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Economia

Unesc celebra título de Universidade mais empreendedora de Santa Catarina

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Foi com a proposta de criação de uma plataforma virtual capaz de diminuir as filas para cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS), que a equipe de professores e acadêmicos da Unesc, “Filhos de Hermes”, garantiu o título de campeã do Reuni Challenge 2022, considerada a maior competição de Empreendedorismo Universitário do Brasil.

A grande final teve provas ao longo do fim de semana, nas dependências do Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira, localizado no Orion Parque Tecnológico, em Lages, com nove equipes na disputa, culminando no resultado divulgado já no entardecer de domingo (25/09).

A equipe vencedora apresentou todos os argumentos, dados e subsídios capazes de convencer um rigoroso grupo de avaliadores sobre a viabilidade da proposta intitulada “Hipp”. Concorrendo com mais de 40 ideias de instituições de ensino superior públicas, privadas e comunitárias toda Santa Catarina, a equipe da Unesc foi a grande campeã e recebeu o título de Universidade mais empreendedora do estado, além de R$ 10 mil para viabilizar a proposta, com direito a mentoria Orion Parque.

Reconhecimento e orgulho

O incentivo ao envolvimento em projetos que estimulam o perfil empreendedor e inovador em acadêmicos, de todos os cursos, se reflete em resultados como esse, que enchem de orgulho e ainda mais motivação toda a Universidade, de acordo com a reitora Luciane Bisognin Ceretta. “Estamos extremamente orgulhosos pelo resultado obtido e convictos de que esse troféu representa, de fato, o destaque do ecossistema de inovação e empreendedorismo da Universidade. Essa conquista é um case de como o Unesc Connect e a Graduação Multi, com foco na experiência e na resolução de problemas, se conectam para oferecer uma formação ainda mais empreendedora e inovadora aos nossos acadêmicos de vários cursos”, pontuou.

Além de garantir o título de Universidade mais empreendedora de Santa Catarina para a Unesc, a equipe “Filhos de Hermes” aborda um tema que coaduna com o papel de Universidade Comunitária e torna o trabalho ainda mais cheio de significado.

“Visualizamos um grande potencial na proposta apresentada e, principalmente, nessas mentes envolvidas na elaboração, estruturação e apresentação de uma ideia que pode solucionar um grande problema do SUS em todo o país. É assim que se faz inovação, com um time multidisciplinar, com estudantes e mentores de todas as áreas do conhecimento atuando colaborativamente”, enalteceu a pró-reitora de pesquisa, pós-graduação, inovação e extensão, Gisele Coelho Lopes.

Suor e sangue

A acadêmica de Direito da Unesc, Júlia Daminelli, a pitcher da equipe, ou seja, a apresentadora do grupo, usou a experiência da participação no Reuni 2021, quando estava na equipe que garantiu o terceiro lugar, e, mais uma vez, usou da retórica para transmitir aos jurados o valor da proposta do time. “Estamos todos muito emocionados e felizes com mais essa conquista. O pessoal deu o suor, deu o sangue, e trouxemos esse troféu para casa, agora do primeiro lugar”, comemorou.

Quem também explodiu de alegria e emoção foi o professor mentor Gian Marangoni, orientador da turma. “Ganhamos o primeiro lugar, mas isso aqui não é o mais importante. O principal foi o que passamos nesses dois últimos finais de semana, em um movimento que se deve, em muito, aos nossos estudantes. Gostaria de agradecer à reitoria pelo apoio e incentivo para que essas iniciativas aconteçam dentro dos espaços universitários. Desejo que, cada vez mais, o empreendedorismo e a inovação estejam à frente dessas questões que são muito importantes para a sociedade atual”, vibrou.

Apoio técnico

O assessor de Inovação da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (Aditt), Christian Engelmann, também acompanhou de perto a participação do time da Unesc, “Filhos de Hermes”, nas duas etapas da competição, oferecendo apoio técnico à equipe. “Ao longo de todo esse processo, repassamos as diretrizes, tanto técnicas quanto emocionais, para que nossos acadêmicos obtivessem êxito. Com o apoio dos nossos professores mentores e uma equipe de acadêmicos muito bem engajada, conseguimos conquistar o reconhecimento da nossa Unesc como a Universidade mais Empreendedora de Santa Catarina”, enfatizou.

Conforme Christian, a Aditt sempre estará de portas abertas para auxiliar todos os universitários que queiram iniciar no empreendedorismo, uma das grandes bandeiras da Unesc. “Nós da Agência de Inovação estamos à disposição para colaborar e ajudá-los a se desenvolverem nesse mundo que cada vez é mais exigente da proatividade dos acadêmicos. Estamos empenhados em trazer mais títulos como esse e voltar cada vez mais nossos olhares para esse grande mote, essa grande premissa de inovação e empreendedorismo”, concluiu.

Sobre o Reuni

O Reuni Challenge é a maior competição estadual voltada para o desenvolvimento de soluções que possam ajudar a construir um mundo melhor. O desafio deste ano foi a criação de uma proposta que solucionasse objetivos do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU).

Neste ano, a competição envolveu cerca de 375 inscritos, 44 equipes, 30 avaliadores, 77 mentores e 37 universidades, com 500 pessoas envolvidas para a realização do evento. Desde o início, o Reuni já recebeu mais de cinco milhões de impressões nas redes sociais.

O projeto tem como objetivo conectar os Centros de Inovação do estado, criando a maior competição de Empreendedorismo Universitário do Brasil, estimulando a criatividade e a concorrência entre as instituições e propiciando aos estudantes colocar em prática o capital intelectual adquirido na academia.

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Economia

SindArroz-SC aponta prioridades para o próximo governo e defende redução de custos

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A indústria e os demais elos da cadeia do arroz chegam ao período que antecede as eleições com demandas definidas para o próximo Governo. Em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) defende medidas que ampliem a previsibilidade para as empresas, reduzam os custos de produção e contribuam para o equilíbrio entre produção, industrialização e comercialização do cereal.

Na avaliação do presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, entre os principais gargalos estão a insegurança jurídica e tributária, além do crescimento das demandas trabalhistas. Para o dirigente, a construção de regras mais claras e estáveis é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança. “Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta a preocupação das empresas. Também observamos um crescimento expressivo das demandas trabalhistas, que amplia os custos e a insegurança para as indústrias”, afirma.

Além da questão regulatória, a tributação, os custos de energia, a logística e as despesas industriais pesam sobre a competitividade da cadeia. “O principal ponto de pressão está no custo total da atividade, especialmente diante do peso dos impostos. O produtor precisa ter um custo de produção mais baixo, de forma que consiga fornecer o produto às indústrias em condições economicamente viáveis. As indústrias, por sua vez, precisam ter margem para beneficiar o arroz e fazê-lo chegar à mesa do consumidor com uma logística equilibrada e custos de transporte justos”, explica Rampinelli.

Logística e exportações

Entre as medidas que podem contribuir para a competitividade do setor, o presidente do Sindicato destaca a necessidade de melhorias na logística. O transporte interfere diretamente nos custos de produção e industrialização e, consequentemente, no preço final do arroz.

Outro caminho apontado pelo SindArroz-SC é o fortalecimento das exportações. Para Rampinelli, uma política contínua e planejada de vendas ao mercado externo pode contribuir para equilibrar a produção e o consumo nacional, além de ampliar o valor agregado ao produto brasileiro.

Planejamento de longo prazo

Diante dos desafios enfrentados pela cadeia, o presidente do SindArroz-SC defende que as medidas do próximo Governo não sejam pontuais, mas façam parte de uma estratégia de longo prazo para o setor. O planejamento deve considerar a demanda nacional, a produção necessária para garantir o abastecimento, uma margem de segurança e alternativas para a diversificação de culturas.

“Uma política estruturada e construída com previsibilidade pode contribuir para reduzir os riscos e dar melhores condições para produtores e indústrias planejarem suas atividades. A integração entre produção, indústria e governo, teria impacto direto na competitividade e na sustentabilidade de toda a cadeia do arroz”, conclui o dirigente.

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Economia

Unesc oferece programa de pré-incubação para municípios da Amrec

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Cidades que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) ganham uma nova ferramenta para fomentar o empreendedorismo local. A Incubadora Tecnológica de Ideias e Negócios da Unesc (ITEC.in) passa a oferecer um programa de pré-incubação voltado às administrações públicas da região.

A proposta permite que os municípios contratem uma jornada de seis meses de desenvolvimento, orientação e validação de projetos para empreendedores do próprio território.

Um caminho estruturado para ideias locais

O programa nasce de um problema comum a diversas cidades: há pessoas com boas ideias e potencial inovador, mas falta estrutura técnica para acompanhar esses projetos desde o início. Com a pré-incubação, o município contrata o serviço da Unesc e passa a oferecer aos empreendedores locais acesso à metodologia, aos especialistas e à rede de conexões da instituição.

“A inovação precisa chegar onde as pessoas estão e encontrar espaço para transformar problemas reais em oportunidades. A proposta é criar um caminho estruturado para que ideias possam ser validadas, aprimoradas e apresentadas ao mercado com mais segurança”, explica a gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel.

A reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento regional. “A Universidade Comunitária tem compromisso direto com o desenvolvimento das regiões onde está inserida. Levar conhecimento, inovação e oportunidades para mais perto dos empreendedores significa transformar a expertise acadêmica em resultados que podem gerar impacto econômico e social”, afirma.

Como funciona para o município

Ao contratar o serviço, a administração municipal passa a contar com a expertise da Unesc para atender empreendedores e projetos do próprio território — sem precisar montar internamente uma equipe especializada. A Universidade disponibiliza conhecimento, metodologia, mentores, especialistas e conexões com o ecossistema de inovação; cabe ao município aproximar essa estrutura dos empreendedores locais.

Segundo Elenice, os resultados esperados incluem o fortalecimento do ecossistema de inovação, o desenvolvimento econômico local, a qualificação de projetos empreendedores e a criação de soluções para problemas identificados no próprio território — tudo isso sem exigir a criação de uma nova estrutura dentro da administração pública.

A lógica do programa conecta três pontas: o município, que identifica a necessidade de estimular a inovação e contrata o serviço; a Unesc, que entra com metodologia e expertise; e o empreendedor, que recebe acompanhamento para desenvolver sua ideia.

A jornada do empreendedor selecionado

Para quem é selecionado pelo município, a trajetória começa pela compreensão do problema que o projeto pretende resolver. Ao longo de seis meses, o participante passa por capacitações, workshops, mentorias — online e presenciais — e acompanhamento individualizado.

A metodologia da ITEC.in ajuda a validar a necessidade real do público-alvo, construir um MVP enxuto, estruturar o modelo de negócio e preparar o projeto para etapas futuras, como captação de recursos, aceleração ou incubação.

“Uma boa ideia precisa encontrar um problema real, um público disposto a pagar pela solução e um modelo capaz de sustentar o negócio. Por isso, nosso trabalho é ajudar o empreendedor a testar, corrigir, estruturar e, principalmente, vender o produto”, destaca a coordenadora da ITEC.in, Patrícia Darolt.

Seleção e próximas etapas

O programa prevê a seleção de 10 projetos para o ciclo prático. A jornada começa com a divulgação e as inscrições dos interessados, segue com a avaliação das propostas e, após a seleção, os participantes entram na etapa de desenvolvimento, com acompanhamento contínuo.

Para os municípios, o retorno vai além do curto prazo. “Para o município, o ganho está também na possibilidade de transformar o investimento em inovação e resultados concretos. Projetos mais bem estruturados podem avançar para a formalização de negócios, buscar investimentos, acessar programas de aceleração ou ingressar em etapas posteriores de incubação”, conclui Elenice.

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Economia

SATC lança programa para conectar empresas e startups em busca de soluções inovadoras

Criciúma Open Challenge Day vai transformar desafios reais de empresas em projetos-piloto com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC

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Empresas de Criciúma e região que enfrentam desafios e buscam novas tecnologias terão uma nova ferramenta para encontrar soluções. A SATC, com apoio da FAPESC e do Sebrae/SC, lança o Criciúma Open Challenge Day, programa de inovação aberta que conecta empresas, startups e negócios inovadores para transformar problemas reais em projetos-piloto.

A proposta é permitir que as empresas apresentem desafios específicos ao mercado, definindo desde o início o escopo do problema, o prazo e o valor disponível para a realização de uma prova de conceito (PoC).

A partir do desafio cadastrado, startups e empresas que possuem soluções alinhadas poderão demonstrar interesse e apresentar propostas. As alternativas passam por uma seleção até chegar ao encontro entre os potenciais parceiros.

Para o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha, o modelo amplia as possibilidades para organizações que precisam inovar, mas nem sempre encontram internamente as competências necessárias.

“A inovação aberta parte justamente da ideia de que a empresa não precisa encontrar todas as respostas dentro de casa. Ao abrir um desafio para o ecossistema, ela consegue acessar diferentes competências, tecnologias e modelos de solução”, explica.

Como funciona o Criciúma Open Challenge Day

O programa foi estruturado em cinco etapas, que começam com a identificação do problema e podem terminar com a solução sendo testada no ambiente real da empresa.

1. Cadastro do desafio: a empresa apresenta o problema, o escopo, o prazo e o valor destinado à prova de conceito.

2. Apresentação das soluções: startups e empresas com tecnologias ou modelos de negócio relacionados ao desafio demonstram interesse e encaminham seus pitches.

3. Seleção: as propostas recebidas são avaliadas para identificar as soluções mais adequadas.

4. Matchmaking: durante o evento presencial, empresas e potenciais fornecedores se encontram para conhecer as propostas e avançar nas negociações.

5. Projeto-piloto: após a contratação, a solução é testada em ambiente real, com acompanhamento e suporte das entidades envolvidas.

Segundo a gerente de Consultorias e PD&I do Centro Tecnológico SATC, Pâmela Milak, o objetivo é aproximar uma necessidade concreta das empresas das competências disponíveis no ecossistema de inovação.

“A ideia é aproximar empresas, profissionais e conhecimento de uma forma muito objetiva. Existe um desafio real, existe uma solução que precisa ser validada e existe um ambiente preparado para que essa conexão aconteça”, afirma.

Evento reúne instituições do ecossistema de inovação

O Criciúma Open Challenge Day reúne 11 instituições do ecossistema local de inovação, com a proposta de estimular a cooperação e contribuir para o desenvolvimento econômico das empresas da região.

A programação terá dois momentos principais.

O evento de lançamento será realizado no dia 1º de outubro, às 8h30, no Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). As inscrições já estão abertas.

Já o evento de conexão, que promoverá o encontro entre empresas e potenciais solucionadores, está marcado para 12 de novembro, às 8h30, no Centro Tecnológico SATC.

Empresas interessadas em cadastrar desafios e startups ou negócios que tenham soluções inovadoras podem participar por meio da plataforma do programa.

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