Conecte-se conosco

Economia

Pesquisa aponta cautela do consumidor catarinense durante a Páscoa

Publicado

em

Com intuito de balizar a tomada de decisão do empresário a partir da ótica do consumidor catarinense, a Fecomércio SC realizou um importante levantamento do perfil de quem compra na Páscoa, da intenção dos gastos durante o feriado e das principais tendências de consumo nas compras. Os indicadores foram apurados na Pesquisa de Intenção de Compras para a Páscoa 2018, realizado pelo Núcleo de Pesquisas da Entidade.

Na primeira data especial do calendário, o catarinense demonstra um comportamento mais cauteloso em relação ao último ano. A expectativa do gasto médio dos consumidores catarinenses ficou em R$ 157,69, inferior em 3,3% no valor projetado pelas famílias em 2017. Itajaí registrou o maior valor R$185,56, já os chapecoenses planejam gastos bem menores do que nos anos anteriores, se em 2017 o valor alcançou 191,75, este ano recuou para R$120,69.

“Apesar da variação negativa do gasto médio no estado, o valor ainda está acima do registrado há dois anos – período marcado pela retração e baixo volume de vendas – demonstrando uma estabilidade na renda do catarinense que vem fazendo uma escolha pelo planejamento dos gastos dentro do orçamento, pesquisa de preço, e pagamento à vista, evitando novas dívidas. A conjuntura econômica está mais favorável, com acesso ao crédito e recuo nos juros, mas ainda mantém o consumidor cauteloso”, pondera o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Nesse cenário a busca pelas promoções (28%) e pelo melhor preço (44%) continuarão sendo a tônica desta Páscoa, principalmente para os consumidores que demonstraram a intenção de pagar suas compras à vista e em dinheiro, o percentual neste item alcançou 75%. No recorte regional Florianópolis demonstra um comportamento diferente do estado: a qualidade no atendimento será levada em conta para 30% dos consumidores, seguido dos atributos preços dos produtos 28% e promoção 27%. Em Joinville majoritariamente 87% vão pensar no preço na hora das compras.

O estudo também aponta a escolha dos catarinenses principalmente por chocolates industrializados – ovos de Páscoa, 46,5% ou chocolates em barra, 33,7%. Em Lages os chocolates artesanais somando ovos de Páscoa, barras e bombons tiveram um percentual expressivo quando comparado às outras cidades pesquisadas (38,4%). Os supermercados (56,4%) e o comércio de rua (28,6%) serão os principais destinos para as compras.

Não é apenas a compra dos chocolates, brinquedos e roupas que movimentam o setor na data, as viagens também fazem parte do gasto médio do consumidor. Está nos planos de 12,2% dos catarinenses viajar, sendo que 58,2% farão o passeio dentro de Santa Catarina, girando a economia local e a razão principal a apontada pelos entrevistados será visitar parentes ou amigos (61,2%). Os Blumenauenses possuem a maior intenção do estado em viajar durante o feriado (18%), maior índice entre as setes cidades que participaram do estudo.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Medicamentos podem subir até 3,81% a partir desta terça-feira

Índice médio autorizado é de 2,47%, o menor em 20 anos, segundo a Anvisa

Publicado

em

Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O percentual segue resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável por definir os limites de aumento no país.

O modelo prevê três faixas de reajuste, conforme o nível de concorrência no mercado farmacêutico. Medicamentos com maior competitividade podem ter aumento de até 3,81%. Já os de média concorrência têm teto de 2,47%, enquanto aqueles com pouca ou nenhuma concorrência podem subir até 1,13%.

Algumas categorias, no entanto, seguem regras específicas e não entram nesse cálculo, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e parte dos produtos isentos de prescrição com alta competitividade.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o reajuste médio autorizado será de até 2,47% — o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada no período, que ficou em 3,81%.

Em nota, o órgão destacou que a redução do índice desde 2023 está relacionada às políticas de controle da inflação e ao papel da regulação no setor. Nos anos anteriores, os reajustes chegaram a ultrapassar 10%.

Apesar da autorização, o aumento não é automático. Na prática, fabricantes, distribuidores e farmácias podem aplicar índices menores ou até manter os preços atuais, dependendo da concorrência e das estratégias de mercado.

COMO FUNCIONA O REAJUSTE

O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e segue uma fórmula que considera a inflação medida pelo IPCA, descontando ganhos de produtividade da indústria farmacêutica.

A CMED é o órgão federal responsável por regular economicamente o setor, estabelecendo critérios para definição e atualização dos preços. A estrutura é composta por representantes do Ministério da Saúde, Casa Civil e outros ministérios, enquanto a Anvisa atua como secretaria executiva, oferecendo suporte técnico às decisões.

A medida busca equilibrar o mercado, garantindo acesso da população aos medicamentos e, ao mesmo tempo, a sustentabilidade da cadeia farmacêutica no país.

Continue Lendo

Agronegócio

Safra de arroz em SC chega a 60% da colheita sob forte pressão econômica

Publicado

em

A colheita de arroz da safra 2025/26 avança em Santa Catarina com bons índices de produtividade, mas em um cenário de incerteza financeira. Segundo a Epagri, cerca de 60% dos 143 mil hectares já foram colhidos. A estimativa é de uma produção de 1,2 milhão de toneladas, volume 6,1% menor que o recorde da safra passada, mas ainda entre as maiores médias dos últimos três anos.

Apesar do bom desempenho técnico das sementes, como a SCSBRS126 Dueto, o setor enfrenta uma “tempestade perfeita”: preços em queda no mercado e custos de produção elevados (combustíveis, fertilizantes e defensivos).

Rentabilidade Ameaçada O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, alerta que o valor de venda atual não compensa o alto investimento feito pelo agricultor. “Vemos dificuldades para o produtor, mas trabalhamos para fortalecer a cadeia. O agricultor forte é essencial para a indústria e para o consumidor”, enfatiza.

Alerta para a Safra 26/27 O desânimo financeiro já impacta o planejamento do próximo ciclo. Produtores relatam um “desafio psicológico” ao ver o preço do grão derreter enquanto o custo dos insumos sobe.

  • Risco de Descapitalização: Especialistas da Epagri alertam que a baixa rentabilidade atual pode tirar o fôlego financeiro para o plantio da safra 26/27.
  • Redução de Investimento: Há o receio de que, sem capital, o produtor diminua o uso de tecnologia e adubação no próximo ano, comprometendo o volume de produção futuro.

“Estamos contentes pelas médias alcançadas, mas preocupados com o que faremos na próxima safra”, resume o agricultor e engenheiro agrônomo Samuel Silveira Zanoni.

Continue Lendo

Economia

Nova Veneza conquista Selo Ouro de Alfabetização do MEC pelo segundo ano consecutivo

Publicado

em

Nova Veneza consolidou sua posição como referência educacional ao receber o Selo Ouro Criança Alfabetizada, premiação máxima do Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, em Brasília, e reconheceu os municípios que atingiram as metas do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

Este é o segundo ano que a cidade conquista a categoria ouro, o que demonstra a continuidade e a qualidade das políticas públicas de ensino. “O reconhecimento fortalece a credibilidade da nossa rede e mostra que estamos entre os municípios com melhor desempenho no país”, destacou a prefeita Ângela Ghislandi.

Destaque na Região e no Estado Os números colocam Nova Veneza em um patamar de excelência no mapa catarinense:

  • 1º Lugar na AMREC: O município detém o melhor índice de alfabetização entre as cidades da Região Carbonífera.
  • 12º Lugar em Santa Catarina: Entre os 295 municípios do estado, Nova Veneza figura no “Top 15”.

Trabalho Coletivo A secretária de Educação, Renata Nuernberg, que recebeu o prêmio na capital federal ao lado da coordenadora Ariane Suzin Zanoni, enfatizou que o mérito é de toda a rede. “Este selo reconhece o trabalho coletivo da equipe pedagógica e, principalmente, dos professores alfabetizadores que atuam diretamente com nossas crianças”, ressaltou.

O Selo Ouro faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa que visa garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental.

Continue Lendo

ADS1

Mais vistos