Geral
Da primeira carteira assinada à construção de futuros: Jovem Aprendiz da Abadeus transforma histórias e amplia oportunidades para mais de 6,4 mil jovens
Iniciativa completa 15 anos com impacto na formação profissional, fortalecimento da educação, geração de renda e mudança de perspectivas no bairro Cristo Redentor e em toda a região
Durante a adolescência, Marciano Alves observava uma realidade marcada por vulnerabilidades no bairro Cristo Redentor, em Criciúma. Morador da comunidade por 19 anos, ele acompanhava episódios que simbolizavam o cenário enfrentado por muitos jovens da região. Nesse cenário, surgiu a oportunidade de ingressar no programa Jovem Aprendiz da Associação Beneficente Abadeus, experiência que ajudou a redefinir o próprio percurso profissional.
O contato com professores, colegas e conteúdos ampliou horizontes e contribuiu para a construção de competências que permanecem presentes na vida profissional e pessoal. O primeiro emprego ocorreu na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção de Criciúma.
“O programa Jovem Aprendiz não representa apenas o primeiro salário, mas a oportunidade de ampliar conhecimentos, desenvolver habilidades, conhecer pessoas e compreender melhor as responsabilidades da vida adulta. Pude entender melhor as dinâmicas do programa, me aproximar dos professores, fazer amizades com jovens de diferentes áreas de interesse e aprender assuntos variados que levo para a minha vida até hoje”, ressalta.
A remuneração permitiu, ainda, investir gradualmente em equipamentos ligados ao universo artístico, área que lhe despertava interesse desde cedo. Notebook, mesa digitalizadora, entre outros recursos adquiridos naquele período foram ferramentas fundamentais para desenvolver habilidades e buscar novas oportunidades.
Hoje, Alves atua como videomaker e cineasta. O caminho não estava nos planos iniciais, mas foi construído a partir da combinação entre interesse pela arte, busca por qualificação e experiências acumuladas ao longo dos anos. “O principal legado do programa está na capacidade de ampliar possibilidades e estimular a abertura para novos caminhos profissionais”, comenta.
Transformação que ultrapassa gerações
A trajetória de Marciano integra um conjunto de mais de 6,4 mil histórias construídas desde a criação do programa, em 2011. A iniciativa nasceu com o propósito de conectar jovens a partir dos 14 anos ao primeiro emprego formal, especialmente aqueles que enfrentavam barreiras associadas à vulnerabilidade social e ao preconceito.
Conforme o gestor de inovação da Abadeus, Maicon Jung Canever, o cenário encontrado naquele período era marcado por jovens expostos à violência, ao trabalho informal e à ausência de perspectivas profissionais.
Ao longo dos anos, o programa passou a produzir resultados observados não apenas nas trajetórias individuais, mas também nos indicadores da própria comunidade. Entre os impactos estão mais de R$ 21 milhões inseridos na economia por meio dos salários dos aprendizes, redução de 99% nos homicídios registrados no bairro entre 2021 e 2026, diminuição da evasão escolar e ampliação da oferta de mão de obra qualificada para diversos setores produtivos da região.
Na avaliação de Canever, a inserção precoce e protegida no mercado de trabalho contribui para fortalecer vínculos familiares, ampliar a responsabilidade dos jovens e reduzir situações de vulnerabilidade social. “Mais jovens nas empresas e menos jovens nas ruas sendo cooptados pelo crime trazem reflexos diretos nos indicadores de violência e no desenvolvimento da comunidade”, afirma.
Portas para o futuro
A diretora-executiva da Abadeus, Shirlei Monteiro, salienta que o programa Jovem Aprendiz abre portas para o futuro e fortalece a juventude com oportunidades de trabalho e estudo, promove esperança para a família, gera impacto positivo na sociedade e contribui para a economia com mão de obra qualificada.
“Este é um programa que une educação, cidadania e desenvolvimento sustentável. Na sociedade, a iniciativa fortalece a cidadania e reduz vulnerabilidades sociais, criando um ciclo virtuoso de inclusão e responsabilidade. Do ponto de vista econômico, contribui para a formação de mão de obra qualificada, impulsionando a produtividade e a sustentabilidade social e econômica da região. Em síntese, o Jovem Aprendiz da Abadeus não é apenas uma porta de entrada para o trabalho, mas um investimento em educação, dignidade e desenvolvimento sustentável”, destaca.
Educação, cidadania e projeto de vida
Para a gestora pedagógica da Abadeus, Heluza Brunelli Justo da Silva, uma das mudanças mais significativas observadas ao longo desses 15 anos está na forma como empresas e famílias passaram a enxergar a aprendizagem profissional.
Se antes muitas organizações encaravam o programa apenas como exigência legal, hoje a iniciativa é percebida como estratégia de formação de talentos e fortalecimento da responsabilidade social. Ao mesmo tempo, famílias passaram a reconhecer a aprendizagem como oportunidade concreta de transformação de vida.
“O acompanhamento realizado pela instituição vai além da inserção profissional. Inclui orientação pedagógica, diálogo com empresas parceiras, contato com as famílias e incentivo à permanência escolar. Cada contrato representa mais do que uma vaga de trabalho, mas simboliza autonomia, dignidade e novas perspectivas para toda a família”, cita Heluza.
“A experiência do primeiro emprego também influencia diretamente a escolha profissional. O contato com diferentes áreas, tecnologias e ambientes corporativos ajuda os jovens a identificar aptidões, definir objetivos e compreender a importância da formação contínua. Esse movimento sustenta um ciclo de desenvolvimento que conecta educação, trabalho e cidadania. Atualmente, muitos ex-aprendizes retornam à própria instituição como profissionais qualificados ou referências em suas comunidades, reforçando o alcance social do programa”, acrescenta.
Geral
MPSC apura possível discriminação em faixas exibidas no desfile de 7 de Setembro em Içara
Procedimento investiga mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares apresentadas durante evento cívico
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar uma denúncia relacionada a faixas exibidas durante o desfile cívico de 7 de Setembro, em Içara. O caso envolve mensagens sobre orientação sexual, identidade de gênero e modelos familiares que, segundo a denúncia, poderiam apresentar conteúdo discriminatório contra pessoas LGBTQIA+.
A manifestação chegou ao MPSC por meio eletrônico e relata a participação de uma entidade religiosa no evento municipal com faixas contendo mensagens de caráter religioso e posicionamentos sobre família, casamento e gênero.
Entre as frases apontadas na denúncia estão referências à defesa do casamento heterossexual e monogâmico, à chamada família tradicional e manifestações contrárias à chamada “ideologia de gênero”.
MPSC solicita informações à Prefeitura
Ao instaurar o procedimento, a Promotora de Justiça Rafaela Mozzaquattro Machado considerou que os fatos podem envolver a proteção de direitos fundamentais e o combate à discriminação, com possível repercussão sobre interesses difusos e coletivos.
A partir disso, o Ministério Público determinou a realização de diligências para esclarecer as circunstâncias da participação da entidade no desfile.
A Prefeitura de Içara foi notificada para apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a participação da entidade religiosa no evento, além de documentos e eventuais registros oficiais relacionados ao desfile.
O MPSC também solicitou uma cópia do formulário utilizado pela entidade para solicitar participação no evento e informações sobre o setor ou servidor municipal responsável pelo recebimento e controle dessa documentação.
A instauração da Notícia de Fato não representa conclusão sobre a existência de discriminação. O procedimento tem como objetivo reunir informações e verificar as circunstâncias dos fatos denunciados.
Geral
Meu Doutor registra mais de 2,4 mil atendimentos em um mês em Criciúma
Serviço de telemedicina da Prefeitura funciona 24 horas e teve tempo médio de espera de 4 minutos e 22 segundos no primeiro mês
Mais de 2,4 mil consultas médicas por videochamada foram realizadas em Criciúma durante o primeiro mês de funcionamento do Meu Doutor. O serviço oferecido pela Prefeitura permite que moradores tenham contato com um médico sem precisar sair de casa.
O tempo médio de espera registrado no período foi de 4 minutos e 22 segundos, abaixo dos 12 minutos estabelecidos como referência para o atendimento.
A plataforma funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, e pode ser utilizada por meio de celular ou computador com câmera e microfone.
Para o prefeito Vagner Espíndola, os números iniciais permitem ao município avaliar a adesão da população ao serviço.
“Mais do que colocar uma nova ferramenta em funcionamento, o primeiro mês nos permite observar como a população está incorporando esse serviço à rotina”, afirmou.
Como funciona a consulta
O atendimento começa com uma videochamada com um médico. Durante a consulta, o profissional avalia os sintomas relatados, orienta o paciente e pode prescrever medicamentos quando houver indicação.
Caso identifique a necessidade de uma avaliação presencial, o médico orienta o usuário sobre o encaminhamento mais adequado dentro da rede pública de saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, a consulta remota permite uma primeira avaliação da situação apresentada pelo paciente.
“O médico consegue ouvir o relato, avaliar os sintomas e conduzir a consulta a partir dessas informações”, explicou.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou que a disponibilidade ininterrupta pode ser útil principalmente em situações que surgem fora do horário convencional de atendimento.
Como acessar o Meu Doutor
O serviço pode ser acessado pelo endereço meudoutor.criciuma.sc.gov.br.
No primeiro acesso, o usuário deve entrar na plataforma pelo celular ou computador, informar o CPF e utilizar como senha inicial os seis primeiros números do documento. A senha pode ser modificada posteriormente.
Depois do login, é necessário selecionar a opção “Pronto Atendimento Médico”, permitir o acesso à câmera e ao microfone e informar brevemente os sintomas.
Na sequência, o usuário aguarda o contato do médico para iniciar a consulta por videochamada.
O atendimento pode ser solicitado de qualquer local e permanece disponível durante 24 horas.
Geral
Siderópolis conclui catalogação de documentos históricos e amplia acervo disponível para consulta no Museu do Carvão
O Governo de Siderópolis, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, concluiu mais uma etapa do trabalho de organização e preservação do patrimônio histórico do município. Depois da catalogação das 825 fotografias que passaram a integrar o acervo da instituição, o trabalho avançou para os documentos doados por famílias da cidade, especialmente aqueles relacionados ao período de atuação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Carbonífera Treviso.
Ao todo, mais de 476 documentos foram organizados e catalogados em três álbuns, passando a integrar oficialmente as listagens de Patrimônio Cultural e do Museu do Carvão. O conjunto reúne registros que ajudam a preservar a memória dos trabalhadores e das atividades desenvolvidas no município entre as décadas de 1940 e 1980, além de documentos que se estendem até 1999.
Entre os materiais estão cartões de sócios da CSN, carteiras de registro funcional de trabalhadores, cartas, diplomas e outros documentos relacionados à vida profissional dos antigos funcionários. A maior parte do acervo é formada por fichas trabalhistas de ex-funcionários da CSN e da Carbonífera Treviso, doados por familiares.
Entre as principais doadoras estão Ilka Stamm Pasa, Maria Nazareth Vargas dos Santos e Lia Bolsoni, além de outras famílias que contribuíram para que esses registros fossem preservados e pudessem ser incorporados ao acervo histórico do município.
“Cada registro, cada fotografia e cada documento carrega um pouco da trajetória da nossa comunidade. É muito importante que esse material esteja organizado e disponível para consulta, garantindo que as novas gerações possam conhecer e valorizar as nossas raízes”, pontuou o prefeito Franqui Salvaro.
Registros ajudam a contar a história do Recreio do Trabalhador
Uma parte significativa dos documentos está relacionada ao período de administração de Heitor Belmiro da Silva, ex-encarregado do Recreio do Trabalhador. Os registros revelam detalhes da rotina do espaço e das atividades oferecidas aos trabalhadores e suas famílias.
Entre os documentos estão relatórios manuscritos e posteriormente datilografados, listas de filmes exibidos no Cine Recreio, relação de filmes a serem pagos aos distribuidores, documentos referentes ao pagamento de impostos de censura, lista de frequência de jogos internos e de utilização da biblioteca, além de registros de eventos, reuniões e festividades.
Também foram encontrados documentos relacionados a orçamentos para manutenção de equipamentos do Cine Recreio, listas de materiais e anotações sobre atividades relacionadas no local, como Semana da Criança, apresentações de teatro, reuniões, eleições, coquetéis e distribuição de brinquedos de Natal.
Imposto de censura
Os registros do cinema também revelam aspectos dos períodos de censura. Em documentos referentes às décadas de 1960 e 1970, há anotações sobre horários das sessões, filmes exibidos e os procedimentos relacionados à censura das obras antes da liberação para exibição.
As anotações registram, ainda, o chamado imposto de censura, relacionado à autorização para que determinados filmes fossem exibidos. Dependendo do conteúdo considerado inadequado, como temas relacionados à família, álcool ou sexualidade, cenas poderiam ser cortadas ou a obra poderia ser impedida de ser exibida.
O acervo também reúne documentos que atravessam períodos importantes da história brasileira, incluindo registros produzidos durante o período da ditadura militar. Outro documento encontrado registra a paralisação das sessões em 2 de abril de 1964, período próximo ao início da ditadura militar no Brasil.
Preservação da memória de Siderópolis
A nova etapa complementa o trabalho iniciado com a organização das fotografias históricas, que reúne 825 imagens da trajetória da CSN, da Carbonífera Treviso e de diferentes acontecimentos do município entre as décadas de 1940 e 1960. O material fotográfico foi catalogado e identificado com o apoio de pessoas que auxiliaram no reconhecimento de moradores, locais e equipamentos retratados nas imagens.
“O trabalho de catalogação permite que documentos que estavam guardados nas famílias possam ser reconhecidos como parte da história de Siderópolis. São registros que contam a trajetória dos trabalhadores, das empresas, do Recreio e de diferentes momentos vividos pela comunidade. Preservar esse material é também preservar a memória das pessoas que ajudaram a construir o município”, destacou o assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabricio Nunes.
Todo o material já está disponível no Museu do Carvão para consulta e visualização. O Museu está localizado no antigo escritório da CSN, no bairro Rio Fiorita, em Siderópolis.
-



Geral6 anos atrásEdital Cultura Criciúma: assinatura de contratos ocorre nesta quinta-feira
-



Política5 anos atrásEdilson assume vaga na Câmara
-



Economia7 anos atrásEdital de Inovação Unesc dará fomento financeiro para projetos da região
-



Política6 anos atrásConfira os eleitos para o legislativo de Içara
-



Polícia6 anos atrásImagens da madrugada de crimes e pânico em Criciúma
-



Geral6 anos atrásConfirmados os nove vereadores da nova Câmara do Rincão
-



Polícia6 anos atrásNoite de terror em Criciúma
-



Imagens9 anos atrásCidades
















