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Unesc abre Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos com reflexões sobre felicidade

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A 19ª edição da Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc iniciou com alto astral em palestra que envolveu a todos os presentes em reflexões sobre a incessante busca pela felicidade. O evento, realizado na noite desta segunda-feira (3/06) no Auditório Ruy Hülse, contou com a palestra da professora Amanda Luiz Maciel, seguida de Roda de Conversa.

“Felicidade como estratégia de bem viver: sua vida profissional e pessoal em equilíbrio”: essa foi a temática norteadora da abordagem da palestrante da noite, que levou ao público dados científicos que comprovam a relevância de alguns caminhos para ser feliz.

Informações e provocações à plateia em torno de assuntos como espiritualidade, contato com a natureza, propósitos de vida, exercícios físicos e práticas do bem ao outro foram ouvidas com atenção por acadêmicos de diferentes cursos.

“Em incontáveis estudos realizados em todo mundo dois fatores têm sido apontados como aqueles que proporcionam felicidade duradoura: fortes laços afetivos com amigos e familiares, o amor que damos e recebemos”, pontuou, acrescentando ainda a importância da sensação de significado à vida, a crença em algo superior a si mesmo, derivado de religião, da espiritualidade ou da profunda filosofia de vida.

Para a professora Flávia Riggo, mediadora da noite e membro da Comissão Meio Ambiente e Valores Humanos, as reflexões em torno das temáticas são de extrema importância até para que a sociedade consiga entender o papel de cada um para um ambiente feliz. “Assim como saúde não é ausência de doença, meio ambiente não é só a natureza, mas sim todo o ambiente de vida. Relacionar a felicidade, o bem-estar, com o meio ambiente faz parte daquilo que a Comissão busca ao realizar encontros semanais para discussão desses assuntos no âmbito acadêmico”, destacou.

Comissão atuante

A atuação da Comissão da Universidade, para a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação, Inovação e Extensão da Unesc, Gisele Coelho Lopes, tem sido intensa, especialmente em 2023, quando foi formulado uma nova Política de Meio Ambiente e Valores Humanos da Instituição.

“Agradeço, em nome de toda a reitoria, pela dedicação de cada um de vocês nessa pauta, que nos é tão emergente. É preciso que haja um despertar para uma nova consciência sobre as questões ambientais de uma forma mais ampla e sistêmica. É preciso despertar para a consciência sobre o ser e o estar nessa plenitude. Qual é o meu papel como ser humano e a minha responsabilidade sobre o uso dos recursos e a qualidade do ambiente de vida? ”, indagou.

A temática, conforme Gisele, muitas vezes não é a que mais atrai os ouvidos, pois requer de cada um o compromisso com a forma como lidamos a respeito sobre tudo aquilo que está a nossa disposição e convida à reflexão sobre a governança de recursos, tempo, prioridades e vida.

“É preciso parar e observar sobre o nosso compromisso como cidadãos e cidadãs. E isso também inclui a forma como eu lido com os meus projetos de vida, meu projeto de felicidade. Esta é uma semana para despertar a consciência. Que não sejamos reativos, mas proativos. A proatividade está junto daquele que é consciente da realidade.  Que possamos olhar pra nós mesmos e percebermos qual é o nosso compromisso enquanto cidadãos nesse estágio da vida: não para o amanhã, mas para hoje!”, acrescentou a pró-reitora.

Após a abordagem de Amanda, foram convidados ao debate os professores Joverson Rogério Costa Reichow, Patrícia de Aguiar Amaral e Cristina Rossa Pereira, que contribuíram, cada qual com sua área de estudo, com pontos de vista diferenciados sobre a busca pela felicidade em paralelo à responsabilidade com o meio ambiente e tudo o que ele significa.

Programação segue até quarta-feira

Nesta terça-feira (4/06) a 19ª Semana do Meio Ambiente e Valores Humanos contará com o oferecimento de Práticas Integrativas e Complementarem em Saúde (PICS), das 13h30 às 17h30, no Bloco da Reitoria.

À noite, a partir das 19h, será realizada uma Mesa Redonda sob comando do ProFor Águas Unesc com a temática “Gestão e governança adaptativa climática: a experiência do ProFor Águas Unesc e o papel dos comitês de Bacias Hidrográficas”.

O encontro será realizado no Auditório Edson Rodrigues, com entrada aberta ao público.

Na quarta-feira (5/06), sob comando do Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, será apresentado um podcast, por meio da Unesc TV, sobre O papel e a importância da Polícia Militar Ambiental na Defesa do Meio Ambiente”.

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Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma

Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês

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Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.

O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.

A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.

Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.

“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.

Como funciona a consulta

O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.

Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.

“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.

Como acessar o Meu Doutor

O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.

No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.

Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.

Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.

O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.

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Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão

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O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.

Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.

Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.

Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.

“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.

Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador

Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.

Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.

Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.

Imposto de censura

Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.

As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.

O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.

Preservação da memória de Siderópolis

A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.

“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.

Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.

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UniSATC amplia conexões internacionais durante conferência de Inteligência Artificial na Colômbia

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A produção científica desenvolvida na UniSATC ganhou espaço internacional durante a Colombian Conference on Applications of Computational Intelligence (ColCACI 2026), em Bucaramanga, na Colômbia. O coordenador do curso de Engenharia de Computação da UniSATC, Vagner Rodrigues, participou do evento e apresentou um artigo científico na trilha TinyML and Edge AI, área emergente da Inteligência Artificial aplicada a dispositivos embarcados e à computação de borda.

Promovida pelo IEEE, a conferência reuniu pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado e grupos de pesquisa de diferentes universidades para apresentar estudos e discutir avanços relacionados à Inteligência Computacional.

O trabalho apresentado por Rodrigues é resultado da orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Engenharia de Computação da UniSATC. A participação demonstra como projetos desenvolvidos ainda durante a graduação podem avançar para espaços de discussão científica e alcançar eventos internacionais.

“Existe um peso importante por ser uma conferência internacional ligada ao IEEE, que possui reconhecimento científico muito forte na nossa área. Mas o que mais me chamou atenção foi a possibilidade de entrar em um grupo de pesquisadores que trabalha com temas semelhantes aos nossos. A partir disso, passamos a ter pessoas com quem conversar, trocar experiências e pensar em novas pesquisas”, destaca Rodrigues.

Pesquisa que gera novas conexões

Além da apresentação do artigo, a participação no ColCACI possibilitou uma aproximação com pesquisadores de outros países. Os momentos de integração promovidos pela conferência, como cafés, encontros e atividades sociais, contribuíram para a troca de informações e para a construção de uma rede de contatos.

Segundo Rodrigues, essa experiência pode gerar resultados que vão além da pesquisa apresentada. Durante o evento, o coordenador estabeleceu contato com representantes de universidades do Chile e da Colômbia, iniciando conversas sobre possíveis ações conjuntas.

“Uma das coisas mais positivas foi justamente criar esses contatos. Já estamos conversando com uma universidade privada do Chile e queremos entender quais possibilidades podemos construir juntos. A ideia é avaliar oportunidades para que nossos alunos possam ter experiências lá e, ao mesmo tempo, para que estudantes deles também possam conhecer e estudar na UniSATC”, explica.

A aproximação abre possibilidades para futuras iniciativas de internacionalização, intercâmbio acadêmico e cooperação entre pesquisadores e instituições.

Da graduação para uma conferência internacional

A origem do artigo em um Trabalho de Conclusão de Curso também reforça a integração entre ensino e pesquisa dentro da Engenharia de Computação. De acordo com o coordenador, levar um estudo desenvolvido a partir da graduação para um ambiente internacional amplia as perspectivas dos estudantes e evidencia o potencial da produção acadêmica realizada na instituição.

“Quando um trabalho desenvolvido dentro do curso consegue chegar a uma conferência internacional, mostramos ao aluno que aquilo que ele produz aqui pode ultrapassar os limites da sala de aula. A pesquisa passa a dialogar com outros pesquisadores e instituições e pode abrir novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, ressalta.

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