Saúde
Criciúma reforça prevenção de doenças infecciosas e parasitárias comuns no verão
Janeiro é o mês dedicado a prevenção de doenças infecciosas e parasitárias que são mais frequentes no verão. Com o objetivo de conscientizar e orientar a população, o Governo de Criciúma, via Secretaria Municipal de Saúde, lançou a campanha Janeiro Azul Turquesa, uma iniciativa do Programa Saúde em Cores. Ao longo do mês, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) contarão com ações para ampliar e reforçar as orientações a respeito de infecções como intoxicação alimentar, viroses, diarreia, hepatite A e desidratação.
Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas, das viagens e das refeições fora de casa também favorece a ocorrência de doenças infecciosas e parasitárias. Ambientes com maior aglomeração, como praias e piscinas, aliados ao calor intenso, contribuem para a proliferação de vírus e outros microrganismos, além de acelerar a deterioração dos alimentos quando não armazenados corretamente, fatores que elevam os riscos de doenças infecciosas e parasitárias.
Diante desse cenário, a campanha Janeiro Azul Turquesa reforça a importância da adoção de medidas de prevenção, como a higiene adequada das mãos, a hidratação constante e os cuidados com a alimentação. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a iniciativa tem como foco a prevenção e a conscientização. A recomendação é aproveitar as férias e os dias de sol com responsabilidade, adotando hábitos de prevenção no dia a dia.
“O verão é um período em que as pessoas mudam a rotina, viajam mais e acabam relaxando em alguns cuidados básicos. Nosso objetivo com o Janeiro Azul Turquesa é reforçar orientações simples, mas fundamentais para evitar doenças que são comuns nessa época do ano. As equipes de saúde estarão mobilizadas nas Unidades Básicas de Saúde, nos atendimentos e nas visitas dos agentes comunitários de saúde, levando informação e orientação para a população”, destaca o secretário.
Prevenção e cuidados durante a época
A adoção de medidas de prevenção pode evitar a contaminação e o contágio de infecções. Para aproveitar o verão com segurança, é fundamental ficar atento as seguintes orientações:
Sol faz bem, mas exige cuidado:
– Use protetor solar (FPS 30 ou mais), inclusive em dias nublados;
– Evite exposição solar entre 10 horas e 16 horas;
– Hidrate-se frequentemente;
– Utilize chapéu, óculos e lave os olhos sempre com água limpa.
Previne: queimaduras solares, desidratação, insolação e infecções oculares, como conjuntivite.
Cuidados com a água e areia:
– Não nade em locais com água turva ou poluída;
– Não engula água do mar, rios ou lagoas;
– Não ande descalço na areia e em áreas úmidas.
Previne: bicho-geográfico, micoses, parasitoses e infecções de pele.
Cuidados com alimentos e bebidas:
– Lave bem as mãos antes de comer;
– Prefira alimentos cozidos;
– Não consuma alimentos expostos ao sol;
– Atenção ao gelo: deve ser produzido com água tratada.
Previne: diarreias, hepatite A, intoxicações e infecções intestinais.
Cuidados com insetos:
– Use repelente diariamente;
– Evite água parada e mantenha caixas-d’água limpas e bem vedadas;
– Crianças, idosos e gestantes são mais suscetíveis a complicações;
– Atenção aos sinais de alerta como apatia, confusão mental e diarreia persistente.
Previne: dengue, zika, chikungunya e leishmaniose.
Higiene é proteção:
– Tome banho após a praia, rio ou piscina;
– Não permaneça com roupas molhadas;
– Não compartilhe toalhas;
– Evite contato com poças de água da chuva.
Previne: micoses, escabiose e outras infecções de pele.
Programa Saúde em Cores
As atividades da campanha Janeiro Azul Turquesa integram o Programa Saúde em Cores e incluem ações educativas nas Unidades Básicas de Saúde, panfletagens, palestras, capacitações de profissionais da rede municipal e atendimentos especializados, fortalecendo a rede de atenção à saúde e ampliando o acesso à informação.

Saúde
CAPS Ana Losso celebra um ano de atuação no Balneário Rincão
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ana Losso, em Balneário Rincão, completa seu primeiro ano de atividades consolidando-se como um pilar fundamental na rede de saúde do município. Com uma média de 500 atendimentos mensais, a unidade do SUS oferece suporte gratuito e especializado para pessoas com transtornos mentais graves, persistentes ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e drogas. O serviço foca no tratamento do sofrimento psíquico através da promoção da autonomia e da inclusão social, funcionando como uma alternativa vital para evitar internações hospitalares e garantir que o paciente permaneça inserido em sua comunidade.
Para a secretária de Saúde, Ioná Vieira Bez Birolo, o sucesso deste primeiro ciclo reflete o cuidado humanizado dedicado à população. “O objetivo primordial do CAPS é o compromisso com a vida de cada paciente atendido ou a ser atendido”, destaca a secretária. A estrutura conta com uma equipe multidisciplinar completa, incluindo psiquiatra, clínico, psicóloga, assistente social, enfermeiro e equipe de apoio, preparada para realizar desde o acolhimento de crises agudas e riscos de suicídio até o acompanhamento contínuo em grupos terapêuticos.
A coordenadora da unidade, Solange Fieira, ressalta que o impacto do serviço ultrapassa as paredes do centro, atingindo positivamente todo o núcleo familiar dos usuários. “Os serviços aqui oferecidos beneficiam nossos pacientes, atingindo diretamente suas famílias. Dentre o que oferecemos, destacam-se a psicoterapia, psiquiatria, oficinas artesanais, atividades físicas, grupo nutricional, bingoterapia, musicoterapia e auriculoterapia, além das consultas médicas”, explica Solange. Essa abordagem diversificada permite que o tratamento seja dinâmico, utilizando oficinas e atividades ocupacionais como ferramentas de reinserção social.
Além do atendimento clínico convencional, o CAPS se diferencia pelo suporte e orientação constante aos familiares, fundamentais no processo de recuperação. Com um olhar voltado para o futuro, a unidade reafirma seu papel no Balneário Rincão como um espaço de acolhimento e esperança, garantindo que o cuidado com a saúde mental seja acessível, digno e pautado na valorização da vida.

Saúde
Relatório Anual de Gestão aponta mais de 232 mil atendimentos na saúde de Siderópolis em 2025
A Secretaria Municipal de Saúde de Siderópolis apresentou o Relatório Anual de Gestão (RAG) referente ao ano de 2025, destacando o alto volume de atendimentos realizados e a ampliação dos serviços ofertados à população. O relatório foi apresentado ainda em fevereiro na reunião do Conselho Municipal de Saúde e encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores e do Tribunal de Contas.
Ao longo do ano, a Atenção Primária à Saúde contabilizou 232.972 atendimentos e procedimentos nas unidades: Rio Jordão, Italina Perego, Dr. Gyrão, Elcio Rauen, Vila São Jorge, Alto Rio Maina e no serviço Saúde na Hora na UBS Dr. Gyrão.
Entre os principais serviços realizados estão os atendimentos médicos, que somaram 44.804 procedimentos, além de 41.921 verificações de sinais vitais e 9.759 vacinas aplicadas. As consultas odontológicas somaram 1.325 atendimentos e consultas médicas com clínico geral, 2.944. A administração de medicamentos somou 5.865 e verificação de glicemia 4.110.
“A saúde sempre foi uma das nossas prioridades. Esses dados mostram que estamos no caminho certo, investindo em estrutura, profissionais e ampliando o acesso da nossa população aos serviços”, mencionou o prefeito, Franqui Salvaro.
Destaques dos atendimentos
O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) também se destacou, com mais de 117 mil atendimentos no ano. Na área de saúde bucal, o município realizou mais de 7.400 consultas odontológicas e aproximadamente 18 mil procedimentos básicos, além de atendimentos especializados, como cirurgias, próteses e exames.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 982 atendimentos ao longo do ano, enquanto o Pronto Atendimento 24 horas realizou mais de 21 mil atendimentos médicos, além de milhares de procedimentos, incluindo administração de medicamentos e acolhimento com classificação de risco, que ultrapassou 24 mil registros.
O transporte de pacientes também teve papel fundamental no acesso à saúde, com 18.448 deslocamentos realizados, sendo 10.766 dentro do município e 7.682 fora. Na Policlínica Municipal, a demanda por exames e atendimentos especializados foi significativa, com destaque para o novo aparelho de raio-x, ultrassonografias com 2.585 atendimentos, eletrocardiogramas com 1.082 e 3.057 atendimentos em psicologia. Além de consultas com ginecologista, cirurgião vascular e nutricionista.
Consórcios e parcerias
Por meio dos consórcios intermunicipais, Siderópolis garantiu ainda mais acesso à população, com a realização de 16.483 consultas especializadas, com destaque para consulta com pediatra com 3.236 atendimentos e fisioterapia para tratamento de feridas ou curativos com 2.288, além da realização de 8.770 exames, ampliando a oferta de serviços de média e alta complexidade. Além disso, os laboratórios credenciados somaram mais de 128 mil exames realizados.
Os procedimentos especializados realizados por meio dos consórcios ainda somaram 7.055 atendimentos em fisioterapia e mais 653 em fisioterapia domiciliar. Já a prestação de serviço de acolhimento de pacientes com dependência química somou 468.
“Os números refletem o trabalho comprometido de toda a nossa equipe, que atua diariamente para garantir um atendimento humanizado e de qualidade à população. Seguimos avançando para melhorar cada vez mais os serviços”, afirmou a secretária de Saúde, Tayná Consoni.
Os dados do relatório também evidenciam a atuação da vigilância sanitária e epidemiológica, com ações de prevenção, inspeções e atividades educativas, especialmente no combate à dengue. Além dos atendimentos realizados pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que somou 3.694 em grupo e 1.743 individual.

Saúde
Simpósio da Unesc amplia debate sobre autismo ao longo da vida e destaca inclusão, autonomia e qualidade de vida
Dados recentes do Censo Demográfico de 2022 apontam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa aproximadamente 1,2% da população. O levantamento também revela maior prevalência entre homens e concentração de diagnósticos na infância, especialmente na faixa etária de cinco e nove anos, quando o índice chega a cerca de 2,6%.
Os números ajudam a explicar por que o tema tem mobilizado cada vez mais pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e famílias. Em Criciúma, esse movimento se materializa em um espaço dedicado ao diálogo e à produção de conhecimento científico: o 7º Simpósio LAND – “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”, organizado pela Unesc.
O evento será realizado nos dias 10 e 11 de abril, reunindo pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e comunidade para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas autistas em diferentes fases.
A iniciativa é organizada pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento (LAND), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS). Nesta edição, o simpósio ocorrerá na Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
De acordo Cinara Ludvig Gonçalves, coordenadora do laboratório e organizadora do evento, o crescimento das pesquisas e dos diagnósticos reforça a importância de fortalecer espaços qualificados de diálogo, atualização científica e articulação entre diferentes áreas do conhecimento.
“A expectativa para esta edição é manter a lotação máxima, assim como no ano passado, uma vez que teremos palestrantes nacionais de referência na área. Será um grande momento para discutirmos o cuidado com as pessoas que vivenciam essa realidade”, destaca. “Será um momento importante para discutirmos a inclusão para além da infância, abordando desafios da vida adulta, autonomia e inserção no mercado de trabalho”, destaca.
Ela comenta ainda que nesta edição também haverá apresentação de trabalhos científicos em formato de pôster, incentivando a participação de estudantes e pesquisadores. Os trabalhos aprovados concorrerão à menção honrosa.
Olhar para além da infância
Durante muito tempo, o autismo foi discutido principalmente a partir da infância. Entretanto, de acordo com Cinara, estudos mais recentes têm ampliado o olhar para as diferentes fases da vida, reconhecendo que os desafios e as necessidades das pessoas autistas permanecem ao longo da adolescência, da vida adulta e até do envelhecimento.
É justamente esse olhar ampliado que orienta o tema central desta edição: “Crescer no Espectro: Uma jornada além do diagnóstico”.
A programação abordará temas como autonomia, inclusão social e profissional, saúde mental, relações afetivas, sexualidade e qualidade de vida, refletindo sobre como a sociedade pode criar ambientes mais acessíveis, acolhedores e inclusivos.
A abertura oficial ocorre no dia 10 de abril, às 19h, com a palestra da professora doutora no assunto, Cinara Ludvig Gonçalves. Ela abordará o tema“Quando o cérebro não desliga: sono e vulnerabilidade no TEA adulto – da neurobiologia à saúde mental”.
Entre os convidados também está o professor doutor Júlio Santos, pesquisador com pós-doutorado em Neurodesenvolvimento e Autismo, que falará sobre o tema “Envelhecimento no espectro: o que sabemos sobre TEA após os 40-60 anos?”.
No segundo dia de evento, a programação segue com debates sobre diagnóstico tardio, inclusão no mundo do trabalho, saúde mental e desenvolvimento ao longo da vida. Entre os temas previstos estão “Rótulos não trabalham. Pessoas, sim”, com Simone Gadotti; “Quando o autismo passa despercebido: gênero, altas habilidades e camuflagem social no diagnóstico adulto”, com a neurologista Tatiana Pizzolotto Bruch; e “A transição da adolescência para a vida adulta: aspectos psicológicos e emocionais”, com a psicóloga Eliana Cristina Gallo-Penna.
Também integram a programação discussões sobre vida afetiva e sexualidade no espectro, com o psicólogo Gustavo Lopes de Lima, e saúde mental no adulto autista, com a médica psiquiatra e professora da Unesc Morgana Sonza Abitante, além de uma mesa-redonda intitulada “Vozes do Espectro” mediada pela professora e arquiteta Eyng Savi serão debatidas as adequações dos ambientes de trabalho para a pessoa com TEA.
A coordenadora também destaca que “o simpósio foi planejado como um evento inclusivo, com adaptações voltadas ao conforto e à participação de pessoas autistas, incluindo redução de ruídos no ambiente, identificação no crachá com indicação do nível de interação desejado e valor de inscrição diferenciado”, concluiu.
Arte que revela novas formas de perceber o mundo
Paralelamente às discussões científicas, o evento também abrirá espaço para a sensibilidade e a expressão artística com a 3ª edição da exposição “Arte Dentro do Espectro”.
A mostra reúne obras produzidas por artistas autistas e convida o público a conhecer diferentes formas de perceber e interpretar o mundo. Cada obra traz consigo histórias, sentimentos e perspectivas singulares, ampliando o olhar sobre a neurodiversidade.
“A exposição ficará aberta durante todo o simpósio, transformando o evento também em um espaço de encontro, escuta e valorização da arte produzida por pessoas dentro do espectro”, disse Cinara.
Conhecimento que transforma
Realizado em abril, mês dedicado à conscientização sobre o TEA, o simpósio reforça a importância da produção científica e do diálogo entre Universidade, profissionais, famílias e sociedade.
Mais do que discutir diagnósticos, a proposta é ampliar o entendimento sobre o autismo e contribuir para a construção de caminhos que garantam inclusão, autonomia e qualidade de vida em todas as fases da vida.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Even3. O evento também contará com emissão de certificados e oportunidades de integração entre Universidade, serviços de saúde, educação, empresas e sociedade civil.
Inscrições: https://www.even3.com.br/vii-simposio-land-crescer-no-espectro-uma-jornada-alem-do-diagnostico-696676/

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