Geral
Unesc cria medidas para auxiliar estudantes durante a pandemia
Criciúma
Ciente de seu papel e responsabilidades como comunitária, a Unesc vem tomando frente com diversas ações desde a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, sobretudo na região Sul. Entre trabalhos como informações diárias, confecção de máscaras para agentes de saúde, produção de álcool em gel para a comunidade, apoio psicológico e o sistema de teletriagem referenciada, a Unesc, neste domingo (29/3), veio a público comunicar-se com a comunidade acadêmica a respeito dos impactos financeiros projetados.
Em vídeo, a reitora Luciane Bisognin Ceretta direcionou o pronunciamento aos mais de 13 mil alunos.
De casa, a gestora da Instituição reitera a importância de ouvir a aqueles de expertise sobre a pandemia que é enfrentada e afirma que a Universidade seguirá, de forma segura, zelando pela qualidade de vida das pessoas diante destes desafios. “Vivemos tempos difíceis, e que não estavam planejados por ninguém. Por isso, peço a vocês, nossos estudantes, sabedoria, equilíbrio e resiliência, para que juntos possamos conduzir com responsabilidades nossas ações e decisões. Não mediremos esforços para encontrar soluções que atendam a aqueles que são nosso maior patrimônio: nossos estudantes”, enaltece.
Diariamente, a Unesc impacta de forma direta a vida de 15 mil pessoas em seu campus. Para além de seus muros, por meio do ensino, pesquisa, extensão e serviços oferecidos à comunidade em parcerias de apoio a prefeituras, quase um milhão de pessoas da Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Amesc (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) e Amurel (Associação dos Municípios da Região) tem suas vidas tocadas pela Universidade.
Criada pelo município de Criciúma, a Universidade não é pública. Sua existência e suas ações são subsidiadas em 98% pelas mensalidades. De seus 13 mil estudantes, 85% são auxiliados com algum tipo de bolsa de estudos, sendo que 55% são subsidiados com recursos da própria universidade. A Instituição também mantém o Restaurante Universitário, importante critério de permanência para o estudante.”A Universidade é grande e sólida, é verdade, mas também sente o impacto do momento vivido. Estamos todos do mesmo lado. Por isso, devemos ser confiantes e abertos ao diálogo. A equipe de gestão está focada e comprometida na elaboração do um plano de contingência, com o objetivo de minimizar os impactos causados pela pandemia. Buscaremos a sustentabilidade de nossa Instituição, para proteger todos que nela depositam sua confiança”, afirma Luciane.
A proposta, ainda em elaboração, deverá flexibilizar o que for possível das mensalidades de abril, maio e junho. Para o mês de março, com pagamento previsto para abril, não será estipulado juros para casos em atraso decorrentes do impacto do abalo econômico, desde que justificados. Nenhuma penalidade por débitos com a Universidade será executada, garantindo a continuidade dos estudos nos próximos meses e semestre, desde que justificados por conta do impacto econômico. “Aproveitamos o momento para solicitar apoio às nossas ações, junto aos órgãos públicos nas esferas estaduais e federais. Defenderemos a atitude de adiantamento dos recursos do Uniedu (Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina) e o pensamento de um novo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), explica a reitora.
A Universidade estudará cada caso apresentado pelos estudantes. Para isso, criou um comitê financeiro que receberá as solicitações dos estudantes e analisará, de acordo com a especificidade de cada um.
Tecnologia proporcionará a continuidade das aulas
Um dos mais importantes eixos do desenvolvimento da região é a educação. Medidas, por meio da tecnologia, já estão concretizadas e em fase de implementação para as aulas seguirem. “Há 52 anos a Unesc oferece ensino de excelência. Pedimos que sigam confiando em nossa expertise. A tecnologia e a inovação estão presentes em nosso DNA e refletidas em todas as áreas do conhecimento. Transformaremos este desafio em uma grande oportunidade de vivenciarmos uma experiência única, segura e que manterá a qualidade atestada pelo MEC (Ministério da Educação) com nota máxima”, destaca Luciane.
Os dias de aula suspensos serão retomados, sem prejuízo ao calendário acadêmico, no mês de julho. A previsão de retorno é o dia 20 de abril. A decisão é assegurada em acordo entre Universidade e estudante e regulamentada pelo MEC, que prevê um plano pedagógico com até 20% de carga horária de forma semipresencial ou por meio do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), prevista também no contrato dos serviços educacionais dos estudantes.
“Finalizo reafirmando que a Universidade está aberta ao diálogo, das mais diferentes formas. Agradecemos o respeito, a consideração e o carinho que estamos recebendo diariamente de nossos estudantes. É isso que confere sentido ao desafio de estar à frente de uma grande Universidade como é a Unesc, sobretudo em tempos tão difíceis. Reitero nosso compromisso e solidariedade a todos, não faltarão esforços para sairmos deste momento fortalecidos”, finaliza a reitora.
Acadêmicos reconhecem suporte
O aluno de Odontologia e vice-presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Guilherme Strelow, reconhece o período de dificuldades que se apresenta e reafirma a confiança na gestão. “O período é difícil, além de atenção à saúde terá impactos negativos na economia. Sabendo disso, o estudante precisará de todo o apoio necessário. Temos a consciência de que este suporte será dado e que a gestão não medirá esforços para a permanência estudantil. Quem estuda na Unesc sabe da preocupação e responsabilidade desta Instituição para com seus acadêmicos”, afirma
Geral
PRF interdita BR-101 em Araranguá após acúmulo de água na pista
A BR-101 está totalmente interditada no sentido Norte, entre os quilômetros 401 e 404, em Araranguá, devido ao acúmulo de água na pista provocado pelas fortes chuvas na região.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as condições do trecho não oferecem segurança para a circulação de veículos.
Tráfego é desviado para a pista Sul, em mão dupla
Como alternativa, a PRF desviou o tráfego para a pista Sul, que passa a operar temporariamente em mão dupla entre os quilômetros 401 e 404.
A corporação alerta que a mudança pode gerar filas nos dois sentidos da rodovia.
Orientações para quem precisar passar pelo trecho
Motoristas devem redobrar a atenção, reduzir a velocidade ao entrar na área em mão dupla e evitar ultrapassagens. A PRF recomenda que os condutores programem a viagem com antecedência e prevejam possíveis atrasos enquanto durar a interdição.
Geral
Araranguá decreta situação de emergência após fortes chuvas
O município de Araranguá decretou situação de emergência diante dos impactos causados pelas fortes chuvas que atingem a região desde a madrugada de segunda-feira (21). A medida foi formalizada pelo Poder Executivo por meio do Decreto nº 13.304/2026.
Segundo o texto, o elevado volume de chuva registrado em Araranguá — somado às precipitações nos municípios a montante — provocou alagamentos em vias públicas e imóveis, além de prejuízos materiais e pessoas desalojadas. As ocorrências já foram registradas no Formulário de Informações de Desastre (FIDE).
O que o decreto autoriza
Diante do cenário, o município considera necessária a adoção de medidas emergenciais para atender a população afetada e restabelecer a normalidade nas áreas atingidas.
O decreto libera a mobilização da estrutura municipal para as ações de resposta ao desastre e permite a convocação de voluntários, além de campanhas de arrecadação de recursos para reforçar o atendimento às vítimas. A coordenação das ações fica a cargo da Defesa Civil Municipal de Araranguá.
Em situações de risco iminente, agentes de proteção e Defesa Civil ficam autorizados a entrar em residências para prestar socorro ou determinar a evacuação imediata de imóveis, sempre que a medida for necessária para preservar vidas.
Rio Araranguá sobe e famílias são retiradas de casa
A decretação de emergência acontece em meio à elevação do nível do Rio Araranguá e a impactos registrados em diferentes pontos do município. Na tarde desta terça-feira (22), quatro famílias do bairro Barranca precisaram deixar suas casas depois que o rio atingiu 2,62 metros. Elas foram encaminhadas ao Ginásio de Esportes Padre Ézio Julli.
As equipes municipais e a Defesa Civil seguem monitorando a evolução das condições climáticas e do nível do rio, com foco na segurança dos moradores e no atendimento às áreas afetadas.
Foto – Defesa Civil Araranguá
Geral
Chuvas intensas afetam 60 municípios em Santa Catarina e seis decretam Situação de Emergência
A Defesa Civil de Santa Catarina contabiliza 60 municípios com registros de ocorrências provocadas pelas chuvas intensas que atingem o estado. O cenário, atualizado às 9h desta terça-feira, 22, reúne impactos em 17 Regionais da Defesa Civil Estadual, com alagamentos, extravasamento de rios, deslizamentos, vendavais, granizo, destelhamentos, interdições de vias e isolamento de comunidades.
Até o momento, seis municípios decretaram Situação de Emergência: Timbé do Sul, Turvo, Criciúma, Araranguá, Forquilhinha e São Joaquim. Os decretos de Criciúma e São Joaquim ainda aguardam publicação. Ermo e Campo Erê sinalizaram intenção de decretar. O levantamento aponta 51 pessoas desabrigadas, 364 desalojadas e 418 habitações afetadas. São Joaquim é o único município que formalizou, até o momento, solicitação de Itens de Assistência Humanitária (IAH).
Situação nas áreas mais afetadas
No Sul do estado, Timbé do Sul registrou mais de 150 mm de chuva, com extravasamento do rio e alagamento de residências. Diversas famílias precisaram ser resgatadas pelo Serviço Aeropolicial (Saer), com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). O município contabiliza 160 desalojados, quatro desabrigados, 42 casas afetadas, duas vias interditadas e duas comunidades isoladas. Um abrigo municipal foi aberto. A Serra da Rocinha está totalmente obstruída por deslizamento.
Em Turvo, foram registrados mais de 117 mm de chuva, além de fortes rajadas de vento e granizo. O extravasamento de rios provocou alagamentos e exigiu o resgate de algumas famílias pelo CBMSC e pela aeronave do Saer. O município registra 20 desalojados, 15 casas afetadas, 12 vias interditadas e 13 comunidades isoladas.
Em Criciúma, o extravasamento de três rios atingiu mais de 15 bairros. Cerca de 80 pessoas foram retiradas de suas residências, sendo 50 desalojadas e 30 desabrigadas. Cerca de 150 casas foram afetadas e 30 vias estão interditadas. Um abrigo foi ativado e as aulas foram canceladas no período noturno.
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