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Unesc recebe o 1º Seminário Internacional Apheleia: América do Sul

Inserida na Semana de Ciência e Tecnologia, esta é a primeira vez que o evento ocorre fora da Europa

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O debate sobre as questões humanas será foco do 1º Seminário Internacional Apheleia: América do Sul, que ocorre na Unesc na próxima semana. O evento, primeiro fora da Europa, está inserido na 14ª edição da Semana de Ciência e Tecnologia da Universidade, que inicia na próxima segunda-feira (23/10) e segue até sexta-feira (27/10).

“Sócrates, o filósofo, dizia que ‘uma vida que não é refletida nem deveria ser vivida’. Nesse sentido, em momentos de crises humanitárias, pós-pandemia, guerras, conflitos, guerras, enfim, entre avanços e retrocessos da humanidade na busca da compreensão e do aperfeiçoamento das relações sociais, políticas, culturais, econômicas, tecnológicas, territoriais, a Unesc, mais uma vez, coloca-se inserida e à disposição do debate global e local sobre questões humanas”, cita o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Unesc, Juliano Bitencourt Campos.

A reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta destaca a satisfação em receber o evento na Universidade e a importância em tratar temas relevantes da atualidade. “A Semana de Ciência e Tecnologia é o maior evento institucional da Universidade e receber estas pessoas especialistas nestes temas é fundamental para compreender as transformações pelas quais o mundo passa atualmente”, fala.

O Seminário Internacional Apheleia está direcionado às atividades científicas que tratam do modo pelo qual as sociedades percebem os territórios, enxergando neles diferentes, e por vezes conflitantes, formas de se relacionar com as paisagens. 

“Reconhecendo que as estratégias orientadas para a sustentabilidade têm falhado recorrentemente, por não considerarem a diversidade cultural que se traduz nessas percepções, Apheleia subscreve a declaração de princípios sobre ciência da sustentabilidade aprovada pela Unesco em 2017 e identifica quatro vetores fundamentais para uma gestão convergente e sustentável das paisagens: educação permanente; reorganização da matriz sociocultural e das relações intergeracionais; envolvimento dos diferentes atores territoriais; e estratégia crítica de comunicação”, fala Campos.

Entre os palestrantes, a programação contará com a presença do professor e coordenador do Instituto Politécnico de Tomar, de Portugal, Luis Oosterbeek, na noite de quarta-feira (25/10), além da secretária de Direitos Ambientais e Territórios Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Eunice Kerexu, na manhã de quinta-feira (26/10). As duas palestras ocorrem no Auditório Ruy Hülse. As demais palestras ocorrem no Auditório Edson Rodrigues, no Bloco P da Universidade.

A edição Apheleia América do Sul, na Unesc, em Criciúma reunirá professores universitários, acadêmicos de graduação e pós-graduação e a sociedade civil, em caráter inter e multidisciplinar, nas temáticas ligadas à gestão do território, povos originários e tradicionais, patrimônio cultural, paisagens culturais, turismo, inteligência artificial na educação e na sustentabilidade ambiental e seus desdobramentos, além de diversos temas ligados às relações humanas, apresentados e discutidos por pesquisadores do Brasil, Europa, e América do Sul.

As informações sobre o evento podem ser obtidas pelos links: https://www.even3.com.br/apheleia-americadosul/ e https://www.unesc.net/sct2023. A realização do Seminário Aphleia conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). 

Além da Unesc, as instituições realizadoras do evento são: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); Instituto Politécnico de Tomar, IPT/Portugal; Instituto Terra e Memória, ITM/Portugal; Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, CGEO/Portugal e Geoparque Mundial da Unesco Caminhos dos Cânions do Sul.

Abaixo, artigo que trata do tema, escrito pelos professores Juliano Bitencourt Campos, da Unesc; Luiz Oosterbeek, do IPT/ITM, de Portugal; André Luis Ramos Soares, da UFSM e Lia Raquel Toledo Brambilla Gasques, da UFMS:

O Mundo se transforma e a Unesc discute: Apheleia: América do Sul, 2023

Sócrates, o filósofo, dizia que “uma vida que não é refletida nem deveria ser vivida”. Nesse sentido, em momentos de crises humanitárias, pós-pandemia, guerras, conflitos, guerras, guerras, guerras…, enfim, entre avanços e retrocessos da humanidade na busca da compreensão e do aperfeiçoamento das relações sociais, políticas, culturais, econômicas, tecnológicas, territoriais, a Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), mais uma vez, coloca-se inserida e a disposição do debate global e local sobre questões humanas. 

Será nesta perspectiva que acontecerá, durante a XIV Semana de Ciência e Tecnologia na UNESC, ao final do mês do corrente ano, mais precisamente nos dias 25, 26, 27 e 28 de outubro o I Seminário Internacional Apheleia:   América do Sul. Este está direcionado às atividades científicas que tratam do modo pelo qual, as sociedades humanas percebem os territórios, neles enxergando diferentes, e por vezes conflitantes, formas de se relacionar com as paisagens. Reconhecendo que as estratégias orientadas para a sustentabilidade têm falhado, recorrentemente, por não considerarem a diversidade cultural que se traduz nessas percepções, Apheleia subscreve a declaração de princípios sobre ciência da sustentabilidade aprovada pela UNESCO em 2017 e identifica quatro vetores fundamentais para uma gestão convergente e sustentável das paisagens: educação permanente; reorganização da matriz sociocultural e das relações intergeracionais; envolvimento dos diferentes atores territoriais; e estratégia crítica de comunicação. 

Logo, as questões humanas exigem mais da sociedade, dos líderes políticos, das associações vivas, das organizações não governamentais e dos cientistas. Nessa direção, é mister que se diga que a Associação Internacional Apheleia é uma rede de pesquisa, inovação e desenvolvimento, criada em 2014 com o apoio da Comissão Europeia e que rapidamente se disseminou em todos os continentes. A Rede trabalha sobre o contributo específico das Humanidades para a gestão territorial e a sustentabilidade, tendo desde o início a colaboração de pesquisadores do Brasil, designadamente da UNESC e da UFSM. Membro do Conselho Internacional para a Filosofia e as Ciências Humanas, a rede Apheleia contribuiu de forma decisiva para a concepção e criação do novo programa da UNESCO, BRIDGES, sobre Humanidades e sustentabilidade. 

No ano em que comemora o seu 10º aniversário, a Rede realizará o seu 1º seminário fora da Europa, no Brasil. Este acontecimento, em Criciúma, na UNESC, será sua primeira edição além do Atlântico e a primeira na América do Sul. A edição Apheleia-América do Sul-Criciúma-UNESC reunirá professores universitários, alunos de graduação e pós-graduação e a sociedade civil, em caráter inter e multidisciplinar, nas temáticas ligadas à gestão do território, povos originários e tradicionais, patrimônio cultural, paisagens culturais, turismo, inteligência artificial na educação e na sustentabilidade ambiental e seus desdobramentos, além de diversos temas ligados às relações humanas, apresentados e discutidos por renomados pesquisadores do Brasil, Europa, e América do Sul.

Portanto, este texto é um convite, mas não é um convite qualquer. É um convite dentro do contexto mundial que pede atitude, comprometimento, seriedade. Seriedade de criança quando brinca. Pois, “Maturidade do homem significa o reencontro com a seriedade que se tinha nas brincadeiras de infância’ (Nietzsche). Apheleia, na UNESC, nos dias 25, 26, 27 e 28 de outubro, vai nos mostrar que um outro mundo é possível e já está sendo construído, que novas relações podem e devem ser discutidas, que uma nova sociedade é um desejo mundial, mas, também, um caminho já em curso para um futuro sustentável, digno, democrático, plural, diverso, humano e inclusivo. 

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Vento e chuva provocam transtornos na região; rio Criciúma ameaça sair da calha no bairro Paraíso

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O vento forte da madrugada e a chuva intensa desta manhã de segunda-feira provocam transtornos pela região. Na região de Sombrio, vários bairros ficaram sem energia já nas primeiras horas desta manhã. Em Araranguá, houve registro de queda de árvores, destalhamentos e danos na rede elétrica.

Em Içara, equipes da Cooperaliança seguem trabalhando para atender às ocorrências geradas pelo vento da madrugada. Em nota, a cooperativa informou que ainda pela manhã todos os problemas devem estar resolvidos. “Em função dos temporais registrados durante a noite, alguns pontos isolados da área de atuação da Cooperaliança estão sem energia elétrica. Nossas equipes já estão em campo atuando nos locais afetados para realizar os reparos necessários e restabelecer o fornecimento de energia”, diz a nota

Em Criciúma, a chuva provocou acúmulo de água em vários pontos, exigindo atenção redobrada dos motoristas. Na região do bairro Paraíso já há ruas alagadas. A escola João Linus Rech já registra alagamentos e os alunos estão sendo retirados e levados para casa.

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Bombeiros resgatam famílias ilhadas na região do bairro Paraíso, em Criciúma

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A chuva forte que castiga Criciúma desde as primeiras horas da manhã de hoje deixa diversos pontos de alagamentos neste momento. A situação mais crítica é registrada no bairro Paraíso. O Corpo de Bombeiros Militar precisou utilizar botes para resgatar as famílias que ficaram ilhadas. Expectativa é que o cenário comece a melhorar no final do dia quando a chuva tende a dar uma trégua.

Além do bairro Paraíso há alagamentos em vários pontos da cidade. Ao longo de toda a Avenida Centenário a orientação é para que os motoristas redobrem a atenção. Há pontos de alagamentos também em Içara e Forquilhinha.

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Incêndio assusta professores e alunos da escola Paulo Rizzieri em Içara

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Um princípio de incêndio assustou estudantes e professores da Escola Paulo Rizzieri, no bairro Boa Vista, em Içara. O sinistro foi registrado no início da manhã e interrompeu o funcionamento da instituição. Equipes dos bombeiros e da Cooperaliança estão no local. O problema teria iniciado depois que um raio atingiu a rede.

Segundo relato de professores, o problema teria iniciado em um transformador e, em seguida, acabou atingindo o medidor de energia da unidade e, por consequência, afetou toda a rede do colégio. “Foram muitos estalos nas tomadas e lâmpadas. Houve muita correria de alunos e de toda a equipe, mas ninguém se feriu”, explica o professor Isacc Recco.

Segundo ele, os problemas elétricos da unidade já são conhecidos da administração. “Há três anos foi feita denúncia, o caso foi levado a Câmara de Vereadores, mas não tivemos nenhum reparo desde então”.

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