Geral
Unesc 52 anos: Lideranças no âmbito regional, estadual e nacional abordam as modificações no consumo causadas pela pandemia
Criciúma
Redes colaborativas, adaptação, ressignificação e superação foram alguns dos pontos levantados por lideranças do Sul do Estado, de Santa Catarina e do Brasil na manhã desta sexta-feira (26/6), durante webinar realizado pela Unesc. “O novo essencial, o novo consumo” foi o tema do debate que teve como convidados o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Paulo Alvim, o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro e o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin (Presidente da Acic). O evento teve a mediação da reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta.
Durante o webinar, que iniciou o último dia da programação alusiva de aniversário da Universidade, os espectadores puderam encaminhar perguntas aos convidados e dentre os questionamentos, esteve sobre o perfil do profissional que o mercado precisa ter daqui para frente.
Para o diretor do Sebrae, as pessoas têm que estar dispostas a se adaptar e correr riscos, além de agregar conhecimentos diferentes, como matemática, negociação e capacidade de tomar decisões. Já Alvim, enfatizou a necessidade do profissional ser um integrador de soluções e que consiga juntar diferentes conhecimentos para a resolução de problemas. E o presidente da Acic, lembrou que o mercado pede por profissionais que sejam empreendedores e tenham iniciativa, independente dos locais que ocupam.
O novo essencial, o novo consumo
A reitora da Unesc iniciou os trabalhos do webinar, e enfatizou que a pandemia acelerou a mudança na vida das empresas, antecipando em até sete anos o futuro. “A nossa Universidade se adaptou em pouco tempo para trabalhar em modo remoto. Quem não entender as mudanças, inovar e se reinventar terá dificuldades para continuar”.
O secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações iniciou sua fala chamando a atenção para que o fato de que o futuro já está sendo delineado no agora e que neste momento, torna-se claro o papel de protagonistas que a ciência e a tecnologia. “Nunca a ciência foi tão reconhecida como fundamental para o processo de tomada de decisão quanto agora. A tecnologia também tem um papel fundamental. Estamos saindo de um analógico, de equações lineares para o mundo digital, com equações exponenciais. A Matemática passa a ter papel fundamental em tudo e isso é um sinalizador para a área da educação”, comenta.
Alvim destacou ainda que o chamado novo normal não vai mexer apenas no relacionamento das pessoas, mas no ambiente de trabalho e principalmente, será uma janela de novas de oportunidades. “Vamos ter que pensar novos protocolos também na relação cliente e fornecedor. Teremos novas interações e oportunidades para produtos e serviços. O pós-pandemia vai exigir também algo que já estamos percebendo acontecer: a cooperação. Vamos incorporar ela ainda mais nas habilidades empreendedoras, gerando cooperação entre pessoas e negócios dentro de um olhar coletivo”.
Segundo ele, a Covid-19 ainda mostrou que a centralização produtiva em alguns países não dá conta de atender as necessidades básicas de todos e por isso, haverá o fortalecimento da economia local para a entrega de produtos e serviços.
Adaptação é a palavra
O diretor do Sebrae apontou durante sua fala, que para sobreviver à crise, muitos empresários tiveram que reinventar os seus negócios e até mudar de área de atuação. “Quem se adapta melhor é quem vai vencer a crise. A nossa geração, formada por pessoas em capacidade produtiva, não viveu uma guerra ou crise sem precedentes e nós brasileiros estamos começando a entender que temos uma capacidade enorme de construir propósito e mostrar que conseguimos vencer as adversidades. Estamos começando alinhar todos em um propósito comum e neste contexto, o conhecimento é primordial para que haja a inovação necessária”.
Pinheiro afirma que mais que nunca, a universidade será uma grande parceira na construção deste novo normal, preparando profissionais alinhados ao novo momento e colaborando com sua expertise gestores públicos e empresas, incluindo as menores. Segundo Pinheiro, após a pandemia passar, teremos uma crise de empobrecimento da população, o que afetará diretamente os negócios e indústrias locais. De acordo com o diretor do Sebrae, Santa Catarina tem 870 mil empresas e apenas 20 mil delas são médias e grandes, sendo 850 mil, pequena, micro ou microempreendedor individual. “Estamos falando de milhares de pessoas que dependem desses negócios. A realidade é que haverá um empobrecimento e a partir desse momento quem empreende tem que saber que terá pela frente uma oportunidade e um desafio.Temos que junto, trabalhar para que os empreendimentos sobrevivam e saiam fortalecidos”.
Humanização
O presidente da Acic trouxe, em sua fala, diversos questionamentos que os empresários estão se fazendo no cenário atual e salientou que o essencial nesse momento está sendo a humanização das relações.
Segundo ele, as empresas maiores com profissionais com maior nível de estudo conseguem ter um poder de resposta um pouco maior que as demais. “O micro e o pequeno empresário entraram em desespero e as entidades têm sido essenciais para a orientação dos empresários. Mas ainda há muitas dúvidas como para onde caminha a economia do Brasil e do mundo e se ele vai conseguir manter o nível de emprego, conseguir manter os colaboradores motivados, cumprir o papel social e se os gestores públicos vão auxiliar nesse processo”.
Em termos de consumo, Dagostin salienta que as pessoas ficaram mais criteriosas com o que consomem e estão refletindo sobre que é essencial à vida. “Por isso nós empresários precisamos ficar atentos se o que ofertamos ao mercado é necessário para as pessoas. Além disso, temos que refletir sobre qual o propósito da nossa empresa e melhorarmos a comunicação deste propósito ao consumidor”, comenta.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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