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Projeto CRIAR realiza palestra educativa sobre segurança digital na infância
O Projeto CRIAR, desenvolvido pela Sociedade Cultural Cruzeiro do Sul, realizou na noite desta quarta-feira (18) uma palestra voltada a pais e responsáveis na E.M.E.B. Oswaldo Hulse, no bairro São Francisco, em Criciúma. O encontro abordou o tema “Cybercrimes e redes sociais: o que pais e professores precisam saber”, com palestra ministrada pela policial civil de investigação Isabel Cristina Feijó.
Essa iniciativa do Projeto Criar, aprovada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e viabilizada com recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), tem como objetivo conscientizar crianças e familiares da rede pública e particular de educação sobre temas sensíveis, começando pelo cyberbullying.
Segundo a policial, é fundamental alertar os pais e professores sobre os riscos que crianças e adolescentes enfrentam nas redes sociais. “O ambiente digital faz parte da vida deles, mas também abre portas para situações de violência, como cyberbullying, aliciamento e exposição de imagens íntimas. Muitas vezes, os adultos não acompanham de perto o que os filhos acessam ou com quem conversam, e é justamente nesse espaço de silêncio que os crimes acontecem. Informação e orientação são as maiores ferramentas de proteção” destaca Isabel.
A diretora da escola E.M.E.B. Oswaldo Hulse, Elizabete Freitas comenta sobre a importância de trazer esse assunto para as escolas e para esses encontros com os pais. “A gente teve essa iniciativa, com essa parceria, porque nós temos casos e, em todas as escolas eu creio que tem casos, de alunos que cometem bullying, tanto verbal quanto virtualmente. Por isso é muito importante orientar e esclarecer os pais, pra que eles tomem providências também de educar os filhos em casa para que não façam bullying e para que saibam se proteger e pedir ajuda caso estejam sendo vítimas de bullying” alerta a diretora.
Cyberbullying pode gerar punições criminais e indenizações
Apesar da falsa sensação de anonimato, quem pratica cyberbullying está cometendo crime e pode ser punido pela Justiça. De acordo com o Código Penal Brasileiro, a prática pode configurar crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria (Artigo 138), injúria racial (Artigo 140) ou divulgação não autorizada de imagens íntimas de caráter erótico ou sexual (Artigo 218-C, incluído pela Lei 13.718/2018).
As sanções previstas podem chegar a até quatro anos de reclusão. Na esfera civil, o agressor também pode ser condenado ao pagamento de indenização por danos morais. Quando o autor é menor de idade, os pais ou responsáveis respondem legalmente, inclusive com a possibilidade de reparação financeira à vítima e sua família.
O uso de perfis e e-mails falsos em redes sociais não impede a identificação do agressor. Isso porque todo acesso à internet fica registrado por meio do endereço de IP, que pode ser rastreado em investigações policiais autorizadas pelo poder judiciário.
Livro Lana, que alerta sobre o cyberbullying, está na terceira edição
Uma das ferramentas do projeto CRIAR para falar do cyberbullying na escola é o livro Lana, que foi lançado em novembro de 2024 e já está em sua terceira edição. Lana integra um plano maior que inclui a produção de novos livros sobre temas como o autismo (foco do próximo livro), racismo, abuso sexual e outros tipos de violência, ampliando o alcance para adolescentes de 11 a 17 anos, sempre em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O livro nasceu de uma parceria entre o fonoaudiólogo clínico infantil Geovane Kubiaki, autor da história, a policial investigadora da DPCAMI Isabel Cristina Feijó e a produtora Mirella Sombrio, da Sociedade Cultural Cruzeiro do Sul, que integra o CMDCA.
A ideia surgiu a partir das discussões no Conselho sobre o aumento de casos de bullying e cyberbullying e da experiência da policial investigadora no atendimento de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes. Histórias reais, inclusive vivências familiares e situações registradas no Conselho, motivaram a criação de uma ação concreta que resultasse em um material educativo.
A obra foi ilustrada por Amanda Emerim e é voltada para alunos de 6 a 10 anos, fase anterior ao “primeiro celular”. Com linguagem simples e recursos visuais, ensina sobre segurança digital e incentiva o diálogo familiar.
A viabilização se deu por meio de captação de recursos junto a empresas parceiras, entre elas Giassi Supermercados, Brametal, Dicave Volvo e Anjo Tintas. O projeto conta com apoio da Secretaria de Educação do Município e realiza ações em escolas municipais, estaduais e particulares.
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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia
A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.
Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.
O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.
“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.
Pesquisa que gera novas conexões
Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.
Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.
“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.
A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.
Da graduação para uma conferência internacional
A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.
“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.
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