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Economia

Recuperação tem sido mais rápida para alguns setores industriais

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Criciúma

O impacto do novo coronavírus deverá perdurar ainda por muito tempo no mercado, porém alguns setores industriais têm mostrado uma recuperação mais rápida e a perspectiva dos empresários catarinenses para os próximos seis meses passou a ser de maior otimismo.  

Conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), a intenção de investimento alcançou 59,5 pontos, registrando aumento de 23,1 pontos desde o mês de abril. Além disso, quando comparado com o igual período do ano anterior, o mês de junho de 2020 apresenta aumento de 4,2 pontos.

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBC-R) também cresceu 4,8% em junho na comparação com maio, como mostram os dados do Banco Central. O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Um dos setores que está contribuindo para essa recuperação, mesmo que tímida, é o segmento químico. A área de tintas, conforme o Sindicato das Indústrias Químicas do Sul Catarinense (Sinquisul), está aquecida, com tendências a se manter nessa constante para os próximos meses. Manter os empregos também foi prioridade para o segmento na região, que registrou pequena redução do quadro de colaboradores, situação que tem se restabelecido desde o mês passado.  

O mesmo comportamento é observado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Sul Catarinense (Sinduscon). “Avaliando o atual cenário, estamos otimistas com a reação a médio e longo prazo. As obras que estavam em andamento acabaram não sendo tão atingidas, o que não comprometerá os prazos de entrega e conclusão. Estão contribuindo com a retomada do setor os financiamentos da Caixa Econômica Federal, e as medidas implantadas pelo Governo Federal”, coloca o presidente do Sinduscon, Mauro Sônego, também diretor da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

Sônego chama a atenção para o aumento expressivo nos valores dos insumos, como o cimento e o aço. “A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, apoiada pelos Sinduscons, já está se manifestando publicamente contrária a esses aumentos, que oneram o setor. O alerta para os consumidores finais é que esses valores deverão ser repassados aos imóveis novos, tornando os disponíveis no momento como uma excelente oportunidade de investimento”, esclarece o empresário.

Cerâmica

A indústria cerâmica também registrou aumento na produção do mês de julho com relação ao mês anterior. A produção da capacidade instalada teve elevação de pouco mais de 20%, enquanto a produção no acumulado até julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado está 15% menor.  O segmento carbonífero também tem conseguido manter as vendas e segurar o quadro de colaboradores. Entre demissões e novas contratações, o setor manteve mais de 95% de seus postos de trabalho.

“As empresas têm feito muitos esforços para manter os negócios e preservar os empregos. Os custos com absenteísmo oriundos deste momento também estão elevados. Muitas empresas ainda esperam uma nova linha de crédito do BNDES, que até o momento não saiu. A busca de crédito esbarra ainda em altas taxas de juros e muita burocracia.  Mas, mesmo diante de tantas dificuldades, estamos visualizando cenários mais otimistas e melhores perspectivas para a retomada da economia”, destaca o presidente da Acic, Moacir Dagostin. 

Confecção é um dos segmentos mais impactados

A indústria de confecção é um dos setores mais penalizados nessa crise. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na última sexta-feira, 21, na Região Carbonífera foram perdidos 1.149 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e julho no setor. Quase a metade, 563, só em Criciúma. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário do Sul Catarinense (Sindivest), Xandrus Galli, a retomada está muito difícil.

“Devido ao fechamento dos mercados de consumo em vários Estados, não chegaremos a 50% da nossa produção com relação ao ano passado, que já havia sido ruim. É um cenário crítico. Muitos negócios não cogitam entregar o que foi vendido da coleção de verão e estão encerrando suas atividades porque não tem como manter a empresa. Infelizmente, devemos sofrer muito ainda.  Para voltar ao patamar de 2019, levaremos algo em torno de cinco anos”, lamenta.

Saldo de empregos

Depois de voltar a apresentar saldo positivo de empregos com carteira assinada em junho, a Região Carbonífera teve novamente em julho mais admissões do que desligamentos. Com 11 dos 12 municípios obtendo saldo positivo, no mês passado houve 5.006 contratações, contra 3.794 desligamentos, o que resultou em 1.212 postos de trabalho a mais, conforme os dados do Novo Caged.

O destaque ficou por conta de Criciúma, que teve 499 admissões a mais que desligamentos. Em seguida, aparece Içara, com 234. A seguir, vêm Forquilhinha com 117; Siderópolis com 108; Urussanga com 96; Nova Veneza com 60; Orleans com 33; Morro da Fumaça com 26; Lauro Müller com 17; Treviso com 15 e Balneário Rincão com sete. Em Cocal do Sul, o número de contratações (122) foi igual ao de demissões em julho.

O desempenho no mês passado ajudou a Região Carbonífera a diminuir a perda de empregos formais no acumulado do ano. Agora, são 1.192 postos de trabalho fechados entre janeiro e julho – a maior redução ocorreu em abril, período de restrições às atividades econômicas por conta da pandemia.

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Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

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Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

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A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

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Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

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Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

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