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Unesc promove debate sobre a pandemia e as possibilidades de reinvenção da ciência e da vida
O Dia Mundial da Saúde foi marcado na Unesc por um rico debate em torno da pandemia de Covid-19. Promovido pelos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) e Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade, um encontro realizado na noite desta segunda-feira (7/4) reuniu pesquisadores para debater, levantar reflexões importantes e responder perguntas dentro do tema “A pandemia e as possibilidades de reinvenção da ciência e da vida”. O evento, que contou com apoio do Programa de Residência Multiprofissional e do Núcleo de Saúde Coletiva da Universidade, foi realizado de forma virtual e transmitido pelo canal da Unesc TV no Youtube para mais de 650 espectadores.
Representando o corpo de professores e pesquisadores da Unesc, participaram da transmissão a reitora da Universidade, Luciane Bisognin Ceretta, a coordenadora do PPGSCol, Cristiane Tomasi e o professor do PPGSC, Felipe Dal Pizzol.
Para a reitora, promover este debate no Dia Mundial da Saúde é mais do que importante, mas necessário. “Este é um dia de grande significado sobretudo num país como o nosso e em momento com o cenário que temos. Que ótima discussão tivemos nesta noite para nos dizer a real importância da ciência em momentos tão desafiadores”, destacou.
Conforme Felipe, que tem experiência nas áreas de Medicina Intensiva e Pneumologia e atua desde o início da pandemia na linha de frente nos hospitais da região, o papel da Universidade precisa ser destacado em uma discussão em torno da temática da Covid em âmbito regional.
“Pode parecer um clichê, mas somos realmente uma Universidade Comunitária. Diferente das Universidades ditas grandes e que despontam em rankings, que também são de extrema importância, uma instituição como a nossa que tem uma capilaridade por toda uma região é disparadamente mais importante para este cenário, pois além de estarmos dedicados a resolver o problema global, estamos também focados no problema local”, explica, acrescentando que é a Unesc que está na região atenta em situações como a necessidade de leitos, a formação de profissionais para atuar na linha de frente, a disponibilização de equipamentos e orientação para a tomada de decisão nas mais diversas situações em nome da ciência no cenário local.
Entre as reflexões trazidas à tona no encontro, Dal Pizzol levantou ainda o debate sobre a situação da sociedade nos próximos anos pós pandemia. “Como vai ser a geração pós-Covid? Como vai ser a condição das famílias que tiveram membros que ficaram 50 dias na UTI e saíram? Em que condições saíram? Como vai ser a saúde mental das famílias que foram despedaçadas? Vemos algo como um cenário de guerra com seis, sete ou mais membros do mesmo grupo familiar internados. O problema não vai acabar aqui. Isso é algo que me preocupa porque no futuro vamos ter que lidar com isso e o impacto será grande”, pontuou.
As necessidades, assim como as pontuadas por Dal Pizzol, fizeram parte também da fala de Cristiane, que destacou as desigualdades da sociedade e as demais facetas de impacto da pandemia, como as questões econômicas e sociais, evidenciadas com a chegada da Covid. “Uma das grandes questões é como nós, enquanto sistema de saúde, podemos organizar uma atenção primária que funcione em meio a essa condição aguda e urgente que a gente vivencia e ao mesmo tempo dê conta de atender aquilo que já fazia parte da rotina”, comentou.
Enquanto referência no que diz respeito à ciência na região, conforme a coordenadora, foi necessário que a equipe da Universidade como todo, enquanto comunitária, atuasse com características que eram projetadas como necessárias aos profissionais em 2025. “Uma das reinvenções que nós vivemos no novo olhar para a saúde e oferta do cuidado é a utilização de características que já eram destacadas há algum tempo, mas se projetava apenas para os próximos anos. Habilidades de um até então chamado de ‘profissional do futuro’ como pensamento analítico, aprendizagem ativa, capacidade de resolver problemas complexos, pensamento crítico e criatividade, tudo o que já foi necessário ao longo deste um ano. Aí posso destacar a capacidade de resolver problemas complexos, que são situações diárias para todos nós nas demandas de saúde”, completou.
Ao final das temáticas levantadas por cada um dos participantes os pesquisadores responderam dúvidas enviadas pelo chat do YouTube por dezenas de participantes.
A transmissão completa segue disponível para visitação na página da Unesc TV no YouTube:
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UniSATC recebe 10º Encontro Regional Sul de História da Mídia
O Centro Universitário SATC (UniSATC) será palco do 10º Encontro Regional Sul de História da Mídia (ALCAR Sul). O evento ocorre nos dias 21 e 22 de setembro e reúne pesquisadores, acadêmicos, professores e profissionais da área da Comunicação. Neste ano, o tema central do evento é ‘Comunicação, territórios e disputas narrativas: a mídia local como palco de identidades, resistências e conflitos históricos’.
O encontro propõe uma reflexão sobre como os discursos midiáticos se relacionam historicamente com os lugares onde são produzidos e circulam. A programação inclui oficinas, mesa-redonda, palestra, sessões de Grupos de Trabalho (GTs) e momentos de troca entre os participantes.
Para a coordenadora do curso de Jornalismo da UniSATC e uma das organizadoras do evento, Marli Vitali, a programação também contribui para aproximar a formação acadêmica dos debates que atravessam o exercício profissional.
“A história da mídia não deve ser compreendida apenas como um olhar para aquilo que já aconteceu. Ela ajuda a entender como práticas, linguagens, escolhas e formas de narrar foram construídas ao longo do tempo e ainda influenciam a comunicação que produzimos hoje. Para os estudantes, o contato com diferentes pesquisas e perspectivas amplia a compreensão sobre esse campo e permite perceber como essas transformações estão relacionadas à sociedade e aos territórios em que vivemos”, afirma.
Programação
No dia 21 de setembro, o credenciamento começa às 13h30, seguido pelas oficinas, às 14h. Às 16h30, ocorre uma mesa-redonda com as professoras Maria Berenice Machado, Claudia Peixoto de Moura e Valci Zucolotto, presidenta da ALCAR. A mediação será da professora Claudia Nandi Formentin.
A abertura oficial está marcada para as 19h, seguida, às 19h40, pela palestra com o professor Juremir Machado da Silva.
No dia 22, as atividades começam às 9h, com as sessões dos Grupos de Trabalho. O encerramento do encontro está previsto para as 12h. A programação favorece a troca de conhecimentos e experiências entre os participantes, conectando a produção acadêmica às questões que envolvem a comunicação nos territórios.
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Clubes de Mães promovem atividade de autovalorização em Morro da Fumaça
Os Clubes de Mães de Morro da Fumaça, em parceria com o projeto Mente Livre, realizaram uma atividade voltada à autovalorização e à reflexão sobre a própria história. A proposta convidou as participantes a reservar um momento para olhar para si mesmas, reconhecer suas qualidades e valorizar as experiências que fazem parte de suas trajetórias.
Cada participante recebeu uma folha com mais de 25 frases de afirmação, como “Eu sou feliz!”, “Eu sou amada!”, “Eu sou incrível!”, “Eu sou forte!” e “Eu sou merecedora!”. A partir dessas mensagens, cada uma pôde personalizar a atividade de acordo com a própria história.
A proposta também resultou em momentos de reflexão sobre conquistas e lembranças que possuem significado para cada participante. Para Adriana da Rosa Alves, do Clube de Mães Mãos de Fada, do bairro Vila Rica, a atividade permitiu revisitar momentos importantes de sua vida.
“Foi muito gratificante, porque, às vezes, a gente não consegue analisar a própria vida com calma, nem pensar em tudo o que faz parte da nossa história. Com essa atividade, eu consegui olhar para a minha vida desde a época do meu casamento, há 26 anos, até hoje. Então, eu trouxe para o quadro tudo aquilo que faz parte da minha história e que é importante para mim. Coloquei meus filhos, meu casamento, os primeiros desenhos que eles fizeram, meus pais e meus irmãos. Cada detalhe representa um momento, uma pessoa ou algo que tem um significado muito especial na minha vida”, relata.
A primeira-dama Roberta Ghise Inocêncio ressalta que iniciativas como essa criam uma oportunidade para as mulheres olharem para si com mais carinho. “Na correria do dia a dia, muitas vezes esquecemos o quanto somos fortes, importantes e capazes. Essa atividade trouxe um momento para cada mulher olhar para a própria história, reconhecer tudo o que já viveu e perceber o quanto há de valor em sua caminhada. É importante também lembrar de cuidar de si e reconhecer as próprias conquistas”, afirma.
Já a vice-dama Rozi Pellegrin destaca a forma como as participantes abraçaram a proposta. “Foi muito bonito ver a participação de cada uma. Todas tiveram liberdade para colocar sua personalidade na atividade, escolher o que fazia sentido para sua história e compartilhar um pouco de si. O resultado mostra como um momento simples pode despertar lembranças, emoções e, principalmente, o reconhecimento do próprio valor”, pontua.
Encontros motivacionais
As produções que mais se destacaram entre os Clubes de Mães foram selecionadas para participar de três encontros motivacionais. O primeiro ocorreu nesta segunda-feira (14), no Salão de Atos Octávio Naspolini, com um momento especial de troca, reflexão e valorização entre as participantes.
“Essa iniciativa surgiu a partir da ideia de trabalhar um pouco mais a positividade e valorizar as coisas boas. Foi assim que surgiu o quadro ‘Eu Sou’. Começamos com as monitoras e todo mundo gostou muito da proposta, então decidimos levar a ideia para todos os grupos. Imprimimos as folhas, disponibilizamos os materiais e cada uma teve a liberdade de decorar e personalizar o próprio trabalho. Foi uma atividade simples, mas que trouxe um momento muito especial de reflexão e valorização”, explica a responsável pelo projeto Mente Livre, Margarete Ricken.
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Educação Financeira estimula planejamento entre alunos do 2º ano do Colégio SATC
Aprender sobre dinheiro também faz parte da formação para a vida. No Colégio SATC, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais participam de um projeto de Educação Financeira que apresenta conceitos como consumo consciente, organização e a importância de guardar recursos para o futuro. A proposta integra as atividades desenvolvidas em sala de aula e busca transformar situações do cotidiano em oportunidades de aprendizagem. O trabalho está relacionado ao projeto literário desenvolvido pelas turmas, que aborda a temática financeira por meio de histórias e atividades práticas.
A partir das propostas, os estudantes são incentivados a refletir sobre a diferença entre aquilo que querem e o que realmente precisam, além de compreender que algumas escolhas exigem planejamento. “Nosso projeto literário trabalha um pouco essa questão da Educação Financeira para as crianças entenderem o valor do que eu quero e do que eu desejo. Será que realmente preciso comprar o que desejo? A proposta veio contribuir com esse trabalho para que também possam entender o valor de guardar um pouquinho para o futuro”, destaca, a professora do 2º ano A, Deisi Leandro.
Entre as atividades está a construção de cofrinhos, que permite aos alunos relacionarem o conteúdo trabalhado com uma experiência concreta. A temática também dialoga com o projeto literário desenvolvido pelas turmas, que inclui a história ‘Os Três Cofrinhos e o Lobo’.
Além das atividades realizadas pelas professoras, os estudantes tiveram contato com uma profissional que atua diretamente na área de Educação Financeira.
Para os alunos, a proposta também ajuda a compreender situações que fazem parte da rotina. A estudante Luiza Scarduelli Roque, do 2º ano A, percebeu a importância de reservar dinheiro para situações futuras. “Às vezes, ano que vem ou outro dia, nós temos que usar urgentemente o dinheiro. Então, temos que guardar para esses momentos”, comenta.
Despertar para as finanças
A mentora financeira e empresária, Juliana Lara Goulart, apresentou às turmas um exemplar de seu livro infantil sobre o assunto e levou a proposta para os alunos.
“A ideia é que a Educação Financeira chegue ao maior número de pessoas possível e, quanto antes chegar, melhor. Para mim, estar aqui falando com crianças é uma oportunidade importante para inserir esse conhecimento desde cedo”, explica Juliana.
A profissional destaca ainda que o contato com o tema durante a infância pode contribuir para que os estudantes desenvolvam, ao longo da vida, uma relação mais consciente com o dinheiro. O aprendizado também pode ultrapassar o ambiente escolar, já que as atividades propostas envolvem a participação dos pais.
“O livro tem atividades para as crianças fazerem com os pais, justamente para despertar esse interesse. Quando falamos sobre guardar dinheiro, algumas coisas ainda são muito precoces para eles, mas pode surgir o interesse de fazer perguntas aos pais. Assim, o conhecimento não fica somente aqui, mas também chega às casas e às famílias”, acrescenta a profissional.
Para a professora do 2º ano C, Rosangela Vieira, trazer esse conhecimento para dentro da escola amplia as possibilidades de aprendizagem. “Trabalhamos diariamente com esse tema e acreditamos ser importante trazer alguém com um conhecimento mais específico para trabalhar com os alunos. Esse momento tornou a experiência mais interessante e completa aquilo que já estamos desenvolvendo em sala de aula”, afirma.
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