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Economia

Comércio de Santa Catarina registra queda em outubro

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Na décima edição do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, que examinou os dados de outubro, observamos uma queda de 8,7% no volume de vendas no estado de Santa Catarina em comparação ao ano anterior. Essa análise mensal, conduzida pela Stone em parceria com o Instituto Propague, destaca a movimentação varejista, apresentando uma visão abrangente do setor nacional.

O estudo baseia-se na metodologia desenvolvida pelo Consumer Finance do Federal Reserve Board (FED), adotando um modelo semelhante ao indicador econômico dos Estados Unidos. As operações realizadas via cartões, voucher e Pix dentro do grupo StoneCo são consideradas, com o intuito de mapear mensalmente os dados de pequenos, médios e grandes varejistas.

Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, responsável pelo levantamento, comenta sobre os resultados desta edição, destacando uma perspectiva desafiadora para o fechamento do ano. As tendências nos segmentos de mercado indicam uma revisão do diagnóstico anterior, passando de um cenário de melhora para um de estabilidade, com cautela. Calvelli destaca a importância de os empreendedores estarem atentos a esses indicadores e adotarem estratégias adaptativas para impulsionar seus negócios.

Os dados detalhados e outras informações relevantes podem ser acessados no dashboard do Instituto Propague, que concentra todas as informações essenciais em um único local, simplificando a pesquisa e análise.

No que diz respeito aos destaques por segmento, a análise revela que nenhum registrou crescimento na comparação anual. O setor de livros, jornais, revistas e papelaria lidera as estatísticas, com uma queda de 9,1%, seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,7%); tecidos, vestuário e calçados (6%); artigos farmacêuticos (1,6%); móveis e eletrodomésticos (0,6%) e material de construção (0,4%).

Ao analisar os destaques regionais, apenas quatro estados apresentaram aumento na comparação ano a ano: Pará (2,9%), Tocantins (2,8%), Mato Grosso do Sul (1,2%) e Piauí (0,5%). Nas quedas, as regiões Norte e Nordeste lideraram, com destaque para Amapá (23,3%), Sergipe (10,5%), Alagoas (9,4%). Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Santa Catarina (7,7%), Rio Grande do Sul (7,3%) e Mato Grosso (6,7%) foram os estados mais impactados.

Os seis segmentos avaliados pelo Índice de Atividade Econômica Stone Varejo incluem:

  1. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos;
  2. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo;
  3. Livros, jornais, revistas e papelaria;
  4. Móveis e eletrodomésticos;
  5. Tecidos, vestuários e calçados;
  6. Material de Construção.
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Economia

Santa Catarina segue com menor índice de desemprego no Brasil

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Santa Catarina fechou o quarto trimestre do ano de 2023 com a menor taxa de desocupação do país. O dado é de uma pesquisa do IBGE, a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira, 16. Isso quer dizer que no período, o estado era o que mais tinha pessoas empregadas. Para se ter uma ideia, a taxa de desocupação em SC, com base na avaliação do quarto trimestre de 2023, ficou em 3,2%, enquanto que no estado onde há mais gente à procura de uma vaga de trabalho esse índice chega a 14,2%. Santa Catarina se destaca ainda como o estado com o maior índice de trabalhadores com carteira assinada.

“Não é ser melhor do que ninguém, mas Santa Catarina é isso, é trabalho, é resiliência. A gente vê no dia a dia, vem a dificuldade e em seguida o povo tá de pé novamente. Vem a crise, o estado é o último a entrar e o primeiro a sair, reconstruindo, trabalhando firme. Ao encontro dessa força, o Governo tá investindo em obras estruturantes, na saúde, na segurança, na educação e principalmente em quem produz e gera emprego. A meta é melhorar sempre”, disse o governador Jorginho Mello.

Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação do país no 4° trimestre de 2023 foi de 7,4%. A amostragem por sexo aponta que o índice está em 6,0% para os homens e 9,2% para as mulheres. Já para as pessoas com ensino médio incompleto, a taxa foi de 13,0%, superando a dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 7,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,6%).

No ano de 2023, o nível da ocupação do país (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,6%. Na média anual, o nível da ocupação catarinense (65,9%) foi o maior do país em
2023, superando o Mato Grosso e Goiás (64,7%), e avançou ante 2022 (64,6%). A atividade Outros Serviços (12,8%), com 24 mil pessoas ocupadas a mais, teve o maior crescimento percentual e absoluto entre as atividades no 4º trimestre de 2023. Alojamento e alimentação (12,6%), com 20 mil ocupados a mais, veio em seguida. Serviços domésticos (5,3%)Indústria geral (1,9%) e Transporte, armazenagem e
correio (1,5%)
 também ganharam população ocupada entre o 3º e 4º trimestres de 2023. Também avançou 1,1% no 4º trimestre de 2023 a ocupação na atividade Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

O secretário de Estado do Planejamento, Edgar Usuy, comemora os números da pesquisa e destaca o trabalho estratégico do Governo do Estado em fortalecer setores como o turismo, por exemplo, com ações ao longo de todas as estações do ano. “Isso movimenta a economia e a geração de empregos em diferentes regiões”, observa. Usuy pontua ainda que a pesquisa mostra o bom desempenho no índice de ocupação no Meio Oeste, no Litoral Sul e na Serra Catarinense. “Com isso, o desenvolvimento econômico começa a ficar mais equilibrado geograficamente no nosso estado, o que é, realmente, muito importante para que a gente possa ter todas as regiões com musculatura econômica, com projetos e planejamentos de médio e longo prazo para que a gente consiga elevar cada vez mais a estrutura e a organização da economia catarinense”, completa.

Empregados com carteira assinada

Segunda a PNAD, no quarto trimestre de 2023, Santa Catarina também era o estado com o maior percentual de empregados com carteira assinada – 88,2%. Em seguida, aparecem os outros dois estados do Sul: Rio Grande do Sul com 81,9% e Paraná com 81,7%. O percentual de empregados com carteira assinada era de 73,7% dos empregados do setor privado.

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 39,1% da população ocupada. Os menores índices ficaram com Santa Catarina (27,6%), Distrito Federal (30,4%) e São Paulo (31,2%).

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Economia

Começa contagem regressiva para declaração do imposto de renda

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Passado o carnaval, começa a contagem regressiva para a declaração do imposto de renda. 

O prazo do fisco começa em 15 de março e vai até 31 de maio.

Então o contribuinte tem 30 dias para juntar toda a documentação e não deixar tudo para a última hora. 

Quem não enviar até o fim do prazo, recebe multa pela falta ou pelo atraso. 

Além disso, é importante também ter cuidado com as informações e documentos declarados. Qualquer coisa errada pode levar para a malha fina.

Devem declarar, por exemplo, pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559 no ano passado. Ainda precisam ser informadas as movimentações sobre bitcoins e outros criptoativos.

A novidade deste ano é que quem recebe até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2824 por mês, está isento de declarar. 

A medida beneficia 16 milhões de brasileiros.

Já os empregadores têm até o dia 29 de fevereiro para entregar os informes de rendimentos dos funcionários. A data vale também para instituições financeiras e corretoras de valores que devem entregar o documento com as aplicações financeiras dos clientes.

Se tiver alguma dúvida, basta acessar o site gov.br/receitafederal ou mesmo consultar um profissional da contabilidade.

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Economia

Jovens Talentos: Abadeus prepara adolescentes para o mercado de trabalho

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O Jovens Talentos Trilhas Empreendedoras, projeto da Abadeus Centro de Inovação Social, que visa o desenvolvimento e preparação de jovens para o mundo do trabalho, inicia mais uma turma nesta quarta-feira (14/02). O programa oferece conteúdos de tecnologia, empreendedorismo, comunicação, liderança e trabalho em equipe. 

Com 160 horas de aula, o curso ocorre de segunda a quinta-feira e atende adolescentes de 13 a 17 anos. Ele é obrigatório para os jovens que desejam iniciar o programa Jovem Aprendiz. A didática das aulas gira em torno da robótica, linguagem da programação, administração e gestão de negócios, preparando os alunos para o mercado de trabalho.

O professor Gabriel Alves André é o instrutor da nova turma. Segundo ele, em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a instrução do curso abrange não apenas habilidades técnicas, mas também aspectos pessoais, proporcionando-lhes uma vantagem considerável.

Papel do empreendedor na prática

De acordo com o gestor de Inovação da Abadeus, Maicon Canever, o Jovens Talentos Trilhas Empreendedoras é um projeto com o objetivo de desenvolver as habilidades comportamentais dos adolescentes a partir dos 13 anos. A ideia é prepará-los com conhecimentos do comportamento empreendedor e tecnologias para o mundo do trabalho. Ou seja, os alunos aprendem na prática as responsabilidades de um empresário.

“Neste projeto, os jovens são desafiados a criarem soluções para os desafios do mundo. Seguindo uma metodologia de modelagem de startups, eles criam as propostas e apresentam no formato de pitch para os colegas e uma banca que avalia as melhores soluções”, explicou o gestor.

Preparação para o mercado

O curso atende jovens de 13 a 17 anos para ingressar no mercado de trabalho. Preparados para chegar nas empresas com um olhar diferenciado e entendendo os desafios de uma jornada profissional, o passo seguinte é o programa da ABADEUS Jovem Aprendiz. Para o professor Gabriel, as aulas são mais que necessárias.

“A importância do curso para os jovens é indiscutível. Além de proporcionar aos alunos habilidades práticas e teóricas essenciais para o mundo profissional, eles adquirem competências empreendedoras, aprendem a lidar com tecnologia, aprimoram habilidades de comunicação e fortalecem o trabalho em equipe”, frisou o professor.

As empresas Dexco, Corsul, Copaza, Bistek, Giassi Supermercados, Unimed, Esmalglass, BRDE e Camil, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Fundo para a Infância e Adolescência, tornam a realização do projeto possível.

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