançam para o uso do Lego WeDo 2.0. “No laboratório, os alunos construíram estruturas e utilizam tablets para programar movimentos, aplicando conceitos iniciais de pensamento computacional. Assim, eles conseguem ver o que construíram ganhando movimento, o que reforça o entendimento do processo”, destaca a professora.

Programação na prática

Na fase atual do projeto, os estudantes utilizam o site Code.org no laboratório de informática. A ferramenta permite que as crianças desenvolvam sequências de comandos e acompanhem o funcionamento dos personagens na tela. A atividade os aproxima da programação digital de forma acessível.

Para a aluna Maria Júlia Baldesar Borba, do 1º ano C, as aulas são um momento de descoberta. “Eu gosto de montar os personagens e ver eles funcionando. É legal pensar no caminho que eles vão fazer”, relata.

As atividades integram diferentes habilidades, como coordenação motora, resolução de problemas e trabalho em equipe. “A programação é introduzida desde a Educação Infantil, inicialmente com atividades desplugadas e uso de robôs, e aprofundada no Ensino Fundamental. Com essa abordagem, buscamos preparar os alunos para o uso consciente da tecnologia, estimulando o aprendizado contínuo e o desenvolvimento de competências importantes para o futuro”, ressalta Franciele.

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